amadores

Grande massa faz a festa na Meia de São Paulo

Na manhã deste domingo aconteceu em São Paulo a segunda edição da Meia Maratona internacional que leva o nome da cidade. A vitória ficou os quenianos Kiprono Mutai e Eunice Kirwa, mas a grande festa ficou por conta dos mais de seis mil amadores que prestigiaram o evento.

São Paulo - A largada da categoria geral foi dada às 8h em frente ao Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu e a Praça Charles Miller parecia um mar de pessoas. Os últimos corredores passaram mais de seis minutos após o tiro inicial, uns com camisas de times de futebol, outros com faixas representando suas cidades e todos com o objetivo de completar os 21,1 quilômetros.

A capital paulista vem sofrendo na última semana com o ar seco e um forte calor, mas o domingo amanheceu encoberto e com umidade relativa do ar mais elevada do que de costume. Talvez por isso muitos atletas tenham exagerado na primeira volta, se desgastaram excessivamente, e tiveram que abandonar a disputa já que a segunda metade teve calor e sol forte.

Emerson Brasil foi um dos que dosou as energias após perceber que o calor começava a aumentar e obteve um resultado melhor do que o do ano anterior. “Foi uma disputa excelente e baixei meu tempo em relação ao ano passado de 1h38 para 1h32”, comemora o atleta de Bauru (interior de São Paulo). Ele fez vários elogios à organização, que não deixou faltar água e isotônico no percurso.

Outras histórias - O quase sexagenário José João Corneta, ainda ofegante após cruzar a linha de chegada, diz que “a prova foi um pouco difícil, mas no geral foi boa”. Ele participou pela primeira vez da competição e até o final do ano pretende disputar outras corridas com distâncias de meia maratona. “Hoje cheguei bem, sem lesão e pretendo também correr a Maratona de São Paulo”.

Entre as mulheres, Lígia Campanella retornou às corridas após um tempo parada e sofreu com a altimetria do percurso. “Nunca tinha corrido esta prova e não estou acostumada com subidas, mas foi gostosa apesar de puxada”, ressalta a atleta que achou boa a idéia da organização oferecer isotônico durante o trajeto.

A capital paulista vai receber outra meia maratona neste semestre, no dia 13 de abril, na Cidade Universitária da USP. A organização dficará a cargo da Corpore, Corredores Paulistas Unidos.


Grande massa faz a festa na Meia de São Paulo

Meia Maratona · 09 mar, 2008

Na manhã deste domingo aconteceu em São Paulo a segunda edição da Meia Maratona internacional que leva o nome da cidade. A vitória ficou os quenianos Kiprono Mutai e Eunice Kirwa, mas a grande festa ficou por conta dos mais de seis mil amadores que prestigiaram o evento.

São Paulo - A largada da categoria geral foi dada às 8h em frente ao Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu e a Praça Charles Miller parecia um mar de pessoas. Os últimos corredores passaram mais de seis minutos após o tiro inicial, uns com camisas de times de futebol, outros com faixas representando suas cidades e todos com o objetivo de completar os 21,1 quilômetros.

A capital paulista vem sofrendo na última semana com o ar seco e um forte calor, mas o domingo amanheceu encoberto e com umidade relativa do ar mais elevada do que de costume. Talvez por isso muitos atletas tenham exagerado na primeira volta, se desgastaram excessivamente, e tiveram que abandonar a disputa já que a segunda metade teve calor e sol forte.

Emerson Brasil foi um dos que dosou as energias após perceber que o calor começava a aumentar e obteve um resultado melhor do que o do ano anterior. “Foi uma disputa excelente e baixei meu tempo em relação ao ano passado de 1h38 para 1h32”, comemora o atleta de Bauru (interior de São Paulo). Ele fez vários elogios à organização, que não deixou faltar água e isotônico no percurso.

Outras histórias - O quase sexagenário José João Corneta, ainda ofegante após cruzar a linha de chegada, diz que “a prova foi um pouco difícil, mas no geral foi boa”. Ele participou pela primeira vez da competição e até o final do ano pretende disputar outras corridas com distâncias de meia maratona. “Hoje cheguei bem, sem lesão e pretendo também correr a Maratona de São Paulo”.

Entre as mulheres, Lígia Campanella retornou às corridas após um tempo parada e sofreu com a altimetria do percurso. “Nunca tinha corrido esta prova e não estou acostumada com subidas, mas foi gostosa apesar de puxada”, ressalta a atleta que achou boa a idéia da organização oferecer isotônico durante o trajeto.

A capital paulista vai receber outra meia maratona neste semestre, no dia 13 de abril, na Cidade Universitária da USP. A organização dficará a cargo da Corpore, Corredores Paulistas Unidos.

Amadores na São Silvestre: Antônio corre para “tirar zica”

“Vou correr para tirar a zica”. Esse será o lema de Antônio Colucci, que vai participar de sua terceira São Silvestre no próximo dia 31 e pretende de uma vez por todas baixar o tempo em relação às outras edições. Em 2005 ele correu por conta própria, marcou 1h12, ano passado treinou com uma assessoria esportiva e fez 1h15 e esse ano ficará feliz com pelo menos 1h14.

“Espero que o tempo não esteja com chuva igual ao ano passado e que a organização melhore a largada e a chegada. A corrida é legal, o que ruim é a falta de organização”, enfatiza o atleta amador. Este ano ele resolveu treinar por conta e diz que corria no parque pelo menos três vezes por semana, com exceção dos dias chuvosos.

“Agora no final eu me inscrevi em algumas provas, como a Samsung e Gonzaguinha, para dar um gás a mais e acho que meu ritmo está igual ao do ano passado”, ressalta. Ele fala ainda que se baseou nas planilhas utilizadas pelo seu ex-treinador para montar o ritmo dos treinos que seguiu durante a temporada 2007.

Dificuldades - Para ele a pior parte é a concentração, com as pessoas se espremendo, e a largada da prova, onde as pessoas querem aparecer na televisão com faixas e cartazes e acabam tumultuando. “Este ano com as mulheres largando junto com os homens talvez seja um pouco menos bagunçado. Eles talvez respeitem mais e não façam xixi no chão com a maior cara de pau”, comenta.

Além de querer melhorar o tempo, ele vai dar mais uma chance para os organizadores, já que afirma que os atletas pagam caro e não recebem o retorno merecido. “A São Silvestre é mais cara do que outras provas e a gente é maltratado”, reclama. Ele lembra que foi retirar a medalha ano passado após completar os 15 quilômetros e teve que se apertar numa espécie de curral montado com as grades de proteção.

“Quem chegou com mais de 1h30 de prova teve ainda mais dificuldades. Na hora que eu saí de lá e fui para a tenda da assessoria eu quase saí na mão com um segurança que não me deixou passar e não sabia indicar o caminho correto”, lembra. Caso ele não consiga baixar o tempo e os organizadores continuem agindo da mesma forma, ele pretende encerrar sua participação na tradicional prova. “Se não der certo eu vou passar os próximos reveillons comemorando, afinal, dia 31 é dia para se comemorar”.


Amadores na São Silvestre: Antônio corre para “tirar zica”

Corridas de Rua · 28 dez, 2007

“Vou correr para tirar a zica”. Esse será o lema de Antônio Colucci, que vai participar de sua terceira São Silvestre no próximo dia 31 e pretende de uma vez por todas baixar o tempo em relação às outras edições. Em 2005 ele correu por conta própria, marcou 1h12, ano passado treinou com uma assessoria esportiva e fez 1h15 e esse ano ficará feliz com pelo menos 1h14.

