
Mário é um dos fundadores da ATC Associação dos Treinadore de Corredores de Rua (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Segundo ele, há 10 quase 20 anos atrás era muito difícil praticar o esporte e quem o fazia eram apenas atletas profissionais, atletas de outros esportes que buscavam condicionamento físico, ou alguns poucos entusiastas do esporte. As pessoas comuns eram chamadas de loucas varridas, quando diziam que iam correr.
Sou da época em que correr uma maratona era coisa de louco, comenta Mário. Hoje em dia as coisas estão bem diferentes, pois muitas pessoas correm em busca de qualidade de vida e saúde, além de fazerem negócios e aumentarem a rede de relacionamentos ao praticar o esporte.
Hoje não é mais loucura, é exemplo de pessoas saudáveis e existem diversas razões para essa mudança, afirma. Entre os motivos para que as coisas mudassem, estão a existência de profissionais especializados na área. Participei da época em que as assessorias esportivas tinham poucos alunos, que eram treinados por pessoas com amor pelo esporte e que eram do ramo, diz Mello.
Outras razões que ele enumerou são a boa organização dos eventos, a publicidade gerada pelo boca a boca dos corredores, a divulgação na mídia, a criação de uma mídia especializada e o apoio dos órgãos envolvidos no esporte, como prefeituras e as empresas de trânsito. A Corpore, por exemplo, foi pioneira na organização de corridas e hoje é espelho para os outros organizadores.
Com o crescimento do mercado de corridas, diversos executivos e pessoas com grande poder aquisitivo começaram a praticar e diversos patrocinadores passaram a investir no ramo.
Na USP, por exemplo, não existe uma segurança efetiva para os atletas treinarem. No Parque do Ibirapuera, em contrapartida, Mello diz que o relacionamento com os administradores é muito bom.
O relacionamento é bom, mas é difícil para os atletas treinarem no Ibirapuera, pois precisam dividir os espaços com cachorros, bebês, etc. Já em outros parques, os corredores não encontram iluminação, ou os portões fecham cedo.
Entre outros pontos que podem ser melhorados está a infra-estrutura nas provas, como segurança e sanitários. Os organizadores devem pensar nisso, se não as pessoas vão parar de se inscrever nas provas, ressalta o palestrante.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda