Kiprono Mutai chega à S. Silvestre como favorito

O queniano Kiprono Chemwolo Mutai, de 19 anos, chega à São Silvestre neste dia 31 como um dos favoritos a faturar o título da competição. Em ótima fase, ele venceu diversas competições ao longo do ano e se preparou muito para faturar o título da tradicional competição paulistana.

De acordo com o atleta da equipe Athletic Sports-Luasa, a responsabilidade por ser considerado favorito não o a atrapalha em nada. “Isso não é problema, pois fiz meu dever de casa, ou seja, uma preparação criteriosa para esta corrida. Vou me dedicar ao máximo para buscar a vitória, pois trabalhei duro para isso”, destaca.

Ele faturou quatro competições de 10 quilômetros nesta temporada, em Goiânia, Curitiba, Volta Redonda e Aparecida, sendo as duas últimas realizadas em um intervalo de pouco mais de 24 horas. Ele também apresenta como ótimo resultado a terceira colocação na Volta Internacional da Pampulha e vitória em provas de pista no Japão. “Os tempos conseguidos nessas provas que disputei e venci estavam dentro do nosso planejamento. Foi tudo pensado e estudado. Na Volta da Pampulha poderia ter feito uma prova melhor, mas tenho certeza que na São Silvestre será diferente”, analisa.

Ele fez uma preparação em Campos do Jordão com os treinadores Luiz Antônio e Jorge Luís. O que na opinião dele foi um diferencial na preparação. “Foi excelente o período de treinamento que realizamos lá. A cidade, com muito verde, lembra a minha no Quênia. As montanhas com ar puro, contribuíram para que chegássemos a São Silvestre em ótimas condições.

Já sobre a temporada 2008 ele diz que ainda não há nada definitivo, mas está conversando com seus comandantes sobre a paticipação de algumas provas na europa, de Cross Country; 10 km e Meia Maratona.

Corridas de Rua · 29 dez, 2007


Amadores na São Silvestre: Antônio corre para “tirar zica”

“Vou correr para tirar a zica”. Esse será o lema de Antônio Colucci, que vai participar de sua terceira São Silvestre no próximo dia 31 e pretende de uma vez por todas baixar o tempo em relação às outras edições. Em 2005 ele correu por conta própria, marcou 1h12, ano passado treinou com uma assessoria esportiva e fez 1h15 e esse ano ficará feliz com pelo menos 1h14.

“Espero que o tempo não esteja com chuva igual ao ano passado e que a organização melhore a largada e a chegada. A corrida é legal, o que ruim é a falta de organização”, enfatiza o atleta amador. Este ano ele resolveu treinar por conta e diz que corria no parque pelo menos três vezes por semana, com exceção dos dias chuvosos.

“Agora no final eu me inscrevi em algumas provas, como a Samsung e Gonzaguinha, para dar um gás a mais e acho que meu ritmo está igual ao do ano passado”, ressalta. Ele fala ainda que se baseou nas planilhas utilizadas pelo seu ex-treinador para montar o ritmo dos treinos que seguiu durante a temporada 2007.

Dificuldades - Para ele a pior parte é a concentração, com as pessoas se espremendo, e a largada da prova, onde as pessoas querem aparecer na televisão com faixas e cartazes e acabam tumultuando. “Este ano com as mulheres largando junto com os homens talvez seja um pouco menos bagunçado. Eles talvez respeitem mais e não façam xixi no chão com a maior cara de pau”, comenta.

Além de querer melhorar o tempo, ele vai dar mais uma chance para os organizadores, já que afirma que os atletas pagam caro e não recebem o retorno merecido. “A São Silvestre é mais cara do que outras provas e a gente é maltratado”, reclama. Ele lembra que foi retirar a medalha ano passado após completar os 15 quilômetros e teve que se apertar numa espécie de curral montado com as grades de proteção.

“Quem chegou com mais de 1h30 de prova teve ainda mais dificuldades. Na hora que eu saí de lá e fui para a tenda da assessoria eu quase saí na mão com um segurança que não me deixou passar e não sabia indicar o caminho correto”, lembra. Caso ele não consiga baixar o tempo e os organizadores continuem agindo da mesma forma, ele pretende encerrar sua participação na tradicional prova. “Se não der certo eu vou passar os próximos reveillons comemorando, afinal, dia 31 é dia para se comemorar”.

Corridas de Rua · 28 dez, 2007


Brasileiras estão de olho na 6ª vitória da São Silvestre

A elite feminina do Brasil compete a São Silvestre no próximo dia 31 de olho na sexta vitória canarinha na tradicional competição, iniciada em 1975, ocasião em que as mulheres passaram a participar. Além disso, três atletas tentarão a segunda vitória, incluido Lucélia Peres, que está de olho no bicampeonato.