“Espero que o tempo não esteja com chuva igual ao ano passado e que a organização melhore a largada e a chegada. A corrida é legal, o que ruim é a falta de organização”, enfatiza o atleta amador. Este ano ele resolveu treinar por conta e diz que corria no parque pelo menos três vezes por semana, com exceção dos dias chuvosos.

“Agora no final eu me inscrevi em algumas provas, como a Samsung e Gonzaguinha, para dar um gás a mais e acho que meu ritmo está igual ao do ano passado”, ressalta. Ele fala ainda que se baseou nas planilhas utilizadas pelo seu ex-treinador para montar o ritmo dos treinos que seguiu durante a temporada 2007.

Dificuldades - Para ele a pior parte é a concentração, com as pessoas se espremendo, e a largada da prova, onde as pessoas querem aparecer na televisão com faixas e cartazes e acabam tumultuando. “Este ano com as mulheres largando junto com os homens talvez seja um pouco menos bagunçado. Eles talvez respeitem mais e não façam xixi no chão com a maior cara de pau”, comenta.

Além de querer melhorar o tempo, ele vai dar mais uma chance para os organizadores, já que afirma que os atletas pagam caro e não recebem o retorno merecido. “A São Silvestre é mais cara do que outras provas e a gente é maltratado”, reclama. Ele lembra que foi retirar a medalha ano passado após completar os 15 quilômetros e teve que se apertar numa espécie de curral montado com as grades de proteção.

“Quem chegou com mais de 1h30 de prova teve ainda mais dificuldades. Na hora que eu saí de lá e fui para a tenda da assessoria eu quase saí na mão com um segurança que não me deixou passar e não sabia indicar o caminho correto”, lembra. Caso ele não consiga baixar o tempo e os organizadores continuem agindo da mesma forma, ele pretende encerrar sua participação na tradicional prova. “Se não der certo eu vou passar os próximos reveillons comemorando, afinal, dia 31 é dia para se comemorar”.

Usar tempo líquido é a solução na São Silvestre

Imagine a cena: 20 mil corredores saindo de uma das pistas da Avenida Paulista sentido consolação na largada da São Silvestre e entre essas duas dezenas de milhares algumas centenas que pretendem baixar os tempos. Segundo o treinador Nelson Evêncio, para melhorar o tempo o corredor deve tentar largar à frente do pelotão, ou contar apenas com o tempo líquido.

“O ideal é treinar bem e contar mais como tempo líquido, pois o bruto é complicado, conte mais com o seu relógio do que com o da prova, a São Silvestre não é ideal para fazer tempo”, ressalta Evêncio. “Pode-se melhorar em relação ao ano anterior, mas sempre será mais alto do que o seu melhor tempo”, enfatiza.

Segundo ele, aqueles que quiserem sair à frente e resolverem chegar horas antes da largada, podem perder performance durante os 15 quilômetros da competição. “Quando as mulheres largavam às 15h15, muitos homens ficavam até às 17h esperando nas baias, um fazendo xixi em cima do outro, de pé sob forte calor e na hora de largar não tinha mais perna”, lembra o treinador.

Espera - Para Evêncio o ideal é chegar ao local da prova com uma hora de antecedência, realizar um bom aquecimento e alongamento e, faltando meia hora para o tiro inicial, se alinhar para o começo da prova. “Os corredores terão que enfrentar um certo tumulto para chegar na largada, mas é melhor do que perder rendimento chegando muito antes”.

Geralmente nessa época do ano o calor é forte e se torna um adversário ainda mais perigoso, pois a grande concentração de pessoas impede a circulação do ar e deixa o local abafado. “É interessante levar uma garrafinha de água para se hidratar e jogar no corpo enquanto espera”, lembra o treinador da Assessoria Esportiva que leva seu nome.

A receita vale tanto para os homens, quanto para as mulheres, já que a largada esse ano será em conjunto, às 16h45. “Eu acho o novo horário bom, pois as mulheres vão sair mais tarde, mas a largada, que é o grande problema nas provas brasileiras, será tumultuada”. Ainda segundo Evêncio, as corredoras que não são de elite, mas pretendem sair neste pelotão ano que vem, dificilmente conseguirão fazer um tempo que as classifique para tanto.

Apesar das dificuldades encontradas, a competição já se tornou tradicional no calendário nacional e a cada ano o número de participantes aumenta. “É uma prova legal, festiva, a última vez que eu corri o Santos havia sido campeão, então fui com a camisa comemorar”, lembra o simpatizante do time de Vila Belmiro.

Com o treino redondinho, a melhor alternativa é mesmo esperar a boiada passar e se basear no tempo calculado do instante em que se pisa no primeiro tapete de chip até o último, descontando-se o tempo perdido até alcançar o pórtico inicial. “A classificação vai lá para baixo, mas não tem outro jeito”, finaliza Evêncio.


Usar tempo líquido é a solução na São Silvestre

Corridas de Rua · 10 dez, 2007

Imagine a cena: 20 mil corredores saindo de uma das pistas da Avenida Paulista sentido consolação na largada da São Silvestre e entre essas duas dezenas de milhares algumas centenas que pretendem baixar os tempos. Segundo o treinador Nelson Evêncio, para melhorar o tempo o corredor deve tentar largar à frente do pelotão, ou contar apenas com o tempo líquido.

“O ideal é treinar bem e contar mais como tempo líquido, pois o bruto é complicado, conte mais com o seu relógio do que com o da prova, a São Silvestre não é ideal para fazer tempo”, ressalta Evêncio. “Pode-se melhorar em relação ao ano anterior, mas sempre será mais alto do que o seu melhor tempo”, enfatiza.

Segundo ele, aqueles que quiserem sair à frente e resolverem chegar horas antes da largada, podem perder performance durante os 15 quilômetros da competição. “Quando as mulheres largavam às 15h15, muitos homens ficavam até às 17h esperando nas baias, um fazendo xixi em cima do outro, de pé sob forte calor e na hora de largar não tinha mais perna”, lembra o treinador.

Espera - Para Evêncio o ideal é chegar ao local da prova com uma hora de antecedência, realizar um bom aquecimento e alongamento e, faltando meia hora para o tiro inicial, se alinhar para o começo da prova. “Os corredores terão que enfrentar um certo tumulto para chegar na largada, mas é melhor do que perder rendimento chegando muito antes”.

Geralmente nessa época do ano o calor é forte e se torna um adversário ainda mais perigoso, pois a grande concentração de pessoas impede a circulação do ar e deixa o local abafado. “É interessante levar uma garrafinha de água para se hidratar e jogar no corpo enquanto espera”, lembra o treinador da Assessoria Esportiva que leva seu nome.

A receita vale tanto para os homens, quanto para as mulheres, já que a largada esse ano será em conjunto, às 16h45. “Eu acho o novo horário bom, pois as mulheres vão sair mais tarde, mas a largada, que é o grande problema nas provas brasileiras, será tumultuada”. Ainda segundo Evêncio, as corredoras que não são de elite, mas pretendem sair neste pelotão ano que vem, dificilmente conseguirão fazer um tempo que as classifique para tanto.

