Maratona · 22 abr, 2012
Logo após o término da Maratona de Londres, neste domingo (22/04), foi realizada na Itália a Maratona de Pádua (Pádova). A prova prometia por ter a presença de quatro corredoras brasileiras que ainda buscavam vaga nas Olimpíadas, entre elas Marily dos Santos.
Marily foi a única representante brasileira na Maratona feminina dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Em Pádua, ela precisava baixar seu recorde pessoal de 2h35min31 para abaixo de 2h30min07, índice olímpico.
A brasileira venceu a prova e baixou sua marca pessoal, mas ficou sem o índice, já que marcou 2h31min55. Michele das Chagas, outra brasileira que correu a prova, fez 2h42min55, o que lhe valeu um quarto lugar.
Na categoria masculina, o brasileiro Paulo Roberto de Almeida Paula, que contava com a segunda vaga do Brasil para a Maratona Olímpica, baixou seu tempo em mais de um minuto e meio e ficou em terceiro. É a terceira vez que Paulo Roberto confirma sua vaga em Londres.
O atleta do Cruzeiro já tinha corrido 2h13min15 em Amsterdã (16/10/11) e 2h11min51 em Barcelona (25/03). Com o resultado deste domingo, Paulo Roberto bate sua melhor marca pessoal em maratonas pela terceira vez em sete meses.
Ao lado de Marílson Gomes, que fez 2h08min na Maratona de Londres, e Franck Caldeira, que fez 2h12 na Maratona de Milão (15/04), Paulo Roberto formará o time brasileiro na Maratona Olímpica masculina. Entre as mulheres, apenas Adriana Aparecida da Silva garantiu a vaga.
Ainda em Pádua, o gaúcho Élson Gracioli ficou em oitavo, com 2h20min56. Élson é conhecido por vencer provas no Sul do País, como a Meia de Floripa (25/03) e a Meia de Pomerode (SC, em 30/10/2011).
Até a publicação deste texto não haviam informações sobre a participação dos brasileiros Sérgio Celestino, Sueli Pereira e Rosângela Faria.
Confira os resultados da Maratona de Pádua 2012:
Masculino
Enquanto todos os olhos do mundo das corridas estarão voltados para a Maratona de Londres no domingo (22/04), quatro brasileiras competem na Itália para tentar a melhor marca de suas vidas. Marily dos Santos, Sueli Pereira, Michele Chagas e Rosângela Faria brigam pelas possíveis duas vagas restantes para a Maratona Olímpica.
A prova eleita pelas brasileiras para a conquista do índice (abaixo de 2h30min07) foi a Maratona de Santo Antônio de Pádua, na cidade italiana de Pádua (também conhecida como Pádova). Todas terão que fazer o melhor tempo de suas carreiras para juntar-se a Adriana Aparecida da Silva, que conquistou o índice na Maratona de Tóquio (com 2h29min17).
Marily, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, terá que baixar seu tempo em mais de cinco minutos (2h35min31). Se o índice vier agora melhor. Caso contrário, vou seguir trabalhando forte para melhorar, afirma, ciente da dificuldade.
Sueli Pereira, atual vice-campeã brasileira de corrida de rua, tem um desafio maior ainda, já que sua melhor marca na modalidade é de 2h39min10. Michele Chagas e Rosângela Faria, do Pinheiros, também tentam o índice.
Na prova masculina, o Brasil estará representado por Sérgio Celestino. O paulista tenta melhorar o seu recorde pessoal de 2h17min para abaixo de 2h12, tempo que Franck Caldeira fez em Milão no dia 15 de abril, e com um olho no desempenho de Solonei Rocha em Londres.
Maratona · 20 abr, 2012
Enquanto todos os olhos do mundo das corridas estarão voltados para a Maratona de Londres no domingo (22/04), quatro brasileiras competem na Itália para tentar a melhor marca de suas vidas. Marily dos Santos, Sueli Pereira, Michele Chagas e Rosângela Faria brigam pelas possíveis duas vagas restantes para a Maratona Olímpica.
A prova eleita pelas brasileiras para a conquista do índice (abaixo de 2h30min07) foi a Maratona de Santo Antônio de Pádua, na cidade italiana de Pádua (também conhecida como Pádova). Todas terão que fazer o melhor tempo de suas carreiras para juntar-se a Adriana Aparecida da Silva, que conquistou o índice na Maratona de Tóquio (com 2h29min17).
Marily, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, terá que baixar seu tempo em mais de cinco minutos (2h35min31). Se o índice vier agora melhor. Caso contrário, vou seguir trabalhando forte para melhorar, afirma, ciente da dificuldade.
