Triathlon · 07 ago, 2006
No último domingo (7) o Brasil fez dobradinha no pódio da segunda etapa do Reebok Triahlon Long Distance, na Praia Mansa, Caiobá (PR). Carla Moreno venceu com folga no feminino e Guilherme Manochio faturou no masculino.
Carla percorreu os 1,9k de natação, 90k de ciclismo e 21 k de corrida com o tempo de 4h13min13, 12 minutos à frente da segunda colocada Yana Glaser. Já Guilherme, marcou 3h33min38, seguido pelo campeão da primeira etapa, Fábio Carvalho, que marcou 3h37min15.
Minha meta era usar a prova para fazer uma avaliação do meu estado. Não consegui treinar como queria e precisava saber como estava, afirmou Carla. Além disso, as distâncias longas se encaixaram perfeitamente no meu planejamento de preparação. Melhor ainda poder vencer mais uma prova do circuito, que é sempre muito forte, completou.
A prova serviu para confirmar a boa fase da triatleta, que está em fase de preparação para os jogos Pan-Americanos do Rio em 2007 e para confirmar Guilherme Manochio como uma revelação do esporte.
O sol e a temperatura elevada contribuíram para a realização da prova, que contou com mais de 250 inscritos.
Célio Balieiro, diretor da Cia. de Eventos, organizadora da competição, comentou: Foi uma grande prova mais uma vez. Estamos felizes com os resultados obtidos pelos brasileiros, comentou.
Os três melhores da Elite na etapa paranaense foram os seguintes:
Masculino - Guilherme Manochio (BR), 3h33min38;
Fábio Carvalho (SP), 3h37min15;
Velmar Bianco (ARG), 3h42min52
Feminino - Carla Moreno (BRA), 4h13min13;
Yana Glaser (SP), 4h25min35
Camila Campanhola (SP), 5h03min20.
Caminhada · 05 ago, 2006
A marca esportiva Mizuno lançou um novo calçado para a corrida, o modelo Mizuno Wave Pro Runners 9. O tênis é indicado para treinos e competições de média distância.
Segundo o fabricante, o modelo tem a tecnologia AP, Acceleration Polymer, que minimiza o tempo de transição da passada através da redução do impacto e aumento da flexibilidade do calçado. Além disso, ele é feito com tecidos mais leves que permite a transpiração do pé.
O Mizuno Wave Pro Runners 9 pode ser encontrado em diversas cores e na versão feminina e masculina. Para os homens a cor é preta e prata, já para elas branco e verde água. Estes podem ser encontrados nas principais lojas brasileiras e custam em medi: R$399,99.
Triathlon · 04 ago, 2006
Assim como grande parte dos atletas e triathletas brasileiros, Juraci Moreira irá intensificar seus treinos para buscar uma vaga nos Jogos Pan-Americanos de 2007, que acontece no Rio de Janeiro. O paranaense irá participar de diversas seletivas estrangeiras e para isso ficará mais de 50 dias fora do Brasil.
Seu primeiro desafio será a Copa do Mundo de Triathlon, na Hungria, no dia 13 de agosto. Logo após, ele segue para Portugal para aperfeiçoar seu treinamento. Em Portugal, ficarei no mesmo Centro de Treinamento da preparação para as Olimpíadas de Atenas, na cidade de Rio Maior (70 quilômetros de Lisboa). Novamente será a nossa casa, conta.
Em setembro, ele vai para a Suíça disputar, no dia três, o Mundial de Triathlon. De lá parte para a disputa da Copa do Mundo de triathlon no dia 10, na Alemanha, retornando para Portugal, onde se concentrará até seu último desafio: a Copa do Mundo de Triathlon na China, no dia 24 de setembro.
Vou para essas provas com toda a garra possível e com um único objetivo: o de conquistar a minha vaga para o Pan-Americano do Rio. Sei que não vai ser fácil, mas vou dar tudo de mim para isso, revela o triathleta.
No total serão sete seletivas, duas já foram realizadas e vou disputar mais essas quatro. Se tudo der certo, não participo da última Seletiva em Cancun e volto antes com a minha vaga, acrescenta.
