Argentina

Cruce Tandilia 2024 abre inscrições para brasileiros pelo Ticket Sports

Trail Run · 27 jul, 2023

Os amantes de trail running têm um encontro marcado com a adrenalina e a beleza natural em uma das corridas mais emocionantes do calendário esportivo: o Cruce Tandilia 2024. Realizado na charmosa cidade de Tandil, na Argentina, este evento promete […]

Argentina desiste de ser sede do Sul-Americano de Atletismo

Atletismo · 27 abr, 2021

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) recebeu na noite desta segunda-feira (26/4) comunicado da Confederação Argentina de Atletismo (CADA) informando que desistiu de organizar o 52º Campeonato Sul-Americano Adulto, que estava previsto para o período de 14 a 16 de […]

Samuel Nascimento representa o Brasil no Sul-Americano de Maratona

Atletismo · 20 set, 2018

O paulista Samuel Souza do Nascimento (Orcampi Unimed) viaja nesta sexta-feira (dia 21) para Buenos Aires, na Argentina, onde representará o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Maratona, que será disputado no próximo domingo (23), juntamente com a Maratona Internacional de […]

Quer correr uma Maratona em Buenos Aires? Veja as características da prova

Maratona · 02 ago, 2017

Apenas atrás de São Paulo, a capital argentina, Buenos Aires é a segunda maior metrópole da América do Sul. A cidade muito visitada pelo futebol, tango, churrasco e doce de leite já se tornou também uma referência quando se fala […]

Saiba o que vestir para correr no frio da Meia Maratona Del Glaciar

Em abril, mais especificamente dia 14, às 11h, será dada a largada da Meia Maratona Del Glaciar, na Argentina. A prova acontece dentro do Parque Nacional Los Glaciares, considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. E mesmo para aqueles que não entendem o espanhol, o “glaciar” no título da prova significa mais do que apenas o nome da Meia Maratona.

Localizado no coração da região chamada Patagônia, na Argentina, o parque está cercado por montanhas, lagos e geleiras (glaciares) que, segundo o site oficial do evento, “serão as incomparáveis e silenciosas acompanhantes de cada corredor”.

Como a previsão do tempo para abril nesta região é de uma máxima de 12,4ºC e mínima de 2,8ºC dá para imaginar o frio que os atletas irão enfrentar. É importante lembrar também que, se estiver ventando, a sensação térmica pode baixar notavelmente.

E foi pensando nisso (e muito bem pensado) que a organização lançou esta semana um código de sugestões de como se vestir para correr a prova. De acordo com o ditado nórdico, “não existe tempo ruim, existem más roupas”. Confira as dicas, prepare-se para enfrentar o frio e boa prova!

Para todas as ocasiões e temperaturas não se esqueça de sempre correr com a camiseta do evento, mesmo que sobreposta a outros casacos, e também as meias sintéticas.

Para a corrida entre 15 e 20°C, recomenda-se o uso de short esportivo ou calça curta. Já com a temperatura um pouco mais baixa, entre 10 e 15°C, pode-se correr com calça comprida e uma camiseta sintética por baixo da camiseta da prova.

Na faixa dos 05 aos 10°C, um short esportivo com calça curta pode resolver o problema, assim como uma calça térmica. Um moletom térmico pode ser usado por baixo da camiseta oficial, ou mesmo um corta-vento ou camiseta térmica. Lembre-se do boné e das luvas se a sensação térmica estiver muito baixa.

Entre 0 e 05°C, é melhor colocar mais peças: calça térmica ou calça comprida, moletom por baixo da camiseta da prova (ou corta-vento e camiseta térmica) e boné e luvas.

As sugestões para levar na mochila não variam muito: corta-vento ou casaco leve (de preferência impermeável), agasalho de moletom, calça comprida, toalha pequena, boné e luvas. Por precaução, é sempre bom levar uma camiseta, calçado e meias para reposição.

Acesse o site da prova para mais informações: www.maratondelglaciar.com


Saiba o que vestir para correr no frio da Meia Maratona Del Glaciar

Meia Maratona · 06 mar, 2012

Em abril, mais especificamente dia 14, às 11h, será dada a largada da Meia Maratona Del Glaciar, na Argentina. A prova acontece dentro do Parque Nacional Los Glaciares, considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. E mesmo para aqueles que não entendem o espanhol, o “glaciar” no título da prova significa mais do que apenas o nome da Meia Maratona.

