Maratonistas brasileiros falam sobre briga pelas vagas olímpicas

Redação Webrun | Maratona · 07 mar, 2012

Marílson foi indicado pela CBAt (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
Marílson foi indicado pela CBAt (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)

O Brasil pode levar de dois a seis corredores para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres, três em cada categoria. Para isso, os brasileiros têm que correr uma prova abaixo do índice estabelecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf). Confira quem são as principais apostas na categoria masculina e seus caminhos para participar da prova das Olimpíadas:

Marílson– “Ele é o único que consegue correr junto com os africanos”. A frase é de Solonei Rocha, campeão da Maratona dos Jogos Pan-Americanos de 2011. Tricampeão da São Silvestre e bicampeão da Maratona de Nova York, Marílson Gomes é indiscutivelmente o maior maratonista brasileiro em atividade.

Apesar de ter feito em 2011 a melhor marca de sua carreira (2h06, em Londres), o período para a obtenção do índice olímpico ainda não estava aberto. Após o abandono do corredor na Maratona de Chicago (09/10), a CBAt indicou o atleta para a vaga por estar entre os 30 melhores tempos do mundo no ano.

A garantia do posto tira a pressão de Marílson para fazer bom tempo na Maratona de Londres (22/04), mas o fundista deve correr forte para provar que mereceria a vaga mesmo sem a indicação. “Vamos decidir na semana da prova como será a minha estratégia”, desconversa o corredor.

Caso mais de dois atletas obtenham o índice A da Iaaf (abaixo de 2h15, que classifica até três maratonistas por país), Marílson pode querer mostrar serviço para justificar sua indicação. “Existe tanto a possibilidade de fazer uma prova conservadora, como de tentar quebrar minha marca e fazer recorde pessoal”, afirma.

Solonei – Ao contrário do introvertido Marílson, Solonei Rocha conquistou a simpatia do público com seu jeito carismático e sua trajetória de vida de coletor de lixo em Penápolis (SP) a medalhista de ouro pan-americano.

Sua melhor marca é de 2011, (fez 2h11, em Pádua, na Itália) também antes do período de obtenção do índice. Ele também correrá a Maratona de Londres, na esperança de conquistar a vaga.

“A gente sabe que uma vaga é do Marílson e torcemos muito para ele. Tem outros correndo por fora e eu espero conquistar uma dessas duas vagas em aberto”, planeja Solonei.

Paulo Roberto– Menos popular, Paulo Roberto de Almeida Paula já obteve o índice, feito não tão divulgado. Foi na Maratona de Amsterdã, em outubro, quando correu em 2h13. Ainda assim, o atleta do Cruzeiro teme que outros corredores façam tempos melhores.

“Atleta de verdade não pode se acomodar. Estou trabalhando muito desde Amsterdã para baixar minha marca porque sei que tenho a condição de correr melhor do que fiz lá”, encerra, confiante.

No Dia Internacional da Mulher, oito de março, o Webrun traz o panorama da disputa das vagas para a Maratona Feminina dos Jogos Olímpicos de Londres. Confira!

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

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