Corredores dos três clubes avaliam Nike 10K

Todos os participantes da Nike 10k deste ano foram divididos em três clubes, o dos Não Corredores que Correm, representando os iniciantes; o das Aves de Fogo, representando os intermediários e o do Cartel Endorfina, representando os corredores avançados e mais experientes. Confira a avaliação de alguns atletas sobre a corrida deste domingo, que começou com chuva e terminou com sol.

São Paulo - Sozinhos ou acompanhados, todos que cruzavam o pórtico de chegada exibiam um semblante alegre, com sentimento de emoção e de missão cumprida. Grande parte dos corredores do Cartel apenas ajustava seus relógios e seguia em frente para contabilizar mais uma medalha na coleção, enquanto os Aves de Fogo exibiam uma alegria um pouco maior e os Não Corredores extravasavam com cambalhotas e pulos ao cruzar a linha de chegada.

“Essa prova foi sensacional, o tempo estava maravilhoso para correr. Eu já corri outras provas da Nike e o Revezamento Pão de Açúcar”, comenta o Águia de Fogo Marcelo Alencar. “Essa é a equipe campeã!”, brinca.

Isabela Campos, que já participou das duas últimas edições da Nike, é uma corredora mais do que assídua, motivo pelo qual representou o Cartel Endorfina hoje. “Prefiro o tempo mais fechado do que o sol forte que estava nas duas últimas edições”.

Isabela correu junto com Letícia Alle, que também aprovou o tempo encoberto. “Esse clima ajuda, mas o problema eram as poças de água. Prefiro provas com premiação, mas uma festiva como essa é legal também”.

Não Corredores - Já entre os Não Corredores, Thais Lopes aceitou o desafio de encarar os 10 quilômetros, mesmo não praticando o esporte regularmente. “Achei a infra-estrutura muito boa, o pessoal bem animado, assim é que tem que ser uma corrida”. A maior distância que ela já havia corrido era seis quilômetros, mas não sentiu dificuldades no trajeto da USP. “O percurso foi tranqüilo, a única complicação foi em uma das subidas”.

Também integrante do clube dos iniciantes, Dário dal Piaz ostentava um sorriso de orelha a orelha por ter completado a competição. “Essa é primeira corrida que eu participo, adorei e vou em todas a partir de agora”, brinca o atleta que também sentiu um pouco de dificuldades na subida.

No momento em que o cronômetro oficial registrava 2h08min de prova decorridos, os locutores Paulão e Alex Muller anunciaram a chegada de Dona Erica Dammann, uma senhora de 83 anos que após completar os 10 quilômetros, parecia ainda ter fôlego para mais 10.

“Adorei a corrida, a parte mais difícil é agora, que estou com fome”, brinca a santista, que costuma treinar em sua cidade. “Lá eu ando na ciclovia, que tem mais ou menos 10 quilômetros”.

Superação de limites, celebração e harmonia marcaram mais uma edição da prova, que aconteceu simultaneamente em Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Cidade do México, Lima, Montevidéu, Quito e Santiago, num total aproximado de 130 mil atletas. Alguns artistas também correram, entre eles os irmãos Kayky e Sthefany Brito e Guilherme Berenguer.

Alem do cunho festivo, o evento teve também um lado social, já que cada corredor escolheu uma organização não-governamental para representar, ao doar 10% da inscrição ou participando como voluntário em uma delas.

Corridas de Rua · 11 nov, 2007


Nike 10k acontece debaixo de chuva em SP

Na manhã deste domingo cerca de 25 mil pessoas participaram da terceira edição da Nike 10k na USP, prova que foi realizada com tempo nublado e chuva. Confira como foi o evento, que contou com show de Tony Garrido, Paula Lima e Marcelo D2.

São Paulo - Os digitais da Cidade Universitária marcavam 17ºC às 8h, ocasião da largada da prova na Avenida da Raia Olímpica, onde os corredores foram divididos de acordo com o clube que representavam (Não Corredores que Correm; Aves de Fogo e Cartel Endorfina). A todo o momento os locutores Paulão e Alex Muller animavam os presentes com palavras de incentivo.

Além dos milhares de amadores, algumas celebridades estiveram presentes, como o casal Marílson e Juliana Gomes, que participaram como forma de descontrair e se divertir. “A idéia é correr junto com o público, sem pressão, quem quiser pode ganhar de mim hoje”, brinca o brasileiro que chegou na oitava colocação da Maratona de Nova York no último dia quatro.

A largada durou mais de 20 minutos e, enquanto algumas pessoas já cruzavam o pórtico rumo aos 10 quilômetros do percurso, outras ainda se alongavam fora das baias sem pressa de iniciar a prova. Como não havia estacionamento dentro da USP, os corredores puderam deixar seus carros em bolsões e pegar os ônibus da organização, mas muitos destes veículos só chegaram após o tiro inicial.

