Juraci Moreira: contra a maré

Juraci Moreira luta contra contusões e má fase para reencontrar o caminho das vitórias rumo a Olimpíada

O esporte de alto rendimento é implacável. Se os resultados não aparecem, o atleta descobre rapidamente o que é cair do céu para o inferno. Os motivos para perda de rendimento, normalmente, começam com contusões. Os problemas físicos limitam o desempenho e a falta de confiança completa o quadro de má fase e jejum de vitórias O ano de 2003 tem sido marcado pela luta de Juraci Moreira Júnior para interromper esse círculo vicioso.

O triatleta de 24 anos sofre com contusões desde o início do ano, o que prejudicou seu desempenho no ranking mundial. Depois de terminar 2002 na 18º colocação, sendo o melhor brasileiro na lista, chega ao segundo semestre na 41º colocação (Leandro Macedo, em 20º, é o atleta nacional mais bem ranqueado). Não bastasse a insatisfação pela distância que se forma à sua frente no ranking, Juraci teme que os problemas atrapalhem seu principal objetivo: a Olimpíada de 2004. Isso porque o primeiro brasileiro na classificação da ITU garante vaga para Atenas sem necessidade de seletiva.
Juraci luta para dar a volta por cima e repetir o feito de Sydney, em 2000, quando foi o atleta mais jovem a disputar uma prova olímpica de triathlon. Paciência, perseverança e muito treino são algumas das armas necessárias para atingir o objetivo.

Uma das grandes decepções deste ano foi perder a vaga para os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Além de sofrer com uma lesão na panturrilha do início do ano, o triatleta foi alvo da falta de sorte durante a seletiva. No trecho de ciclismo, o pneu estourou e ele acabou ficando de fora da briga pela vaga. “É o segundo Pan que fico de fora. Em 99 (Winnipeg), não tive tempo para me classificar. Agora que tinha condições, aconteceu tudo isso”, conta.
Para ‘fugir’ do Pan, partiu para duas etapas da Copa do Mundo, mas não as completou. Buscando uma maneira de melhorar os resultados, foi treinar em San Diego (EUA), considerada o berço e capital do triathlon. Logo no primeiro dia, uma torção no tornozelo causou pequenas rupturas nos ligamentos, o que o deixou sem correr por 25 dias.

Mesmo com os inúmeros problemas, não desanimou e foi disputar a etapa de Nova Iorque. Precisava completar uma prova para ganhar mais confiança. E seguindo na linha que ‘desgraça pouca é bobagem’, o mau tempo no Rio Hudson fez com que a organização substituísse o trecho de natação por mais um trecho de 5km de corrida. “Nessa, o meu técnico fala: ‘Vamos na igreja nos benzer’”, brinca Moreira. Mas o fato de ter que correr mais que o previsto, mesmo após a lesão, não desanimou Juraci, que finalmente pode completar uma etapa, chegando na 29º colocação entre 37 inscritos na categoria elite.

Se os resultados de 2003 são para se esquecer, a rápida ascensão no esporte não pode ser deixada de lado. Poucos sabem que em 1998, quando foi campeão brasileiro juvenil, Juraci cruzou a linha de chega à frente dos profissionais. Deveria ter sido o atleta mais jovem a ganhar o título. Deveria. Ganhou, mas não levou em função da idade. O fato é que depois do feito do então garoto, a regra foi alterada, sendo possível que um juvenil seja campeão nacional adulto.

Natural de Curitiba, no Paraná, Juraci deu seus primeiros passos, ou melhor, braçadas no esporte aos 9 anos, incentivado pelo pai, praticante da modalidade. Empolgado, aos 11 anos queria treinar mais forte, já motivado pelo espírito de competição. No clube onde nadava, teve contato com alguns triatletas, entre eles Luís Catta Preta. Convidado a praticar a nova modalidade, participou de um Biathlon, quando estava prestes a completar 14 anos, e venceu na categoria.

