Triathlon · 03 maio, 2011
A Companhia Athletica de Brasília promoverá, no dia sete de maio, o segundo Simulado Ironman Brasil, que tem como objetivo reforçar o preparo dos participantes da prova em Florianópolis (SC), dia 29 de maio. A largada será no estacionamento Píer 21, às sete horas.
O Ironman Brasil 2011 contará pontos para o ranking mundial e no final do ano, os melhores 50 homens e 30 mulheres irão para o Mundial de Ironman, no Havaí. A simulação, feita para aperfeiçoar o desempenho dos atletas, terá dois quilômetros de natação, 70 de ciclismo e 15 de corrida. O percurso foi organizado com procedimentos similares ao Ironman Brasil e inicia no Lago Paranoá.
Os interessados devem se inscrever até o dia cinco de maio, na recepção da academia Cia Athletica, com o valor de R$ 30. O simulado tem vagas limitadas.
Triathlon · 02 maio, 2011
O Ironman Brasil de 2011 reunirá quase 2000 atletas em Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), na maior prova de triatlhon no dia 29 de maio. Mariana Borges de Andrade vem se preparando desde o começo do ano e dedica seus treinos a provas longas desde 2010. Desde o ano passado, que consegui encaixar bem os treinos, percebi uma evolução grande, principalmente na bike e na corrida. Gostaria de baixar meu tempo para menos de dez horas, revela a triatleta.
Preparação- Mariana começou sua preparação competindo o meio Ironman em Pucón, no Chile, em janeiro de 2011 e, desde então, tem focado seus treinos para o Ironman Brasil. Eu treino cerca de 20 a 25 horas semanais, todos os dias. Tenho acompanhamento nutricional, uma equipe de fisioterapeutas e meus treinadores. Corro de 50 a 60 quilômetros por semana, cerca de oito a 12 horas são destinadas semanalmente para treinar ciclismo e 15 a 20 quilômetros por semana de natação, detalha ela.
A atleta percebeu sua melhora desde o ano passado e espera ficar entre as dez melhores colocadas da categoria feminina da elite. Faço triathlon há nove anos, comecei em 2002 e os três Irons que eu fiz foram aqui no Brasil, em Florianópolis (SC), que é minha cidade natal. Meu primeiro foi em 2007 e desde 2010 estou dedicando meus treinos para provas longas, diz Mariana.
Mundial de Ironman- O atual ranking de classificação para o Mundial de Ironman, no Havaí, leva em conta as cinco melhores pontuações em competições de Ironman ou Ironman 70.3. Ou seja, no período de um ano, os classificados terão realizado dois Ironman, no mínimo um classificatório e Kona, e pelo menos dois 70.3.
Para Mariana, o custo para participar de tantas provas é muito elevado, levando em conta que na América do Sul acontecem apenas três provas. O desgaste físico é enorme já que não há tempo suficiente para recuperação, comprometendo também o desempenho em Kona, pois não haverá tempo suficiente para uma boa periodização, finaliza a triatleta.
Conquistas- Para Mariana suas três principais conquistas foram os três Ironman Brasil que completou. Ano passado fiquei em oitavo lugar com tempo de 10h19min, isto porque que fiquei 20 minutos parada esperando os mecânicos para consertar o raio do pneu da minha bicicleta, que estourou, conta ela, que diz estar fazendo sua parte nos treinos e espera ter sorte para que tudo dê certo ao longo da competição.
Outra disputa em que a triatleta teve muitas dificuldades foi a de Pucón, devido às condições ruins com muito vento, frio e chuva. Muita gente acabou abandonando a prova por causa de hipotermia na parte do ciclismo, estava bem perigoso. Fiquei bem contente com a conquista da quinta colocação e no sentido de ter completado a prova, finaliza Mariana.
Triathlon · 29 abr, 2011
Alessandra Rocio de Carvalho, triatleta há quase dez anos, irá participar da maior competição de triathlon da América Latina, o Ironman Brasil 2011, que acontece dia 29 de maio. A disputa reunirá cerca de 2000 atletas em Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC). Meu objetivo é completar a prova abaixo de 10h30, geralmente faço entre 10h ou 10h15, não sei se vai dar, mas estou treinando para isso. Se tudo correr bem acredito que consigo fazer abaixo de 10h15, conta Alessandra.
