Corridas de Rua · 06 nov, 2007
E o técnico Wanderlei de Oliveira me escreve para avisar que aos 77 anos o brasileiro Oswaldo Silveira, que treina na Run for Life, foi destaque na Maratona de Nova York, no último domingo. Entre os mais de 38 mil corredores ele conquistou a segunda colocação em sua categoria (75/79 anos) na famosa prova.
Silveira, que é maître com formação em Paris, atualmente comanda a cozinha do Hotel Frontenac em Campos do Jordão (SP) e é corredor para se respeitar. Ou você se imagina aos 76 anos correndo a Meia de Buenos Aires em 1h51min, ou mesmo os 10K Nike com o tempo de 50 minutos?
Está aí mais um exemplo a ser seguido. Será que eu chego lá?
Corridas de Rua · 06 nov, 2007
Para relembrar...
Na semana que Paula Radcliffe se destacou ao chegar em primeiro lugar em uma maratona, nada melhor que assistir à chegada de uma última colocada, no momento mais sublime da história dos jogos olímpicos de todos os tempos.
Corridas de Rua · 06 nov, 2007
Cadê o Marílson? Foi a pergunta que fiz ao técnico Nelson Evêncio, que junto com o internauta Marcelo Dantas, acompanhava comigo virtualmente pela TV e pela internet a fantástica Maratona de Nova York. Tudo bem. Eu estava assistindo à competição no escritório que contava com uma micro televisão preta e branca. Daí ter ficado um pouco complicado distinguí-lo no meio do pelotão que tinha quase 20 atletas correndo de forma compacta.
Está de calção azul (até ai tudo bem) e camiseta vermelha, foi a resposta. Vermelha?! Será que ele digitou certo, pensei. Procurei melhor e pude ver nosso corredor mandando ver nas ruas de Nova York. Mas me perguntei onde foram parar as cores do Brasil, a famosa camiseta amarela canarinho da vencedora equipe da BM&F/Pão de Açúcar, no qual Marílson Gomes dos Santos correu ano passado quando venceu a prova e já é marca registrada de muitos atletas tops brasileiros.
A resposta descobri quando consultei o Sérgio Coutinho Nogueira, abnegado desportista e presidente deste clube de atletismo. As grandes maratonas hoje em dia determinam as cores que os atletas usarão. Na minha opinião trata-se de um absurdo, mas Londres, Nova York e outras partiram por este caminho.
Segundo Coutinho Nogueira, no máximo o que os clubes e patrocinadores podem fazer é colocar com antecedência os logos (dentro das medidas e formatos oficiais) na camiseta da cor designada por eles.
Portanto, caros internautas, a foto ao lado não foi mera coincidência de cores como eu inocentemente acreditei que tivesse sido.
Corridas de Rua · 05 nov, 2007
Que eu me lembre jamais tive uma heroína. Uma mulher que eu idolatrasse seus feitos. Heróis tive aos montes, deste os irreais, como os do desenho animado Super Dínamo e seu atrapalhado comparsa o Robocop, o Batman e o Superman.
Dos desenhos animados passei a idolatrar os de carne e osso, mas ainda sob o manto de um roteiro, como aconteceu com John Travolta que em minha adolescência me embalou muito mais do que um sábado à noite. O tempo passou, as fantasias se foram e vieram os ídolos reais. E foram esses que fizeram minha cabeça. Sem dúvida meus maiores ídolos são três canadenses que atendem pelos nomes de Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart, que me encantam com seus acordes desde janeiro de 1982 quando escutei pela primeira vez Bastile Day.
No campo esportivo, talvez Ayrton Senna foi quem idolatrei com mais intensidade, mas também não posso renegar nem colocar em segundo plano o grandioso, problemático e indisciplinado Serginho Chulapa, que nos tempos que vestia a camisa 9 do meu tricolor me deu inúmeras alegrias, as quais vivi intensamente.
Mas ontem ganhei uma heroína. Ela é inglesa e se chama Paula Radcliffe. É atual recordista mundial da maratona e considerada por muitos a maior corredora de todos os tempos. Mas acredito que esse atributo seja o fim e não o meio, o efeito e não a causa. Para se conquistar esses feitos e ter um final grandioso ela me mostrou como se deve portar uma heroína.
Foi uma pequena lição que durou pouco mais de 2h23min repleta de garra, disciplina, foco e suor que jamais vou esquecer.
Diz o ditado que para se morrer basta estar vivo, porém uma realidade muito triste que cada vez mais fica incontestável, é que para se morrer basta...praticar esportes. Segundo o médico cardiologista, Dr. Nabil Ghorayeb, a morte do maratonista, Ryan Shay, 28 anos, ocorrida ontem em Nova York é a vigésima morte súbita de atletas com menos de 35 anos apenas neste ano, sendo que a média dos últimos anos é de 29 casos.
Perguntei ao Dr. Nabil porque um atleta de alto nível, que pela lógica deveria ter passado por baterias e mais baterias de exames e detectado doenças pré-existentes, morre deste jeito. A reposta é estarrecedora.
