Esporte Adaptado · 19 jun, 2009
Todos nós sabemos da importância dos equipamentos de segurança para os ciclistas. Uma queda a 30, 40, 50 ou mais km/h pode ser fatal. Por este motivo o uso de capacetes, vestimentas com pontos refletores, luzes auxiliares e qualquer outro equipamento que auxilie a segurança se tornam básicos para um ciclista sério e consciencioso.
Mas e os atletas cadeirantes? Geralmente eles competem e treinam com suas cadeiras competitivas. E os handcycles, será que eles tem essa preocupação? Eu, particularmente, tenho presenciado muitos atletas que treinam a noite sem luzes de segurança e vestimentas adequadas para o treino noturno.
E esses atletas (cadeirantes e handcycles) precisam ter atenção redobrada no item segurança. Isso porque, eles estão em um nível de visão de maior dificuldade de visualização pelos motoristas que dirigem um automóvel, por exemplo. E isso pode causar sérios acidentes e muitas vezes sem culpa do motorista.
Para evitar acidentes e até uma fatalidade, sugiro que os seguintes equipamentos de segurança para os atletas deficientes quando estão treinando:
Em qualquer circunstância
Em treinos noturnos deve-se acrescentar ainda:
Todo este aparato mais a escolha de um local de treino seguro, com menos carros e escolha adequada do melhor horário para o treino é muito importante para a segurança nos treinos dos atletas cadeirantes. Se você é um destes atletas e não tem algum destes equipamentos pode adquirir em qualquer boa loja de ciclismo. Bons treinos e até a próxima!
Esporte Adaptado · 19 nov, 2008
Conforme prometi contei como foi o período que passei na Califórnia com os atletas deficientes da ADD (Associação desportiva para deficientes) e agora conto como foi a Maratona de Nova York. Confira.
São Paulo - Depois que Paulo, Ezequiel, Fernando, Diego e eu participamos do evento da CAF, na Califórnia, fomos rumo à Maratona de Nova York, evento que contou com participação da Achilles International, novo nome da Achilles Track Club, entidade responsável pelos atletas deficientes na maratona. Lá nos juntamos a mais outros atletas do Brasil como Jaciel e Carlos da cidade de Santos, Rogério de Rondônia, Edson Dantas de São Paulo, Maciel do Rio e Wendel de Brasília.
Cada atleta é apoiado por sua entidade, alguns da ADD, outros da 3 in, entre outras entidades que apóiam deficientes. As passagens e os custos para a prova sempre são de responsabilidade de cada atleta ou entidade. No caso da Achilles International foi possível dar algumas inscrições e hospedagens. Nesse ano oito pessoas foram beneficiadas. Além disso, fizemos um uniforme exclusivo para o grupo com parte da arrecadação que consegui no evento da Corpore da Paz e no dia 30 de outubro.
Alguns atletas estavam em Nova York pela primeira vez e puderam ver a organização e magnitude do evento. Fomos bem recebidos pela Achilles na feira de esportes da maratona onde retiramos os kits da prova e ganhamos camisetas da entidade para correr maratona. Também tivemos alguns guias brasileiros na prova, como o treinador do Clube Pinheiros, Cláudio Castilho, Marina Chayo, Denise Mello, Fabio Maia entre outros corredores.
Na sexta que antecedeu a prova fui convidado para um workshop da Achilles para representantes internacionais. Havia cerca de 70 países no evento e eu pude apresentar o programa brasileiro de corrida e triathlon da Add Achilles, criado em São Paulo nesse ano. Além disso, o intercâmbio com os representantes de outros países foi muito proveitoso.
À noite fomos ao jantar da Achilles e para minha surpresa, lá recebi o prêmio de melhor representante internacional da entidade, prêmio este que foi uma grande festa para todo nosso grupo e particularmente para mim. O prêmio faz com que a responsabilidade futura no Brasil seja maior, além de ser uma motivação extra para continuar com novos projetos.
Já no domingo, dois de novembro, dia da Maratona de Nova York, o tempo estava muito frio e como sempre a organização foi perfeita. Participamos de uma maratona maravilhosa incentivada toda hora pelo público. As largadas em ondas, três largadas a cada 20 minutos foi brilhante e deve ser introduzida em provas no Brasil.
Efetuando largadas deste tipo podemos solucionar um dos maiores problemas nas corridas de rua, o congestionamento inicial do percurso. Nesta maratona o fluxo de corredores fluiu muito bem devido a este tipo de largada.
No final nossa equipe brasileira conseguiu o objetivo de participar de um grande evento. Parabéns para todos e pela vitória do Marílson nos encheu de orgulho e com certeza vai impulsionar ainda mais as corridas no Brasil.
Esporte Adaptado · 03 set, 2008
As corridas de rua cada vez mais premiam os atletas competidores. Carros, viagens, dinheiro, tudo isso é um incentivo a mais para o atleta competir e buscar a vitória e assim ter uma recompensa pelo seu esforço e desempenho. Claro que se comparar a premiação da corrida de rua com outros esportes, como tênis e o golfe, por exemplo, veremos que o prêmio da corrida é sempre mais baixo.