O primeiro triathlon foi no ano de 1994, no Troféu Brasil, em Santos, onde terminou na 5º colocação Na categoria. O resultado o motivou ainda mais, uma vez que estava preparado para completar a prova em 1h10 e conseguiu fazer um tempo cinco minutos melhor. Agora, não poderia parar mais. Mas surgiu um pequeno problema: não tinha bicicleta. Como o primeiro incentivo normalmente vem de casa, recebeu da mãe US$ 400 para adquirir o equipamento. Para conseguir o objeto, Juraci foi ao Paraguai, junto com um colega ‘muambeiro’ de seu irmão para trazer a tão aguardada bicicleta.

“Aquilo era uma coisa que eu queria. Meus pais me incentivaram na medida certa. Tudo ocorreu no meu tempo”, lembra. Na verdade, o triatleta reclama da superexigência de alguns pais, que querem ver seus filhos campeões, mas na verdade acabam atrapalhando. “É tanta pressão, que o filho acaba fazendo aquilo por obrigação. Não pode ser assim. Cada um tem o seu tempo”, analisa.
Tempo que hoje é escasso. Para manter o fôlego durante as inúmeras competições, o triatleta treina todos os dias, em dois períodos, com uma média diária de cinco horas. Por semana, são de 20km a 25km de natação, 50km a 70km de corrida e nada menos que 300km pedalando. Isso sem contar os alongamentos e as sessões de fisioterapia, que vem se submetendo devido a uma lesão no tornozelo.

Tudo é acompanhado de perto por seu “segundo pai”, o técnico Homero Cachel. Treinando Juraci desde os tempos de natação, sabe, só de olhar, quando o ‘pupilo’ não está bem. “Ele sabe tudo sobre mim. Fico muito tempo com ele. Às vezes chego meio triste, com alguma coisa. Ele percebe na hora”, relata o triatleta.

Para suportar o volume de treino, faz cinco refeições diárias. Gosta de produtos à base de mel e entre os treinos ingere barra energética ou cereais com iogurte. A nutricionista Lili Purin vem acompanhando a evolução física de Juraci e, com base no que está ocorrendo no circuito mundial, têm a missão de “parar” o crescimento do atleta. “O Simon Whitfield, que é campeão olímpico, está cada vez mais magro. Eu era bem magrinho quando comecei e fui ficando mais forte. No circuito mundial, todo mundo está mais magro. Do ano passado para cá, engordei 2kg, sendo que 1,8kg de músculos”, revelou.

Com tanta dedicação ao esporte, quase não sobra tempo para a família e até para o ‘sono’. “Às vezes tiro o domingo de folga só para dormir até mais tarde”, diz. Sobre a família, o fato de estar sempre treinando ou viajando, o afasta das coisas mais comuns, como o almoço em família ou aniversário de parentes. Sempre atarefado, procura reservar um tempo para a namorada, além de fazer coisas que gosta. “Gosto de sair para jantar, ir ao cinema, ficar na cama dormindo ou assistindo tevê. Na verdade quero ficar descansando, pois os treinos são bem desgastantes”, completa. Na verdade, descansa para treinar mais, competir melhor e voltar a vencer.

Perfil (até 2003):

Nome: Juraci Moreira Júnior
Idade: 24 anos
Natural de: Curitiba – Paraná
Peso: 76kg
Altura: 1,89m
Tempo de triathlon: 10 anos
Patrocínio: Pão de Açúcar, Brasil Telecom e Sesi Paraná

Principais resultados:

Campeão brasileiro amador 1996 e 1997
Campeão brasileiro de 1998
Campeão sul-Americano 1998
Campeão do Pré-Olímpico do México 1999
8º Colocado na Copa do Mundo da Austrália 1999
10º Colocado na Copa do Mundo do México 1999
Vice-campeão brasileiro em 1999
Bicampeão do SESC Triathlon de Caiobá/PR 1999/2000
2º colocado no Pré-Olímpico do Brasil 2000
22º colocado nos Jogos Olímpicos de Sydney (atleta mais jovem da modalidade)
Bicampeão brasileiro de 2000/2001
2º colocado no Triathlon Internacional de Portugal 2001
5º colocado no Triathlon Internacional da Itália 2001
1º Brasileiro no Ranking Mundial de Triathlon 2001
3º lugar Mundial de Fast Triathlon - Equipe Brasil 2002
Vice-campeão Triathlon Internacional Uruguai 2002
Campeão do Triathlon Internacional da Guatemala 2002
7º Colocado na Copa do Mundo do Japão 2002
Campeão brasileiro de 2002.(quarto título de campeão brasileiro elite)
Medalha de ouro por equipe Jogos Sul-Americano Rio de Janeiro
3º lugar na Copa do Mundo do Japão 2002 (melhor resultado de um brasileiro desde 1998 em etapas da Copa do Mundo)
23º lugar no Ranking Mundial - dezembro 2002 (1º brasileiro)
Campeão Mundial de Fast Triathlon 2003 - por equipe
3º Colocado no Pré-Olímpico de Brasília-DF Brasil junho 2003.