Em nosso departamento do esporte no Dante Pazzanese e Hospital do Coração, a chance de identificar cardiopatia chega a algo perto de 97% com exames de rotina. Nos Estados Unidos os exames tem alto custo e como irão detectar apenas" 1 a 2 % de possíveis cardiopatas, não vale a pena, segundo eles, gastar milhões de dólares obrigando todos os desportistas e atletas a fazerem exames complementares como rotina obrigatória.
As doenças cardíacas são mais comuns do que se imagina. Na Itália todos os atletas passam em consulta e exames obrigatórios por lei federal. Lá detectaram 3% dos 34 mil examinados em 25 anos, com risco de morte e foram afastados. Já nos departamentos de cardiologia esportiva comandados pelo Dr. Nabil foram diagnosticadas cardiopatias (benignas ou graves) em 8,2% dos três mil atletas com até 35 anos.
Como se vê, os exames de rotinas anuais são extremamente importantes e imprescindíveis.
Corridas de Rua · 04 nov, 2007
Diz o ditado que para se morrer basta estar vivo, porém uma realidade muito triste que cada vez mais fica incontestável, é que para se morrer basta...praticar esportes. Segundo o médico cardiologista, Dr. Nabil Ghorayeb, a morte do maratonista, Ryan Shay, 28 anos, ocorrida ontem em Nova York é a vigésima morte súbita de atletas com menos de 35 anos apenas neste ano, sendo que a média dos últimos anos é de 29 casos.
Perguntei ao Dr. Nabil porque um atleta de alto nível, que pela lógica deveria ter passado por baterias e mais baterias de exames e detectado doenças pré-existentes, morre deste jeito. A reposta é estarrecedora.
Em nosso departamento do esporte no Dante Pazzanese e Hospital do Coração, a chance de identificar cardiopatia chega a algo perto de 97% com exames de rotina. Nos Estados Unidos os exames tem alto custo e como irão detectar apenas" 1 a 2 % de possíveis cardiopatas, não vale a pena, segundo eles, gastar milhões de dólares obrigando todos os desportistas e atletas a fazerem exames complementares como rotina obrigatória.
As doenças cardíacas são mais comuns do que se imagina. Na Itália todos os atletas passam em consulta e exames obrigatórios por lei federal. Lá detectaram 3% dos 34 mil examinados em 25 anos, com risco de morte e foram afastados. Já nos departamentos de cardiologia esportiva comandados pelo Dr. Nabil foram diagnosticadas cardiopatias (benignas ou graves) em 8,2% dos três mil atletas com até 35 anos.
Como se vê, os exames de rotinas anuais são extremamente importantes e imprescindíveis.
Corridas de Rua · 03 nov, 2007
Sua esposa foi fazer uma cirurgia, a sugestão da médica foi que ela diminuísse o cigarro, André Azor, 41, fumante desde os 15, foi solidário no dia e não quis fumar enquanto ela estava na clínica. Quando teve alta Gislene, a Gigi, voltou a fumar na mesma hora, enquanto Azor, desde o último mês de janeiro não sabe o que é dar uma baforada.
Quatro meses após fumar o último cigarro o sendentarismo tomava conta de sua vida, engordou cinco quilos e passou a 85Kg, até que um dia esse morador de Florianópolis, parou o carro na Av. Beira Mar onde todo dia via as pessoas caminhando e correndo e sentiu-se motivado. Passou a correr 800m intercalando 200m de caminhada.
Neste mês participou de sua primeira corrida de rua na distância de 10Km, fiz metade correndo e metade andando, quase morri. Decidiu então procurar um profissional e passou a treinar na Mega, uma das grandes assessorias esportivas da capital catarinense.
De abril para cá além desta corrida de 10Km, participou de mais três provas: 17Km da Intelbras, da Meia Maratona de São José (21Km) e do revezamento Mountain Do onde fez uma perna de 18,300Km, todas diga-se passagem, correndo sem andar uma única vez.
Amanhã na mesma avenida que deu seus primeiros trotes o corredor hoje com 74Kg encara seu maior desafio de sua curta jornada como corredor. O desafio chama-se Maratona de Santa Catarina, prova de 42Km, na qual está inscrito e servirá de treino, pasmem, para o próximo Ironman Brasil, em maio do próximo ano.
PS.: André concluiu sua primeira maratona com o tempo de 4h16min
Corridas de Rua · 02 nov, 2007
Primavera e verão são as estações do ano em que mais chove e normalmente não são chuvinhas e sim tempestades que se precipitam sempre após um dia abafado. Com as chuvas vêm os trovões e os temidos raios. Portanto, devemos tomar muito cuidado com os raios enquanto pratica-se corrida em locais abertos, como por exemplo parques.
Para quem acha que é um cuidado tolo, saiba que o Brasil é o país com maior incidência no mundo, com cerca de 100 milhões de raios por ano. Alguns podem perguntar se morre gente. Sim, morre e como. Embora apenas uma entre um milhão de pessoas sejam atingidas, no Brasil somente no ano 2000, 100 pessoas morreram.
