Organização da São Silvestre divide opiniões

Os organizadores da São Silvestre fizeram algumas mudanças na prova deste ano para melhorar os pontos falhos, seguindo reivindicações de atletas e treinadores, segundo informou Manuel Arroyo, o Vasco, um dia antes da prova. O responsável técnico pela competição afirmou que eles estavam preparados para receber os 20 mil inscritos deste ano.

O fisioterapeuta Francisco Zanardini correu pela segunda vez e comenta que a organização está de parabéns pelo trabalho efetuado no último dia 31 de dezembro. “É natural que a cada ano tenha uma melhora, então acho que eles conseguiram acomodar todo mundo”. Ele diz ainda que se sente muito bem recebido em São Paulo. “Ano que vem se Deus quiser eu virei de novo do Paraná e espero que isto se torne uma tradição para mim e para a minha família”.

Já o contador Antônio Colucci parece não concordar muito com Francisco. Entrevistado antes da prova, ele disse que pretendia correr abaixo de 1h15, tempo obtido em 2005 e também queria checar se a estrutura estava melhor organizada, para “tirar a zica”, mas segundo ele, a “zica ganhou de goleada”.

Problemas - Sobre a largada, ele comenta que foi a mesma desorganização de sempre, com um forte cheiro de urina, já que os corredores que madrugaram para largar na frente não hesitaram em fazer as necessidades no meio da rua e em cima dos companheiros. “A largada conjunta ficou ruim do mesmo jeito, com mais pessoas querendo aparecer, mas no meio do percurso deu para sentir a multidão, a massa não parava nunca”.

Segundo Antônio, o primeiro posto de água era só no quarto quilômetro, motivo pelo qual ele já se preveniu e levou uns copos na mão desde a largada. “Quando as pessoas chegavam no posto de abastecimento, parecia que estávamos no deserto do Saara, tamanho o desespero”, lembra o corredor que diz também que a água estava quente.

No meio do trajeto ele começou a sentir dificuldades, chegou a caminhar, mas não deixou o bom humor de lado. “Fiz bolha no pé e tive problemas com uma unha encravada. Até o quilômetro 10 estava bem, mas próximo da Avenida Rio Branco percebi que não ia dar e resolvi andar mesmo”. A partir deste ponto surgiu um corredor vestido com camisa e bandeira do São Paulo Futebol Clube e Antônio resolveu acompanhá-lo. “Passei a correr com ele, só para comemorar o ano novo, fazer festa mesmo”.

O famoso “curral” pós chegada, local onde os competidores se aglutinam para acessar o local de entrega de chip e retirada de medalha foi muito criticado em 2006 por ser muito apertado. “Desta vez eles aumentaram o portão, tinha duas entradas e, comparado com o ano passado, foi muito melhor, mesmo assim ainda não é o ideal”, finaliza Antônio que marcou 1h35 de tempo líquido.

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Corridas de Rua · 03 jan, 2008


Sai a lista de pré-convocados para Paraolimpíada

O Comitê Paraolímpico Brasileiro divulgou a lista de pré-convocados para os Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Comitê Paraolímpico Internacional. Confira alguns detalhes do Manual de Qualificação, bem como a relação dos atletas de pista.

As vagas são para o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e não para o atleta individualmente, com exceção de 20 vagas especificamente designadas para atletas através de convites da Comissão Bipartite (Comitê Paraolímpico internacional). Ao todo serão disponibilizados para o CPB 80 vagas masculinas e femininas.

Caso não sejam usadas todas as vagas femininas, a cota masculina será reduzida para no mínimo 30% das destinadas às mulheres. Caso nenhuma atleta do sexo feminino vá ao evento, a cota masculina será reduzida para duas vagas. As vagas utilizadas pela Comissão Bipartite não são aplicáveis à essa regra.

Para ser elegível, o atleta deve obter o Índice “A” (Minimum Qualification Standart) em
competições do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) ou aprovadas pelo mesmo, no período
de 13/09/2007 até a data limite de 07/06/2008. Poderão ser inscritos no máximo três atletas por evento, desde que obtenham o índice “A”; no máximo uma equipe de revezamento e no máximo seis para a maratona, sendo três para o mesmo evento (masculino e feminino).