Preparação- A triatleta decidiu participar do Ironman de 2011, apenas no início do ano, e com ajuda de seu treinador, manteve seus treinos diários e aumentou a carga nos finais de semana. Eu treino cerca de seis horas por dia, entre ciclismo, corrida, natação e às vezes algum complemento como pilates e musculação. Os treinos longos eu faço de final de semana, normalmente pedalo cerca 150 a 180 quilômetros no sábado e faço uma corrida mais longa no domingo, explica ela.
Alessandra tem como objetivo completar a disputa abaixo de 10h30 e chegar entre as dez primeiras. Ela espera que a temperatura e o vento no ciclismo favoreçam para que ela alcance suas metas. A palavra não é nervosa, é ansiosa. Sinto muita vontade de fazer esta prova, e estou preparada, mas ainda tenho quase um mês de treinos até a competição. Acho que vou chegar a Florianópolis (SC) bem preparada e confiante, revela a triatleta.
Mundial de Ironman- Ano passado (2010) os atletas garantiam sua vaga para o Mundial de Ironman, em Kona, no Havaí, participando apenas de uma edição do circuito. Porém, a organização do evento criou um ranking, onde os atletas participarão de várias edições da prova, para somar pontos. Apenas os melhores 50 homens e 30 mulheres do ranking se classificarão para o mundial.
A triatleta acredita que essa mudança favorece os norte-americanos, já que 75% das provas de Ironman acontecem na América do Norte, o que cria dificuldades para os atletas da América do Sul e da Ásia. De certa forma pra mim, não foi muito legal essa nova regra. É preciso ter dinheiro e patrocínios para poder viajar bastante para as provas da Ironman, pra somar pontos no ranking, analisa ela.
Alessandra também acha que a quantidade de atletas é muito pequena se comparada com o tamanho e importância da competição em Kona. Sendo apenas 30 mulheres dificultou ainda mais, finaliza a triatleta que participará da disputa em Florianópolis (SC).
Conquistas- A atleta correu o meio Ironman de San Juan, em Porto Rico, que ocorreu no dia 19 de março de 2011 e revela que foi um dos trechos de ciclismo mais difíceis que ela já fez. Foi um dos pedais mais difíceis que eu já fiz e uma corrida com percurso só de subidas e descidas. Nos 21 quilômetros de trajeto havia apenas uns 200 metros de plano, diz Alessandra.
Outra conquista, do ponto de vista da atleta, foi o GP Extreme, em São Carlos (SP), que ocorreu no dia três de abril, no Parque Eco Esportivo Damha. Foram 100 quilômetros cheios de subidas e descidas no ciclismo. Foi uma prova duríssima, fala a competidora.
No seu primeiro Ironman, em 2007, Alessandra diz ter feito o triathlon por impulso. Eu não esperava fazer a prova, mas faltando um mês ganhei em um sorteio um cupom para o Ironman e resolvi largar na competição. Como não tinha feito treino específico, não sabia se ia conseguir terminar e não tinha expectativas. No fim acabei concluindo a prova, o que foi uma vitória para mim, pois não havia treinado, termina ela.
Triathlon · 29 abr, 2011
O sistema de classificação para a final do Ironman e do Ironman 70.3, que acontecerá em Kona, no Havaí, e Los Angeles, Califórnia, foi modificado efetivamente a partir do dia primeiro de setembro de 2010. Os atletas ganharão pontos durante provas ao redor do mundo e, de acordo com sua pontuação no Ranking Mundial, se qualificarão para a final.
Apenas os melhores 50 homens e 30 mulheres se classificarão para o mundial, mas essa proporção pode ser submetida a reajuste nos anos seguintes, de acordo com o número de membros do World Triathlon Corporation (WTC) que participarem do Ironman e do 70.3. O pré-requisito para a participação do atleta é que este complete pelo menos uma vez o percurso maior ao longo do ano qualificatório.
Em julho deste ano, 40 homens e 25 mulheres profissionais serão classificadas para a etapa no Havaí. Já em agosto, os melhores dez homens e cinco mulheres, ocuparão as últimas vagas na final. Empates serão resolvidos de acordo com as regras da WTC e, se algum atleta desistir ou perder o prazo de inscrição, o próximo profissional do ranking será classificado.
Os campeões do mundial de anos anteriores receberão um convite para participar do mundial de Ironman por um período de cinco anos após seu último campeonato. Os antigos vencedores devem completar uma prova do percurso longo no ano qualificatório.
Triathlon · 28 abr, 2011
Uma bronquite foi a razão para que um dos maiores triatletas do Brasil, Santiago Ascenço, entrasse para o mundo do triatlhon. Graças a esse problema de saúde, o goiano de 30 anos começou a fazer natação por orientação médica e agora segue para seu terceiro Ironmam, marcado para o próximo dia 29, no sul do país.