Apesar das dificuldades encontradas, a competição já se tornou tradicional no calendário nacional e a cada ano o número de participantes aumenta. “É uma prova legal, festiva, a última vez que eu corri o Santos havia sido campeão, então fui com a camisa comemorar”, lembra o simpatizante do time de Vila Belmiro.

Com o treino redondinho, a melhor alternativa é mesmo esperar a boiada passar e se basear no tempo calculado do instante em que se pisa no primeiro tapete de chip até o último, descontando-se o tempo perdido até alcançar o pórtico inicial. “A classificação vai lá para baixo, mas não tem outro jeito”, finaliza Evêncio.

Superação é o lema dos amadores na Pampulha

Na manhã do último domingo aconteceu a nona edição da Volta Internacional da Pampulha, competição que contou com quase 10 mil atletas, sendo a grande maioria amadores que buscam na corrida qualidade de vida. Para muitos a prova foi uma verdadeira superação a cada quilômetro e a vitória veio após os 17,8 quilômetros.

Belo Horizonte - A largada da categoria geral pode ser comparada à uma competição da Roma antiga, na qual os gladiadores entravam no Coliseu para desafiar os soldados do rei. As grades dos calabouços onde eles aguardavam a entrada na arena se assemelham aos staffs em cordão de isolamento; as faixas representam o local de onde cada um veio; o trajeto em torno da lagoa é a arena e o tiro de largada autoriza o início do combate.

Enquanto os gladiadores enfrentavam leões no Coliseu, os corredores “matam um leão” a cada quilômetro para se manterem no ritmo até o final e não desistirem. O forte calor é outro adversário perigoso, que deve ser derrotado com as armas disponíveis, como água, isotônico e protetor solar.

Os combatentes muitas vezes se juntam em grupos para aumentar as chances de sobrevivência, então era comum se deparar com casais, amigos e colegas de trabalho no trajeto.

Os soldados disfarçados de quilômetros pelo asfalto são vencidos pouco a pouco, já que o terreno é circular e plano, mas alguns combatentes não agüentam a pressão e ficam pelo caminho. Enquanto os gladiadores eram deixados para morrer sem dó no meio do Coliseu, aqui uma ambulância passava para recolher os prejudicados e os levava para o ambulatório.

Chegada - Os bravos guerreiros exaustos ouvem o locutor anunciar que a chegada está próxima e parecem se revigorar ao escutar os torcedores gritarem palavras de incentivo e aplaudirem. Finalmente o pórtico se aproxima, os últimos passos parecem ser os mais difíceis e, apesar de todas as dificuldades, a vitória chega e com ela a sensação de missão cumprida.

A gladiadora, ou melhor, a corredora Caroline Vasconcelos que esteve no Coliseu disfarçado de Lagoa da Pampulha pela primeira vez, chegou por volta do meio dia e comenta que “apesar do calor a prova foi bem organizada e tinha água em vários trechos”. Natural de Sete Lagoas (MG), ela corre há um ano e meio e já pensa em provas mais longas. “Com certeza espero estar na Meia Maratona do Rio ano que vem”.

Outra debutante no tão cansativo combate é Tatiana Figueiredo, que ainda ofegante diz que “o calor dificultou, mas foi legal. Sempre participo de provas de 10 quilômetros e sofri um pouco aqui”. Indagada se estaria pronta para encarar uma São Silvestre, ela fica em dúvida e diz que ainda precisa se preparar um pouco mais. “Pretendo treinar mais ano que vem e fazer uma meia antes de ir para a São Silvestre”.

Apesar de pretender correr 21 quilômetros antes de enfrentar os 15 da prova do dia 31 de dezembro, a mineira nem imagina que pode ficar tranqüila, pois as mudanças na São Silvestre beneficiaram as mulheres, que não enfrentam temperaturas tão altas.

Já a experiente Elaine Gazola veio para a Arena com o intuito de melhorar a performance e soube driblar bem os quilômetros pesados, o calor e os outros combatentes, para melhorar o tempo de 1h57 para 1h50 baixo.

“Eu treinei o ano todo com a expectativa de fazer um melhor tempo. Participei da segunda vez da Pampulha, mas sempre corro provas menores, de 10 quilômetros”, ressalta a atleta de Varginha (MG).

Depois de tanto esforço chega o tão sonhado prêmio, que na época dos gladiadores era ter a vida poupada e a liberdade da condição de escravo, enquanto nesta batalha era a medalha personalizada do evento, que precisava ser alcançada no topo da colina. Sob orientações explícitas dos staffs, todos passavam pelo funil e se dirigiam ao local de entrega do artefato, localizado em uma ladeira transversal à lagoa.

Muitos desistiram pelo caminho, outros cruzaram a linha de chegada e prometeram não voltar nunca mais a um desafio como esses, pois os reflexos no dia seguinte geralmente são dores musculares. Porém, quando a batalha é novamente anunciada no ano seguinte, a vontade de superar mais um desafio é tão grande, que eles retornam ao Coliseu para mais uma batalha.



Superação é o lema dos amadores na Pampulha

Corridas de Rua · 03 dez, 2007

Na manhã do último domingo aconteceu a nona edição da Volta Internacional da Pampulha, competição que contou com quase 10 mil atletas, sendo a grande maioria amadores que buscam na corrida qualidade de vida. Para muitos a prova foi uma verdadeira superação a cada quilômetro e a vitória veio após os 17,8 quilômetros.

Belo Horizonte - A largada da categoria geral pode ser comparada à uma competição da Roma antiga, na qual os gladiadores entravam no Coliseu para desafiar os soldados do rei. As grades dos calabouços onde eles aguardavam a entrada na arena se assemelham aos staffs em cordão de isolamento; as faixas representam o local de onde cada um veio; o trajeto em torno da lagoa é a arena e o tiro de largada autoriza o início do combate.

Enquanto os gladiadores enfrentavam leões no Coliseu, os corredores “matam um leão” a cada quilômetro para se manterem no ritmo até o final e não desistirem. O forte calor é outro adversário perigoso, que deve ser derrotado com as armas disponíveis, como água, isotônico e protetor solar.

Os combatentes muitas vezes se juntam em grupos para aumentar as chances de sobrevivência, então era comum se deparar com casais, amigos e colegas de trabalho no trajeto.

Os soldados disfarçados de quilômetros pelo asfalto são vencidos pouco a pouco, já que o terreno é circular e plano, mas alguns combatentes não agüentam a pressão e ficam pelo caminho. Enquanto os gladiadores eram deixados para morrer sem dó no meio do Coliseu, aqui uma ambulância passava para recolher os prejudicados e os levava para o ambulatório.

Chegada - Os bravos guerreiros exaustos ouvem o locutor anunciar que a chegada está próxima e parecem se revigorar ao escutar os torcedores gritarem palavras de incentivo e aplaudirem. Finalmente o pórtico se aproxima, os últimos passos parecem ser os mais difíceis e, apesar de todas as dificuldades, a vitória chega e com ela a sensação de missão cumprida.

A gladiadora, ou melhor, a corredora Caroline Vasconcelos que esteve no Coliseu disfarçado de Lagoa da Pampulha pela primeira vez, chegou por volta do meio dia e comenta que “apesar do calor a prova foi bem organizada e tinha água em vários trechos”. Natural de Sete Lagoas (MG), ela corre há um ano e meio e já pensa em provas mais longas. “Com certeza espero estar na Meia Maratona do Rio ano que vem”.

