Test Drive da Nike

Alguns atletas do meio de comunicação receberam, no final do ano passado, um kit da Nike que continha: tênis, regata, shorts e meias. Esses atletas tiveram que usar os produtos por no máximo três semanas para avalia-los. Confira a opinião de algumas pessoas que participaram do teste.

São Paulo, A Nike lançou em novembro do ano passado novos produtos tecnológicos para a prática de corrida. E para testar esses lançamentos, a empresa forneceu kits com todos os novos produtos, para atletas.

Cada pessoa que recebeu o kit testou o tênis Air Zoom Spiridon, que pesa 274 gramas, a regata Sphere Dry, com essa tecnologia que aumenta a circulação do ar, shorts e um par de meias Dri-Fit, com rápida absorção. As mulheres também receberam um top de corrida.

Após testarem os produtos durante três semanas os atletas tiveram que responder um questionário dizendo onde treinou, como foi o treinamento, além de opinar sobre os produtos.

O que acharam - A jornalista do impresso O Estado de São Paulo, Irene Ruberti, usou tudo o que recebeu. Dos produtos o que ela mais gostou foi do tênis e do top. “O tênis é bastante leve. Tenho usado o Spiridon em provas e em treinos na pista de atletismo. O top também é bastante confortável e dá boa sustentação”, revela Irene.

A única observação que ela faria sobre os produtos testados é em relação ao short. “Senti falta de um bolso para carregar sachê de carboidrato em provas ou treinos longos”, conta a jornalista.

O short para a corrida não agradou muito os homens. O editor da revista Running BR, Roberto Ferreira, testou os produtos e disse que o “short parece um calção de basquete. A modelagem dele é americana e vai até o joelho. Incomoda na hora de correr” conta Ferreira.

Ele aprovou o tênis para treinos e corridas de até 10km. Isto porque “a frente do Spiridon é baixa cansando o atleta em corridas longas”, revela Ferreira.

O editor do WebRun e também corredor, Harry Thomas Jr, testou os novos produtos da Nike. “O tênis é extremamente confortável e sua adaptação ao pé é feita quase que instantaneamente, até parece que já vem amaciado da fábrica”, brinca Thomas.

Além disso, ele testou o Spiridon em dias de chuva e contou que o tênis adere bastante no chão, evitando escorregões. “A camiseta e as meias são muito boas também” finaliza Thomas.

Corridas de Rua · 28 jan, 2004


Morte ao vivo: De novo aconteceu

Triste visão da morte ao vivo e em cores, não violenta nem traumática, mais parecia a morte do cisne... Mais um atleta se foi! No auge da força física e da vida profissional. Nós médicos conhecedores da vida e da morte, o que poderemos fazer?

Primeiro: Exigir das autoridades esportivas e políticas uma lei, semelhante à de algumas nações avançadas, que obrigue o exame cardiológico completo: consulta, eletrocardiograma, teste ergométrico ( feito por cardiologista habilitado), ecocardiograma, e dosagens laboratoriais, para todos os atletas federados, profissionais ou não, ao se registrarem para praticar esportes competitivos.

Segundo: Exigir a presença junto ao campo ou quadra etc de equipe treinada e equipada com desfibriladores, para atendimento de eventual parada cardio-respiratória. Terceiro: não esqueçamos do torcedor, que deveria ter a segurança de que se algo anormal e grave, do ponto de vista médico acontecer, teremos o atendimento eficiente para tentar salva-lhe a vida.

Em nosso país, cabem nos dedos de uma mão, os clubes que realizam exames clínicos nos seus atletas. E os organizadores? alguém conhece algum estádio com equipes de resgate completas e funcionando com eficiência? Não posso deixar de lembrar das academias, que tipo de segurança temos? Se algo acontecer (sabemos que é raro)... mas e aí? Mexam-se para tornar a atividade física saudável e de baixo risco.

Faltou lembrar do nosso atleta de fim de semana, do parque, do clube será que passou por exames e teve a orientação de um profissional da atividade física?

Desculpem a revolta e as inúmeras interrogações, mas poderia ser um irmão, um pai, um tio um sei lá quem que sofreu a morte ao vivo e em cores. Todos nós somos um pouco cúmplices.

Exigir medidas definitivas é o que precisamos. Podemos garantir-lhes que é possível termos essas exigências resolvidas, já e com baixos custos.

É o que exigimos.
Até breve!

Atletismo · 28 jan, 2004