Ascenço termina Mundial de Meio Ironman em 10º

O goiano Santiago Ascenço terminou a edição 2007 do Campeonato Mundial de Ironman 70.3 na décima colocação, numa prova de recuperação, já que ele tomou uma penalidade. Triathletas do mundo todo competiram no último sábado (10) em Clearwater, Florida, 1,9 quilômetros de natação; 90,1 de bike e 21,1 de corrida. Veja a opinião dele sobre a prova, em entrevista exclusiva ao Webrun.

São Paulo - A largada do Mundial aconteceu às 7h10 e, segundo Santiago, a água estava um pouco fria, fato que levou a organização a liberar a roupa de neoprene. Ele terminou a primeira perna de natação com 25min23 e seguiu para os trechos de bike, onde fechou com 56min (2h08min27 no acumulado geral).

“O clima estava ótimo, friozinho e com um dia muito bonito. Eu me senti super bem na água e no pedal, mesmo com um pouco de vento contra que entrou no final”, comenta o brasileiro. Para ele, a parte ruim foi o cartão vermelho que recebeu por demorar mais que o permitido (25 segundos) para ultrapassar dois atletas. “Fui obrigado a parar por quatro minutos na milha 29 do ciclismo e mesmo assim ainda fui top 10”.

Final - Já na corrida, ele correu a primeira perna, de 10,4 quilômetros, em 35min15 e a segunda, de 10,5 quilômetros, em 39min10. “A minha corrida também avalio como boa, apesar de ter sentido muito as últimas três milhas (4,8 quilômetros), talvez por falta de volume”, comenta Santiago que reduziu a intensidade de treinamentos após a etapa de Brasília do Meio Ironman, realizada em setembro.

Ao final, ele completou com um tempo total de 3h51min45 e elogia muito a organização. “O alto nível técnico da prova, principalmente no ciclismo, me impressionou. Quanto à organização, eu pessoalmente não tenho nada a reclamar, apenas no Amador o problema do vácuo ainda não foi solucionado”, ressalta o competidor de 26 anos sobre o fato de alguns atletas utilizarem esse artifício para ganhar tempo.

Durante o ano todo ele se focou mais nas provas do Circuito de Meio Ironman, como as etapas de Pucon, Flórida, Bélgica e Brasil, mas no fim da temporada voltou a pensar no Troféu Brasil de Triathlon. “Voltei minhas atenções para o Troféu, já que não estou em uma posição muito confortável, sou o terceiro do ranking”. Este ano ele fará a última etapa, em Santos, e depois se focará no Ironman 70.3 de Pucon, em 20 de janeiro.

A vitória da competição entre os homens ficou com Andy Potts que marcou um tempo total de 3h42min33, enquanto entre as mulheres a vencedora foi a australiana Mirinda Carfrae. Além de Santiago, estavam qualificados para a prova os brasileiros Marcus Ornellas (11º), Paulo Miyasiro (17º), Henrique Oliveira (29º), Lucas (31º) e Reinaldo Colucci.

O argentino Oscar Galindez, radicado no Brasil, também particpou da competição e faturou o segundo lugar da prova com 3h42min37.

Triathlon · 12 nov, 2007


Título do SP Open de Biathlon fica com namorados

A final da 15ª edição do SP Open de Biathlon foi comemorada com um beijo, já que o título do circuito ficou com o casal de namorados Marcus Vinícius Fernandes e Thays dos Santos, após a realização da última etapa, neste sábado (10) em Santos. A vitória da etapa ficou com Antonio Manssur, que compete no evento desde a sua criação, e Fernanda Garcia, heptacampeã do circuito.

Na prova masculina Marquinhos largou na frente, manteve um bom ritmo nos 500 metros de natação no mar e parecia que se manteria à frente até o final, mas na metade dos três quilômetros de corrida foi superado por Manssur, que fez uma ótima prova de recuperação. “Eu acabei de voltar de férias, mas estava bem. Nadei forte e corri na frente até o retorno, onde o Manssur me alcançou”, explica Marcos que aguardou ansiosamente a namorada completar.

“Ela está bem. Foi sensacional a gente garantir essa dobradinha”. Ele comenta ainda que pretende seguir o mesmo exemplo de grandes triathletas, como Paulo Miyasiro, Fred Monteiro e Bruno Matheus, que já foram campeões do SP Open e depois despontaram como profissionais. “É muito valioso para o meu currículo e em 2008 quero garantir o bicampeonato”.

Veterano - Já o paulista Manssur, de 37 anos, não compete mais profissionalmente e se dedica ao cargo de juiz de direito, motivo pelo qual não tem muito tempo para treinar. Mesmo assim, ele demonstrou estar em ótima forma, ao sair do sexto lugar na natação, ganhar algumas posições na transição e ainda chegar em primeiro com boa vantagem para o segundo colocado.