O CPB divulgará a relação oficial dos atletas e demais membros da delegação no dia 07 de Julho de 2008, em no site oficial, o www.cpb.org.br e também por meio de convocação oficial encaminhada a cada membro da delegação, bem como para seus clubes. Caso o atleta esteja em tratamento médico ou não esteja em perfeitas condições de saúde, será automaticamente desconvocado.

  • Ádria Rocha Santos - T11
  • Alex Cavalcante Mendonça - T12
  • André Luiz Garcia de Andrade - T13
  • Antônio Delfino de Souza - T46
  • Ariosvaldo Fernandes da Silva - T54
  • Aurélio Guedes Santos - T12
  • Carlos José Barto da Silva - T11
  • Christiano Henrique Parente Farias - T11
  • Edson Cavalcante Pinheiros - T38
  • Emicarlo Elias de Souza - T46
  • Felipe de Souza Gomes - T11
  • Indayana Pedrina Moia Martins - T13
  • Júlio César Petto de Souza - T12
  • Lucas Prado - T11
  • Maria José Ferreira Alves - T12
  • Jerusa Geber dos Santos - T11
  • Odair Ferreira dos Santos - T12
  • Ozivan dos Santos Bonfim - T46
  • Pedro César da Silva Moraes - T12
  • Sirlene Aparecida Guilhermino -T12
  • Terezinha Aparecido Guilhermino -T11
  • Tito Alves de Sena - T46
  • Yohansson do Nascimento Ferreira - T46

    Guias

  • Cássio Henrique Damião
  • Fábio Dias de Oliveira
  • Carlos Antônio de Souza
  • Gerson Knitell
  • Jorge Luiz Silva de Souza
  • Justino Barbosa dos Santos
  • Luiz Rafael Krub
  • Paulo Venicio Santana Palheta
  • Luiz Henrique Barbosa dos Santos
  • Laércio Alves Martins

    As paraolimpíadas acontecem entre os dias 06 e 17 de setembro de 2008 e terão um total de 160 eventos, com participação de 710 homens e 325 mulheres de vários países do mundo.

    Atletismo · 03 jan, 2008


  • Lucélia e Franck param na S Silvestre por Pequim

    Os mineiros Franck Caldeira e Lucélia Peres, campeões da São Silvestre em 2006 eram considerados grandes favoritos para mais uma vitória e poderiam protagonizar ótimos duelos com os quenianos, mas abandonaram no meio do caminho. Sentindo desgaste físico no meio da competição, eles preferiram não forçar o ritmo, para evitar problemas na preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim este ano.

    “Senti muito o pé na descida da Consolação e optei por me preservar, pois meu objetivo é alcançar o índice olímpico e correr minha primeira maratona”, explica Lucélia, que sofre com uma fascite plantar (inflamação no calcanhar) em seu pé direito desde que conquistou a terceira colocação na Volta da Pampulha, dia dois de dezembro.

    Franck já está de volta aos treinos nesta terça-feira, já que no próximo domingo confirmou participação na Corrida de Reis de Cuiabá (MT) e comenta que não completou a São Silvestre para tentar a consagração na China.

    “Estava sentindo uma fadiga muito grande, uma moleza no corpo. Achei melhor parar, pois poderia sofrer uma lesão e preciso me preparar bem para tentar o índice olímpico, que é um dos grandes objetivos para 2008. No fim do ano, dependendo da Olimpíada, voltarei focado na São Silvestre para tentar fechar bem o ano”.

    Ótima temporada - Apesar de não terem obtido os resultados esperados, os dois afirmam que não estão decepcionados, pois esta competição é sempre complicada. “Na São Silvestre a gente está sempre aprendendo. Todos sabem que não é fácil, mas não é um mau resultado que manchará a excelente temporada que tive”, comenta Franck.