Sueli Pereira, atual vice-campeã brasileira de corrida de rua, tem um desafio maior ainda, já que sua melhor marca na modalidade é de 2h39min10. Michele Chagas e Rosângela Faria, do Pinheiros, também tentam o índice.
Na prova masculina, o Brasil estará representado por Sérgio Celestino. O paulista tenta melhorar o seu recorde pessoal de 2h17min para abaixo de 2h12, tempo que Franck Caldeira fez em Milão no dia 15 de abril, e com um olho no desempenho de Solonei Rocha em Londres.
Maratona · 16 abr, 2012
Quem aposta nos quenianos para o ouro olímpico da Maratona deve considerar também o desempenhos de um país vizinho, a Etiópia. No domingo (15/04), os atletas do país na região do Chifre da África fizeram nada menos do que a melhor marca feminina e a segunda melhor marca masculina no ano sendo que a melhor entre os homens também é de um etíope.
Tiki Gelana venceu a prova feminina com 2h18min58, recorde pessoal. Com esse tempo, Gelana torna-se a quarta maratonista mais rápida da história.
Na prova masculina, Yemane Tsegay Adhane completou a prova holandesa em 2h04min48, seguido do compatriota Getu Fekele, que cravou 2h04min50, igualando o terceiro melhor tempo do ano, do também etíope Dino Sefir. A melhor marca é de 2h04min23, de Ayele Abshero, na Maratona de Dubai (27/01).
Com esses resultados, a Etiópia se coloca com autoridade na lista de favoritos para o ouro olímpico nas duas maratonas. Dos melhores tempos do ano entre os homens, os cinco primeiros são de etíopes. Entre as mulheres, são seis entre as dez primeiras, incluindo as duas líderes.
Confira o resultado da Maratona de Roterdã 2012:
Masculino
Feminino
Os fundistas brasileiros Franck Caldeira e Damião Ancelmo correram a Maratona de Milão no domingo (15/04) abaixo do índice olímpico de 2h18min. Franck foi o sexto, com 2h12min03, enquanto Damião ficou em oitavo, com 2h14min14.
O tempo não classifica Damião, uma vez que cada país pode levar no máximo três atletas para a Maratona dos Jogos Olímpicos e o Brasil já conta com Marílson Gomes por estar entre os 30 melhores do mundo em 2011 e Paulo Roberto de Almeida Paula, que fez 2h11min em Barcelona (25/03).
O prazo para a conquista do índice para a Maratona se encerra no próximo dia 29 de abril. No próximo domingo (22/04), ocorre a Maratona de Londres, onde Solonei Rocha e Marílson competirão uma marca de Solonei abaixo de 2h12 deixa Franck de fora.
No mesmo dia, outros brasileiros devem tentar o índice na Maratona de Pádua, na Itália. Ainda em Milão, Flávio Henrique Guimarães também correu abaixo do exigido, mas com tempo alto para a disputa, 2h17min39. José Teles fez 2h24min04.
A vitória na metrópole italiana foi dos quenianos Daniel Too, com 2h08min39 e Irene Jerotich Kosgei, com 2h31min07.
Maratona · 16 abr, 2012
Os fundistas brasileiros Franck Caldeira e Damião Ancelmo correram a Maratona de Milão no domingo (15/04) abaixo do índice olímpico de 2h18min. Franck foi o sexto, com 2h12min03, enquanto Damião ficou em oitavo, com 2h14min14.
O tempo não classifica Damião, uma vez que cada país pode levar no máximo três atletas para a Maratona dos Jogos Olímpicos e o Brasil já conta com Marílson Gomes por estar entre os 30 melhores do mundo em 2011 e Paulo Roberto de Almeida Paula, que fez 2h11min em Barcelona (25/03).
O prazo para a conquista do índice para a Maratona se encerra no próximo dia 29 de abril. No próximo domingo (22/04), ocorre a Maratona de Londres, onde Solonei Rocha e Marílson competirão uma marca de Solonei abaixo de 2h12 deixa Franck de fora.
No mesmo dia, outros brasileiros devem tentar o índice na Maratona de Pádua, na Itália. Ainda em Milão, Flávio Henrique Guimarães também correu abaixo do exigido, mas com tempo alto para a disputa, 2h17min39. José Teles fez 2h24min04.
A vitória na metrópole italiana foi dos quenianos Daniel Too, com 2h08min39 e Irene Jerotich Kosgei, com 2h31min07.
A piauiense Cruz Nonata falhou na tentativa de se classificar para a Maratona dos Jogos Olímpicos. No domingo (15/04), a brasileira correu a Maratona de Viena e chegou na sétima colocação, com 2h32min46 para ir aos Jogos, Cruz teria que correr abaixo de 2h30.
