Franck e Timbilili vencem Corrida de Reis em MT

O brasileiro Franck Caldeira e a queniana Alice Timbilili venceram no último domingo a Corrida de Reis do Centro Oeste, prova de 10 quilômetros disputada nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande. Franck completou com o tempo de 30min03, enquanto a vencedora da São Silvestre marcou 35min25.

O mineiro campeão da maratona nos Jogos Pan-americanos ano passado começou a se distanciar dos outros atletas a partir da metade da prova, mas sentiu o forte calor que assolou a região, tanto que teve que ser amparado pelos paramédicos ao cruzar a linha de chegada. “É uma prova muito difícil, onde é preciso ter cautela. Pensar na vitória só depois de ter certeza", ressalta Franck que foi vice em 2007.

"O calor é forte, mas a prova é maravilhosa. Brilhante como o sol", completa o vencedor. Os gêmeos Paulo Roberto Almeida Paula e Luis Fernando Almeida Paula chegaram na segunda e terceira colocações e logo atrás cruzaram os quenianos Kiprono Mutai e Daniel Gatheru.

Mulheres - Entre as mulheres Timbilili enfrentou algumas dificuldades, já que sentiu uma fisgada na perna por volta do quilômetro quatro, mas conseguiu se manter num bom ritmo para cruzar em primeiro lugar. Em segundo chegou a brasileira Maria Zeferina Baldaia, que é a atual recordista da prova, seguida por Zenaide Vieira e Sueli Pereira. A queniana Shentai Riomotok completou o pódio.

"A queniana é muito forte. Senti muito calor com a alta temperatura de Mato Grosso", comenta Baldaia que está confiante em fazer uma boa temporada este ano. "Quero conquistar o índice para ir á Pequim representar o Brasil nas Olimpíadas". Entre os deficientes visuais a vitória ficou com Adirson de Castro e entre os cadeirantes com Rogério Costa Lima.

Corridas de Rua · 07 jan, 2008


Treinador Nelson Evêncio comenta os índices olímpicos da Maratona

O treinador Nélson Evêncio comenta os índices olímpicos exigidos para a prova de Maratona nos Jogos Olímpicos de Pequim este ano, considerados um tanto quanto altos por ele e por outros treinadores. Os tempos estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional são 2h15 como índice “A” e 2h18 como “B” para o masculino e 2h37min como “A” e 2h42 como “B” para as mulheres.

“Eu achei 2h15 muito fraco, tanto que já temos dois atletas abaixo de 2h13, o Vanderlei Cordeiro e o José Telles”, ressalta Evêncio sobre os tempos obtidos pelos brasileiros em Milão em dezembro. “Eu acho que o ideal seria abaixo de 2h12min59”, completa. Em Pequim o percurso não será tão complicado como em Atenas, mas a forte poluição que assola a cidade deve ser um fator de dificuldade.

Segundo o treinador, quando o índice é forte, há um estímulo a mais para os corredores se focarem em provas específicas para obtenção do tempo e os estimula a treinar mais e evita que cheguem na Olimpíada e não façam uma boa prova. “As mulheres, por exemplo, correm uma prova plana e fria para obter os 2h37 e quando chegam lá encontram 30, 40 mulheres que correm melhor e não conseguem acompanhar”.

Um caso real lembrado pelo treinador aconteceu durante os Jogos Pan-americanos de Santo Domingo com a brasileira Maria do Carmo, que obteve o índice de forma apertada. “Ela chegou no Pan perguntando se poderia voltar antes, pois queria correr uma prova na cidade dela. As pessoas não ficam focadas, querem fazer tudo apenas para garantir o currículo”.

Favoritos - Nelson acredita que ninguém conseguirá alcançar a marca de Marílson Gomes, que atualmente ostenta 2h08min37 e aposta em Vanderlei Cordeiro e José Telles para abocanhar as duas outras vagas. “O Franck corre muita prova, tem condições de obter a vaga, mas vai ter que suar um pouco já que tem três abaixo dele. Acredito que o Vanderlei e o Telles também vão baixar um pouco mais o tempo”.

Já na prova feminina, várias mulheres vão tentar uma, já que Ednalva Laureano, a Pretinha, e Lucélia, devem debutar em maratonas esse ano de olho na competição chinesa. “Além delas, a Sirlene (Pinho) e a Marily (dos Santos) tem chances, além da Márcia Narloch, que corre por fora. Acredito que quem fizer entre 2h34 e 2h36 consegue a vaga”.

Nelson Evêncio finaliza dizendo que antigamente os tempos eram obtidos com mais facilidade, mesmo as condições de treino sendo piores do que hoje em dia. “Tem vários atletas das antigas que não contavam com toda a tecnologia de hoje e faziam tempos mais baixos, pois não corriam várias provas seguidas. Hoje em dia o pensamento é correr tudo e ainda ir para a Olimpíada”.

Maratona · 04 jan, 2008


A corrida da muvuca

Acredito que a Corrida de São Silvestre começa a deixar de ser uma competição para virar uma confraternização. Embora ainda queira acreditar que eu vá participar desta prova de forma competitiva, sem ter que desviar de placas e fantasiados, tomar água em uma temperatura ideal, mas nunca quente, entre outras coisas básicas em uma corrida dita normal.

Existem aqueles que não gostam de “normalidades” e gostam sim de uma boa muvuca e para esses vai aqui uma dica de boa diversão feita pela blogueira Jacke Gense. Trata-se da Corrida da Lama (quer mais muvuca que isso?). Pois é, essa prova vai acontecer em fevereiro na mais holandesa das cidades brasileiras: Holambra (para quem não é do estado ou não conhece fica na região de Campinas à cerca de 100 quilômetros de São Paulo). Serão 5 e 10 quilômetros de puro barro e lama garante quem já participou.

Alguns fugirão de seus técnicos para participar do evento (é grande o risco de lesão neste tipo de prova), outros vão para a farra consciente que a muvuca é o que importa como tem acontecido com a nossa mais famosa prova.

Corridas de Rua · 04 jan, 2008