    “Ficaria decepcionada se não tivesse tentado, mas estou feliz porque tive um ano maravilhoso e consegui meu grande objetivo, que era o Pan-americano. Não deu para ser bi em 2007, mas sou muito nova e tenho tempo de sobra para conquistar o bi, o tri, o tetra e muitos outros títulos”, completa Lucélia, que buscará o índice para as Olimpíadas de Pequim na Europa, provavelmente no mês de março.

    Corridas de Rua · 02 jan, 2008


    Campeões da São Silvestre falam sobre a prova

    Na tarde da última segunda-feira as ruas de São Paulo receberam a 83ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, prova que contou com a participação de 20 mil pessoas. Confira as opiniões dos vencedores Robert Cheruiyot e Alice Timbilili, assim como dos atletas que chegaram logo depois.

    “O tempo estava muito quente e úmido, mas eu estava muito bem no começo e correndo fácil. Com isso, resolvi aumentar o ritmo. Quando ganhei das outras vezes (2002 e 2004), não estava tão quente”, explica Cheruiyot, que faturou o tricampeonato da prova. “Além disso, nas vitórias, eu vinha de quatro vezes seguidas correndo a prova. Só lembrava que o final da prova era difícil, mas não lembrava exatamente como era a subida do final. Mas como estava muito bem, resolvi que dava para arriscar”, completa o queniano que beijou o chão após cruzar a linha de chegada.

    Ele diz ainda que “para nós, quenianos, é mais fácil correr na frente porque temos uma série de atletas que estão sempre entre os primeiros. Temos muita gente com potencial para correr, que podem puxar os outros”. Quem comemorou muito também foi o vice-campeão Patrick Ivuti, também do Quênia. “Foi uma boa corrida. Estou em início da temporada. Estou feliz porque dei o meu melhor. Claro que gostaria de vencer, mas Robert é um grande atleta e mereceu a vitória”.

    O melhor brasileiro, Anoé dos Santos Dias, se disse muito feliz com a terceira colocação, já que foi ajudado pelo clima quente. “Fiquei muito feliz com o pódio, consegui encaixar bem os treinos com a prova”. Aos 27 anos de idade, ele não era apontado como um dos favoritos, mas como a São Silvestre é uma caixinha de surpresas, ele surpreendeu a todos.

    Mulheres - A campeã Alice Timbilili, que disputou a prova pela primeira vez, achou o percurso muito difícil. “Mesmo acostumada com montanhas, achei a subida da Brigadeiro muito íngreme. Nos primeiros cinco quilômetros estive com outras atletas, mas depois abri vantagem”, lembrou a atleta, que gostou da aproximação de Marizete. “Quando chegou mais perto, ela me empurrou para a chegada”.

    Marizete lutou muito e chegou a ameaçar a liderança da queniana, mas não conseguiu chegar a mais um título. “Não consegui largar forte, porque senti uma certa indisposição. Precisei me esforçar bastante, mas treinei bem e fui buscando a adversária”. Ela diz ainda que não sentiu dores musculares, mas o problema no início dificultou uma recuperação. “Quero ainda vencer as quenianas. Quem sabe no ano que vem”, completa a atleta que lembra que a rivalidade Brasil e Quênia nas corridas se equivale à rincha entre brasileiros e argentinos no futebol.

    Maria Zeferina Baldaia, campeã em 2001, se diz contente com o terceiro lugar. “Venho de bons resultados nos últimos três meses. Depois de dois anos de problemas físicos, só tenho a agradecer a Deus”. Os defensores do título do ano passado Franck Caldeira e Lucélia Peres abandonaram a prova entre o quinto e o sétimo quilômetro. Franck forçou demais e perdeu energia para continuar, enquanto Lucélia sentiu a contusão que quase a tirou da prova: dores na sola do pé direito.

    Corridas de Rua · 02 jan, 2008


    Feliz Ano Novo

    Caminhada · 01 jan, 2008

    Cheruiyot e Timbilili vencem a São Silvestre

    Atualizado em 2/01 às 12h30

    Na tarde desta segunda-feira aconteceu em São Paulo a 83ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, competição que reuniu 20 mil pessoas na Avenida Paulista. A vitória entre os homens ficou com Roberto Cheruiyot, que marcou 45min57 e entre as mulheres com a também queniana Timbilili, que marcou 53min07.