A aposta da fundista agora é uma classificação para a prova dos dez mil metros, em que foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011. Temos tempo de buscar o índice de 31min41 até o dia primeiro de julho, comenta o treinador da atleta, José Alessandro da Silva.
A prova- O evento na capital austríaca teve como grande atrativo um jogo de pega-pega entre os dois maiores nomes do esporte em atividade, a britânica Paula Radcliffe e o etíope Haile Gebrselassie, que saiu vencedor Paula largou com vantagem.
Eu gritei para ela se apressar, conta o africano, que acenou para a britânica ao ultrapassá-la. Ele venceu a prova com 1h00min52, enquanto a inglesa venceu a prova feminina com 1h12min03. Ela se desculpou por não ter sido competitiva o suficiente no desafio.
Na Maratona, a vitória ficou com o queniano Henry Sugut, com 2h06min58, recorde do percurso. Na prova feminina, a etíope Fate Tola venceu, com 2h26min39.
Vaga olímpica- A única brasileira classificada no momento para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 é Adriana Aparecida da Silva. A corredora conquistou a vaga na Maratona de Tóquio.
Maratona · 16 abr, 2012
A piauiense Cruz Nonata falhou na tentativa de se classificar para a Maratona dos Jogos Olímpicos. No domingo (15/04), a brasileira correu a Maratona de Viena e chegou na sétima colocação, com 2h32min46 para ir aos Jogos, Cruz teria que correr abaixo de 2h30.
A aposta da fundista agora é uma classificação para a prova dos dez mil metros, em que foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011. Temos tempo de buscar o índice de 31min41 até o dia primeiro de julho, comenta o treinador da atleta, José Alessandro da Silva.
A prova- O evento na capital austríaca teve como grande atrativo um jogo de pega-pega entre os dois maiores nomes do esporte em atividade, a britânica Paula Radcliffe e o etíope Haile Gebrselassie, que saiu vencedor Paula largou com vantagem.
Eu gritei para ela se apressar, conta o africano, que acenou para a britânica ao ultrapassá-la. Ele venceu a prova com 1h00min52, enquanto a inglesa venceu a prova feminina com 1h12min03. Ela se desculpou por não ter sido competitiva o suficiente no desafio.
Na Maratona, a vitória ficou com o queniano Henry Sugut, com 2h06min58, recorde do percurso. Na prova feminina, a etíope Fate Tola venceu, com 2h26min39.
Vaga olímpica- A única brasileira classificada no momento para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 é Adriana Aparecida da Silva. A corredora conquistou a vaga na Maratona de Tóquio.
Maratona · 04 abr, 2012
Vanderlei Cordeiro de Lima, herói do atletismo nacional, será um dos responsáveis por carregar a tocha olímpica no tradicional revezamento que precede os Jogos Olímpicos. Medalhista de bronze em Atenas 2004, o paranaense até hoje é lembrado pelo empurrão que sofreu de um padre irlandês enquanto liderava os 42 quilômetros da maratona.
Para mim é uma grade satisfação participar do revezamento da tocha, conta Vanderlei. Fiquei muito feliz com o convite de poder representar meu país.
No dia dez de maio acontecerá uma cerimônia no Templo de Hera, na Olímpia Antiga (Grécia), onde a chama será acesa usando os raios solares. Em seguida terá início uma jornada pela Ilha de Creta e diversas comunidades do país, como Piraeus, Thessalonica, Xanthi e Larissa, antes de chegar a Atenas no Estádio Panatenáico (Panathinaiko), em 17 de maio.
No palco dos primeiros Jogos Olímpicos Modernos (1896) a tocha passará para as mãos da delegação britânica, que a levará para o Reino Unido no dia 18 de maio. Terá início então uma jornada de 70 dias pelo país até a cerimônia de abertura em 27 de julho.
Assista a seguir dois vídeos extraídos do Youtube, mostrando o empurrão sofrido por Vanderlei e o momento em que ele chega ao Estádio Olímpico.
Atletismo · 04 abr, 2012
A poucos dias do campeonato, que começa no dia 27 de julho deste ano, praticamente toda estrutura da cidade-sede já está pronta para receber os milhares de atletas e turistas do mundo inteiro. Veja os principais locais onde vão acontecer os jogos e como será a Vila Olímpica para os atletas.