Triathlon · 04 fev, 2004


Workshop Paraolímpico de Mídia

Ontem o Comitê Paraolímpico Brasileiro inovou e fez um Workshop especial para a mídia. A iniciativa aproximou os veículos de comunicação com o esporte para deficientes. O WebRun foi o único veículo da internet que compareceu no Workshop.

São Paulo, Faltando um pouco mais de 200 dias para começar a Paraolimpíada de Atenas o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) organizou ontem, dia 03 de fevereiro, um Workshop para a mídia. Este evento abriu o calendário de Atenas 2004 do CPB e teve como objetivo esclarecer e informar os jornalistas sobre o esporte paraolímpico.

Diversos veículos de comunicação da capital paulista participaram do workshop. O Presidente do CPB, Vital Severiano Neto, abriu o evento e confiante disse: “Nós vamos ter um resultado superior que Sydney nessa Paraolimpíada”.

Além disso, o secretário-geral do CPB, Andrew Parsons e o diretor-técnico, Kleber Veríssimo, também da CPB deram explicações sobre a estrutura do esporte para deficientes e sobre as modalidades paraolimpícas.

Eles divulgaram que irão para Atenas cerca de 90 atletas em 10 modalidades. No ciclismo o Brasil garantiu duas vagas e no atletismo 25. Mas esse número não é maior porque o esporte para deficientes, segundo Veríssimo, é caro. “A maior dificuldade do esporte é o equipamento, uma cadeira especial para corrida custa cerca de 15 mil dólares”, conta.

O CPB também convidou dois jornalistas que já foram cobrir uma Paraolimpíada para contarem aos colegas de profissão as experiências que tiveram nos jogos.

O jornalista José Cruz do Correio Braziliense falou que se emocionou o ver um nadador chinês competir sem ter os dois braços e as duas pernas. “Nossa foi incrível ver aquele atleta nadar tão rápido e pensar que eu não sei nadar. Fiquei tão emocionado que até chorei”, revela Cruz.

O jornalista da rádio CBN, Calos Eduardo Eboli, narrou diversos episódios que aconteceram com ele na Paraolimpíada de Sydney. Ele também alertou que o Brasil deve olhar para os outros esportes que não seja o futebol. “Se o futebol tivesse metade da garra dos atletas paraolímpicos eles iriam para Atenas", disse Eboli fazendo comparação com a seleção pré-olímpica de futebol, que não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos.

Esporte Adaptado · 04 fev, 2004


Marily dos Santos: atleta arretada

Uma das principais corredoras do Nordeste, Marily dos Santos começa a buscar espaço na elite nacional

Correr para trabalhar. Correr para dar recados. Correr para fugir. Correr para mudar de vida. Correr para ser campeã. Desde de muito cedo, uma das principais atletas do nordeste brasileiro tinha a corrida incorporada à rotina e não tinha idéia de que estava desenvolvendo cada vez mais o potencial para o esporte. Marily dos Santos, 25 anos, vem se destacando no cenário nacional e com muita simplicidade sonha chegar a uma Olimpíada. Em 2004? Não. Na infância, nunca sonhou em ser corredora, não teve pressa para cruzar as primeira linhas de chegada na frente e, portanto, com muita tranqüilidade quer estar presente no principal evento esportivo do planeta em 2008 ou 2012. Como ela mesmo afirma: “Quando estiver pronta para encarar o desafio.”