Outra debutante no tão cansativo combate é Tatiana Figueiredo, que ainda ofegante diz que “o calor dificultou, mas foi legal. Sempre participo de provas de 10 quilômetros e sofri um pouco aqui”. Indagada se estaria pronta para encarar uma São Silvestre, ela fica em dúvida e diz que ainda precisa se preparar um pouco mais. “Pretendo treinar mais ano que vem e fazer uma meia antes de ir para a São Silvestre”.

Apesar de pretender correr 21 quilômetros antes de enfrentar os 15 da prova do dia 31 de dezembro, a mineira nem imagina que pode ficar tranqüila, pois as mudanças na São Silvestre beneficiaram as mulheres, que não enfrentam temperaturas tão altas.

Já a experiente Elaine Gazola veio para a Arena com o intuito de melhorar a performance e soube driblar bem os quilômetros pesados, o calor e os outros combatentes, para melhorar o tempo de 1h57 para 1h50 baixo.

“Eu treinei o ano todo com a expectativa de fazer um melhor tempo. Participei da segunda vez da Pampulha, mas sempre corro provas menores, de 10 quilômetros”, ressalta a atleta de Varginha (MG).

Depois de tanto esforço chega o tão sonhado prêmio, que na época dos gladiadores era ter a vida poupada e a liberdade da condição de escravo, enquanto nesta batalha era a medalha personalizada do evento, que precisava ser alcançada no topo da colina. Sob orientações explícitas dos staffs, todos passavam pelo funil e se dirigiam ao local de entrega do artefato, localizado em uma ladeira transversal à lagoa.

Muitos desistiram pelo caminho, outros cruzaram a linha de chegada e prometeram não voltar nunca mais a um desafio como esses, pois os reflexos no dia seguinte geralmente são dores musculares. Porém, quando a batalha é novamente anunciada no ano seguinte, a vontade de superar mais um desafio é tão grande, que eles retornam ao Coliseu para mais uma batalha.


Corredores dos três clubes avaliam Nike 10K

Todos os participantes da Nike 10k deste ano foram divididos em três clubes, o dos Não Corredores que Correm, representando os iniciantes; o das Aves de Fogo, representando os intermediários e o do Cartel Endorfina, representando os corredores avançados e mais experientes. Confira a avaliação de alguns atletas sobre a corrida deste domingo, que começou com chuva e terminou com sol.

São Paulo - Sozinhos ou acompanhados, todos que cruzavam o pórtico de chegada exibiam um semblante alegre, com sentimento de emoção e de missão cumprida. Grande parte dos corredores do Cartel apenas ajustava seus relógios e seguia em frente para contabilizar mais uma medalha na coleção, enquanto os Aves de Fogo exibiam uma alegria um pouco maior e os Não Corredores extravasavam com cambalhotas e pulos ao cruzar a linha de chegada.

“Essa prova foi sensacional, o tempo estava maravilhoso para correr. Eu já corri outras provas da Nike e o Revezamento Pão de Açúcar”, comenta o Águia de Fogo Marcelo Alencar. “Essa é a equipe campeã!”, brinca.

Isabela Campos, que já participou das duas últimas edições da Nike, é uma corredora mais do que assídua, motivo pelo qual representou o Cartel Endorfina hoje. “Prefiro o tempo mais fechado do que o sol forte que estava nas duas últimas edições”.

Isabela correu junto com Letícia Alle, que também aprovou o tempo encoberto. “Esse clima ajuda, mas o problema eram as poças de água. Prefiro provas com premiação, mas uma festiva como essa é legal também”.

Não Corredores - Já entre os Não Corredores, Thais Lopes aceitou o desafio de encarar os 10 quilômetros, mesmo não praticando o esporte regularmente. “Achei a infra-estrutura muito boa, o pessoal bem animado, assim é que tem que ser uma corrida”. A maior distância que ela já havia corrido era seis quilômetros, mas não sentiu dificuldades no trajeto da USP. “O percurso foi tranqüilo, a única complicação foi em uma das subidas”.

Também integrante do clube dos iniciantes, Dário dal Piaz ostentava um sorriso de orelha a orelha por ter completado a competição. “Essa é primeira corrida que eu participo, adorei e vou em todas a partir de agora”, brinca o atleta que também sentiu um pouco de dificuldades na subida.

No momento em que o cronômetro oficial registrava 2h08min de prova decorridos, os locutores Paulão e Alex Muller anunciaram a chegada de Dona Erica Dammann, uma senhora de 83 anos que após completar os 10 quilômetros, parecia ainda ter fôlego para mais 10.

“Adorei a corrida, a parte mais difícil é agora, que estou com fome”, brinca a santista, que costuma treinar em sua cidade. “Lá eu ando na ciclovia, que tem mais ou menos 10 quilômetros”.

Superação de limites, celebração e harmonia marcaram mais uma edição da prova, que aconteceu simultaneamente em Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Cidade do México, Lima, Montevidéu, Quito e Santiago, num total aproximado de 130 mil atletas. Alguns artistas também correram, entre eles os irmãos Kayky e Sthefany Brito e Guilherme Berenguer.

Alem do cunho festivo, o evento teve também um lado social, já que cada corredor escolheu uma organização não-governamental para representar, ao doar 10% da inscrição ou participando como voluntário em uma delas.


Corredores dos três clubes avaliam Nike 10K

Corridas de Rua · 11 nov, 2007

Todos os participantes da Nike 10k deste ano foram divididos em três clubes, o dos Não Corredores que Correm, representando os iniciantes; o das Aves de Fogo, representando os intermediários e o do Cartel Endorfina, representando os corredores avançados e mais experientes. Confira a avaliação de alguns atletas sobre a corrida deste domingo, que começou com chuva e terminou com sol.

São Paulo - Sozinhos ou acompanhados, todos que cruzavam o pórtico de chegada exibiam um semblante alegre, com sentimento de emoção e de missão cumprida. Grande parte dos corredores do Cartel apenas ajustava seus relógios e seguia em frente para contabilizar mais uma medalha na coleção, enquanto os Aves de Fogo exibiam uma alegria um pouco maior e os Não Corredores extravasavam com cambalhotas e pulos ao cruzar a linha de chegada.

“Essa prova foi sensacional, o tempo estava maravilhoso para correr. Eu já corri outras provas da Nike e o Revezamento Pão de Açúcar”, comenta o Águia de Fogo Marcelo Alencar. “Essa é a equipe campeã!”, brinca.

Isabela Campos, que já participou das duas últimas edições da Nike, é uma corredora mais do que assídua, motivo pelo qual representou o Cartel Endorfina hoje. “Prefiro o tempo mais fechado do que o sol forte que estava nas duas últimas edições”.

Isabela correu junto com Letícia Alle, que também aprovou o tempo encoberto. “Esse clima ajuda, mas o problema eram as poças de água. Prefiro provas com premiação, mas uma festiva como essa é legal também”.

Não Corredores - Já entre os Não Corredores, Thais Lopes aceitou o desafio de encarar os 10 quilômetros, mesmo não praticando o esporte regularmente. “Achei a infra-estrutura muito boa, o pessoal bem animado, assim é que tem que ser uma corrida”. A maior distância que ela já havia corrido era seis quilômetros, mas não sentiu dificuldades no trajeto da USP. “O percurso foi tranqüilo, a única complicação foi em uma das subidas”.