Percurso - Asfalto, trechos de grama e bloquete fizeram parte do trajeto e a cada marcação de distância havia um sistema de som que avisava em inglês quantos quilômetros já haviam sido percorridos e um relógio mostrava o tempo decorrido até o momento. Postos de água com mais de 10 mesas foram montados para suprir a necessidade de abastecimento.

A Nike 10k é uma prova festiva, motivo pelo qual não há premiação, mas mesmo assim alguns corredores não deixam o espírito competitivo de lado e dão tudo de si para chegar em primeiro lugar. Após 31 minutos cravados Antônio Pedro Sales (Yara Coltro/Planac) cruzou a linha de chegada, seguido de Luciano Lima, com 31min36 e Fernando da Silva, com 32min07. Neste momento São Pedro fez a chuva parar e um sol começou a parecer timidamente entre as nuvens.

“Foi um pouco complicado hoje devido ao vento. Eu saí com o pelotão de frente, mas a partir do quilômetro 13 eu desgarrei e tomei confiança para manter o ritmo e vencer a prova”, conta ao campeão que é natural de Cabreúva, interior de São Paulo. Já a primeira mulher a chegar foi Juliana Gomes, esposa de Marílson, que afirma ter adorado a competição. “Foi muito gostoso, é uma prova bem animadora com o pessoal a todo o momento incentivando”. Segundo ela, o melhor de tudo foi correr ao lado do marido, já que ambos cruzaram juntos o pórtico final.

Marílson também diz ter aproveitado esta prova diferente para descontrair e correr sem pressão por resultado. “É legal participar desta festa do pedestrianismo brasileiro, já que é a maior prova que a gente tem. É muito bom competir de forma leve”, ressalta o maratonista que deverá ficar alguns dias parado para se recuperar de uma lesão no tornozelo.

Logo após completar a prova, todos receberam kits lanche com produtos alimentícios dos patrocinadores do evento, com sanduíche, iogurte, uma garrafa de bebida isotônica, duas barras de cereal, uma bolacha e algumas frutas. Para encerrar com chave de ouro, diversos artistas se apresentaram num palco montado dentro do estádio do Cepeusp, entre eles Paula Lima, Marcelo D2 e Tony Garrido.

Corridas de Rua · 11 nov, 2007


Cuidados com o kit da prova

Fiz uns 15 km básico hoje pela manhã, debaixo de uma garoazinha que ensaiou uma tempestade que não veio. Comecei na Avenida São Luis, no centro de São Paulo, e em uma única reta subi e desci a famosa rua Augusta planei na Colômbia, Avenida Europa, Cidade Jardim, Lineu de Paula Machado e bingo me vejo no portão da USP. Hidratei na barraca da equipe e depois da massagem fui retirar meu kit da Nike 10K que rola amanhã. Contando no relógio a entrega não me tomou nem 5 minutos. Entrega fácil e rápida.

Com o kit em mãos uma boa coisa para se fazer é adiantar uma etapa que são os preparativos pré corrida, como pregar o número de peito na camiseta (nesta da Nike nem precisa ter este trabalho, o número já vem na camiseta). Depois é colocar o chip nas amaras do tênis, enfim, escolher e separar todo o uniforme e equipamento que vai usar no domingo. Isto a depender do caso, pode render de 15 a 30 minutos de sono a mais no dia seguinte, e o melhor, não ter estresse neste dia com esses problemas mundanos de nós corredores temos ou fazemos questão de ter.

Daí para não ficar só na palavra fiz a lição de casa. Separei o calção, a camiseta, meia, tênis, relógio, óculos, boné e uma mochila, ufa! Na mochila ajeitei a câmera, celular, documento, chaves, blusa e uma garrafa de água. Não levei nem 10 minutos, ou seja, trabalho nenhum. Citei os itens básicos, mas pode haver os apetrechos como toalha, necessaire, espelho, sogra, sei lá, isso depende de cada um.

Feito isso é hora de controlar a ansiedade. Para falar a verdade eu ainda não sou a pessoa mais indicada para falar sobre esse assunto. Mas o que posso dizer que no sábado temos que comer bem, preferencialmente, uma boa massa, pão, muita água e dormir no mínimo seis horas.

Uma vez na baia o negócio é disparar o cronômetro na largada e dar o stop na chegada!