“Vou completar 20 anos de triathlon. Todo ano participo de uma ou duas etapas do SP Open, para relembrar. Quando eu comecei a largar ele (Marcus Vinícius) não era nem nascido ou usava fraldas”, brinca o atleta, que este ano foi vice-campeão mundial de aquathlon, na categoria elite. “Estou treinando para competir com os meus filhos. O mais velho iria estrear nesta etapa, mas pegou catapora e eu, inclusive, fiquei a noite toda acordada. Coisa de pai. Mas daqui uns oito anos, competirei ao lado deles”, explica.

Entre as mulheres, Fernandinha não teve problemas para faturar mais uma prova em sua carreira, já que chegou bem à frente de Thays e Michelle Seigner. “Quis nadar forte para não ter problemas na corrida e deu tudo certo. Essa prova foi um ótimo treino na minha preparação para o Troféu Brasil, onde posso terminar como vice-campeã”, afirmou a vencedora, elogiando a nova campeã. “Ela é nova, está crescendo e pode dar trabalho no triathlon”.

“Sinceramente, no início do circuito eu não esperava ganhar este título. O Marquinhos me ajudou muito, principalmente nos treinos de corrida, que era o meu fraco. Esse título é dele”, comenta Thays. Aos 19 anos, ela se dedicou ao máximo nesta etapa decisiva e chegou à frente de Michelle, que era a única que poderia batê-la.

Núbio de Oliveira, organizador do evento, se diz satisfeito com o sucesso de mais uma temporada. “Foi fantástico, muito positivo. Cada ano atingimos mais os nosso objetivos de inserir crianças e adolescentes no esporte”. Segundo ele, o objetivo é formar cidadãos antes de formar atletas.

“Este ano tivemos um crescimento de 300% entre atletas dos oito aos 11 anos. Estamos revelando novos valores como o Marquinhos e a Thays e temos história com Paulo Miyasiro, que já chegou à olimpíada, Fred Monteiro, Mauro Miyasiro, Fernanda Garcia e tantos outros”. A 16ª edição do SP Open já está confirmada e a etapa inicial será no dia 12 de abril.

Triathlon · 12 nov, 2007


Harry vai com Deus

E o maratonista Silvio Sorvillo, radicado em Londres, escreve e avisa que o Harry (o príncipe) pode e deve correr tranqüilo ao lado do rio Tâmisa como eu sugeri a ele. Sorvillo que é chief num badalado pub londrino, informa que o point divide com o Hyde Park a preferência dos corredores que estão aos milhares pela cidade.

Segundo o maratonista, o Hyde Park impressiona pelo seu tamanho. “Dá uns cinco Ibirapuera juntos”, conta.
Bom, se é essa a sua vontade, você pode correr por esses dois locais e vários outros pontos turísticos e históricos participando, em abril, da maratona de Londres.

Portanto Harry, só falta você calçar o tênis, pois lugar não falta!

Corridas de Rua · 12 nov, 2007


Entre lebres e tartarugas

Corridas festivas como a Nike 10K, São Silvestre e Meia do Rio, atraem muitos corredores novatos que escolhem essas provas para estrear no esporte. Esses atletas 0Km – sem trocadilhos – são evidentemente bem vindos ao nosso mundinho, mas talvez por inexperiência ou até por acharem que tem experiência, protagonizam cenas estranhas e muitas vezes perigosas quando colocam a segurança dos outros em risco. Credito a maior fatia de “culpa” aos novatos, entretanto, tem muito atleta rodado que também dá suas mancadas.

Uma das melhores maneiras de identificar esse tipo de atleta é observar nessas provas aquele sujeito que do nada aparece ao seu lado com uma velocidade espantosa (e eu sempre me pergunto: onde ele estava?). Se não bastasse o susto de ver um torpedo no meio de um monte de gente lenta – para ele é claro – o cidadão teima em ficar dando suas bufadas em seu pescoço e querendo ultrapassar a todo custo, num zigue-zague infernal. Frise-se, ultrapassar em corrida é um direito. Porém deve-se saber fazê-lo, respeitando o seu colega corredor.

Por outro lado, os corredores mesmo os que correm no fundão, não devem formar paredes de três, quatro ou mais corredores de forma compacta, impedindo assim que mais rápidos os ultrapassem. Deixar uma brecha e caminho livre para um atleta mais rápido, que não necessariamente se encaixe no estereótipo acima, também faz parte das “regrinhas” básicas do manual.