Trabalhadora rural, Marily começou a correr aos 12 anos, quando, juntamente com as quatro irmãs e os pais, plantava abacaxi na área rural de Joaquim Gomes, pequeno município localizado à 70km de Maceió e vendia a colheita numa cidade vizinha. No retorno do trabalho, ao invés de voltar a cavalo, preferia ir correndo. “Era uns quatro quilômetros de ida e mais quatro na volta para negociar a venda dos abacaxis. Nem sempre sobrava cavalos sem carga, então, ia correndo. E ganhava dos animais. Sempre que tinha que levar um recado do meu pai também ia correndo. Nunca esperava pelas caronas, pois meu pai sempre falava: vou cuspir no chão e você tem que voltar antes dele secar, senão apanha. Era mais para colocar medo, mas eu não arriscava”, relembra.

Aos 18 anos, incentivada pelo primo e corredor José Carlos Santana, disputou sua primeira prova, a Corrida da Mãe Lagoa (em Maceió) e uma semana depois participou da Corrida do Trabalhador. Em ambas foi quarta colocada. Com a mudança do primo para a Bahia, Marily ficou um ano sem competir, pois o pai não permitia que ela fosse sozinha. Com 19 anos, a corredora pôde participar da Corrida dos Carteiros (10km), na capital alagoana, em função da presença do primo, e ficou em segundo lugar, recebendo como prêmio R$ 600,00. “Pensei que tivesse ficado rica, porque com uma nota de R$ 50,00 fazíamos as compras para a semana e eu tinha tantas nas mãos. Apesar da vida muito simples no sítio, nunca passei necessidade, pois plantávamos muitos produtos e também trabalhávamos bastante.”

Desencorajada pelo pai, que não apoiava a idéia de ser atleta, fugiu de casa e se mudou para Bahia, onde contou com o apoio do primo e conheceu o atual treinador e marido, Gilmário Mendes. Marily mora em Salvador há 5 anos. Mas a saída de Alagoas não foi a única fuga de sua vida.

Em 98, ganhou uma passagem para disputar a São Silvestre e seu tio a proibiu de viajar sozinha com o técnico. A corredora, que se define como uma pessoa bastante reservada, simples e determinada, que não mede sacrifícios pelos desejos, foi para Vitória da Conquista (Bahia) disputar a Corrida de Natal, na qual foi segunda colocada e, na seqüência, desembarcou em São Paulo, sem a família saber. Naquele ano largou no meio da multidão na mais tradicional corrida de rua do País e terminou em 26º lugar na categoria feminino, que reunia mais de mil mulheres. “Liguei para o meu tio, que achava que eu estava no sítio para passar as festas de fim de ano e contei o meu bom resultado. Então, decidi morar em definitivo em Salvador, deixar Juazeiro, local onde meu primo e tio moravam, para treinar e me tornar uma atleta de elite.


Muita gente duvida, mas meu relacionamento com o Gilmário só começou em 99. Antes, éramos apenas técnico e corredora, e não foi ele o motivo da minha decisão de vir para Salvador, mas, sim, o meu objetivo de ser uma atleta profissional.”


A corredora de Alagoas confessa que o atletismo mudou sua vida. “Não pensava em ser atleta, também não via condições para isso, porém, desde que meu primo me incentivou e me ajudou a traçar esse caminho, não desisti mais. Com o esporte posso viajar para onde quero, aprendi muita coisa que nem sabia como era, tipo um check in no aeroporto, e já comprei uma casa para os meus pais, próximo à Salvador, em Pojuca, além de outros dois imóveis. Sempre que junto um dinheiro invisto em imóveis.”

Marily disputará sua sexta São Silvestre este ano. Tem como melhor resultado o sétimo lugar em 2002 e planeja, a curto prazo, estar no pódio. “Em 2003 quero estar entre as dez melhores, mas minha verdadeira expectativa é segredo. Só eu sei.” Segundo a modesta atleta, os Jogos Olímpicos ainda são um sonho distante. “Olimpíada é para quem pode e tenho muito tempo para me preparar para estar no nível dessa competição. Tenho muito o que aprender com outras corredoras mais experientes como a Selma Reis, a Narloch. Estou crescendo, pois antes conseguia ir até um trecho ao lado delas nas provas, hoje já consigo acompanhar o tempo todo.”