    São Paulo - A largada feminina foi dada às 16h35, com uma temperatura de 30º, umidade relativa do ar de 40% No início, um forte pelotão de brasileiras e quenianas saiu rumo à Avenida da Consolação, com duas atletas da equipe do Cruzeiro assumindo a ponta no início. O público se mostrou presente e aplaudiu a passagem das corredoras, sempre muito bem vigiados pelos policiais presentes.

    Na altura do cemitério da Consolação as duas cruzeirenses foram praticamente “engolidas” pelo pelotão que veio de trás. Lucélia Peres se manteve atrás do grupo, junto com Marizete Rezende, enquanto Marily dos Santos marcava a queniana Alice Timbilili junto com Maria Zeferina Baldaia.

    Na passagem pelo Elevado Costa e Silva Alice tomou a frente, mas Baldaia não deixou que ela escapasse muito e tratou de pegar o vácuo e seguir o ritmo da africana, mas não conseguiu manter por muito tempo. Na passagem do quilômetro seis para o sete ela abriu uma boa distância para a brasileira e passou a correr com uma distância de cerca de 30 metros.

    Briga - Um pouco depois Marizete conseguiu ultrapassar Baldaia e imprimiu um ritmo forte na tentativa de caçar Alice, numa velocidade de cerca de 18 km/h. Na subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio a brasileira chegou bem perto da queniana, que olhou para trás, viu que poderia ser ameaçada e acelerou ainda mais.

    Com o tempo de 53min07 Alice cruzou a linha de chegada para ser coroada com a vitória em sua estréia na Corrida Internacional de São Silvestre, seguida por Marizete Rezende (53min36), Maria Zeferina Baldaia; Edielza dos Santos e Marily dos Santos. A queniana levou de brinde pela vitória uma motocicleta zero quilômetro.

    "Eu me senti um pouco cansada durante a prova, pois o tempo estava muito quente", ressalta a campeã. "Eu não consegui pegar água em alguns pontos, mas consegui a vitória que já era esperada", conclui.

    “Eu cumpri o meu dever. Não consegui largar junto, pois não sou muito rápida, mas estou feliz, porque fechei com chave de ouro o ano”, ressalta a segunda colocada Marizete. “Tenho certeza que minha família está vibrando com essa minha colocação”, completa.

    Os homens saíram às 16h42, junto com a categoria geral, que como sempre apresentou os tradicionais atletas mostrando suas faixas, cartazes e fantasias. Frases de Feliz Ano Novo, fantasias de Papai Noel, de cantores, homenagens à diversas cidades, equipes, empresas, tudo isso fez parte da grande festa dos amadores.

    À frente do pelotão principal Roberto de Oliveira e Éder da Silva marcavam o ritmo de prova até a descida da Consolação, sempre olhando para trás para ver a distância da grande massa. Robert Cheruiyot e Kiprono Mutai apareciam no segundo pelotão, enquanto o defensor do título Franck Caldeira aparecia um pouco mais atrás.

    Na saída do Minhocão Franck recuperou o ritmo e colou em Cheruiyot e Mutai, seguido de perto por Patrick Ivuti e Luis Paulo Antunes. Na saída da Avenida Marquês de São Vicente o tricampeão da Maratona de Boston e campeão da Maratona de Chicago, mostrou toda sua força e se colocou cerca de 100 metros à frente de Ivuti.

    No final da Brigadeiro, Cheruiyot alcançou a segunda colocada Marizete, assim como a líder Alice Timbililie não teve problemas para faturar seu terceiro título da competição paulista. Ele marcou o tempo de 45min58, seguido por seu compatriota Patrick Ivuti com 46min52, Anoe dos Santos; Jacinto Lopes, da Colômbia, e Marildo José Barduco.

    Corridas de Rua · 31 dez, 2007