Corridas de Rua · 10 nov, 2007


Balneário Camburiu sedia triathlon contra-relógio

Amanhã acontece em Balneário Camboriú (SC) uma novidade nas provas de triathlon brasileiras, a disputa contra o relógio, no GP Internacional de Triathlon, competição que este ano chega à sua quinta edição. A modalidade será destinada para os competidores de elite e grandes nomes do esporte estarão presentes.

O percurso será de 750m de natação, 20 km de ciclismo e cinco quilômetros de corrida, para todos os atletas, inclusive os amadores e as equipes de revezamento, que enfrentarão a Estrada da Rainha, onde pelotões são dissolvidos e a força e técnica dos atletas são testadas, dando nova dinâmica à competição. São esperados cerca de 250 atletas de várias partes do Brasil e Argentina e os destaques ficam por conta de Alexandre Manzan, Fábio Carvalho, Juraci Moreira (medalhista no PAN 2007), Guilherme Manocchio, Igor Amorelli, Mauro Cavanha, Mariana Ohata, Vanessa Gianinni, Ana Cristina Boccanera, Thuanny Viegas, Paula e Fernanda Bau, Mariana Ohata, Alessandra Carvalho, entre outros.

“Será preciso fazer força do início ao fim, pois com o novo formato não se sabe quem está na frente de quem até a linha de chegada”, comenta Juraci, medalha de bronze no Pan. Os fiscais de prova estarão bem atentos, já que pelo regulamento não será permitido utilizar o vácuo de outro competidor para se beneficiar.

“A disputa realmente será ímpar! Vou a competições em várias partes do mundo e nunca vi nada igual. Os organizadores estão de parabéns pela iniciativa e que seja um novo marco para o esporte no Brasil”. Ressalta Fabinho Carvalho. A prova terá premiação de R$ 25 mil entre todas as categorias e a Kona Bikes entregará ao melhor ciclista um capacete Giro Aero personalizado Kona/ GPI.

Triathlon · 10 nov, 2007


Conheça a cadeirante Geo, nas palavras de Carlão

Confira o relato do cadeirante Carlos Oliveira, o Carlão, sobre a atleta Angelina Nascimento, a Geo, que tem muita disposição para competir, mas não consegue apoio para continuar treinando.

No sábado, 29/09, véspera da Meia Maratona Brasken de Revezamento, em Salvador (BA), fui até a sede campestre, linda por sinal, da Brasken, retirar o kit, que é uma sacola com o número, chip e brindes. Foi lá que conheci a Geo, negra de sorriso fácil, atitudes espontâneas e imediatas, que estava junto com o técnico Gilson e me deram carona de volta ao hotel, tempo suficiente para trocarmos uma longa e prazerosa conversa.

Conversamos basicamente sobre esporte e pude ouvir os seus lamentos para com a incrível luta que trava para conseguir competir. A situação deplorável do paradesporto brasileiro, isso eu sabia e quanto mais viajo para fora dos centros e até mesmo neles, ouço a mesma lamentação, de que é praticamente impossível treinar e competir sendo cadeirante.

Nos jogos Parapan-americanos do Rio de Janeiro, havia somente duas atletas cadeirantes na prova dos 5000m, representando o México e, ouvindo a Geo, não é difícil deduzir porquê o Brasil não estava representado. O jornal A Tarde de Salvador, no dia 28 de outubro, trazia matéria assinada pelo jornalista Nelson Luís, tendo como case Angelina Nascimento, a Geo, que relatava a sua luta para conseguir se manter correndo em cadeira de rodas. Essa é uma paixão que nem ela explica, face à extrema dificuldade em obter informações, equipamento ideal para a prática esportiva, fundos para viagens e acessórios, somando a isso tudo as vicissitudes diárias.

Seguindo em frente - Nenhum desses percalços tirou a alegria, o bom humor e a beleza dessa negra de 40 anos que parece ter 18 pela vitalidade, disposição e vontade de ir em frente, mesmo contrariando as condições adversas impostas pela vida. Ela segue ditando as normas para conseguir treinar e competir. A matéria relata (mais um) dos casos de abandono de atleta pelos órgãos Municipais, Estaduais e Federais, que deveriam ter o compromisso de fomentar, desenvolver e dar condições de prática desportiva.

A realidade da Geo é a mesma do paradesporto brasileiro, pois não recebem subsídio algum há no mínimo quatro anos, com a implosão da Abradecar (Associação Brasileira de Deporto em Cadeira de Rodas) e a falta de recurso que os atletas cadeirantes sofrem. As verbas da Lei Piva, recursos da arrecadação das loterias que deveria propiciar aos atletas ppd’s a oportunidade da prática esportiva, não chega à base. Nenhum atleta cadeirante em formação recebe qualquer tipo de subsídio para compra e manutenção de equipamentos.