Localizado no coração da região chamada Patagônia, na Argentina, o parque está cercado por montanhas, lagos e geleiras (glaciares) que, segundo o site oficial do evento, “serão as incomparáveis e silenciosas acompanhantes de cada corredor”.

Como a previsão do tempo para abril nesta região é de uma máxima de 12,4ºC e mínima de 2,8ºC dá para imaginar o frio que os atletas irão enfrentar. É importante lembrar também que, se estiver ventando, a sensação térmica pode baixar notavelmente.

E foi pensando nisso (e muito bem pensado) que a organização lançou esta semana um código de sugestões de como se vestir para correr a prova. De acordo com o ditado nórdico, “não existe tempo ruim, existem más roupas”. Confira as dicas, prepare-se para enfrentar o frio e boa prova!

Para todas as ocasiões e temperaturas não se esqueça de sempre correr com a camiseta do evento, mesmo que sobreposta a outros casacos, e também as meias sintéticas.

Para a corrida entre 15 e 20°C, recomenda-se o uso de short esportivo ou calça curta. Já com a temperatura um pouco mais baixa, entre 10 e 15°C, pode-se correr com calça comprida e uma camiseta sintética por baixo da camiseta da prova.

Na faixa dos 05 aos 10°C, um short esportivo com calça curta pode resolver o problema, assim como uma calça térmica. Um moletom térmico pode ser usado por baixo da camiseta oficial, ou mesmo um corta-vento ou camiseta térmica. Lembre-se do boné e das luvas se a sensação térmica estiver muito baixa.

Entre 0 e 05°C, é melhor colocar mais peças: calça térmica ou calça comprida, moletom por baixo da camiseta da prova (ou corta-vento e camiseta térmica) e boné e luvas.

As sugestões para levar na mochila não variam muito: corta-vento ou casaco leve (de preferência impermeável), agasalho de moletom, calça comprida, toalha pequena, boné e luvas. Por precaução, é sempre bom levar uma camiseta, calçado e meias para reposição.

Acesse o site da prova para mais informações: www.maratondelglaciar.com

Argentina terá 21 km próximos a geleiras no Parque Nacional Glaciares

Corrida de Montanha · 08 fev, 2012

No dia 14 de abril acontecerá na Patagônia argentina a primeira edição da Meia Maratona Del Glaciar (Meia Maratona das Geleiras), competição que passará dentro do Parque Nacional Los Glaciares, local declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. Além da disputa dos 21 quilômetros, também haverá uma corrida participativa de dez quilômetros.

O evento será na cidade de El Calafate, Província de Santa Cruz, no coração da Patagônia argentina e durante o percurso os participantes vão correr ao lado de montanhas, lagos e geleiras. A organização está a cargo da Nodocom, mesma empresa que realiza a Meia Maratona de Bariloche (Llao Llao 21k).

As inscrições promocionais custam 400 pesos para residentes na Argentina ou 90 dólares para estrangeiros e vão até o dia 13 de março, já que após essa data os valores serão 400 pesos e 120 dólares respectivamente. Para garantir uma vaga basta acessar o site oficial, o www. maratondelglaciar.com.

Brasileira Rosália Camargo comemora o terceiro lugar na K42 Argentina

A etapa final do Circuito K42 aconteceu no último sábado (12/11) na cidade de Villa La Angostura, localizada a 85 quilômetros da tradicional Bariloche, no coração da Patagônia argentina. A brasileira Rosália Camargo desafiou as favoritas ao título e chegou em terceiro lugar, colocação muito valorizada e comemorada pela carioca.

“Durante um bom trecho da prova fiquei em sexto lugar, então foi uma prova de recuperação total”, conta Rosália, que sofreu com as cinzas do vulcão Puyehue. “Na quinta-feira estava um dia lindo, sexta o vulcão começou a mostrar sua força e no sábado estava bem cinzento. Eu uso lentes de contato, então no fim da prova não estava enxergando direito”, relata.

Rosália conta que na largada havia muita gente, o que impediu uma saída rápida, mas ao longo do percurso ela começou a ultrapassar as adversárias até chegar à quarta colocação na primeira descida do trajeto. “Nessa hora vi uma pessoa de cabelo comprido na minha frente e pensei que fosse a terceira colocada. Mas era um homem”, relembra a corredora.