Eu era ainda um menino e andava de bike como brincadeira. Mas um dia assisti a uma prova de Triatlhon na televisão e gostei. Em seguida tinha uma disputa na região que eu moro e decidi participar. Na época nem tinha noção do que era, pois tinha 13 anos, relembra o melhor brasileiro no Ironmam Brasil do ano passado, com a terceira colocação.
Há 17 anos como profissional, Santiago garante que tentará melhorar seu desempenho em relação ao ano passado, mas que ainda assim é impossível ter vitória garantida. Ganhar depende de uma combinação tão grande de fatores que é difícil dizer eu vou vencer, mas estou mudado um pouco os pontos falhos das edições passadas e espero que dê certo, conta Santiago.
Para o atleta, a maior diferença este ano é o volume e intensidade nos treinamentos. Tenho tentado fazer um fim de treino um pouco mais forte, pois percebei que no final da prova, tanto no ciclismo como na corrida, há uma queda relevante na performance, natural por se tratar de uma disputa de oito horas, revela.
Além disso, o goiano acredita que as aulas de pilates, frequentadas por ele neste primeiro semestre, também o ajudarão na questão do fortalecimento. Nem todos os dias faço os três esportes [natação, corrida e bike]. Na semana que eu mais treinei eu fiz 30 horas, mas no geral eu somo 24 horas. Eu prefiro optar por um trabalho mais específico.
Os demais atletas normalmente fazem uma rodagem muito maior, mas segundo Ascenço, quando existe a diminuição no volume de treino é possível se poupar em termos de desgaste, lesões e problemas nas articulações. Dá para ter um resultado bastante eficiente sem ter que ficar horas em cima da bicicleta, pois querendo ou não desgasta mentalmente também, complementa.
Santiago é um triatleta com excelente performance na corrida e garante estar bem preparado para a disputa de bike. Outro fator que faz dele um dos favoritos é sua classificação no GP Extreme São Carlos (primeiro colocado), disputado no mês de março. É sempre bom ganhar, motiva bastante, mas não pode ficar muito animado porque tem outros bons inscritos no Ironman Brasil, que para mim é o maior desafio que eu já enfrentei, afirma.
Triathlon · 21 abr, 2011
O evento de triatlhon mais aguardado do país, o Ironman Brasil 2011, registra a maior participação da história da competição, que serve como seletiva (na América Latina) para a final do Circuito Ironman, no Havaí. Em 2010, o número de participantes foi de 1.650 triatletas, já este ano serão dois mil inscritos reunidos em Jurerê Internacional, Florianópolis (SC), às 7h, horário da largada.
O Ironmam Brasil também receberá competidores de 34 países diferentes, representando os cinco continentes. "Aumentamos o numero de atletas gradativamente, sem colocar em risco a integridade de ninguém. Hoje estamos aptos e reunir esta quantidade de pessoas, o que mostra a força da prova", explica Carlos Galvão, diretor-geral do Ironman Brasil.
A prova oferecerá 50 vagas para a final do Havaí, mas somente este ano, pois nas próximas edições não haverá mais vagas para profissionais. A WTC (World Tritlhon Corporation), que coordena o circuito mundial Ironman, implantou um novo sistema de pontuação para os profissionais, no qual eles serão pontuados de acordo com a classificação em cada prova. Na próxima temporada, o resultado do Ironman Brasil, por exemplo, se somará a pontuações de outras disputas e os melhores colocados ganharão as vagas.
Durante o trajeto, com 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42,1 de corrida, aparecerão os melhores nomes do esporte nacional, como Santiago Ascenço, Ivan Albano, Antonio Manssur, Guilherme Manocchio, Fernanda Keller, Vanessa Gianinni, Silvia Fusco e Ana Lidia Borba. A programação oficial começa no dia 25 de maio, com a abertura da Expo- Ironman.
A prova tem 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42,1 de corrida. Na sexta-feira, dia 27, acontece o tradicional jantar de massas, a partir das 19h. No dia 29 as atividades começam cedo, às 4h30, com a pintura dos atletas e acesso à área de transição. A largada será às 7h, com término à meia-noite. Enquanto na segunda-feira, dia 30, será a vez do almoço de confraternização.