É uma bola de neve, os clubes não têm dinheiro para financiar equipamentos, viagens, etc, os competidores muito menos e os patrocinadores só aparecem quando o atleta já tem algum resultado expressivo. É bastante difícil praticar esporte no Brasil, estando em uma cadeira de rodas.

Existem alguns atletas beneficiados por incentivos do Ministério dos Esportes, porém não se sabe qual é o critério para esse benefício, caso soubesse, certamente a Geo já teria se candidatado para essa verba e, quem sabe, conseguiria a tão sonhada cadeira de rodas de competição.

O esporte vive de espelhos, de imagens, de exemplos e certamente a Geo, apesar de não ter um nível técnico de primeira linha, mas sim por falta de oportunidades, pela distância dos grandes centros, por apadrinhamento e outros detalhes que lhe fogem ao controle, é um dos exemplos a serem seguidos. Contrária a tudo, ela ainda continua a sua luta para conseguir competir, sempre com um sorriso no rosto, com palavras amigas e com vontade de ajudar os menos afortunados que ela.

Aqui vale aquele jargão: “sou brasileiro e não desisto nunca”. No Brasil, diariamente aparecem Geos para nos mostrar que a luta nem sequer começou, está longe de terminar.
É inadmissível que em um país tão grande estejam rodando hoje não mais de 10 cadeiras de competição de primeira linha. Ninguém me convence que os brasileiros não tenham capacidade, aliás, entendo que os únicos brasileiros incapazes são os que estão à frente de órgãos que deveriam fazer o esporte acontecer.

Futuro - Nenhum, repito, nenhum dos atletas cadeirantes que fazem parte da elite nacional saiu de algum projeto de formação de atletas. Em Santos tem o Jean (foto), que está em idade tenra e quem nem sabe a luta e as desilusões que o esperam, mas está aí, cheio de vontade de praticar esporte. Assim como a Geo, ele não tem nenhum apoio de qualquer órgão que seja, mas cheio de esperança e em qualquer país sério ambos já teriam o seu equipamento para poder praticar esporte e quem sabe competir em alto nível.

Enquanto isso não acontece, a Geo continua lá em Salvador, trabalhando de guardadora de carro, dependendo da generosidade de amigos e conhecidos para fazer uma das coisas que mais gosta que é praticar esporte. E o Jean? Bom, o Jean está lá em Santos, esperando a sua oportunidade, felizmente esses dois são cercados de pessoas dispostas a ajudá-los.

Oxalá e outros orixás e santos da Bahia de Todos os Santos nos ajudem e que a realidade vindoura seja de acessibilidade à todos os portadores de deficiência que desejem praticar esporte. Por fim, tomara que a luta da Geo não seja em vão e que o Jean possa desfrutar de alguma conquista.

Por hoje é isso.

Esporte Adaptado · 09 nov, 2007


Correndo nos andes argentinos

Estou naquela fase de garimpar, escolher e programar as minhas maratonas dentro de um macro ciclo bem amplo. Como ano que vem já decidi que corro três das quatro maratonas brasileiras que me faltam, as opções devem ser escalonadas para 2009 e 2010. E dentro dessas possibilidades certamente a 42K Adventure Marathon, que acontece na charmosa Villa La Angostura localizada nos andes da patagônia Argentina, está nos meus planos.

A cidade que fica 1.200 quilômetros de Buenos Aires recebe a prova que na verdade, é uma difícil maratona de montanha. Sua largada se dá aos 700 metros de altitude e na qual você antes de chegar sobe aos 1.200 metros por duas vezes.

Para percorrer os 42 quilômetros aferidos nestas condições, o corredor tem que estar bem, para não pagar além da conta que se tem para completar uma maratona. Para se ter uma idéia da dificuldade, esse ano os vencedores Gustavo Reis e Eliana Barroso venceram com o tempo de 2h59mim01 e 4h18min55, respectivamente.

Porém para aqueles corredores que se dispuserem a enfrentar frio, lama, degraus e riachos em um percurso que deve fazer com que a Meia Maratona do Rio repense se realmente é a mais bonita prova da América Latina, certamente terão boas histórias para contar.

Mas pelo visto, nossos “hermanos” também dão suas patinadas na hora de montar o calendário. Até onde sei a Argentina possui somente duas maratonas, essa e a Maratona de Bueiros Aires e, inexplicavelmente, ambas são disputadas no primeiro domingo de novembro.

Conheça o site do 42K Adventure Marathon.

PS.: O internauta Gustavo, de Minas Gerais, escreveu lembrando que além das duas provas citadas, existe a Maratona do Fim do Mundo, disputada em Ushuaia, no sul da patagônia Argentina. Falha minha!

Corridas de Rua · 09 nov, 2007