Também integrante do clube dos iniciantes, Dário dal Piaz ostentava um sorriso de orelha a orelha por ter completado a competição. “Essa é primeira corrida que eu participo, adorei e vou em todas a partir de agora”, brinca o atleta que também sentiu um pouco de dificuldades na subida.

No momento em que o cronômetro oficial registrava 2h08min de prova decorridos, os locutores Paulão e Alex Muller anunciaram a chegada de Dona Erica Dammann, uma senhora de 83 anos que após completar os 10 quilômetros, parecia ainda ter fôlego para mais 10.

“Adorei a corrida, a parte mais difícil é agora, que estou com fome”, brinca a santista, que costuma treinar em sua cidade. “Lá eu ando na ciclovia, que tem mais ou menos 10 quilômetros”.

Superação de limites, celebração e harmonia marcaram mais uma edição da prova, que aconteceu simultaneamente em Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Cidade do México, Lima, Montevidéu, Quito e Santiago, num total aproximado de 130 mil atletas. Alguns artistas também correram, entre eles os irmãos Kayky e Sthefany Brito e Guilherme Berenguer.

Alem do cunho festivo, o evento teve também um lado social, já que cada corredor escolheu uma organização não-governamental para representar, ao doar 10% da inscrição ou participando como voluntário em uma delas.

Atletas encontram percurso duro no Ayrton Senna

Na manhã deste domingo cerca de cinco mil atletas estiveram presentes no autódromo de Interlagos, em São Paulo, para participar da quarta edição da Maratona de Revezamento Ayrton Senna Racing Day. Confira a opinião de alguns amadores sobre a prova.

São Paulo - Subidas e descidas complicadas, curvas acentuadas e muito calor compuseram o cenário na pista do Autódromo José Carlos Pace, que hoje deu lugar a uma corrida pedestre, em vez das tradicionais disputas de automóveis. Ao todo se inscreveram 72 equipes de dois atletas, 288 de quatro e 551 de oito e cada integrante foi responsável por correr um trecho.

O estreante em corridas de rua, Diego Bueno, escolheu um dos percursos mais complicados de São Paulo para sua primeira prova, mas aprovou a experiência. “Eu achei legal, tinha bastante água no trajeto e me dei bem. Pretendo participar de outras provas”. Ao ser perguntado se ele se sentiu como o Felipe Massa, acelerando na pista, ele foi enfático na resposta. “Parecia mais o Rubinho”. Diego era integrante da equipe F1 Racing, revista especializada em automobilismo.

Anderson da Silva Santos, atleta que corre pela ADD (Associação Desportiva para Deficientes), chegou um tanto quanto ofegante no Box e, como a organização não disponibilizou água nas áreas de troca, ele teve que recorrer à torneira para se refrescar. “Eu corro de vez em quando, hoje gostei, foi bem legal”.

Dificuldades - A maioria dos presentes aprovou o percurso, mesmo com dificuldades na parte final, como é o caso do cadeirante Diego Madeira, que correu duas voltas e ainda queria mais. “Eu queria correr mais uma, mas não deixaram. Para mim esta foi a melhor prova do ano, a subida antes da reta é meio complicada, mas sem comparação com a Brigadeiro Luiz Antônio, na São Silvestre”. Segundo ele, o complicado é não deixar a cadeira descer na subida, o que acaba prejudicando o tempo final.

Para Renata Lauan a dificuldade maior foi o calor, mesmo acostumada com as altas temperaturas de Brasília, cidade onde morava. “O percurso também foi complicado, principalmente na última subida e no trecho final, depois onde você acha que já acabou, mas ainda tem que voltar”, comenta sobre o fato de os atletas terem que subir a reta dos boxes e depois fazer o retorno para acessar a área de transição.

Já as meninas da Grand Hyatt São Paulo, vieram com uma equipe grande e gostaram de correr. “Estava muito quente, então a prova foi puxada, mas conseguimos completar e foi bem legal”, comenta Roberta Almeida. “A prova foi difícil, principalmente devido à ultima subida, mas consegui terminar e foi gratificante”, ressalta Ticiana Studart. Por fim, Marina Boturão ratifica as palavras das amigas. “A prova é dura, mas depois de terminar você fica feliz”.

Esta foi a quarta edição da prova, que reuniu cerca de mil corredores a mais do que a edição do ano passado. Parte da renda será revertida para os projetos sociais do Instituto Ayrton Senna, que promove ações sociais com crianças e adolescentes carentes.


Atletas encontram percurso duro no Ayrton Senna

Maratona · 28 out, 2007

Na manhã deste domingo cerca de cinco mil atletas estiveram presentes no autódromo de Interlagos, em São Paulo, para participar da quarta edição da Maratona de Revezamento Ayrton Senna Racing Day. Confira a opinião de alguns amadores sobre a prova.

São Paulo - Subidas e descidas complicadas, curvas acentuadas e muito calor compuseram o cenário na pista do Autódromo José Carlos Pace, que hoje deu lugar a uma corrida pedestre, em vez das tradicionais disputas de automóveis. Ao todo se inscreveram 72 equipes de dois atletas, 288 de quatro e 551 de oito e cada integrante foi responsável por correr um trecho.

O estreante em corridas de rua, Diego Bueno, escolheu um dos percursos mais complicados de São Paulo para sua primeira prova, mas aprovou a experiência. “Eu achei legal, tinha bastante água no trajeto e me dei bem. Pretendo participar de outras provas”. Ao ser perguntado se ele se sentiu como o Felipe Massa, acelerando na pista, ele foi enfático na resposta. “Parecia mais o Rubinho”. Diego era integrante da equipe F1 Racing, revista especializada em automobilismo.

Anderson da Silva Santos, atleta que corre pela ADD (Associação Desportiva para Deficientes), chegou um tanto quanto ofegante no Box e, como a organização não disponibilizou água nas áreas de troca, ele teve que recorrer à torneira para se refrescar. “Eu corro de vez em quando, hoje gostei, foi bem legal”.

Dificuldades - A maioria dos presentes aprovou o percurso, mesmo com dificuldades na parte final, como é o caso do cadeirante Diego Madeira, que correu duas voltas e ainda queria mais. “Eu queria correr mais uma, mas não deixaram. Para mim esta foi a melhor prova do ano, a subida antes da reta é meio complicada, mas sem comparação com a Brigadeiro Luiz Antônio, na São Silvestre”. Segundo ele, o complicado é não deixar a cadeira descer na subida, o que acaba prejudicando o tempo final.

Para Renata Lauan a dificuldade maior foi o calor, mesmo acostumada com as altas temperaturas de Brasília, cidade onde morava. “O percurso também foi complicado, principalmente na última subida e no trecho final, depois onde você acha que já acabou, mas ainda tem que voltar”, comenta sobre o fato de os atletas terem que subir a reta dos boxes e depois fazer o retorno para acessar a área de transição.

Já as meninas da Grand Hyatt São Paulo, vieram com uma equipe grande e gostaram de correr. “Estava muito quente, então a prova foi puxada, mas conseguimos completar e foi bem legal”, comenta Roberta Almeida. “A prova foi difícil, principalmente devido à ultima subida, mas consegui terminar e foi gratificante”, ressalta Ticiana Studart. Por fim, Marina Boturão ratifica as palavras das amigas. “A prova é dura, mas depois de terminar você fica feliz”.

Esta foi a quarta edição da prova, que reuniu cerca de mil corredores a mais do que a edição do ano passado. Parte da renda será revertida para os projetos sociais do Instituto Ayrton Senna, que promove ações sociais com crianças e adolescentes carentes.