Como ela tinha acelerado para buscar a terceira colocada antes de se deparar com o corredor homem, conseguiu enfim alcançar a adversária e passou a lutar pela segunda colocação. “Eu estava perto da segunda, mas chegamos numa subida muito técnica e não consegui ultrapassá-la”, conta. “A primeira colocada eu nem vi, ela correu muito”, completa.

Já que não foi possível avançar mais uma colocação, ela se concentrou em manter o terceiro lugar e garantir uma vaga no pódio. “A quarta colocada foi guerreira, deu muito combate”, elogia a brasileira, que trabalha como arquiteta e nas horas vagas arruma tempo para treinar. “Acho que dessa vez exagerei um pouco nos treinos, porque cheguei na prova com dores no pé e também um pouco gripada”, lamenta a corredora que vai e volta do escritório correndo e usa os fins de semana para fazer os “longões”.

Público - A cidade de Villa La Angostura sofreu muito com as cinzas do vulcão principalmente na temporada de inverno, época em que muitos turistas lotam a rede hoteleira e procuram a estação de esqui Cerro Bayo. Com a região esvaziada na temporada, a realização da corrida foi uma forma dos moradores mostrarem que estão se recuperando e prontos para receber visitantes no verão, motivo pelo qual muita gente foi para as trilhas aplaudir os corredores.

“Em todo o percurso havia pessoas nos incentivando. E o legal de correr no exterior é que muita gente via que eu era brasileira e aplaudia ainda mais e gritava ‘vai Brasil, vai Brasil’”. Rosália venceu a etapa brasileira do K42, em agosto, e como premiação ganhou passagem, hospedagem e inscrição para correr na Argentina. “O pessoal da Bombinhas Runners (organização da etapa brasileira) providenciou tudo e não precisei ter dor de cabeça com nada. Foram perfeitos”, salienta a carioca.

Essa foi a primeira vez que ela disputou a prova em Angostura e se disse muito satisfeita com o resultado final. “Foi uma prova muito difícil, com disputas intensas o tempo todo, então esse terceiro lugar foi muito valorizado”, finaliza a maratonista que conquistou seu quarto pódio no ano. Além da vitória na K42 em Bombinhas, ela também venceu as etapas de Mangaratiba e Ilhabela do XTerra Endurance 50 km.

O calendário de 2012 ainda está em fase de planejamento, mas ela pretende competir algumas provas longas no exterior, além da K42 Bombinhas mais uma vez. O grande objetivo, porém, é se qualificar para disputar a Ultramaratona do Monte Mont Blanc, considerada uma das mais difíceis do mundo, com seus 166 quilômetros e 9.500 metros de elevação.


Brasileira Rosália Camargo comemora o terceiro lugar na K42 Argentina

Maratona · 18 nov, 2011

A etapa final do Circuito K42 aconteceu no último sábado (12/11) na cidade de Villa La Angostura, localizada a 85 quilômetros da tradicional Bariloche, no coração da Patagônia argentina. A brasileira Rosália Camargo desafiou as favoritas ao título e chegou em terceiro lugar, colocação muito valorizada e comemorada pela carioca.

“Durante um bom trecho da prova fiquei em sexto lugar, então foi uma prova de recuperação total”, conta Rosália, que sofreu com as cinzas do vulcão Puyehue. “Na quinta-feira estava um dia lindo, sexta o vulcão começou a mostrar sua força e no sábado estava bem cinzento. Eu uso lentes de contato, então no fim da prova não estava enxergando direito”, relata.

Rosália conta que na largada havia muita gente, o que impediu uma saída rápida, mas ao longo do percurso ela começou a ultrapassar as adversárias até chegar à quarta colocação na primeira descida do trajeto. “Nessa hora vi uma pessoa de cabelo comprido na minha frente e pensei que fosse a terceira colocada. Mas era um homem”, relembra a corredora.

Como ela tinha acelerado para buscar a terceira colocada antes de se deparar com o corredor homem, conseguiu enfim alcançar a adversária e passou a lutar pela segunda colocação. “Eu estava perto da segunda, mas chegamos numa subida muito técnica e não consegui ultrapassá-la”, conta. “A primeira colocada eu nem vi, ela correu muito”, completa.