Como se vê, tudo é uma questão de bom senso entre lentos e rápidos, novatos e experientes.

Corridas de Rua · 12 nov, 2007


Equipe do Cruzeiro fatura 10k Unimed em Vitória

No último, domingo os atletas do Cruzeiro dominaram a quarta edição dos 10 km Unimed, disputados em Vitória (ES). O representante da equipe de Belo Horizonte Marcos Alexandre Elias venceu com o tempo de 20min16, seguido pelos cariocas José Cícero Eloy (RJ) com 29min39 e Alex Januário de Mendonça, com 30min02. Entre as mulheres, Edielza Alves dos Santos Guimarães (Cruzeiro) venceu com o tempo de 33min20, seguida por Selma Cândido dos Reis (GO) com 34min58 e Denise Paiva Lucas com 35min34.

O tiro inicial foi dado às 9h e logo se formou um pelotão masculino, formado por Marcos Alexandre, José Cícero Eloy, Antônio Ferreira da Silva, Cristiano da Silva Machado, Alexandre Santana, Enício Pereira e Alex Januário, que se manteve assim até a chegada à Avenida Dante Micheline. A partir daí Eloy forçou o ritmo e assumiu a liderança, passando em primeiro sobre a Ponte de Camburi, considerado o “ponto crítico” da prova.

Nos três quilômetros finais, entretanto, Marcos Alexandre aumentou o ritmo e assumiu a ponta definitiva até cruzar a linha de chegada, sendo muito aplaudido pelos torcedores que acordaram cedo para prestigiar a prova. “A temperatura estava alta, mas como em Vitória o vento é constante, não foi tão difícil disputar a prova. A corrida foi rápida e bem organizada. Gostei muito. Durante a prova minha meta foi superar o José Cícero, que abriu um pouco do pelotão. Consegui chegar e ao final deu tudo certo. Quero voltar o ano que vem”, comenta o campeão.

Entre as mulheres, Edielza correu tranqüila e já na metade do percurso tinha uma boa vantagem sobre o pelotão que vinha às suas costas e forçou no quilômetro final para fechar com um bom tempo. “Larguei forte e consegui manter a primeira colocação. O calor me prejudicou um pouco, mas graças a Deus consegui vencer. Vitória está me dando sorte. O povo é acolhedor e incentiva bastante os atletas”, comemora a atleta que recentemente venceu a Meia Maratona Volta da Ilha de Vitória.

Corridas de Rua · 12 nov, 2007


Quenianos vencem Circuito Caixa Curitiba

Na manhã deste domingo aconteceu em Curitiba (PR) a última etapa do Circuito de Corridas Caixa, competição de 10 quilômetros que teve vitória dos quenianos Kiprono Mutai Chemwolo (30min) entre os homens e Chemtai Rionotukei (35min05) entre as mulheres. O brasileiro da equipe mineira do Cruzeiro, João Ferreira Lima, foi o mais bem colocado (30min10), assim como Maria Lúcia do Nascimento, que foi a quarta.

“Os brasileiros são muito fortes, mas mesmo assim consegui chegar à frente. Estou feliz pelo título, principalmente porque a corrida foi bastante difícil, com muitas subidas”, ressalta o campeão que teve a companhia de mais seis africanos na prova. Já João Ferreira, se diz feliz com o resultado, já que ainda permanece na liderança do Ranking Brasileiro. “É a primeira vez que participo desta corrida em Curitiba e estou contente pelo resultado. Consegui ser o melhor brasileiro numa prova nacional com nível internacional”.

A terceira posição ficou com Kosgei Kenneth Kiplimo com 30min12, seguido pelo compatriota Titus Kosgei Kibii, com 30min22. Francisco Barbosa dos Santos, também da equipe de Belo Horizonte, completou o pódio com 30min39.

Mulheres - No feminino, Chemtai Rionotukei e Nancy Jepkosgei Kipron disputaram a ponta até os metros finais e, com dois segundos de vantagem, Chemtai obteve a vitória na reta final. “As atletas estão muito fortes, mas consegui superar os obstáculos. O percurso com muitas subidas não ajudou muito e corremos sempre lado a lado”, ressalta a queniana que venceu a Nextel 10K Cidade Maravilhosa semana passada.

Maria Lúcia representou o Brasil com o quarto lugar após estabelecer 36min24 e diz que não conseguiu acompanhar as quenianas. “Eu me sinto privilegiada, tentei correr junto mas não deu para acompanhar. Então foi só concentrar para manter o ritmo e garantir a colocação”. Ao todo a competição contou com 1.600 atletas, 25% a mais do que na edição do ano passado.

Corridas de Rua · 12 nov, 2007