Um cuidado muito importante ao correr nestas condições é se proteger, mas nunca sob a falsa proteção de árvores que atraem os raios. Deve-se ainda evitar ficar próximo aos trilhos, cercas, postes e linhas de energia elétrica.
Segundo o Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRRJ), se você estiver em campo aberto, sem um abrigo próximo e sentir seus pelos arrepiados ou sua pele coçar, indicando que um relâmpago (raio) está prestes a cair, ajoelhe-se e curve-se para a frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles e nunca deite-se no chão, que é pior.
Atingido, saiba que a chance de sobreviver é de apenas 2%!
Corridas de Rua · 01 nov, 2007
Como postei nesta semana meu treino para a temporada 2008 estava programado para começar hoje, dia primeiro de novembro e tem como foco principal minha participação, em maio, na Maratona de Porto Alegre. Só que este primeiro treino que acabo de fazer no Ibirapuera é diferente dos demais, pois é mais do que um treino, ele é encarado como um teste.
Diferente das rodagens ou de contínuos tiros, a meta hoje era saber em quanto tempo percorro a distância de 1000 metros, valor que vai servir como base para meu técnico formular a planilha de treino que vou tentar seguir religiosamente.
Depois de um trote de 3 quilômetros, parti desembestado pelas alamedas do parque. E, toda vez que eu corro acima de meu limite ou muito próximo dele, minha mente começa a travar uma guerra entre o lado bom (que quer dar o máximo) e o lado ruim (que quer diminuir o ritmo e até parar). O lado ruim sempre parece que tem mais força: o que você está fazendo aqui às 6 horas da manhã, diminui o ritmo para em seguida o lado bom contra argumentar: força, isso é moleza para você que já sentiu dores piores, complete o teste.
Como em um filme indiano produzido por Bollywood, em que todos os finais são felizes, o lado bom venceu. Consegui correr até o final em ritmo forte para meus padrões e cravei 3min24seg. Bem, como não é recomendado parar logo de cara, ainda trotei mais dois quilômetros para baixar progressivamente a freqüência cardíaca e soltar a musculatura.
Doce ilusão achar que o pior já passou. Nestes próximos meses virão tiros estafantes e longos extenuantes. Mas quem disse que para se treinar para uma maratona não é preciso ter garra, determinação, foco e uma certa dose de sofrimento?
Só espero que quando cruzar a linha de chegada em Porto Alegre minha história seja muito próxima a de um roteiro escrito em Bollywood.
P.S.: A cidade de Bombaim, na Índia, também é conhecida por Bollywood, corruptela das palavras Bombaim e Hollywood, já que a cidade produz em média 300 filmes por ano, em sua maioria seus roteiros tem um final feliz.
Corridas de Rua · 31 out, 2007
Foi-se o tempo que para participar da mais antiga corrida de rua do mundo, a Maratona de Boston, que acontece desde 1896, nos Estados Unidos, os atletas precisavam atingir um índice pré-estabelecido de acordo com sua faixa etária.
Na verdade, os índices continuam lá. Mas, para os brasileiros que se dispõem a pagar US$200 de inscrição contra os US$150 dos que possuem índice, torna-se possível participar desde que o faça através de uma agência especializada.
A próxima edição acontece dia no primeiro de abril de 2008.
Corridas de Rua · 30 out, 2007
Quando a organização de uma corrida falha, procuro sempre fazer o meu registro com dois objetivos: alertar os corredores e tentar fazer com a organização do evento fique ciente de seus erros, muitas vezes involuntários, para que possa na próxima oportunidade evitá-los. A recíproca também é verdadeira. Quando observo que a organização prima pelo cuidado e respeito aos participantes também não deixo de elogiar.
Assim eu não poderia deixar registrar aqui minha satisfação com a quantidade do abastecimento oferecido na Ayrton Senna Racing Day (ASRD), que aconteceu no último domingo, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Para cada volta de 5.275 metros havia três pontos de abastecimento, sendo, dois de água e um de isotônico. Ainda na chegada cada competidor recebia frutas e mais água.
No caso da hidratação os organizadores devem levar em consideração dois fatores: quantidade e qualidade, pois um não exclui o outro. Assim, uma ressalva precisa ser feita, uma vez que a água oferecida estava quente, já o isotônico estava bastante agradável ao meu ver.
Tudo bem que fui o último corredor de uma equipe de oito integrantes e comecei a correr às 12h, em baixo de um sol escaldante, fato que poderia servir de álibi. Mas uma prova do porte da ASRD que por sinal é uma das minhas prediletas poderia nos pontos de hidratação ter armazenado as garrafas de água em caminhões refrigerados ou então apenas protegidas sob uma tenda.
Seria uma solução simples, acredito que com um custo baixo, e um benefício bem alto para os corredores.
Alimentação · 17 jun, 2026
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