Amadores e crianças correm Circuito Caixa sob calor

Confira a opinião de alguns amadores que participaram neste domingo da etapa paulista do Circuito de Corridas Caixa na Hípica de Santo Amaro e saiba um pouco mais sobre a competição infantil que foi realizada no sábado. Ambas foram marcadas por um forte calor.

São Paulo - O dia já amanheceu abafado e ausência de nuvens no céu propiciou o chamado céu de brigadeiro e deu espaço para o sol brilhar forte e quente. Dessa forma, antes da corrida os atletas procuravam se aquecer e se alongar próximo às árvores da Hípica. O tiro de partida foi dado em duas baterias, uma para a elite e corredores acima de 44 anos (8h50) e outra para participantes até 44 anos (9h30).

Todos largaram rumo a uma trilha existente dentro da Hípica e passaram pela região central, gramada e palco de algumas competições e demonstrações com cavalos. “Estou me sentindo praticamente um Manga Larga”, brincou um dos corredores ao se deparar com uma placa institucional na entrada do local que ressaltava a raça puro sangue.

Nem o calor e nem a poeira estragaram a festa de Ubirajara Sales, que aguardava o resultado ansiosamente para saber se havia conquistado um lugar no pódio em sua categoria. “Já é a terceira prova que corro aqui na Hípica, é uma corrida boa, mas a areia é muito fofa e a gente vem comendo poeira toda hora”.

Garotas - Vanice Gomes, logo depois de completar o percurso e ainda enxugando o suor, comenta que foi uma prova diferente das que está acostumada a participar, geralmente no asfalto das ruas. “Foi bem puxado, com trechos de areia fofa que exige muito, mas o visual é fantástico e com bastante sombra para refrescar. Vale a pena”.

Já a envergonhada Larissa Vilar, também aprovou o circuito, apesar de ter sentido um pouco de dificuldade com o terreno. “É bem diferente, estou encardida com a poeira, mas eu gostei. Nunca tinha corrido na hípica, mas aprovei o percurso”. Todos que completaram a prova receberam uma medalha de participação e os melhores por faixa etária levaram para casa uma medalha especial.

No sábado, véspera da prova principal, aconteceu no mesmo local a primeira edição do Circuito Caixa infantil, que reuniu cerca de 750 crianças entre quatro e 15 anos. Elas participaram em baterias que variavam entre 50 e 800 metros, divididos entre as faixas etárias.

Além da corrida, a garotada teve à disposição algodão doce, pipoca e puderam se divertir em atrações montadas no gramado central, como piscina de bolinhas, pintura artística, bexiga e cama elástica. A família Lopes Vanzetto esteve representada por Gabriela (10 anos) e pelos gêmeos Caio e Gabriel (cinco anos), que participaram após incentivo da tia maratonista. “Eles estavam eufóricos e contando os dias para correr”, ressalta o pai coruja.

Quem também gostou da experiência foi Pedro Petcov Neto, de seis anos, que teve um grande incentivo da mãe Gláucia e da avó Graça. “Essa é a segunda prova que ele participa e está adorando. Estou muito orgulhosa", afirma a mãe. "Estou muito feliz e gostei muito. Quero correr mais vezes", completa Pedro.

A próxima etapa do Circuito de Corridas da Caixa acontece no dia 11 de novembro na cidade paranaense de Curitiba e as inscrições poderão ser feitas pelo site oficial do evento, o www.circuitocaixa.com.br. Na ocasião serão disputados 10 quilômetros na Praça Nossa Senhora de Salete.


Amadores e crianças correm Circuito Caixa sob calor

Corridas de Rua · 07 out, 2007

Confira a opinião de alguns amadores que participaram neste domingo da etapa paulista do Circuito de Corridas Caixa na Hípica de Santo Amaro e saiba um pouco mais sobre a competição infantil que foi realizada no sábado. Ambas foram marcadas por um forte calor.

São Paulo - O dia já amanheceu abafado e ausência de nuvens no céu propiciou o chamado céu de brigadeiro e deu espaço para o sol brilhar forte e quente. Dessa forma, antes da corrida os atletas procuravam se aquecer e se alongar próximo às árvores da Hípica. O tiro de partida foi dado em duas baterias, uma para a elite e corredores acima de 44 anos (8h50) e outra para participantes até 44 anos (9h30).

Todos largaram rumo a uma trilha existente dentro da Hípica e passaram pela região central, gramada e palco de algumas competições e demonstrações com cavalos. “Estou me sentindo praticamente um Manga Larga”, brincou um dos corredores ao se deparar com uma placa institucional na entrada do local que ressaltava a raça puro sangue.

Nem o calor e nem a poeira estragaram a festa de Ubirajara Sales, que aguardava o resultado ansiosamente para saber se havia conquistado um lugar no pódio em sua categoria. “Já é a terceira prova que corro aqui na Hípica, é uma corrida boa, mas a areia é muito fofa e a gente vem comendo poeira toda hora”.

Garotas - Vanice Gomes, logo depois de completar o percurso e ainda enxugando o suor, comenta que foi uma prova diferente das que está acostumada a participar, geralmente no asfalto das ruas. “Foi bem puxado, com trechos de areia fofa que exige muito, mas o visual é fantástico e com bastante sombra para refrescar. Vale a pena”.

Já a envergonhada Larissa Vilar, também aprovou o circuito, apesar de ter sentido um pouco de dificuldade com o terreno. “É bem diferente, estou encardida com a poeira, mas eu gostei. Nunca tinha corrido na hípica, mas aprovei o percurso”. Todos que completaram a prova receberam uma medalha de participação e os melhores por faixa etária levaram para casa uma medalha especial.

No sábado, véspera da prova principal, aconteceu no mesmo local a primeira edição do Circuito Caixa infantil, que reuniu cerca de 750 crianças entre quatro e 15 anos. Elas participaram em baterias que variavam entre 50 e 800 metros, divididos entre as faixas etárias.

Além da corrida, a garotada teve à disposição algodão doce, pipoca e puderam se divertir em atrações montadas no gramado central, como piscina de bolinhas, pintura artística, bexiga e cama elástica. A família Lopes Vanzetto esteve representada por Gabriela (10 anos) e pelos gêmeos Caio e Gabriel (cinco anos), que participaram após incentivo da tia maratonista. “Eles estavam eufóricos e contando os dias para correr”, ressalta o pai coruja.

Quem também gostou da experiência foi Pedro Petcov Neto, de seis anos, que teve um grande incentivo da mãe Gláucia e da avó Graça. “Essa é a segunda prova que ele participa e está adorando. Estou muito orgulhosa", afirma a mãe. "Estou muito feliz e gostei muito. Quero correr mais vezes", completa Pedro.

A próxima etapa do Circuito de Corridas da Caixa acontece no dia 11 de novembro na cidade paranaense de Curitiba e as inscrições poderão ser feitas pelo site oficial do evento, o www.circuitocaixa.com.br. Na ocasião serão disputados 10 quilômetros na Praça Nossa Senhora de Salete.

Corredores festejam Corrida Grande Hotel Araxá

A primeira edição da Corrida Grande Hotel Araxá foi uma verdadeira celebração para os participantes que disputaram os 10 quilômetros de percurso em terreno de asfalto e terra batida. Confira algumas opiniões.