Junto com Lucélia, Marizete Rezende, que faturou em 2002 e Maria Zeferina Baldaia, ganhadora em 2001 alinharão com o intuito de subir ao posto mais alto do pódio, mas sabem das dificuldades, principalmente pela presença das estrangeiras. As quenianas são os destaques, lideradas por Chemtai Rionotukei, campeã da 10K Rio e Alice Timbilili, vice-campeã da Meia Maratona da Filadélfia (EUA) e de Saltillo (México), em 2007.

“A São Silvestre é uma prova muito dura, que exige bastante”, comenta a mineira Lucélia, medalha de bronze nos 10 mil metros nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, que se recuperou de uma fascite plantar (inflamação na sola do pé), depois de um mês de tratamento. “Vou torcer para estar num bom dia e fazer uma boa prova”, conclui a atleta, vice-campeã na Meia Maratona do Rio e terceira colocada na Volta da Pampulha deste ano.

Outros Destaques - Já Zeferina, mostrou estar recuperada de problemas físicos ao ficar em segundo lugar na 10K Rio no domingo. “Quero muito correr entre as primeiras e fazer uma boa chegada. Meu objetivo é um lugar no pódio”, enfatiza a mineira, radicada em Sertãozinho, no interior de São Paulo.

Além do time de ex-campeãs, a prova do último dia do ano contará com diversas corredoras em colocadas no Ranking da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A alagoana Marily dos Santos, primeira colocada no ranking desta temporada correrá ao lado de Conceição de Maria Carvalho, Edielza Alves dos Santos, Ilaine Wandscheer, Luzia de Souza Pinto, Maria Sandra Pereira e Sueli Aparecida Oliveira.

A primeira prova feminina foi disputada na edição de 1975, em homenagem ao Ano Internacional da Mulher, intituído pela ONU, a Organização das Nações Unidas e a vitória foi da alemã Christa Vahlensieck. A primeira atleta do Brasil e chegar na primeira colocação foi Carmem de Oliveira, em 1995, e a segunda foi Roseli Machado, no ano seguinte.

A maior campeã da São Silvestre é a portuguesa Rosa Mota, que somou seis vitórias consecutivas, de 1981 a 1886. Outro destaque da competição é a mexicana Maria Del Carmem, que ganhou três vezes, em 1989, 1990 e 1992.

Corridas de Rua · 28 dez, 2007


A Brigadeiro é o bicho papão da São Silvestre?

O treinador Wanderlei de Oliveira, da Run for Life, comenta as diferenças da subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio para os corredores de elite e para os amadores. Sempre muito temida e tida como o trecho mais difícil da prova, ele explica se ela é realmente o bicho papão dos 15 quilômetros.

Segundo Wanderlei, a competição geralmente é disputada sob condições extremas, como calor, percurso duro e algumas vezes sob chuva, devido à  época do ano, o que requer uma preparação especial. A elite geralmente treina na altitude de Campos do Jordão, na Colômbia nos Alpes Suíços.

São praticamente 2,5 quilômetros de subida no final da prova e, de acordo com o treinador, o ideal ao manter um ritmo de 3min a 3min10 por quilômetro para aqueles que tem a intenção de chegar entre os primeiros colocados. Já houve casos em que o atleta entrou na Brigadeiro na liderança, seguiu até a metade dela e depois se desconcentrou e foi ultrapassado. Um caso clássico foi em 1997, ocasião em que Paul Tergat estava na frente, mas foi superado pelo brasileiro Emerson Iser Bem, depois que um espectador jogou água no queniano e o fez perder o foco.

Amadores - Já para os iniciantes, a famosa Avenida é sempre um bicho de sete cabeças, todo mundo ouve falar que é um ponto crítico e já larga receoso. O amador fica tão horrorizado, que ele se prepara e sobe a brigadeiro na boa e acaba percebendo que é fácil. Geralmente ele se poupa no restante do percurso para enfrentar os últimos quilômetros, enfatiza Wanderlei.

O treinador comenta, porém, que existem outros pontos crí­ticos na competição e as pessoas não devem pensar somente na Brigadeiro, mas na competição como um todo. Até o quilômetro cinco no Minhocão, até o 10 na Avenida Rio Branco são pontos que acho complicados, pois são cheios de zigue-zagues, com trechos fechados, ruas estreitas e até onde o ritmo começar a cair.

Depois de enfrentar tantos pontos complicados na primeira metade da prova os amadores certamente vão achar que a temida subida não é tão complicada como parece à primeira vista. Alguns dizem que a segunda metade, com a Brigadiero e tudo, acaba sendo mais fácil.

Corridas de Rua · 28 dez, 2007


Retrospectiva: Parapan Rio

Depois do Pan Rio 2007 foi a vez do Parapan fazer bonito na cidade carioca. O Brasil terminou em primeiro lugar no ranking de medalhas da competição! Um fato que merece ser relembrado.

