Triathlon · 06 abr, 2011
Natural da Província de Lobos, localizada a cerca de 100 quilômetros de Buenos Aires, o triatleta Ezequiel Morales, radicado na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, buscará o primeiro lugar no Ironman Brasil 2011. Na edição passada, o argentino foi vice-campeão (8h11min10), chegou logo após o australiano Luke McKenzie, que não só ganhou a disputa como também bateu recorde do percurso (8h07min38).
Os treinos para enfrentar a prova no dia 29 de maio não se diferenciam do ano anterior, segundo o triatleta, pois foi em 2010 que ele teve o melhor desempenho. A preparação do ano passado foi ótima, tive um resultado além do que esperava, conta Ezequiel, que após a competição de 2009 (prova onde obteve a quarta colocação), decidiu parar de treinar com a ajuda de um técnico.
Queria minha própria experiência. Sou formado [Educação Física], tenho pós-graduação, especializado em Iniciação ao Alto Rendimento e achei que era hora de seguir meu caminho, relata o vice-campeão. O treinamento de um Ironman, ainda de acordo com o triatleta, não é apenas somar quilômetros, mas sim ter atenção com o corpo a cada dia, já que o desgaste é muito grande. Se você treina demais, chega cansado não só fisicamente, como psicologicamente, aí não é possível dar 100%, explica o argentino.
Ele também descreve que inicialmente ficava muito magro e cansado, mas após se tornar mais atento com o peso e a recuperação necessária para chegar com força na prova, o desempenho aumentou. O principal é ter paciência, pois ano passado fiquei em segundo lugar, mas não foi apenas um ano de treinos, foram muitos anos. Fiz diversas provas, que dão bagagem, conhecimento e experiência, acrescenta.
Trajeto e habilidades - Comparando com o Havaí, acho o percurso daqui fácil. No Brasil praticamente não tem subida e o clima aqui é bom, nem quente, nem frio. Além do mar ser bastante tranquilo, descreve Ezequiel, triatleta com melhor performance na corrida. Comecei a nadar depois dos 20 anos, então ficou um pouco mais difícil. Eu me esforço, mas não atinjo todos os limites.
Ezequiel Morales tem 37 anos e começou a correr aos 14. Alguns anos mais tarde, quando se mudou para Mar de Plata para estudar, queria ser salva-vidas e passou a fazer aulas de natação. Em seguida conheceu Maria Soledad Omar, atual esposa, que na época já era triatleta e acabou motivando o ingresso de Morales no triatlhon.
Triathlon · 04 abr, 2011
Eu não sabia nadar e tinha medo de água. Essa é a afirmação de Ivan Albano, 36 anos, único brasileiro a ter seis chegadas entre os dez primeiros colocados no Ironman Brasil. O paulista, residente em Mogi Mirim, que precisou fazer aulas de natação antes de se firmar no mundo do triatlhon, já confirmou a participação em mais uma prova de longa distância na ilha de Florianópolis, em Santa Catarina.
A disputa será no dia 29 de maio e, para Albano, esta competição é prioridade, acima de qualquer outro evento no primeiro semestre. Essa prova é até mais importante do que a do Havaí e agora estou trabalhando a parte nutricional, que é fundamental em uma prova longa. Não apenas o treinamento físico, revela. Uma boa alimentação ajuda na preparação e dá tranquilidade. A suplementação pode parecer um detalhe, mas no final do quebra cabeça é o que oferece o resultado que você almeja, acrescenta.
Albano se profissionalizou em 2003, exatamente numa edição do Ironman Brasil, após já ter participado de outras provas como amador, incluindo as finais do Havaí. Ele acredita que o nível do Ironmam Brasil é muito bom e impossível de saber até que ponto os adversários estão preparados. Sei das minhas limitações e procuro dar ênfase no meu treinamento, bastante a técnica de cada modalidade. Ainda não tive um dia perfeito, mas estou em busca dele, diz o competidor, que conquistou em 2005 o quinto lugar, seu melhor resultado.
O caminho para conquistar a melhor colocação depende de vários fatores, como estar em sintonia consigo, deixar todas as adversidades de lado e pensar no que se é capaz de fazer, afirma Albano. Ele também cita a importância de ter rapidez durante o percurso e incluir nos treinos algumas provas de velocidade, como o Troféu Brasil e o GP de São Carlos. O ponto forte de Albano é o ciclismo e, apesar disso, o triatleta julga necessário ter uma "reserva" para o final da prova. Tenho dado mais valor para a maratona, pois é nela que venho perdendo colocações. Estou trabalhado duro para melhorar, descreve.
Desafios e lembranças - Entre diversas competições que Albano participou, o Ironman Brasil 2008 é um de seus maiores orgulhos. Eu fiz com uma fratura de stress no pé. Fiquei 45 dias sem correr, só treinando na água. Aí viajei para Floripa na sexta feira, a prova era no domingo, tinha dúvida sobre meu desempenho, mesmo assim consegui fazer uma boa maratona, conta.
Outra edição inesquecível foi a de 2009, ano de nascimento do filho do triatleta. O Davi nasceu três dias antes do Ironman e tive que deixar minha esposa quando ela precisava muito de mim, foi bastante difícil. Não ganhei, cheguei como décimo colocado, mas foi muito emocionante ter completado aquele percurso naquele momento, relembra.
Ao longo de sua carreira, Ivan Albano já participou de 22 Ironman, entre eles o Ironman de Wisconsin, Louisville e da Florida (USA), além diveros Meio Ironman, como o de Pucon, no Chile, e o de Mar del Plata, na Argentina. Cada Ironman é um aprendizado a mais, a gente nunca entra na prova sabendo tudo, isso não existe, confessa o triatleta, que garante não entrar na prova deste ano almejando uma determinada posição, mas sim tentando colocar em prática o seu melhor treinamento.
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