Direto de Araxá - A cidade mineira de Araxá (375 quilômetros de Belo Horizonte) recebeu neste sábado uma prova que agitou os hóspedes do Grande Hotel Termas de Araxá, assim como todos os inscritos que vieram de regiões próximas. Casais, homens e mulheres de todas as idades participaram do evento como forma de manter a boa forma e a saúde, como é o caso de Alcino Nogueira de Carvalho, que competiu na categoria 55-59 anos.

Ele é campeão sul americano master de 800m e 1.500m para atletas acima de 50 anos e comenta que se divertiu, mesmo debaixo de chuva. “A chuva foi uma surpresa, mas a prova foi ótima, estamos num país tropical e temos que enfrentar todas as condições de clima. Achei legal o trecho de terra, pois muda um pouco o ritmo da corrida”. Entusiasta do esporte há muitos anos, ele deixa um recado para juventude brasileira. “Larguem o cigarro, tabagismo não está com nada”.

O casal Rogério Roch e Ana Clara Ribeiro correram juntos e comentam que o percurso estava bem sinalizado e a corrida foi ótima. “Tirando a chuva, que atrapalhou um pouco, e o barro na região do lago, foi tudo tranquilo, deu para completar bem”, ressalta Rogério. “Foi um pouco complicado devido ao clima, pois o barranco estava escorregadio, mas no geral foi uma boa prova”, completa Ana Clara.

Além da prova rústica de 10 quilômetros, também aconteceu uma caminhada participativa nos arredores do hotel. Todos os que cruzaram a linha de chegada receberam uma medalha de participação, tinham à disposição uma mesa com frutas e água e ainda puderam contar com uma sessão de massagem relaxante.

A premiação contou com troféus para os melhores colocados na categoria elite, além dos três melhores em cada categoria por faixa etária. Os corredores que estavam hospedados no Grande Hotel Araxá puderam desfrutar de um jantar de massas à noite, para repor as energias gastas na corrida.


Corredores festejam Corrida Grande Hotel Araxá

Corridas de Rua · 30 set, 2007

A primeira edição da Corrida Grande Hotel Araxá foi uma verdadeira celebração para os participantes que disputaram os 10 quilômetros de percurso em terreno de asfalto e terra batida. Confira algumas opiniões.

Direto de Araxá - A cidade mineira de Araxá (375 quilômetros de Belo Horizonte) recebeu neste sábado uma prova que agitou os hóspedes do Grande Hotel Termas de Araxá, assim como todos os inscritos que vieram de regiões próximas. Casais, homens e mulheres de todas as idades participaram do evento como forma de manter a boa forma e a saúde, como é o caso de Alcino Nogueira de Carvalho, que competiu na categoria 55-59 anos.

Ele é campeão sul americano master de 800m e 1.500m para atletas acima de 50 anos e comenta que se divertiu, mesmo debaixo de chuva. “A chuva foi uma surpresa, mas a prova foi ótima, estamos num país tropical e temos que enfrentar todas as condições de clima. Achei legal o trecho de terra, pois muda um pouco o ritmo da corrida”. Entusiasta do esporte há muitos anos, ele deixa um recado para juventude brasileira. “Larguem o cigarro, tabagismo não está com nada”.

O casal Rogério Roch e Ana Clara Ribeiro correram juntos e comentam que o percurso estava bem sinalizado e a corrida foi ótima. “Tirando a chuva, que atrapalhou um pouco, e o barro na região do lago, foi tudo tranquilo, deu para completar bem”, ressalta Rogério. “Foi um pouco complicado devido ao clima, pois o barranco estava escorregadio, mas no geral foi uma boa prova”, completa Ana Clara.

Além da prova rústica de 10 quilômetros, também aconteceu uma caminhada participativa nos arredores do hotel. Todos os que cruzaram a linha de chegada receberam uma medalha de participação, tinham à disposição uma mesa com frutas e água e ainda puderam contar com uma sessão de massagem relaxante.

A premiação contou com troféus para os melhores colocados na categoria elite, além dos três melhores em cada categoria por faixa etária. Os corredores que estavam hospedados no Grande Hotel Araxá puderam desfrutar de um jantar de massas à noite, para repor as energias gastas na corrida.

Paraatletas e amadores se superam no Troféu BR

A quarta etapa do Troféu Brasil de Triatlhon aconteceu nesse domingo na Cidade Universitária (USP). Além dos tradicionais triathletas de elite, também estiveram presentes centenas de amadores e vários paraatletas.

São Paulo - Entre os amadores, logo após de cruzar a linha de chegada Alexandre Silva comenta as dificuldades da prova. “Eu sou um atleta que vem da água, mas nunca fui muito forte nessa modalidade, então quando comecei a treinar, a bike era para ser a mais forte”.

Ele chegou na segunda colocação da categoria, mas conta que não foi fácil obter esse posto. “Hoje foi uma prova muito difícil, com a água muito pesada, mas consegui manter a terceira colocação até o final do pedal e pegar em segundo na corrida”.

Na categoria revezamento, a jovem Natália Alonso, competiu junto com duas amigas na parte de natação. “A prova foi muito boa, esta é minha terceira participação e aqui em São Paulo, que é bem mais competitivo do que em Santos e mais difícil também”, explica a triathleta de 16 anos, dona de um belo sorriso, e que tenta conciliar a paixão pelo esporte com o colégio. “Ainda não sei se vou participar das próximas etapas”.

Paraateltas - Figura carimbada nas provas de triathlon, o cadeirante Elizario dos Santos, o Motorzinho, sentiu muito frio na largada da prova. “A água estava muito gelada, já faz um tempo que eu não nado, o que complica mais ainda, mas foi legal. Já estou acostumado com esse tipo de prova e hoje foi tudo dentro do que eu esperava”, ressalta o competidor que durante todo o trajeto foi muito aplaudido pelos companheiros e pelo público presente.

Ainda entre os atletas portadores de necessidades especiais, Danilo de Oliveira comenta que gostou muito da prova, mesmo com o frio no início. “Foi legal, difícil, show de bola. Foi complicado, porque em Santos eu treino em uma piscina gelada e quando venho para cá sinto a diferença”.

Essa foi a segunda prova de Danilo, que durante a transição protagonizou uma cena curiosa. Andando com dificuldade, seu treinador o incentivava a ir mais rápido e dizia “Hoje você pode tudo”.

A quarta etapa do Troféu Brasil de Triathlon teve vitória de Carla Moreno entre as mulheres e Paulo Miyashiro entre os homens. A próxima disputa acontece em Santos, no dia 23 de setembro.


Paraatletas e amadores se superam no Troféu BR

Triathlon · 19 ago, 2007

A quarta etapa do Troféu Brasil de Triatlhon aconteceu nesse domingo na Cidade Universitária (USP). Além dos tradicionais triathletas de elite, também estiveram presentes centenas de amadores e vários paraatletas.

São Paulo - Entre os amadores, logo após de cruzar a linha de chegada Alexandre Silva comenta as dificuldades da prova. “Eu sou um atleta que vem da água, mas nunca fui muito forte nessa modalidade, então quando comecei a treinar, a bike era para ser a mais forte”.

Ele chegou na segunda colocação da categoria, mas conta que não foi fácil obter esse posto. “Hoje foi uma prova muito difícil, com a água muito pesada, mas consegui manter a terceira colocação até o final do pedal e pegar em segundo na corrida”.