Além disso, um atleta que corre maratona não tem tantas oportunidades de correr com excelência durante o ano todo. Já um tenista ou golfista podem competir durante toda a temporada sem muitos problemas, podendo faturar alto! Mas também se comprara a corrida com outros esportes, como, por exemplo, a natação, remo, judô, entre outras modalidades vemos que essas modalidades ganham ainda menos. Vendo por esse outro lado, não podemos reclamar das corridas de rua.
E os atletas deficientes? Hoje temos em algumas categorias boas premiações para os deficientes, principalmente os cadeirantes. No exterior as grandes maratonas como Nova York, Chicago, Londres entre outras oferecem premiações para o primeiro colocado por volta de U$1.500. Para alguns atletas deficientes que convivo, muitas vezes tenho que escutar a reclamação que é pouca premiação, mas discordo desta opinião. Embora sempre deseje que as premiações possam ser cada vez melhores.
O motivo da minha discordância é pelo fato da prova não ter sido organizada com a finalidade principal de se premiar um deficiente, ou mesmo, qualquer outra categoria. Em geral a prova é feita com a finalidade de premiar apenas o vencedor dela, um corredor andante, masculino e feminino. Os demais são agraciados com premiações da vontade do organizador e isso não uma obrigação.
Grandes premiações para os deficientes deveriam ser oferecidas pelos organizadores de corridas específicas para deficientes, onde a estrela maior é o próprio atleta desta categoria. Temos uma prova clássica no mundo para cadeirantes que fica no Japão, em Oita, onde participam dezenas de cadeirantes buscando boas premiações.
Também temos provas na Califórnia para amputados e por aí a fora, onde a finalidade é premiar e prestigiar a categoria dos deficientes, e é aí que se deve cobrar as boas premiações.
Brasil - No Brasil, temos organizadores de provas que estão cada vez mais se sensibilizando e apoiando os atletas com deficiência e com isso premiando com Troféus no pódio e em algumas situações com premiação em dinheiro. Temos o caso da Yescom que junto com a ADD (Associação Desportiva para Deficientes) organizou esta categoria em suas próprias provas, valorizando a participação destes atletas em todas as categorias de deficiência, premiando esses atletas em todas as provas que organiza, isto esta sendo fantástico!
Temos também a Corpore que com o seu programa de Guias Voluntários, também organizou a categoria em seus eventos e abre espaço também. Em algumas edições durante o ano proporcionam premiação com pódio.
No triathlon temos o Troféu Brasil organizado pela NA Sports que apóia muito a categoria dos deficientes. É importante salientar que em geral as inscrições para esta categoria são oferecidas com gratuidade embora tenha custo para os organizadores.
No restante do país temos notado o crescimento da categoria, com alguns eventos oferecendo boas premiações como a tradicional 10 milhas Garoto, realizada em Vitória, Espírito Santo. E por aí vai!
A participação e a premiação desta categoria tem crescido em parte devido aos valores doados, que podem ser abatidos do imposto de renda das empresas. Seria importante que o atleta com deficiência pudesse participar mais ativamente destes eventos, noto que falta mais isto do que premiações nas provas! Só com maior participação, nós poderemos ter algum dia melhores premiações, e o momento é agora onde temos vários organizadores olhando com muito carinho para esta categoria.
Corridas de Rua · 23 ago, 2006
Segundo ele, há 10 quase 20 anos atrás era muito difícil praticar o esporte e quem o fazia eram apenas atletas profissionais, atletas de outros esportes que buscavam condicionamento físico, ou alguns poucos entusiastas do esporte. As pessoas comuns eram chamadas de loucas varridas, quando diziam que iam correr.
Sou da época em que correr uma maratona era coisa de louco, comenta Mário. Hoje em dia as coisas estão bem diferentes, pois muitas pessoas correm em busca de qualidade de vida e saúde, além de fazerem negócios e aumentarem a rede de relacionamentos ao praticar o esporte.
Hoje não é mais loucura, é exemplo de pessoas saudáveis e existem diversas razões para essa mudança, afirma. Entre os motivos para que as coisas mudassem, estão a existência de profissionais especializados na área. Participei da época em que as assessorias esportivas tinham poucos alunos, que eram treinados por pessoas com amor pelo esporte e que eram do ramo, diz Mello.
Outras razões que ele enumerou são a boa organização dos eventos, a publicidade gerada pelo boca a boca dos corredores, a divulgação na mídia, a criação de uma mídia especializada e o apoio dos órgãos envolvidos no esporte, como prefeituras e as empresas de trânsito. A Corpore, por exemplo, foi pioneira na organização de corridas e hoje é espelho para os outros organizadores.
Com o crescimento do mercado de corridas, diversos executivos e pessoas com grande poder aquisitivo começaram a praticar e diversos patrocinadores passaram a investir no ramo.
Na USP, por exemplo, não existe uma segurança efetiva para os atletas treinarem. No Parque do Ibirapuera, em contrapartida, Mello diz que o relacionamento com os administradores é muito bom.
O relacionamento é bom, mas é difícil para os atletas treinarem no Ibirapuera, pois precisam dividir os espaços com cachorros, bebês, etc. Já em outros parques, os corredores não encontram iluminação, ou os portões fecham cedo.
Entre outros pontos que podem ser melhorados está a infra-estrutura nas provas, como segurança e sanitários. Os organizadores devem pensar nisso, se não as pessoas vão parar de se inscrever nas provas, ressalta o palestrante.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026