A temporada 2004 promete ser de muitas novidades e novas conquistas. “Já está definido que ela irá participar do Troféu da Cidade São Paulo e da Corrida de São Sebastião. Em fevereiro começamos a preparação para a primeira maratona da carreira dela, que será a de São Paulo, em maio. Bem treinada, tem chances de ter um bom resultado. Ela é muito determinada, disso resulta a disciplina e obediência em busca dos objetivos. A infância é que foi a base dela no esporte, eu acabei pegando uma atleta já preparada, então, ela encara os treinos como algo normal, sem ser nada sacrificante”, comenta o técnico Gilmário. A rotina de Marily inclui cerca de 100km de corrida por semana, treinos de tiros de velocidade e, a cada três meses, treinos de musculação e força específicos. Atualmente, a corredora conta, além do treinador, com um médico e um fisioterapeuta.


Treinar com o marido é uma tarefa que precisa ser bem administrada e Marily aprendeu com a experiência a conviver com essa realidade. “No começo foi mais complicado, pois misturávamos um pouco as relações. Hoje sabemos separar bem. Pista é uma coisa e casa é outra. Nos treinamentos a relação é bastante profissional e ele me dá bronca e dicas como para as outras atletas. Nos gostamos muito e não enjoamos de estar juntos. Às vezes temos uma briguinhas, mas não dura mais que cinco minutos.”

A atleta da equipe Belgo/Mizuno/Pojuca, que prefere passear na feira do que no shopping center, tem um ídolo no atletismo: Vanderlei Cordeiro de Lima. “Ele é uma pessoa muito simples, que está sempre brincando com a gente, e tem muita disciplina. Simpatizo com ele.” O grande sonho extra-pista é ter uma roça à beira-mar. “Quero poder comprar uma terra lá em Galeão, próximo a Morro de São Paulo (BA) para cultivar verduras, frutas, ter criações e estar à beira-mar.”

Até 2002, a corredora disputava principalmente as competições no nordeste por falta de patrocínio. Com o apoio que recebeu este ano, pôde aparecer mais no cenário nacional e aconselha as meninas que como ela são de origem humilde a nunca desistir dos objetivos. “Se estiverem em locais como eu estava, saiam. Dá saudades, mas tem que ir em busca, procurar alguém com experiência no esporte para orientá-las e nunca desistir.”

Marily dos Santos:
Idade: 25 anos.
Altura: 1,52.
Peso: 47kg.
Natural de: Joaquim Gomes, Alagoas.

Principais Conquistas:
Campeã ibero-americana no Uruguai (2001)
Campeã nos 3.000m com obstáculos no Troféu Brasil de 2002
Bicampeã da Corrida de Círio (Belém do Pará-2002/2003)
Campeã da Corrida de Aniversário de Goiânia (2003)
7ª na Corrida Internacional de São Silvestre (2002)
2ª colocada na Prova do Macuco no Rio de Janeiro (2003)
Melhor tempo nos 10km - 34’10
Recordista na equipe de sete atletas na 4ª Maratona BR de Revezamento
3ª colocada da Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama – Circuito 2003/Rio de Janeiro
5ª colocada na VII Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro (2203)
Vice-campeã da 1ª Meia Maratona da Bahia
Tetracampeã Baiana de Corridas de Rua (98/99/00/01)
Tricampeã e recordista Norte Nordeste de 3000 m c/ obstaculos
Vice-campeã Brasileira de Cross Country
6ª colocada no mundial Avon Running de 10 Km (Tailândia) 2002
3º lugar do ranking sul-americano de Corrida de Rua 2000
Bicampeã da Meia maratona de João Pessoa (02/03)
Hexa Campeã da Corrida da Águia (Salvador-Ba)
Campeã da Corrida Cidade de S. Luis (Maranhão) 2003
Campeã da Meia maratona de Juazeiro 2003

Corridas de Rua · 03 fev, 2004