Fernanda Keller diz não ter expectativas para o Ironman Brasil 2011

Redação Webrun | Triathlon · 20 abr, 2011

Fernanda Keller não tem expectativas para o Ironman Brasil 2011 (foto: Sérgio Melo/ Divulgação)
Fernanda Keller não tem expectativas para o Ironman Brasil 2011 (foto: Sérgio Melo/ Divulgação)

O Ironman Brasil 2011, maior prova de triathlon da América Latina, acontece no dia 29 de maio, em Florianópolis. Fernanda Keller, triatleta que já venceu a competição cinco vezes além de ter participado de vários Ironman no exterior, competirá no evento que tem 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida. A atleta afirmou não ter nenhuma expectativa ou meta em relação a seu desempenho na competição. “Apenas pretendo fazer o melhor possível”, conta.

Preparação– Fernanda, que já tem mais de 25 anos de experiência em provas de triathlon, treina 25 quilômetros de natação, 400 de ciclismo e 90 de corrida por semana, orientada por seu técnico Marcelo Borges, para se preparar para provas tão longas como o Ironman Brasil.

Além dos treinos, a triatleta faz um treinamento de ginástica natural, orientada pelo mestre Orlando Cani. Esse tipo de ginástica utiliza a movimentação constante e tem como base a movimentação no solo do jiu-jitsu, os exercícios de força com o peso do próprio corpo, técnicas de alongamento e flexibilidade de forma dinâmica e técnicas de respiração.

A competidora que é de Niterói e mora atualmente no Rio de Janeiro, procura escolher lugares menos movimentados para treinar a parte do ciclismo. “O problema no Brasil é a falta de segurança e respeito no trânsito, que também atinge os ciclistas”, comenta a triatleta.

Mundial de Ironman– Até ano passado (2010) os atletas conseguiam se classificar para o Mundial de Ironman em Kona, no Havaí, participando apenas de uma edição do circuito. Porém, esse ano a organização do evento criou um ranking e os atletas terão que participar de várias edições da competição para somar pontos.

Fernanda comenta que não é fácil para os atletas completarem o número de provas que vêm sendo obrigados a participar e que alguns têm ainda mais dificuldades, pois não têm condições para sobreviver do esporte. “Acredito que o critério estabelecido, foi que se um atleta se considera profissional, tem que estar apto a participar de certo número de provas de Ironman por temporada”, fala Keller.

Além disso, a quantidade de atletas, sendo apenas 30 mulheres e 50 homens, é muito pequena em relação aos outros anos que reuniram cerca de 180 participantes no mundial. “Considero um grande absurdo e um verdadeiro atraso na evolução do esporte, principalmente no feminino, já que o número ser diferente é injustificável”, articula a triatleta.

A evolução feminina no esporte atualmente é significativa e a melhor atleta feminina do mundo vem se posicionando entre os dez melhores atletas entre homens e mulheres. “Algumas pessoas que inventaram esse critério têm problemas muitos sérios e deveriam fazer uma análise profunda dessa atitude”, fala Fernanda sobre a decisão dos organizadores.

Além disso, a triatleta comenta que e os eventos concorrentes se beneficiaram desta decisão, e acabam crescendo. “Com tão poucos atletas participando a largada e a prova não terão o mesmo impacto. Não existem grandes eventos sem grandes atletas participando”, conclui.

Conquistas– A triatleta se orgulha de ter participado 23 vezes consecutivas do campeonato Mundial. Ela também ressalta como foi importante ser uma recordista por ter ficado 14 vezes entre as dez primeiras colocadas em Kona, sendo seis vezes medalha de bronze na prova. “Tenho muito orgulho de ter conseguido essa marca. Mas tudo é o resultado de muita dedicação e de fazer o que eu mais gosto”, finaliza a recordista.

Este texto foi escrito por: Mariana Araujo

Redação Webrun

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