Já que não foi possível avançar mais uma colocação, ela se concentrou em manter o terceiro lugar e garantir uma vaga no pódio. “A quarta colocada foi guerreira, deu muito combate”, elogia a brasileira, que trabalha como arquiteta e nas horas vagas arruma tempo para treinar. “Acho que dessa vez exagerei um pouco nos treinos, porque cheguei na prova com dores no pé e também um pouco gripada”, lamenta a corredora que vai e volta do escritório correndo e usa os fins de semana para fazer os “longões”.

Público - A cidade de Villa La Angostura sofreu muito com as cinzas do vulcão principalmente na temporada de inverno, época em que muitos turistas lotam a rede hoteleira e procuram a estação de esqui Cerro Bayo. Com a região esvaziada na temporada, a realização da corrida foi uma forma dos moradores mostrarem que estão se recuperando e prontos para receber visitantes no verão, motivo pelo qual muita gente foi para as trilhas aplaudir os corredores.

“Em todo o percurso havia pessoas nos incentivando. E o legal de correr no exterior é que muita gente via que eu era brasileira e aplaudia ainda mais e gritava ‘vai Brasil, vai Brasil’”. Rosália venceu a etapa brasileira do K42, em agosto, e como premiação ganhou passagem, hospedagem e inscrição para correr na Argentina. “O pessoal da Bombinhas Runners (organização da etapa brasileira) providenciou tudo e não precisei ter dor de cabeça com nada. Foram perfeitos”, salienta a carioca.

Essa foi a primeira vez que ela disputou a prova em Angostura e se disse muito satisfeita com o resultado final. “Foi uma prova muito difícil, com disputas intensas o tempo todo, então esse terceiro lugar foi muito valorizado”, finaliza a maratonista que conquistou seu quarto pódio no ano. Além da vitória na K42 em Bombinhas, ela também venceu as etapas de Mangaratiba e Ilhabela do XTerra Endurance 50 km.

O calendário de 2012 ainda está em fase de planejamento, mas ela pretende competir algumas provas longas no exterior, além da K42 Bombinhas mais uma vez. O grande objetivo, porém, é se qualificar para disputar a Ultramaratona do Monte Mont Blanc, considerada uma das mais difíceis do mundo, com seus 166 quilômetros e 9.500 metros de elevação.

Melhor brasileiro no K42 Argentina, Iazaldir Feitoza celebra resultado

O ultramaratonista Iazaldir Feitoza foi o melhor colocado do Brasil entre os homens na maratona de montanha K42, disputada em Villa La Angostura, na Patagônia argentina, em 12 de novembro. O desempenho surpreendeu todos os que acompanhavam o circuito K42 e até o próprio Iazaldir.

“Queria chegar entre os top ten, mas não esperava que pudesse ganhar do Giliard [Pinheiro, catarinense vencedor do K42 de Bombinhas e um dos favoritos]”, afirma o atleta do Rio de Janeiro. Iazaldir conta que apesar da surpresa está acostumado a correr provas com essas características.

“Vim de cinco provas com distâncias de mais de 50 quilômetros”, diz o ultramaratonista. O atleta foi o vencedor dos 50 quilômetros do XTerra de Ilhabela (SP) em setembro e do North Face Endurance Challenge em Salta, em maio, na Argentina.

Expectativa sobre as cinzas do vulcão - O corredor relata que chegou à Villa La Angostura na terça-feira, 08 de novembro, depois de 15 horas de viagem. A cidade ainda sofre com as cinzas expelidas pelo vulcão Puyehue desde a erupção no início de junho.

“Fomos dar uma volta na quarta-feira de manhã e vimos as montanhas de cinzas nos canteiros. Não acreditávamos que tudo aquilo eram cinzas”. Iazaldir acrescenta que a movimentação de caminhões recolhendo os resíduos vulcânicos era grande.

O clima, segundo o corredor acreditava, era nublado. “Mas descobri que as nuvens na verdade eram as cinzas”. Com isso, os atletas ficaram inseguros e na expectativa de correr sob tais condições.
“Nunca corremos com cinzas, não sabíamos o quanto poderia ser prejudicial”, afirma.

A população local, abalada pelos dejetos do Puyehue, via no K42 a oportunidade de reaver o potencial turístico da cidade. “O público estava muito receptivo, para eles era o evento do ano porque não tiveram a [tradicional] temporada de inverno”, explica o ultramaratonista.