Estádio Olímpico - Um campeonato universitário de atletismo vai ter o privilégio de estrear o esperado Estádio Olímpico 2.012 horas antes do início dos Jogos deste ano. Localizada no Parque Olímpico, no bairro de Stratford em Londres, a arena será inaugurada no dia cinco de maio com metade da sua capacidade total, que é de 80 mil pessoas, num festival com a presença de famosos e estrelas do esporte.
A cerimônia de Abertura dos Jogos será feita no estádio no dia 27 de julho, para os Jogos Olímpicos, e 29 de agosto, para os Jogos Paraolímpicos, e promete surpreender os espectadores do mundo todo, o que todas as organizações tentam fazer em todos os Jogos.
O estádio londrino foi o primeiro a ser construído de forma sustentável. O aço utilizado é 75% mais leve em comparação a outros estádios, segundo a organização.
Ele vai abrigar as provas de atletismo, a partir do dia três de agosto. Cerca de 2.000 atletas vão passar por lá. Provas como a Maratona e a Marcha Atlética serão realizadas nas ruas de Londres, com largada e chegada na Alameda The Mall, passando perto do Buckingham Palace, residência da monarquia britânica.
The Mall - Lugar icônico no centro de Londres, além de ser local para a Maratona e Marcha Atlética, a The Mall também vai ser palco para as provas de ciclismo de estrada.
A alameda foi criada como rota para cerimônias no começo do século XX. Até hoje, cerimônias formais e grandes eventos esportivos, como a Maratona de Londres, passam por ela.
Hyde Park - O maior parque da cidade de Londres, aberto em 1637, vai receber as provas de maratona aquática e triathlon. Eventos culturais, como teatro, shows e filmes também serão realizados ali.
Na próxima página, conheça as inovações do Velódromo, a arquitetura única do Aquatics Centre e o que promete a Vila Olímpica deste ano.
Velódromo - O ciclismo de pista será realizado no Velódromo, construído no Parque Olímpico para a ocasião. Foi considerada a segunda melhor construção do ano pelo Royal Institute of British Architects (Instituto Real de Arquitetos Britânicos).
Também construído da maneira mais sustentável possível, o sistema de ventilação 100% natural deve eliminar a necessidade do uso de ar condicionado na arena, além do design que otimiza a luz natural, diminuindo o uso de energia elétrica. Uma parede de vidro na estrutura vai permitir que mesmo quem esteja do lado de fora, possa acompanhar as competições.
Depois dos Jogos, novos investimentos vão chegar à área, com a construção de um circuito de mountain bike e de ciclismo para a comunidade local. Bicicletários, cafés e workshops serão oferecidos. O investimento vai ajudar Londres a se tornar a capital mundial do ciclismo, segundo a organização.
Aquatics Centre - Outra construção interessante que vem tomando lugar na mídia é o Aquatics Centre, onde serão realizadas as provas de natação, nado sincronizado, salto ornamental e pentathlon. De design curioso e único, é a primeira coisa a ser avistada por quem chega ao Parque Olímpico.
O centro foi desenhado pela arquiteta iraquiana, radicada em Londres, Zaha Hadid, a primeira mulher a ganhar um Prêmio Pritzker, considerado o mais importante da área, em 2004. Sua marca da arquitetura desconstrutivista, inovadora e visionária ficou impressa no formato ondulado da estrutura.
O Aquatics Centre será aberto para a comunidade, clubes, escolas e nadadores profissionais quando os Jogos terminarem.
Vila Olímpica - A Vila Olímpica já foi anunciada com a proposta de evitar que atletas mais festeiros, os que já competiram, atrapalhem o sono daqueles que ainda tem o desafio pela frente.
Isso porque o Parque Olímpico foi construído perto do centro da cidade, a poucos minutos da vida noturna londrina. Poucas pessoas ficarão aqui na Vila depois de competirem. Se estiverem procurando diversão, eles irão para o centro de Londres, nos clubes e restaurantes, contou Tony Sainsbury, membro do Comitê Organizador responsável pela Vila Olímpica, ao jornal britânico The Guardian.
A acomodação, com capacidade para 17 mil pessoas, tem ainda alguns diferenciais, como camas mais extensas, para jogadores de basquete e outros atletas mais altos.
Os apartamentos são próximos dos locais onde serão realizados os jogos, com muito espaço verde e até uma área para churrasco e lanchonetes Mcdonalds.
Depois dos Jogos, o complexo de £1,1 bi (cerca de R$3,2 bi) será convertido em 2.800 apartamentos de três e quatro quartos.