Triathlon · 20 abr, 2011
O Ironman Brasil 2011, maior prova de triathlon da América Latina, acontece no dia 29 de maio, em Florianópolis. Fernanda Keller, triatleta que já venceu a competição cinco vezes além de ter participado de vários Ironman no exterior, competirá no evento que tem 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida. A atleta afirmou não ter nenhuma expectativa ou meta em relação a seu desempenho na competição. "Apenas pretendo fazer o melhor possível", conta.
Preparação- Fernanda, que já tem mais de 25 anos de experiência em provas de triathlon, treina 25 quilômetros de natação, 400 de ciclismo e 90 de corrida por semana, orientada por seu técnico Marcelo Borges, para se preparar para provas tão longas como o Ironman Brasil.
Além dos treinos, a triatleta faz um treinamento de ginástica natural, orientada pelo mestre Orlando Cani. Esse tipo de ginástica utiliza a movimentação constante e tem como base a movimentação no solo do jiu-jitsu, os exercícios de força com o peso do próprio corpo, técnicas de alongamento e flexibilidade de forma dinâmica e técnicas de respiração.
A competidora que é de Niterói e mora atualmente no Rio de Janeiro, procura escolher lugares menos movimentados para treinar a parte do ciclismo. "O problema no Brasil é a falta de segurança e respeito no trânsito, que também atinge os ciclistas", comenta a triatleta.
Mundial de Ironman- Até ano passado (2010) os atletas conseguiam se classificar para o Mundial de Ironman em Kona, no Havaí, participando apenas de uma edição do circuito. Porém, esse ano a organização do evento criou um ranking e os atletas terão que participar de várias edições da competição para somar pontos.
Fernanda comenta que não é fácil para os atletas completarem o número de provas que vêm sendo obrigados a participar e que alguns têm ainda mais dificuldades, pois não têm condições para sobreviver do esporte. Acredito que o critério estabelecido, foi que se um atleta se considera profissional, tem que estar apto a participar de certo número de provas de Ironman por temporada, fala Keller.
Além disso, a quantidade de atletas, sendo apenas 30 mulheres e 50 homens, é muito pequena em relação aos outros anos que reuniram cerca de 180 participantes no mundial. Considero um grande absurdo e um verdadeiro atraso na evolução do esporte, principalmente no feminino, já que o número ser diferente é injustificável, articula a triatleta.
A evolução feminina no esporte atualmente é significativa e a melhor atleta feminina do mundo vem se posicionando entre os dez melhores atletas entre homens e mulheres. "Algumas pessoas que inventaram esse critério têm problemas muitos sérios e deveriam fazer uma análise profunda dessa atitude, fala Fernanda sobre a decisão dos organizadores.
Além disso, a triatleta comenta que e os eventos concorrentes se beneficiaram desta decisão, e acabam crescendo. Com tão poucos atletas participando a largada e a prova não terão o mesmo impacto. Não existem grandes eventos sem grandes atletas participando, conclui.
Conquistas- A triatleta se orgulha de ter participado 23 vezes consecutivas do campeonato Mundial. Ela também ressalta como foi importante ser uma recordista por ter ficado 14 vezes entre as dez primeiras colocadas em Kona, sendo seis vezes medalha de bronze na prova. "Tenho muito orgulho de ter conseguido essa marca. Mas tudo é o resultado de muita dedicação e de fazer o que eu mais gosto", finaliza a recordista.
Triathlon · 15 abr, 2011
Lindsay Hyman é treinadora da Carmichael Trainins Systemns (CTS) e prepara desde atletas que vão competir seu primeiro Ironman, quanto atletas experientes. Ela afirma que para se preparar para uma prova longa como o Iron, é preciso completar um meio Ironman (70.3) de oito a nove semanas antes da competição, para assim conseguir manter uma boa condição física até a prova.
Porém, se você realiza uma competição 70.3 numa data muito próxima ao Ironman você não se recupera a tempo de fazer um bom último treino e, se o atleta teve alguma dificuldade no 70.3, ele não terá tempo para melhorá-las.
Lindsay Hyman diz que o competidor deve utilizar o Meio Ironman como um treino para checar seu equipamento, testar suas estratégias de hidratação e nutrição, pois realizar este teste em condições de treinamento é uma situação diferente de uma competição. Alguns atletas reagem diferente em corridas, onde acabam saindo de sua rotina ou respondem de maneira variada de acordo com a quantidade e intervalo de alimentação e a intensidade da prova.