Na véspera da prova, o tempo pareceu melhorar. “Na sexta-feira o dia amanheceu lindo”, relembra. “O vento estava jogando as cinzas para o outro lado, o sol estava maravilhoso”, ilustra o atleta, que estava esperançoso de um clima bom no dia da maratona.

Mas a esperança durou pouco. “À tarde o vento mudou. A tarde virou noite e no sábado estava a mesma coisa”. Iazaldir teve então que enfrentar as cinzas no ar argentino. “É como se você estivesse comendo areia. Dá uma secura na boca, o pó arranha a garganta”, explica.

Estratégia na prova - O ultramaratonista estava receoso não apenas com os efeitos das cinzas vulcânicas em seu desempenho, mas também sobre o percurso da corrida. “É o terceiro ano que muda o percurso e desta vez tinha uma montanha a mais, então adotei uma estratégia mais conservadora”, comenta.

A tática de Iazaldir consistiu em não forçar o ritmo no início para mensurar como se sentiria frente às tantas dificuldades impostas pelo percurso. “Não sabia como ia me sentir. Só fui me sentir bem lá para o quilômetro 15, quando entramos em um bosque”. As árvores, conta o corredor, bloqueavam a entrada das cinzas e permitiam um ar puro.

A partir de então, Iazaldir acelerou e puxou o ritmo do segundo pelotão, seguido pelo argentino Israel Escudero e o português Antônio Custódio. “Nesse momento o Cláudio [Schilindwein, outro brasileiro na prova] não conseguiu mais nos acompanhar”, relata o atleta.

A entrada no bosque foi o ponto chave da maratona para Iazaldir, que se sentiu bem e fez uma “prova crescente”, como ele mesmo classifica, até o topo do monte Cerro Bayo, a 1.500 metros de altitude. “Passei o campeão francês [Yanick Gourdon] na subida, foi o meu melhor momento”.

Depois disso, os quilômetros finais da maratona eram em descida. “Foi uma descida muito técnica, eu e o Custódio viemos num ritmo muito forte”. No final, ultrapassado pelo português, Iazaldir duelou com Israel Escudero e triunfou.

Vitória pessoal - O atleta celebrou a experiência de chegar em quinto na final do circuito mundial do K42. “A prova teve um nível muito forte por contar com os campeões de cada etapa, falaram que foi o K42 de maior nível técnico e o mais duro por conta do percurso”, conta.

Ao comentar sobre o ritmo forte que os favoritos imprimiram no começo da prova – muitos deles ultrapassados por Iazaldir depois, como Giliard Pinheiro e Yanick Gourdon – o ultramaratonista foi direto. “Não basta só correr. Tem que ter estratégia e preparo psicológico para uma prova desta”, conclui.


Melhor brasileiro no K42 Argentina, Iazaldir Feitoza celebra resultado

Corrida de Montanha · 17 nov, 2011

O ultramaratonista Iazaldir Feitoza foi o melhor colocado do Brasil entre os homens na maratona de montanha K42, disputada em Villa La Angostura, na Patagônia argentina, em 12 de novembro. O desempenho surpreendeu todos os que acompanhavam o circuito K42 e até o próprio Iazaldir.

“Queria chegar entre os top ten, mas não esperava que pudesse ganhar do Giliard [Pinheiro, catarinense vencedor do K42 de Bombinhas e um dos favoritos]”, afirma o atleta do Rio de Janeiro. Iazaldir conta que apesar da surpresa está acostumado a correr provas com essas características.

“Vim de cinco provas com distâncias de mais de 50 quilômetros”, diz o ultramaratonista. O atleta foi o vencedor dos 50 quilômetros do XTerra de Ilhabela (SP) em setembro e do North Face Endurance Challenge em Salta, em maio, na Argentina.

Expectativa sobre as cinzas do vulcão - O corredor relata que chegou à Villa La Angostura na terça-feira, 08 de novembro, depois de 15 horas de viagem. A cidade ainda sofre com as cinzas expelidas pelo vulcão Puyehue desde a erupção no início de junho.

“Fomos dar uma volta na quarta-feira de manhã e vimos as montanhas de cinzas nos canteiros. Não acreditávamos que tudo aquilo eram cinzas”. Iazaldir acrescenta que a movimentação de caminhões recolhendo os resíduos vulcânicos era grande.

