
Anoé foi o melhor brasileiro (foto: Léo Shibuya/ ZDL)
Na tarde da última segunda-feira as ruas de São Paulo receberam a 83ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, prova que contou com a participação de 20 mil pessoas. Confira as opiniões dos vencedores Robert Cheruiyot e Alice Timbilili, assim como dos atletas que chegaram logo depois.
O tempo estava muito quente e úmido, mas eu estava muito bem no começo e correndo fácil. Com isso, resolvi aumentar o ritmo. Quando ganhei das outras vezes (2002 e 2004), não estava tão quente, explica Cheruiyot, que faturou o tricampeonato da prova. Além disso, nas vitórias, eu vinha de quatro vezes seguidas correndo a prova. Só lembrava que o final da prova era difícil, mas não lembrava exatamente como era a subida do final. Mas como estava muito bem, resolvi que dava para arriscar, completa o queniano que beijou o chão após cruzar a linha de chegada.
Ele diz ainda que para nós, quenianos, é mais fácil correr na frente porque temos uma série de atletas que estão sempre entre os primeiros. Temos muita gente com potencial para correr, que podem puxar os outros. Quem comemorou muito também foi o vice-campeão Patrick Ivuti, também do Quênia. Foi uma boa corrida. Estou em início da temporada. Estou feliz porque dei o meu melhor. Claro que gostaria de vencer, mas Robert é um grande atleta e mereceu a vitória.
O melhor brasileiro, Anoé dos Santos Dias, se disse muito feliz com a terceira colocação, já que foi ajudado pelo clima quente. Fiquei muito feliz com o pódio, consegui encaixar bem os treinos com a prova. Aos 27 anos de idade, ele não era apontado como um dos favoritos, mas como a São Silvestre é uma caixinha de surpresas, ele surpreendeu a todos.
Mulheres – A campeã Alice Timbilili, que disputou a prova pela primeira vez, achou o percurso muito difícil. Mesmo acostumada com montanhas, achei a subida da Brigadeiro muito íngreme. Nos primeiros cinco quilômetros estive com outras atletas, mas depois abri vantagem, lembrou a atleta, que gostou da aproximação de Marizete. Quando chegou mais perto, ela me empurrou para a chegada.
Marizete lutou muito e chegou a ameaçar a liderança da queniana, mas não conseguiu chegar a mais um título. Não consegui largar forte, porque senti uma certa indisposição. Precisei me esforçar bastante, mas treinei bem e fui buscando a adversária. Ela diz ainda que não sentiu dores musculares, mas o problema no início dificultou uma recuperação. Quero ainda vencer as quenianas. Quem sabe no ano que vem, completa a atleta que lembra que a rivalidade Brasil e Quênia nas corridas se equivale à rincha entre brasileiros e argentinos no futebol.
Maria Zeferina Baldaia, campeã em 2001, se diz contente com o terceiro lugar. Venho de bons resultados nos últimos três meses. Depois de dois anos de problemas físicos, só tenho a agradecer a Deus. Os defensores do título do ano passado Franck Caldeira e Lucélia Peres abandonaram a prova entre o quinto e o sétimo quilômetro. Franck forçou demais e perdeu energia para continuar, enquanto Lucélia sentiu a contusão que quase a tirou da prova: dores na sola do pé direito.
Este texto foi escrito por: Webrun