Corridas de Rua · 04 ago, 2006
Após um incidente na Cidade Universitária de São Paulo, local de prática de corrida e ciclismo. O treinador e colunista do Webrun, Nelson Evêncio, publicou este artigo sobre a harmonia entre ciclistas e corredores. Confira.
São Paulo - Este artigo vai abordar um assunto que, aparentemente, poucos prestam atenção, mas de grande importância: a utilização do belo campus da USP para os treinos. Assunto um tanto polêmico, mas que pode muito bem se chegar a um bom termo com a boa vontade de ambos os lados ciclistas e corredores.
Embora trabalhe com corrida na USP aos sábados há mais de oito anos e seja corredor há muito mais tempo, vou tentar ser o mais imparcial possível, pois também pedalo e sinto na pele tudo aquilo que os ciclistas enfrentam quando partem para os treinos ou até quando fazem uso da magrela para se locomover em direção ao trabalho.
Pedalar em uma marginal ou nas agitadas avenidas da gigantesca São Paulo significa ter a integridade física constantemente ameaçada por veículos de quatro rodas, pior ainda quando se trata de ônibus ou caminhões de carga. Em várias ocasiões, fui fechado covardemente por motoristas impudentes. E também soube de várias notícias de ciclistas sendo assaltados nas estradas, atropelados e tragicamente, tendo suas vidas ceifadas precocemente quando treinavam para alguma prova ou simplesmente praticavam uma atividade física para se relaxar mentalmente.
Apesar de muito movimentado e disputado, o campus da USP ainda é um dos únicos locais da cidade que oferecem um pouco mais de segurança para se pedalar. Os ciclistas que treinam nas ruas da USP compõem-se principalmente de profissionais liberais, executivos, empresários, estudantes e outros trabalhadores. Apesar disso, assim como acontece com várias outras categorias (torcidas organizadas de futebol, agrupamentos espontâneos, movimentos sociais ou políticos, etc.) no meio deles, sempre há indivíduos desqualificados e mal educados que, com suas mazelas e comportamentos inadequados, acabam prejudicando a reputação de uma classe perante a sociedade.
Somos testemunhas oculares de cenas de alguns destes ciclistas despreparados agredindo verbalmente os corredores e os motoristas em geral. As agressões físicas também não são raras. Conforme o depoimento do antigo prefeito da USP, Sr. Geraldo Massucato, há vários processos que tramitam no Ministério Público de São Paulo contra ciclistas que agrediram pedestres ou motoristas.
Os corredores também têm sua parcela de culpa. Muitos correm no meio da rua ou em grandes grupos, obstruindo a maior parte das vias que também precisam ser divididas com veículos de duas ou quatro rodas. Alguns atravessam as ruas sem olhar para os lados, param no meio delas para conversar, utilizam seus Ipod e Walkman com imprudência ficando totalmente desligados do que acontece a seu redor.
Igualmente, há aqueles corredores que agridem verbal e fisicamente os ciclistas. Acreditem ou não, nestes últimos sábados, alguém teve a infeliz e absurda idéia de espalhar tachinhas pela Praça da Reitoria, local onde sempre há uma grande concentração de atletas pedalando, ocasionando-lhes pneus furados e quedas, pondo em grande risco tanto os ciclistas, quanto os próprios corredores que passavam por ali!
Aproveitando este espaço, digo e repito que é muito importante entrarmos em acordo, pois, depois da dura queda de braço entre o prefeito e os ciclistas, todos nós sentimos na pele a importância do que é utilizarmos este espaço público com disciplina e respeito. Lembrem-se de quando a USP restringiu a prática do ciclismo durante a semana: quanta falta lhes fez este local para o treino, principalmente para aqueles participantes de competições de triatlhon.
Dizer que é preciso muita harmonia e respeito entre ciclistas e corredores, que haja um pouco mais de paciência, atenção e cordialidade entre nós, é afirmar o óbvio, mas não custa repeti-lo como se fosse o nosso mantra para que a perniciosa rivalidade não traga prejuízos a todos os que freqüentam o local.
Esfriemos nossas cabeças e poupemos nossas energias para aplicá-las em nossos esportes, e entendamos que, embora as modalidades sejam diferentes, os objetivos e benefícios de ambas as partes são muito parecidos. Repudiemos veementemente aqueles que teimam em transgredir as leis da boa conduta, e utilizemos o campus da USP para a prática esportiva acompanhada de muito bom senso. Paz entre Ciclistas e Corredores!
Triathlon · 03 ago, 2006
No dia seis de agosto acontece a quarta etapa do Circuito Biathlon Series 2006 em Riviera de São Lourenço, São Paulo. Segundo os organizadores, a disputa feminina pelo pódio será acirrada. As duas primeiras colocadas do ranking estão empatadas.
No geral Claudia Aratangy e Veronica Mello Martins dividem a liderança com 80 pontos cada. Ambas seguidas por Simone Maria Arruda 73 pontos e Janaina Farias com 72 pontos. Já no geral masculino Eduardo Beretta é o líder com 89 pontos seguido bem de perto por Alessandro Fernandes com 80 pontos.
As inscrições para a prova de ainda estão abertas. Estas custam R$50 para o Individual e R$100 para as duplas. Já a categoria infantil paga R$40. As inscrições podem ser feitas no site oficial da prova: www.runnerbrasil.com.br
Atletismo · 03 ago, 2006
Se você é daqueles corredores que treina duro e espera obter os melhores resultados possíveis, talvez exista um aspecto que não esteja recebendo a atenção que merece em seu programa de treinamento: recuperação. Muitos atletas simplesmente não adotam a melhor estratégia para potencializar sua recuperação dos treinos e acabam ficando estagnados, ou pior ainda, entram no temido overtraining, isto é, quando o corredor se lesiona ou começa a ficar gripado ou com estafa do treinamento.
Na verdade, a recuperação dos treinos é apenas uma parte do efeito desejado pelo treinamento. O que se deseja obter realmente é um processo chamado supercompensação, que corresponde à uma resposta adaptativa que ocorre em um nível acima do atual. Assim, o corredor fica mais resistente, mais tolerante ao esforço durante as provas e até mesmo se recupera melhor de treinos e provas.
Há alguns cuidados que todo corredor deve tomar para otimizar sua recuperação e por conseqüência proporcionar supercompensação em seu organismo. São eles:
1- Sono: quantos atletas não sacrificam horas de sono devido a compromissos, festas, família, etc. e continuam esperando que o treino dê um bom resultado? Não precisamos levar uma vida espartana sempre, mas se o objetivo maior for obter um resultado expressivo, então devemos melhorar e manter uma ótima qualidade de sono por pelo três meses de treinamento para uma prova específica;
2- Nível de estresse: em momentos de grande estresse (dificuldades financeiras, problemas no relacionamento, doenças na família, etc.) toda a nossa energia fica voltada para o problema em questão. Assim, o sistema imunológico fica debilitado e há uma descarga acentuada de hormônios que prejudicam a recuperação dos treinos;
3- Alimentação: vários corredores treinam duro e desperdiçam o momento ideal de fazer a reposição de seus estoques energéticos (até trinta minutos após o término de cada treino e/ou prova), além de não ingerirem alimentos com alto valor nutricional, como frutas, legumes, verduras. Pelo contrário, em geral corredores só pensam em comer carboidratos, que são importantes, mas não são suficientes para potencializar a recuperação dos treinos;
4- Periodização: sabe-se que o máximo que o organismo de um corredor competitivo suporta em termos de desgaste é uma prova a cada quarenta dias. Isso mesmo, quarenta dias! Todavia, há uma infinidade de atletas que competem todo final de semana! E ainda por cima treinam duro!!! O resultado é na melhor das hipóteses, uma estagnação da performance. É vital que se planeje a temporada de treinamento, visando atingir um ou dois ápices de forma física POR ANO!!! Infelizmente, muitos querem manter-se em treinamento pesado o ano todo e acabam pagando caro por isso: lesões, letargia, estagnação, etc.