Fontes: Folha de S. Paulo, The Guardian, london2012.com
Fotos: London Organising Committee of the Olympic Games and Paralympic Games Limited (Logoc)
Outros · 22 mar, 2012
Depois de quatro rodadas de votação, Londres foi escolhida como cidade sede das Olimpíadas de 2012. Entre as concorrentes estavam Nova York (EUA), Moscou (Rússia), Madrid (Espanha) e Paris (França), que deu mais trabalho aos londrinos na etapa final do concurso. Mas foi em seis de julho de 2005 que eles venceram os parisienses e Londres foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para sediar os jogos.
Antes que comecem os Jogos Olímpicos este ano, vamos conhecer um pouco mais da capital inglesa.
Um pouco sobre Londres - Os ingleses são conhecidos pelos seus costumes e tradições tão intrínsecos. A pontualidade e o chá das cinco são até motivos de piadas, paródias ou admiração no mundo inteiro. O fanatismo por futebol aliado aos famosos pubs (são mais de 60 mil no Reino Unido!) deram motivo para os chamados hooligans (vândalos, em inglês, geralmente associados a times de futebol, atores de brigas violentíssimas nas ruas).
Alguns outros símbolos ingleses tornaram-se ícones mundo afora. São o caso das cabines telefônicas vermelhas e quadradinhas, os ônibus de dois andares (mais sobre eles no decorrer da matéria) e, claro, o Big Ben.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Big Ben não é a Torre do Relógio (Clock Tower), mas o grande sino que lá existe, na Casa do Parlamento (Houses of Parliament ou Palace of Westminster). Desde 1859 fornecendo as horas para os habitantes de Londres, o Big Ben, em toda a sua história, só parou de funcionar oitos vezes: seis por problemas mecânicos, uma vez por causa de uma bomba alemã durante a Segunda Guerra Mundial e outra por decisão das autoridades durante o funeral de Winston Churchill (ex primeiro-ministro inglês).
Conhecer a capital - Chegando lá, para fazer um tradicional tour para conhecer a cidade, pode-se optar por uma opção menos comum: um city jogging tour. É isso mesmo que parece: um tour de caminhada ou corrida pelos principais pontos da cidade que você escolher. Além de manter o treino em dia, dá para conhecer outros turistas e apreciar a cidade de uma perspectiva completamente nova.
Existem passeios para diferentes tipos de corredores (caminhadas, corridas leves com pequenas pausas e corridas mais longas) e também para diferentes interesses na cidade. Dá para escolher roteiros que passem pelos principais museus (como o Tate Britain e o Tate Modern), as capelas mais famosas (Westminster e St. Pauls) e até passeios temáticos como os caminhos do bruxo Harry Potter ou do lendário Jack the Ripper (Jack, o estripador).
Na próxima página, veja como conhecer a cidade por outros meios e mais o que levar, onde ficar e comer.
Se a intenção da viagem for também dar uma pausa no treinamento, opções de transporte público e taxis não faltam. Os clássicos Black Cabs possuem motoristas licenciados com a garantia que conhecem toda e qualquer parte do centro de Londres. Durante a noite, a tarifa sai mais cara e também é mais difícil de encontrar um carro vazio na madrugada.
Para quem quiser uma opção mais em conta, Londres possui uma rede de transporte público muito bem distribuída. A dica é adquirir um Oyster Card, para que as viagens saiam mais baratas do que sem o cartão.
Os famosos ônibus vermelhos de dois andares, chamados de Routemasters, foram recentemente trocados por modelos novos. Entre os cidadãos, ainda há muita controvérsia sobre o design dos novos ônibus. Mesmo assim, vale a viagem pelo tradicional símbolo da capital, que funciona 24h por dia.
Aproveite o passeio para conhecer os parques de Londres. Na maioria deles dá para praticar esportes, inclusive natação e canoagem! O Hyde Park é um desses que oferecem diversas opções de lazer, como também lugares para andar a cavalo, jogar tênis e playgrounds para crianças. A ideia é que você praticamente se esqueça que está no coração da cidade em meio a 142 hectares de natureza. O parque também vai receber parte da estrutura olímpica para este ano.
Os museus da cidade também devem fazer parte do roteiro do turista. Londres abriga um dos mais importantes museus de arte moderna e contemporânea do mundo, o Tate Modern. O museu possui um acervo muito cobiçado pelos admiradores de arte e realiza exposições dos principais artistas da atualidade. A entrada geralmente é gratuita, é bom ficar atento à programação.
Quanto levar - Mesmo sendo membro da União Européia, o Reino Unido não aderiu ao euro, e a sua moeda oficial é a libra esterlina. Uma libra está cotada em média a R$2,82 (no dia 15 de março). E por isso, para passear, comer e se hospedar na terra da rainha esteja preparado para gastar. Londres é uma das capitais mais caras do mundo (ocupa a 17ª; para efeito de comparação, São Paulo está classificada como a 28ª).