O clima, segundo o corredor acreditava, era nublado. “Mas descobri que as nuvens na verdade eram as cinzas”. Com isso, os atletas ficaram inseguros e na expectativa de correr sob tais condições.
“Nunca corremos com cinzas, não sabíamos o quanto poderia ser prejudicial”, afirma.

A população local, abalada pelos dejetos do Puyehue, via no K42 a oportunidade de reaver o potencial turístico da cidade. “O público estava muito receptivo, para eles era o evento do ano porque não tiveram a [tradicional] temporada de inverno”, explica o ultramaratonista.

Na véspera da prova, o tempo pareceu melhorar. “Na sexta-feira o dia amanheceu lindo”, relembra. “O vento estava jogando as cinzas para o outro lado, o sol estava maravilhoso”, ilustra o atleta, que estava esperançoso de um clima bom no dia da maratona.

Mas a esperança durou pouco. “À tarde o vento mudou. A tarde virou noite e no sábado estava a mesma coisa”. Iazaldir teve então que enfrentar as cinzas no ar argentino. “É como se você estivesse comendo areia. Dá uma secura na boca, o pó arranha a garganta”, explica.

Estratégia na prova - O ultramaratonista estava receoso não apenas com os efeitos das cinzas vulcânicas em seu desempenho, mas também sobre o percurso da corrida. “É o terceiro ano que muda o percurso e desta vez tinha uma montanha a mais, então adotei uma estratégia mais conservadora”, comenta.

A tática de Iazaldir consistiu em não forçar o ritmo no início para mensurar como se sentiria frente às tantas dificuldades impostas pelo percurso. “Não sabia como ia me sentir. Só fui me sentir bem lá para o quilômetro 15, quando entramos em um bosque”. As árvores, conta o corredor, bloqueavam a entrada das cinzas e permitiam um ar puro.

A partir de então, Iazaldir acelerou e puxou o ritmo do segundo pelotão, seguido pelo argentino Israel Escudero e o português Antônio Custódio. “Nesse momento o Cláudio [Schilindwein, outro brasileiro na prova] não conseguiu mais nos acompanhar”, relata o atleta.

A entrada no bosque foi o ponto chave da maratona para Iazaldir, que se sentiu bem e fez uma “prova crescente”, como ele mesmo classifica, até o topo do monte Cerro Bayo, a 1.500 metros de altitude. “Passei o campeão francês [Yanick Gourdon] na subida, foi o meu melhor momento”.

Depois disso, os quilômetros finais da maratona eram em descida. “Foi uma descida muito técnica, eu e o Custódio viemos num ritmo muito forte”. No final, ultrapassado pelo português, Iazaldir duelou com Israel Escudero e triunfou.

Vitória pessoal - O atleta celebrou a experiência de chegar em quinto na final do circuito mundial do K42. “A prova teve um nível muito forte por contar com os campeões de cada etapa, falaram que foi o K42 de maior nível técnico e o mais duro por conta do percurso”, conta.

Ao comentar sobre o ritmo forte que os favoritos imprimiram no começo da prova – muitos deles ultrapassados por Iazaldir depois, como Giliard Pinheiro e Yanick Gourdon – o ultramaratonista foi direto. “Não basta só correr. Tem que ter estratégia e preparo psicológico para uma prova desta”, conclui.

Brasileira Rosália Camargo não se considera favorita no K42 Argentina

No próximo sábado (12/11) a cidade argentina de Villa La Angostura, na Patagônia, receberá a etapa final do Circuito K42, que já passou por diversos países, incluindo o Brasil. Rosália Camargo, vencedora da edição nacional em Bombinhas (SC) está preparada para a disputa, mas não se considera favorita, apesar dos organizadores a colocarem como um dos principais nomes na competição.

“Meu objetivo é completar bem os 42 quilômetros”, ressalta a carioca sem falsa modéstia. “Tenho trabalhado bastante durante a semana e ainda nem consegui entrar direito no clima da prova”, completa a corredora que é arquiteta. Para driblar a falta de tempo que muitas vezes prejudica o treinamento, ela costuma ir e voltar do escritório correndo todos os dias, num trajeto de cerca de 20 quilômetros.