Na categoria revezamento, a jovem Natália Alonso, competiu junto com duas amigas na parte de natação. “A prova foi muito boa, esta é minha terceira participação e aqui em São Paulo, que é bem mais competitivo do que em Santos e mais difícil também”, explica a triathleta de 16 anos, dona de um belo sorriso, e que tenta conciliar a paixão pelo esporte com o colégio. “Ainda não sei se vou participar das próximas etapas”.

Paraateltas - Figura carimbada nas provas de triathlon, o cadeirante Elizario dos Santos, o Motorzinho, sentiu muito frio na largada da prova. “A água estava muito gelada, já faz um tempo que eu não nado, o que complica mais ainda, mas foi legal. Já estou acostumado com esse tipo de prova e hoje foi tudo dentro do que eu esperava”, ressalta o competidor que durante todo o trajeto foi muito aplaudido pelos companheiros e pelo público presente.

Ainda entre os atletas portadores de necessidades especiais, Danilo de Oliveira comenta que gostou muito da prova, mesmo com o frio no início. “Foi legal, difícil, show de bola. Foi complicado, porque em Santos eu treino em uma piscina gelada e quando venho para cá sinto a diferença”.

Essa foi a segunda prova de Danilo, que durante a transição protagonizou uma cena curiosa. Andando com dificuldade, seu treinador o incentivava a ir mais rápido e dizia “Hoje você pode tudo”.

A quarta etapa do Troféu Brasil de Triathlon teve vitória de Carla Moreno entre as mulheres e Paulo Miyashiro entre os homens. A próxima disputa acontece em Santos, no dia 23 de setembro.

Amadores fazem a grande festa da Maratona de SP

Entre os mais de 10 mil atletas que participaram nesse domingo da Maratona de São Paulo, na região do Parque do Ibirapuera, a grande maioria era formada por atletas amadores. Muitos deles, além de correr, estiveram presentes para exibir alguma mensagem ou realizar algum tipo de protesto.

Juiz corrupto, Papa, emília e palhaço eram alguns dos personagens que disputaram os 42,195 metros ou as provas menores de cinco e 10 mil metros, que aconteceram simultaneamente ao evento principal. Muitos não usavam adereços, eram ilustres desconhecidos entre a multidão, mas ostentavam o mesmo sentimento após a chegada: o de dever cumprido.

Silvio Barros foi um dos que cruzou a linha orgulhoso por completar sua terceira maratona, a primeira após uma pausa de cinco anos. “O clima ajudou, consegui fazer o que tinha planejado, mas maratona é muito esforço e requer muito treino e dedicação. Foi muito sofrimento e ainda não sei se vou fazer outra ano que vem”.

Mais personagens - Já Luiz Bezerra da Silva, de 61 anos, ainda ofegante após a prova comenta sua 15ª participação em maratonas. “A prova foi boa, me dou melhor com tempo frio do que com calor. Já corri aqui quatro vezes e achei o percurso de hoje ótimo, uma beleza”.

Um dos atletas que correu caracterizado foi Antônio José Lima, que cruzou a chegada com dois cartões vermelhos nas mãos e com a roupa repleta de réplicas de cédulas de dinheiro em tamanho grande. “Isso aqui é um manifesto sobre as coisas erradas que acontecem no Congresso e no futebol, como roubo. Antes eu corria de padre, mas como padre não pode roubar, resolvi me vestir de juiz corrupto”, ressalta. Já sobre a prova em si, ele avalia como positiva. “A prova foi boa, senti cansaço no final, pois estava um pouco despreparado, mas graças a Deus conclui”.

Logo após o pórtico de chegada havia uma ambulância de plantão para atender os atletas que chegassem em piores condições e, logo à frente, um ambulatório foi montado para atender o restante dos necessitados. “Tivemos apenas um caso mais grave, de um senhor que teve um mal súbito na chegada e foi removido para o hospital”, comenta o médico responsável, Dr. Alexandre Augusto Ferreira. “Entre os casos mais comuns de atendimentos tivemos dores musculares e hipotermia”, completa.

A estrutura da competição contou com 17 ambulâncias, sendo sete UTIs, 250 profissionais de saúde, 16 postos de água, 18 toneladas de gelo, 350 mil copos e 120 banheiros químicos. Além disso, também estiveram presentes 1.100 staffs e monitores, 600 homens da Polícia Militar e 180 agentes da CET, que utilizaram 1.500 cones, 1.800 cavaletes, 24 quilômetros de fita de isolamento e 140 faixas de trânsito.


Amadores fazem a grande festa da Maratona de SP

Maratona · 03 jun, 2007

Entre os mais de 10 mil atletas que participaram nesse domingo da Maratona de São Paulo, na região do Parque do Ibirapuera, a grande maioria era formada por atletas amadores. Muitos deles, além de correr, estiveram presentes para exibir alguma mensagem ou realizar algum tipo de protesto.

Juiz corrupto, Papa, emília e palhaço eram alguns dos personagens que disputaram os 42,195 metros ou as provas menores de cinco e 10 mil metros, que aconteceram simultaneamente ao evento principal. Muitos não usavam adereços, eram ilustres desconhecidos entre a multidão, mas ostentavam o mesmo sentimento após a chegada: o de dever cumprido.

Silvio Barros foi um dos que cruzou a linha orgulhoso por completar sua terceira maratona, a primeira após uma pausa de cinco anos. “O clima ajudou, consegui fazer o que tinha planejado, mas maratona é muito esforço e requer muito treino e dedicação. Foi muito sofrimento e ainda não sei se vou fazer outra ano que vem”.

Mais personagens - Já Luiz Bezerra da Silva, de 61 anos, ainda ofegante após a prova comenta sua 15ª participação em maratonas. “A prova foi boa, me dou melhor com tempo frio do que com calor. Já corri aqui quatro vezes e achei o percurso de hoje ótimo, uma beleza”.

Um dos atletas que correu caracterizado foi Antônio José Lima, que cruzou a chegada com dois cartões vermelhos nas mãos e com a roupa repleta de réplicas de cédulas de dinheiro em tamanho grande. “Isso aqui é um manifesto sobre as coisas erradas que acontecem no Congresso e no futebol, como roubo. Antes eu corria de padre, mas como padre não pode roubar, resolvi me vestir de juiz corrupto”, ressalta. Já sobre a prova em si, ele avalia como positiva. “A prova foi boa, senti cansaço no final, pois estava um pouco despreparado, mas graças a Deus conclui”.

Logo após o pórtico de chegada havia uma ambulância de plantão para atender os atletas que chegassem em piores condições e, logo à frente, um ambulatório foi montado para atender o restante dos necessitados. “Tivemos apenas um caso mais grave, de um senhor que teve um mal súbito na chegada e foi removido para o hospital”, comenta o médico responsável, Dr. Alexandre Augusto Ferreira. “Entre os casos mais comuns de atendimentos tivemos dores musculares e hipotermia”, completa.

A estrutura da competição contou com 17 ambulâncias, sendo sete UTIs, 250 profissionais de saúde, 16 postos de água, 18 toneladas de gelo, 350 mil copos e 120 banheiros químicos. Além disso, também estiveram presentes 1.100 staffs e monitores, 600 homens da Polícia Militar e 180 agentes da CET, que utilizaram 1.500 cones, 1.800 cavaletes, 24 quilômetros de fita de isolamento e 140 faixas de trânsito.