Onde ficar - A maior despesa para os turistas geralmente é com acomodação. É possível encontrar quartos por 25 libras o pernoite, porém não espere muito deles. Quartos mais confortáveis saem por pelo menos 60 e até 120 libras. Há hotéis de luxo, redes hoteleiras mais baratas, como também albergues, campings e pessoas dispostas a alugar um quarto em suas próprias casas.
Onde comer - Comer na rua em Londres pode ser um bom negócio, já que a cidade tem boas opções a preços baixos em praticamente todos os bairros. Um bom sanduíche pode custar três libras. Nos restaurantes da moda, uma boa refeição para dois sai em torno de 80 a 100 libras e, em alguns casos, facilmente a conta pode chegar a mais de 150.
E nada mais britânico do que apreciar um legítimo chá da tarde. Muitos lugares servem diferentes opções de chás e, claro, os acompanhamentos. Nos lugares mais famosos, como The Berkeley, The Savoy e Fortnum&Masons, é preciso fazer reserva com antecedência.
Fontes: visitlondon.com, guia Lonely Planet, The Guardian, The Economist
Serviços: Tate Modern Museum - www.tate.org.uk
City Jogging Tour, empresa que organiza tours à pé pela cidade - www.cityjoggingtours.co.uk
Couch Surfing, rede social de pessoas que disponibilizam estadia nos seus sofás (couch, em inglês) - www.couchsurfing.org
A brasileira Simone Alves da Silva foi do céu ao inferno em 2011. Atleta do clube BM&F Bovespa o principal clube de atletismo do País e sob a tutela do renomado Adauto Domingues, treinador de Marílson Gomes, Simone bateu os recordes sul-americanos dos 5.000 e dos 10.000 metros. Mas a alegria durou pouco.
Em outubro, o resultado do teste antidoping que a fundista realizou após o Troféu Brasil de Atletismo foi divulgado, atestando a utilização de Eritropoetina Recombinante, a EPO. O hormônio, proibido pela Iaaf, aumenta a resistência e retarda o cansaço, melhorando o rendimento.
Como consequência, Simone foi desligada do BM&F e suspensa temporariamente até o caso ser julgado. Após dois julgamentos no Brasil no início de 2012 e duas absolvições por irregularidades no processo de coleta da amostra de urina da atleta a situação de Simone foi submetida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) e deve ser julgada na Corte Arbitral do Esporte.
Posição oficial- Thomaz Mattos de Paiva, presidente da Agência Nacional Antidoping (Anad) da CBAt, argumenta que o caso não foi conduzido de acordo com as normas internacionais, por isso foi enviado à Iaaf. Infelizmente os julgadores no Brasil ainda não tem o completo entendimento da regra internacional, não a aplicam corretamente, alega.
Simone se diz inocente. Tenho a experiência de 14 anos competindo. Em hipótese nenhuma eu ia fazer uma besteira dessas para acabar com a minha carreira em um dia só, conta a baiana, de 27 anos. Segundo a corredora, os erros na coleta de sua urina no Troféu Brasil abriram brecha para a contaminação das amostras.
Eu saí da sala de controle [para dar entrevista a uma rede de televisão]. A regra determina que o atleta pode sair, mas apenas com o copo lacrado, não com um guardanapo em cima. A gente ficou mais de meia hora fora, minha urina lá encostada em um canto, de costas para mim, eu não tinha escolta. Vai saber o que aconteceu nesse meio tempo, defende-se.
Se eu soubesse de tudo isso jamais teria saído da sala. Eles falam ah, o atleta que tem que cuidar da sua urina. Sim. Mas e a parte da delegação técnica da CBAt, de quem me liberou?, cobra a fundista. Apesar de a EPO ser injetável, a defesa da fundista acredita que sua amostra de urina foi contaminada nesse intervalo.
Sonho olímpico- Thomaz de Paiva explica que nos próximos dois meses a Iaaf informa se aceita o recurso da CBAt e se o caso será levado a julgamento na Corte Arbitral do Esporte. Estou treinando em dois períodos, antes e depois de trabalhar, diz Simone, que por enquanto treina por conta própria ela trabalha com venda de lingeries, em casa .
Já tive sondagem de clubes e proposta de patrocínio, mas não quero pegar ainda porque não temos a decisão. Mas estou bem confiante, apresentamos argumentos que provam a irregularidade na coleta, define. O prazo para obtenção de índice olímpico para os 5.000 e 10.000 metros vai até o dia primeiro de julho.