Acostumada às provas de montanha e também a Ironman, Rosália olhou o trajeto da K42 na internet e se animou com o que vai encontrar pela frente. “As trilha são bem abertas e sinalizadas pelo que pude perceber. Além disso, há bastante subidas e descidas, do jeito que eu gosto”, conta a campeã das duas etapas do XTerra Endurance 50 km, em Mangaratiba e Ilhabela este ano. “Depois destas duas provas não corri mais nenhuma, apenas foquei nos treinamentos”, salienta.

Muitos corredores estão preocupados com as cinzas que ainda estão depositadas nas trilhas, resultado da erupção do Vulcão chileno Puyehue em junho passado, mas a brasileira se mostra tranquila com o fato. “A organização mandou um comunicado nos tranqüilizando. Há bastante gente preocupada com isso por lá, mas não há porque se alarmar”.

Sobre as principais adversárias, ela alerta sobre duas corredoras que podem dar trabalho. “A francesa Severine Dualde e a argentina Andrea Dobas, campeã do ano passado, parecem ser casca grossa”, finaliza Rosália que embarca para a PataGônia na próxima quinta-feira (09/11).


Brasileira Rosália Camargo não se considera favorita no K42 Argentina

Corrida de Montanha · 08 nov, 2011

No próximo sábado (12/11) a cidade argentina de Villa La Angostura, na Patagônia, receberá a etapa final do Circuito K42, que já passou por diversos países, incluindo o Brasil. Rosália Camargo, vencedora da edição nacional em Bombinhas (SC) está preparada para a disputa, mas não se considera favorita, apesar dos organizadores a colocarem como um dos principais nomes na competição.

“Meu objetivo é completar bem os 42 quilômetros”, ressalta a carioca sem falsa modéstia. “Tenho trabalhado bastante durante a semana e ainda nem consegui entrar direito no clima da prova”, completa a corredora que é arquiteta. Para driblar a falta de tempo que muitas vezes prejudica o treinamento, ela costuma ir e voltar do escritório correndo todos os dias, num trajeto de cerca de 20 quilômetros.

Acostumada às provas de montanha e também a Ironman, Rosália olhou o trajeto da K42 na internet e se animou com o que vai encontrar pela frente. “As trilha são bem abertas e sinalizadas pelo que pude perceber. Além disso, há bastante subidas e descidas, do jeito que eu gosto”, conta a campeã das duas etapas do XTerra Endurance 50 km, em Mangaratiba e Ilhabela este ano. “Depois destas duas provas não corri mais nenhuma, apenas foquei nos treinamentos”, salienta.

Muitos corredores estão preocupados com as cinzas que ainda estão depositadas nas trilhas, resultado da erupção do Vulcão chileno Puyehue em junho passado, mas a brasileira se mostra tranquila com o fato. “A organização mandou um comunicado nos tranqüilizando. Há bastante gente preocupada com isso por lá, mas não há porque se alarmar”.

Sobre as principais adversárias, ela alerta sobre duas corredoras que podem dar trabalho. “A francesa Severine Dualde e a argentina Andrea Dobas, campeã do ano passado, parecem ser casca grossa”, finaliza Rosália que embarca para a PataGônia na próxima quinta-feira (09/11).

Tricampeão do K42 de Bombinhas, Giliard busca vitória na Patagônia

O maratonista brasileiro Giliard Pinheiro disputa no dia 12 de novembro o último K42 da temporada, em Villa La Angostura, na Patagônia argentina. Disputado em sete países diferentes – Argentina, Brasil, Chile, Espanha, França, Portugal, e Saara Ocidental – o K42 é caracterizado por oferecer maratonas em percursos com grande variação no terreno e que exigem não apenas resistência, mas também força.

Além dos cerca de 2.000 corredores inscritos, o K42 na Argentina reúne os vencedores de todas as etapas K42 no ano e, portanto, é considerado como uma final. Pelo terceiro ano consecutivo, Giliard Pinheiro venceu o K42 de Bombinhas, disputado em agosto no litoral catarinense, e garantiu a vaga para a prova na Patagônia.

“Estou bem preparado, quero ganhar”, afirma o brasileiro. “Fiz muito trabalho na areia fofa da praia”, diz o corredor, sobre seu treinamento. Nas duas vezes que participou da prova final, Giliard teve dificuldades. Em 2009, uma séria entorse no tornozelo forçou o abandono da prova. Em 2010, torceu novamente, mas o uso de uma tala permitiu que seguisse até o final, assegurando o segundo lugar.