É por isso que o 70.3 deve ser feito para benefício próprio e não para competir com atletas que têm essa prova como objetivo principal, diferente daquele que está usando esta como preparação para o Ironman. Seu ritmo na meia maratona, na corrida 70.3, será similar ao seu ritmo no Ironman, pois, após completar o 70.3 seu condicionamento físico estará melhor, mas ainda assim você não correrá a prova longa com um ritmo muito mais forte, por causa da fadiga adicional e das distâncias maiores. Para Lindsay, isso não é um fato comprovado, mas ajuda a decidir e ajustar seu ritmo para o objetivo principal.
Já para a bicicleta, o atleta deve prestar atenção ao longo do 70.3 para ver se existe algum defeito ou acessório faltando, afim de ficar cômodo ao longo de toda a competição. Para a treinadora, se você não estiver à vontade no Meio Ironman , que consiste em percorrer 1,9 quilômetro de natação, 90 de bicicleta e 21 de corrida, você jamais se sentirá confortável para participar de um Ironman, que tem o dobro de todas as distâncias.
O Ironman Brasil 2011 será realizado no dia 29 de maio, em Florianópolis (SC), e reunirá em torno de 2.000 participantes entre amadores e atletas da elite nacional e internacional.
Triathlon · 11 abr, 2011
O Ironman Brasil deste ano, tradicional competição de triathlon, acontece no dia 29 de maio, em Florianópolis (SC). A triatleta Maria Soledad Omar, argentina radicada na cidade de Niterói (RJ) e que já completou vários Ironman e Ironman 70.3, tem presença confirmada para o evento.
A principal meta na qual Maria Soledad está focada no Ironman Brasil 2011 é melhorar seu tempo. "A meta de todo atleta é melhorar seu tempo. Ano passado consegui a terceira colocação e, esse ano, quero tentar melhorar isso", relata a triatleta.
Preparação- Como prepararação para o Ironman Brasil a atleta treina todos os dias da semana, com treinos de cinco a sete horas. Ela chega a fazer até três sessões de treinos por dia ou uma sessão longa com seis horas de ciclismo ou três horas de corrida.
A triatleta argentina sai para treinar todos os dias de manhã com seu marido, também triatleta, Ezequiel Morales, mas em treinos fortes cada um tem seu ritmo. "Tem horas que não vou conseguir pedalar no mesmo ritmo que ele, porque ele é bem mais forte". Eles saem pedalando de casa às 6h30 e treinam na estrada de Maricá, que vai de Niterói até Cabo Frio. "Tem que pedalar de manhã, se você não consegue ir de manhã, não vai mais. Só se pedalar em casa ou fizer spinning".
Um dos fatores que atrapalha o treino do ciclismo para Soledad é o movimento de automóveis em Niterói. Ainda assim, a triatleta acha positivo poder sair de casa pedalando para os treinos. "O pessoal que mora no Rio tem que sair de carro para pedalar ou sair muito cedo, em São Paulo também".
Mundial de Ironman- Ano passado a classificação para o Mundial de Ironman, em Kona, dependia do resultado apenas de uma prova, mas esse ano os atletas terão que participar de várias edições do Ironman e Ironman 70.3 para somar pontos no ranking e tentar se classificar para o mundial. Apenas os 50 melhores homens e 30 mulheres do ranking estarão classificados para o evento no Havaí.
Essa modificação dificulta principalmente a classificação de atletas sul-americanos, porque a maior parte das provas de Ironman acontecem na Europa ou nos Estados Unidos. Para Soledad, os organizadores estão interessados em fazer um prova apenas para a elite. "Eram 100 homens e 80 mulheres e agora diminuiu para metade, as mulheres para menos da metade. Vai ser muito competitivo, os atletas terão que fazer muitas provas, e chegarão a Kona mortos", analisa a atleta.
O casal triatleta ainda não decidiu se vai tentar chegar ao mundial. "A gente preferiu preparar bem Florianópolis e depois do resultado analisar se vai correr atrás dos pontos, ou programar outra coisa", diz Soledad.
Conquistas- Soledad é especialista em provas de triathlon e está entre as dez primeiras colocadas em quatro Ironman 70.3 e em três Ironman. Ano passado a triatleta inclusive se classificou para o Mundial no Havaí, mas teve muitas dificuldades durante a prova por conta do forte vento.
"Eu não estava preparada para esse vento, que mexia muito a bicicleta. Isso causou uma desconcentração, fiquei um pouco apavorada e acabei perdendo o foco na hora do ciclismo. Eu só pensava em chegar, entregar a bicicleta e sair para correr", diz Soledad, que considera a participação na prova como uma das maiores conquistas de sua carreira.