Ao todo conquistamos 288 redondas. Dessas 83 eram de ouro, 68 de prata e 77 de bronze. E o público não ficou de fora. Foi incentivar os atletas de perto que retribuíram com um belo resultado.

Um dos destaques da pista foi Terezinha. Ela venceu os 200m com 25seg16. Logo que recebeu sua medalha ela disse: “esse ano está sendo muito especial para mim, aos poucos estou alcançando meus objetivos, eu queria ser a melhor do Mundo, agora cheguei lá, acredito muito nos meus sonhos e principalmente na minha superação. A torcida brasileira deu show nesses dias de Parapan e ficamos muito felizes”.

Um desses torcedores entusiasmados era o colunista da seção “Cadeirante” do Webrun, Carlos de Oliveira. Maratonista na categoria cadeirante, ele relatou para os leitores não só como foram as provas, mas toda a estrutura do Rio de Janeiro para receber pessoas com algum tipo de deficiência.

Esporte Adaptado · 28 dez, 2007


Athletic Sports-Luasa está pronta para a S Silvestre

Juliano Geno da Silva, Daniel Freitas e Maria Helena de Jesus Lima, da equipe Athletic Sports-Luasa, já estão prontos para encarar a São Silvestre no próximo dia 31, já que seguiram à risca os treinamentos colocados pelos treinadores Luiz Antônio dos Santos e Jorge Luís da Silva. Os três estão confiantes por um bom resultado.

“Estou muito bem, cumpri tudo o que foi determinado pelos técnicos e durante a prova vou me dedicar ao máximo do início ao fim”, ressalta o mineiro Juliano, de 28 anos. “Evidentemente que as dificuldades durante a prova vão surgir, mas estou preparado para enfrentá-las. Um dos aspectos bastante positivos para esta corrida é que estou cercado de um ótimo grupo e isso me deixa feliz e motivado”, completa.

Este ano ele obteve o sétimo lugar na Maratona de Buenos Aires com 2h26min15, mas enfatiza que para a São Silvestre a preparação foi completamente diferente, pois “trata-se de uma prova muito rápida, com um treinamento bastante específico”. Este ano ele participou também de provas de pista no Campeonato Paulista de Atletismo, correndo 3, 5 e 10 mil metros.

Seu companheiro, Daniel Freitas, diz que deverá fazer uma prova tática, mas ainda deve discutir melhor a estratégia com seus treinadores. “Consegui cumprir todo o trabalho em Campos do Jordão e nas diversas provas que participei neste período de preparação para a São Silvestre, consegui correr dentro daquilo que estou treinando”, comenta o atleta de 28 anos.

Já Maria Helena de Jesus Lima, natural de Taubaté (SP) vai disputar a competição pela terceira vez e afirma que “é uma prova especial, que tem um alto nível técnico e reúne alguns dos melhores atletas do Brasil e do mundo”. Este ano ela faturou o Troféu Independência, prova de 10 km disputada em São Paulo, com o tempo de 36min34, e venceu a V Corrida Carrefour Independência (35min41s).

Apesar de enfrentar um field forte, ela pretende fazer um bom resultado e tem como meta chegar entre as primeiras colocadas. Entre as adversárias estarão diversas brasileiras e algumas quenianas, inclusive sua companheira de equipe Chemtai Rionotukei, uma das favoritas ao título. “Espero acompanhar o grupo até o final”, ressalta Maria, que pode surpreender a todos.

Corridas de Rua · 27 dez, 2007


Retrospectiva 2007: Haile quebra o recorde da maratona

Um dos fatos que marcaram o ano de 2007 no atletismo foi o recorde mundial da maratona. No dia 30 de setembro o etíope Haile Gebrselassie, de 34 anos, quebrou a marca de 2h04min55, que pertencia ao queniano Paul Tergat.

Após quatro anos com Tergat, Haile conseguiu a “posse” do melhor tempo ao cravar 2h04min26 também na Maratona de Berlim. Com 1,65m de altura e 56 kg, Haile acumula 24 recordes mundiais, em diversas provas, tanto em pista quanto nas ruas, nas distâncias de 3.000 metros em diante.

Logo que conquistou o recorde mundial em maratona, o etíope revelou que quer correr mais. Segundo o atleta, agora seu desafio é quebrar a marca de 2h04min. Haja pernas e fôlego.

Fique de olho - No começo de 2008 acontece a Maratona de Dubai e os organizadores da prova disseram que se o recorde mundial for batido lá nos Emirados Árabes, o competidor ganhará um milhão de dólares. Sabe quem já confirmou presença? Haile Gebrselassie!

Maratona · 27 dez, 2007