Cadê o Marílson? Foi a pergunta que fiz ao técnico Nelson Evêncio, que junto com o internauta Marcelo Dantas, acompanhava comigo virtualmente pela TV e pela internet a fantástica Maratona de Nova York. Tudo bem. Eu estava assistindo à competição no escritório que contava com uma micro televisão preta e branca. Daí ter ficado um pouco complicado distinguí-lo no meio do pelotão que tinha quase 20 atletas correndo de forma compacta.
Está de calção azul (até ai tudo bem) e camiseta vermelha, foi a resposta. Vermelha?! Será que ele digitou certo, pensei. Procurei melhor e pude ver nosso corredor mandando ver nas ruas de Nova York. Mas me perguntei onde foram parar as cores do Brasil, a famosa camiseta amarela canarinho da vencedora equipe da BM&F/Pão de Açúcar, no qual Marílson Gomes dos Santos correu ano passado quando venceu a prova e já é marca registrada de muitos atletas tops brasileiros.
A resposta descobri quando consultei o Sérgio Coutinho Nogueira, abnegado desportista e presidente deste clube de atletismo. As grandes maratonas hoje em dia determinam as cores que os atletas usarão. Na minha opinião trata-se de um absurdo, mas Londres, Nova York e outras partiram por este caminho.
Segundo Coutinho Nogueira, no máximo o que os clubes e patrocinadores podem fazer é colocar com antecedência os logos (dentro das medidas e formatos oficiais) na camiseta da cor designada por eles.
Portanto, caros internautas, a foto ao lado não foi mera coincidência de cores como eu inocentemente acreditei que tivesse sido.
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.