“Vou correr com atadura. No ano passado meu tornozelo torceu e ‘voltou’, não deu problema. No primeiro ano torceu e ‘saiu’ porque eu estava sem proteção”, reflete. Para minimizar a chance de novas lesões, o maratonista realizou treinamento específico para o fortalecimento da região do tornozelo esquerdo. “Corri o ano inteiro na praia e não tive problema, ele está bem forte”, conta Giliard.

A competição em Villa La Angostura será acirrada. Giliard aponta o francês Yanik Gourdon, vencedor do K42 França como um adversário duro e cita outro favorito. “Tem um espanhol que dizem que é ‘a sombra’ do Kilian Jornet. Se é bom como o Kilian vai ser um adversário direto, porque ele tem um nível muito acima do normal dos competidores”, afirma, citando o jovem fenômeno entre os maratonistas de montanha.

Giliard tem também a esperança de ganhar o prêmio especial, oferecido ao primeiro corredor que alcançar o ponto mais alto da prova, o topo a 1.500 metros de altitude. “Independente da mudança que fizeram no percurso, esse trecho final continua o mesmo. É na altura do quilômetro 36 ou 37, então quem chegar no topo primeiro vai ganhar a prova, porque depois é só descida”, explica o brasileiro.

Confiante, Giliard avisa: “Pretendo levar os dois prêmios!” e aponta uma brasileira como favorita entre as mulheres. “No feminino ninguém deve tirar da Rosália [Camargo, ganhadora do K42 de Bombinhas]”, encerra.


Tricampeão do K42 de Bombinhas, Giliard busca vitória na Patagônia

Corrida de Montanha · 04 nov, 2011

O maratonista brasileiro Giliard Pinheiro disputa no dia 12 de novembro o último K42 da temporada, em Villa La Angostura, na Patagônia argentina. Disputado em sete países diferentes – Argentina, Brasil, Chile, Espanha, França, Portugal, e Saara Ocidental – o K42 é caracterizado por oferecer maratonas em percursos com grande variação no terreno e que exigem não apenas resistência, mas também força.

Além dos cerca de 2.000 corredores inscritos, o K42 na Argentina reúne os vencedores de todas as etapas K42 no ano e, portanto, é considerado como uma final. Pelo terceiro ano consecutivo, Giliard Pinheiro venceu o K42 de Bombinhas, disputado em agosto no litoral catarinense, e garantiu a vaga para a prova na Patagônia.

“Estou bem preparado, quero ganhar”, afirma o brasileiro. “Fiz muito trabalho na areia fofa da praia”, diz o corredor, sobre seu treinamento. Nas duas vezes que participou da prova final, Giliard teve dificuldades. Em 2009, uma séria entorse no tornozelo forçou o abandono da prova. Em 2010, torceu novamente, mas o uso de uma tala permitiu que seguisse até o final, assegurando o segundo lugar.

“Vou correr com atadura. No ano passado meu tornozelo torceu e ‘voltou’, não deu problema. No primeiro ano torceu e ‘saiu’ porque eu estava sem proteção”, reflete. Para minimizar a chance de novas lesões, o maratonista realizou treinamento específico para o fortalecimento da região do tornozelo esquerdo. “Corri o ano inteiro na praia e não tive problema, ele está bem forte”, conta Giliard.

A competição em Villa La Angostura será acirrada. Giliard aponta o francês Yanik Gourdon, vencedor do K42 França como um adversário duro e cita outro favorito. “Tem um espanhol que dizem que é ‘a sombra’ do Kilian Jornet. Se é bom como o Kilian vai ser um adversário direto, porque ele tem um nível muito acima do normal dos competidores”, afirma, citando o jovem fenômeno entre os maratonistas de montanha.

Giliard tem também a esperança de ganhar o prêmio especial, oferecido ao primeiro corredor que alcançar o ponto mais alto da prova, o topo a 1.500 metros de altitude. “Independente da mudança que fizeram no percurso, esse trecho final continua o mesmo. É na altura do quilômetro 36 ou 37, então quem chegar no topo primeiro vai ganhar a prova, porque depois é só descida”, explica o brasileiro.

Confiante, Giliard avisa: “Pretendo levar os dois prêmios!” e aponta uma brasileira como favorita entre as mulheres. “No feminino ninguém deve tirar da Rosália [Camargo, ganhadora do K42 de Bombinhas]”, encerra.