Outra prova que ficou marcada pelas dificuldades para foi o Ironman de Cozumel, no México, em novembro de 2010, que exigiu muito fisicamente por ser seu terceiro Ironman no mesmo ano. "Na corrida já não sentia mais dor muscular, eu sentia dor nos ossos", comenta a triatleta. Outra conquista foi o XTerra 2009, em Angra dos Reis (RJ), em que a atleta estava na quinta posição e, faltando apenas 600 metros para o fim da prova, alcançou a primeira colocação.
Soledad ainda comenta como ficou emocionada em vencer o Long Distance de 2009, no Rio de Janeiro, junto com seu marido, que foi campeão na categoria masculina. "É muito bom, a gente desfruta, comemora, fica feliz, agradece a torcida. Porque sempre tem mais torcida para nós do que para outras atletas que são do Brasil. Quando a gente compete aqui no Rio se sente em casa", finaliza.
Triathlon · 07 abr, 2011
Com três títulos do Ironman Brasil no currículo e diversas participações, esse ano o argentino radicado no Brasil, Oscar Saúl Galindez, disputará a prova como parte de uma ação social. Vou finalizar o Projeto Solidário para ajudar uma escola na Argentina que atende quase 100 alunos com deficiência física e financeira. Alguns deles só se alimentam na escola, conta o triatleta que mora em Santos.
Galindez leiloou 15 pacotes com inscrição para o Ironman Brasil, uniformes de sua grife, a OG Design, uma planilha de treinamento geral e parte do dinheiro arrecadado foi doado para a escola Apadim, em Córdoba. Montamos uma academia de reabilitação para jovens, ressanta.
O triatleta fez um sorteio por intermédio da loteria argentina e houve 100 interessados em adquirir os pacotes. Esse projeto social me deixa mais realizado como ser humano e a minha presença no Ironman será importante, pois esses 15 atletas estarão lá competindo, lembra Galindez. Entre os competidores que apoiaram a causa estão 13 argentinos e dois uruguaios.
Mundial - Além de disputar a prova do dia 29 de maio visando finalizar o projeto social, Oscar Galindez estará de olho na vaga para a final do Ironman e do Ironman 70.3, em Kona, no Havaí e Las Vegas, EUA, respectivamente. Ao contrário dos anos passados, em que cada uma das provas do circuito mundial distribuía vagas nas diversas categorias, agora é necessário acumular pontos em pelo menos cinco etapas e se colocar entre os 50 melhores até o fim de agosto.
Até o final de março eu já ocupava a 25ª colocação para o Ironman e a oitava para o 70.3. A minha intenção é disputar as duas provas, que tem quatro semanas de diferença entre elas, relata. Como parte do treinamento para atingir esse objetivo, ele passou a competir com mais regularidade, da mesma forma como fazia há alguns anos.
Atualmente a recuperação muscular é um pouco mais demorada do que antes, mas segundo Galindez, o auge dos seus 39 anos não influencia nesse processo, como pensam algumas pessoas. Acho que a idade não tem nada a ver, porque me sinto até mais forte do que aos 25 anos, mas tenho que dividir meu tempo de atleta com a empresa OG Design.
Com um volume de três semanas de treino, Galindez afirma que a parte mais pesada será em meados de abril, após a disputa de uma prova na Argentina. Ao todo serão seis semanas de treino específico. Isso é o que eu preciso para não chegar cansado e ter uma boa perfomance.
História - Com 25 anos de carreira, Galindez acumula diversos títulos ao redor do mundo, mas elenca o terceiro lugar nos Jogos Pan Americanos de Mar Del Plata, em 1995, como uma conquista marcante. Eu tinha luxado o ombro 46 dias antes e era praticamente impossível competir. Fui lá, me superei e ainda consegui uma medalha.
Galindez chegou ao Brasil em 1995 na cidade de Santos, litoral paulista, mas ainda hoje vai à sua residência em Córdoba, onde as condições de treinos são melhores. Não consigo ficar num lugar fixo treinando, relata o argentino. O triatleta faz questão de afirmar que sempre pagou todos os impostos brasileiros e nunca teve vínculo algum com instituições governamentais. Sempre tive o apoio de várias empresas brasileiras, como a Rebook, a Memorial e a Faculdade Unimonte.
Sempre representando a Argentina nas competições, Galindez não esconde que uma parte do coração é verde amarela. A minha filha nasceu aqui, tenho um vínculo muito grande com o país, finaliza.
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