Por isso, a corredora espera agilidade no caso. Não foi a gente que recorreu, foram eles. Não podem ficar brincando com o atleta, diz, antes de finalizar: assim que voltar a competir eu busco minha vaga em Londres, com certeza.
Atletismo · 21 mar, 2012
A brasileira Simone Alves da Silva foi do céu ao inferno em 2011. Atleta do clube BM&F Bovespa o principal clube de atletismo do País e sob a tutela do renomado Adauto Domingues, treinador de Marílson Gomes, Simone bateu os recordes sul-americanos dos 5.000 e dos 10.000 metros. Mas a alegria durou pouco.
Em outubro, o resultado do teste antidoping que a fundista realizou após o Troféu Brasil de Atletismo foi divulgado, atestando a utilização de Eritropoetina Recombinante, a EPO. O hormônio, proibido pela Iaaf, aumenta a resistência e retarda o cansaço, melhorando o rendimento.
Como consequência, Simone foi desligada do BM&F e suspensa temporariamente até o caso ser julgado. Após dois julgamentos no Brasil no início de 2012 e duas absolvições por irregularidades no processo de coleta da amostra de urina da atleta a situação de Simone foi submetida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) e deve ser julgada na Corte Arbitral do Esporte.
Posição oficial- Thomaz Mattos de Paiva, presidente da Agência Nacional Antidoping (Anad) da CBAt, argumenta que o caso não foi conduzido de acordo com as normas internacionais, por isso foi enviado à Iaaf. Infelizmente os julgadores no Brasil ainda não tem o completo entendimento da regra internacional, não a aplicam corretamente, alega.
Simone se diz inocente. Tenho a experiência de 14 anos competindo. Em hipótese nenhuma eu ia fazer uma besteira dessas para acabar com a minha carreira em um dia só, conta a baiana, de 27 anos. Segundo a corredora, os erros na coleta de sua urina no Troféu Brasil abriram brecha para a contaminação das amostras.
Eu saí da sala de controle [para dar entrevista a uma rede de televisão]. A regra determina que o atleta pode sair, mas apenas com o copo lacrado, não com um guardanapo em cima. A gente ficou mais de meia hora fora, minha urina lá encostada em um canto, de costas para mim, eu não tinha escolta. Vai saber o que aconteceu nesse meio tempo, defende-se.
Se eu soubesse de tudo isso jamais teria saído da sala. Eles falam ah, o atleta que tem que cuidar da sua urina. Sim. Mas e a parte da delegação técnica da CBAt, de quem me liberou?, cobra a fundista. Apesar de a EPO ser injetável, a defesa da fundista acredita que sua amostra de urina foi contaminada nesse intervalo.
Sonho olímpico- Thomaz de Paiva explica que nos próximos dois meses a Iaaf informa se aceita o recurso da CBAt e se o caso será levado a julgamento na Corte Arbitral do Esporte. Estou treinando em dois períodos, antes e depois de trabalhar, diz Simone, que por enquanto treina por conta própria ela trabalha com venda de lingeries, em casa .
Já tive sondagem de clubes e proposta de patrocínio, mas não quero pegar ainda porque não temos a decisão. Mas estou bem confiante, apresentamos argumentos que provam a irregularidade na coleta, define. O prazo para obtenção de índice olímpico para os 5.000 e 10.000 metros vai até o dia primeiro de julho.
Por isso, a corredora espera agilidade no caso. Não foi a gente que recorreu, foram eles. Não podem ficar brincando com o atleta, diz, antes de finalizar: assim que voltar a competir eu busco minha vaga em Londres, com certeza.
Seis corredores podem representar o Brasil na Maratona dos Jogos Olímpicos, três homens e três mulheres. No mínimo serão dois representantes, os já classificados Marílson Gomes confira aqui o panorama da briga pela vaga masculina e Adriana Aparecida da Silva, que diz não acreditar em medalha.
O índice feminino definido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é de 2h30min07 e Adriana tornou-se a única brasileira em atividade a correr os 42,195 quilômetros abaixo da marca entenda como é definido o índice. Veja quem são as principais concorrentes das duas vagas em aberto:
Cruz Nonata- A piauiense começou tarde no atletismo, após os 30 anos, mas já acumula bons resultados como vitórias nos 5.000 metros e nos 10.000 metros do Troféu Brasil de Atletismo. Em 2011, conquistou a medalha de prata nas mesmas provas nos Jogos Pan-Americanos e disputou sua primeira maratona, em Chicago (EUA), quando marcou 2h35min.
Ela corre em 15 de abril a Maratona de Viena para tentar bater o índice. Se Deus reservou (a vaga) para as três, acho que a gente vai conseguir, conta Cruz. Sobre a pressão de fazer o tempo agora que Adriana já está classificada, a corredora demonstra fé.