Como podemos constatar, o desempenho na sua corrida está sendo influenciado por uma série de fatores complexos e muito importantes para serem deixados de lado. Se você estiver visando algum resultado expressivo, seja este um recorde pessoal ou uma marca a ser batida, então está na hora de pensar em melhorar o sono, desenvolver formas saudáveis de lidar com o estresse, cuidar bastante da alimentação e planejar com bastante critério seus treinos e provas. Em resumo, ótimos resultados não acontecem por acaso. Boas corridas!
Triathlon · 03 ago, 2006
O brasileiro Reinaldo Colucci, que treina na Europa, irá participar da primeira edição do Triathlon Alpe D´Huez, prova que será realizada em um dos percursos montanhosos onde passa a tradicional Volta da França de Ciclismo. A competição terá 1,5km de natação, 40km de ciclismo e mais 10km de corrida.
Colucci quer conquistar uma vaga no Ironman do Havaí, que acontece em outubro, por isso disputas diversas provas na Europa como forma de treinamento. No último dia 16 de julho, ele venceu o Grand Prix Nacional Triathlon de Lorient (FRA).
Após a prova de Lorient, iniciei um trabalho muito intenso de corrida e ciclismo e estou animado para este desafio, conta o triathleta. As subidas do percurso serão muito intensas e a altitude das montanhas pode dificultar bastante o desempenho dos atletas, acrescenta.
Depois do Triathlon Alpe D´Huez, Colucci deve permanecer no local para treinar o ciclismo. Quero aproveitar para pedalar durante uma semana na região próxima de onde disputarei a prova de amanhã, finaliza.
Triathlon · 02 ago, 2006
A triathleta Carla Moreno também confirmou presença na segunda etapa do Reebok Triathlon Long Distance, que acontece no próximo domingo em Caiobá (PR). A competição será realizada na praia Mansa e terá 1,9km de natação, 90km de ciclismo e 21km de corrida. A largada está prevista para as oito horas.
Além de Carla, seu irmão Rafael também participa da prova. Segundo a triathleta, a etapa do Long Distance servirá como parte de sua preparação para as etapas da Copa do Mundo de Triathlon.
Não agüentei ficar longe, brinca a triathleta de São Carlos que está radicada em Santos. Na verdade, tive problemas para fazer meu treinamento da forma que queria e, como vou para as etapas da Copa do Mundo, a prova mais longa vai me ajudar na avaliação e também na preparação, explica Carla, que viaja para a Europa logo após a participação em Caiobá. Ela vai disputar a etapa da Hungria da Copa do Mundo de Triathlon.
Em 2005, na primeira prova do Reebok Triathlon Long Distance em Caiobá, Carla completou o percurso com o tempo de 4h10min51seg, quase 13 minutos à frente da argentina Maria Soledad Omar. No masculino, a vitória foi do paranaense Juraci Moreira.
Seu irmão Rafael Moreno, que ficou em oitavo lugar no ano passado na etapa paranaense, disse estar bem preparado para tentar outro bom resultado. Fiz uma prova em Ilhabela na semana passada, mas acabei caindo e não completei. Isso me deixou um pouco dolorido, mas estou bem e esperando completar entre os primeiros, afirmou o atleta, de 20 anos, uma das revelações do esporte.
Triathlon · 01 ago, 2006
A segunda etapa do Reebok Triathlon Long Distance contará com a presença de um atleta argentino. Segundo os organizadores, o triathleta Velmar Bianco, um dos melhores nomes de seu país na atualidade, vai brigar pelo lugar mais alto do pódio.
Cerca de 200 competidores enfrentarão 1,9km de natação, 90km de ciclismo e 21km de corrida. A largada da prova acontece no próximo domingo (6) às 8h na praia Mansa em Caiobá (PR).
Aos 29 anos, o tristhleta argentino tem no seu currículo o vice-campeonato do Meio Ironman de Mar del Plata, na Argentina, sendo superado apenas por seu compatriota Oscar Galindez. Ele ainda foi campeão nacional de triathlon olímpico.
Trata-se de um grande competidor e sua presença reforça ainda mais exata segunda etapa. Temos certeza que será uma boa na elite e nas demais categorias, confirmando o crescimento de provas com distâncias longas, destaca Célio Balieiro, diretor da Cia. de Eventos, organizadora e criadora do Reebok Triathlon Long Distance.