Ela já conseguiu e está de parabéns, mas não temos de dizer ai, não vou conseguir. Estou confiante". Caso não consiga a vaga, ela deve tentar a classificação nos 5.000 e 10.000 metros. Mas o objetivo é a maratona, reforça.
Sueli Pereira- Goiana de Jataí, Sueli foi a sensação do ranking brasileiro de corredores de rua em 2011. A fundista foi a vice-campeã, dez vezes a melhor brasileira nas provas válidas e recordista em duas etapas do Circuito Caixa.
Sueli irá correr a Maratona de Londres (22/04) para obter o índice. Estou tranquila, se treinar bem treinadinho dá para conseguir fazer o ritmo como ela (Adriana) fez. Ela treinou bastante, fez o trabalho certinho. Estou confiante, com certeza!, afirma a jataiense, que tem 2h39min como sua melhor marca.
Marily dos Santos- Única representante feminina do País na Maratona dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a alagoana radicada em Juazeiro (BA) demonstra certa inquietação. Depois do que aconteceu na Meia de São Paulo em 2011 eu nunca mais fui a mesma, conta.
A declaração faz referência ao batedor que a direcionou para uma entrada errada quando liderava a prova no ano passado. Ela já havia sido prejudicada nos Jogos Olímpicos, quando teve de correr a Maratona com um uniforme masculino, mais largo. Esse tipo de coisa me desestimula totalmente, protesta.
Vou tentar uma prova fora para baixar meu tempo, só não sei se dará índice. Mas (o índice) não é um bicho de sete cabeças, finaliza a fundista, que tem como melhor marca 2h35min31.
Maratona · 08 mar, 2012
Seis corredores podem representar o Brasil na Maratona dos Jogos Olímpicos, três homens e três mulheres. No mínimo serão dois representantes, os já classificados Marílson Gomes confira aqui o panorama da briga pela vaga masculina e Adriana Aparecida da Silva, que diz não acreditar em medalha.
O índice feminino definido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é de 2h30min07 e Adriana tornou-se a única brasileira em atividade a correr os 42,195 quilômetros abaixo da marca entenda como é definido o índice. Veja quem são as principais concorrentes das duas vagas em aberto:
Cruz Nonata- A piauiense começou tarde no atletismo, após os 30 anos, mas já acumula bons resultados como vitórias nos 5.000 metros e nos 10.000 metros do Troféu Brasil de Atletismo. Em 2011, conquistou a medalha de prata nas mesmas provas nos Jogos Pan-Americanos e disputou sua primeira maratona, em Chicago (EUA), quando marcou 2h35min.
Ela corre em 15 de abril a Maratona de Viena para tentar bater o índice. Se Deus reservou (a vaga) para as três, acho que a gente vai conseguir, conta Cruz. Sobre a pressão de fazer o tempo agora que Adriana já está classificada, a corredora demonstra fé.
Ela já conseguiu e está de parabéns, mas não temos de dizer ai, não vou conseguir. Estou confiante". Caso não consiga a vaga, ela deve tentar a classificação nos 5.000 e 10.000 metros. Mas o objetivo é a maratona, reforça.
Sueli Pereira- Goiana de Jataí, Sueli foi a sensação do ranking brasileiro de corredores de rua em 2011. A fundista foi a vice-campeã, dez vezes a melhor brasileira nas provas válidas e recordista em duas etapas do Circuito Caixa.
Sueli irá correr a Maratona de Londres (22/04) para obter o índice. Estou tranquila, se treinar bem treinadinho dá para conseguir fazer o ritmo como ela (Adriana) fez. Ela treinou bastante, fez o trabalho certinho. Estou confiante, com certeza!, afirma a jataiense, que tem 2h39min como sua melhor marca.
Marily dos Santos- Única representante feminina do País na Maratona dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a alagoana radicada em Juazeiro (BA) demonstra certa inquietação. Depois do que aconteceu na Meia de São Paulo em 2011 eu nunca mais fui a mesma, conta.
A declaração faz referência ao batedor que a direcionou para uma entrada errada quando liderava a prova no ano passado. Ela já havia sido prejudicada nos Jogos Olímpicos, quando teve de correr a Maratona com um uniforme masculino, mais largo. Esse tipo de coisa me desestimula totalmente, protesta.
Vou tentar uma prova fora para baixar meu tempo, só não sei se dará índice. Mas (o índice) não é um bicho de sete cabeças, finaliza a fundista, que tem como melhor marca 2h35min31.
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