A etapa de Caiobá distribuirá cerca de R$ 15 mil aos dez primeiros no masculino e as três mais bem colocadas no feminino. A programação oficial do evento começa no dia cinco de agosto, com a entrega de kits e Expo Sports, a partir das 14 horas. Um pouco mais tarde, às 17 horas, será realizado o Congresso Técnico para profissionais e amadores.
No dia seis, a área de transição na Praia Mansa será aberta às 6 horas, com fechamento previsto para 7h50. Às 8 horas será dada a largada para a segunda etapa, enquanto a cerimônia de premiação está prevista para às 13 horas.
Triathlon · 31 jul, 2006
São Paulo - Completar uma prova de ironman não é para qualquer um. Afinal são 3,8km de natação, 180km de bicicleta e 42km de corrida. E quando o competidor é uma mulher, essas distâncias parecem ser mais pesadas, exceto para a mulher que se chamar Fernanda Keller.
A triathleta carioca tem 42 anos e ainda é uma das tops na modalidade. Especialista em ironman, ela irá participar do Mundial no Havaí, em outubro, pela 20ª vez consecutiva. Ela é a única mulher no mundo que tem essa marca, por isso é conhecida pelos triathletas como Miss Consistency.
Eu adoro fazer o que eu faço. É muito difícil você ser profissional no que mais gosta de fazer. Eu gosto de treinar e tenho excelentes resultados. Isso é uma forma de ficar motivada para conseguir uma marca inédita de 20 edições consecutivas no Havaí, conta.
Sua forte ligação com o Havaí vem desde 1987. Foi nesse ano que Keller participou do seu primeiro ironman. O meu objetivo naquele ano era conseguir completar a prova sem precisar andar. Acabou que eu fui melhor do que isso. Terminei o Ironman abaixo de 11 horas. Na época um amigo me disse: a pessoa que consegue fazer abaixo de 11 horas tem que ser muito boa, porque é difícil. Depois eu pensei: nossa então eu devo ser boa mesmo. Isso foi um super incentivo para continuar, revela.
De lá para cá, Keller não parou mais. Ela ficou seis vezes entre as três primeiras colocadas do Ironman Havaí, além de ser bicampeã do Ironman Brasil. Também já conquistou diversos títulos de triathlon como o hexacampeonato do Troféu Brasil.
Para as pessoas que pretendem iniciar no esporte, ela aconselha procurar um profissional conceituado. É muito legal fazer uma prova de Ironman. Os interessados devem procurar um acompanhamento e ter cuidado para não caírem nas mãos de técnicos errados. Tem muita gente que acaba machucando as pessoas por falta de treinamento e insegurança, conta.
Mas Keller gosta de lembrar que ela é uma profissional. As pessoas não precisam fazer a mesma intensidade e o mesmo treinamento que eu faço. Eu sou um atleta profissional, faço isso há mais de 20 anos e não foi de um dia para o outro que eu consegui obter essa performance. Cada um tem que procurar adequar o trabalho para chegar numa prova de ironman e ter prazer, curtir. Para depois melhorar gradativamente, aconselha.
As pessoas começam a treinar e esquecem do resto da vida, acham que são profissionais. Eu que sou profissional não penso em treino 24 horas por dia. Tem gente que se torna inconveniente porque só fala no esporte, acrescenta.
O primeiro passo para ter uma boa forma é escolher uma atividade física agradável. Para ter um corpo saudável, não precisa correr, pedalar e nadar como eu. Faça pelo menos alguma atividade aeróbica que seja prazerosa, conta. Comece devagar para ganhar condicionamento físico. Depois disso a mulher consegue fazer o que ela quiser. As coisas não acontecem por mágica. É igual faculdade, a gente não faz um curso em seis meses, acrescenta.
Segundo Keller, tudo exige um processo e um tempo. Por isso quanto mais se investe, mais frutos a pessoa colhe. Não existe lipoaspiração, lipoescultura, essas coisas imediatas. O bom resultado é a mudança de hábito. É a pessoa se conscientizar que o que é melhor para ela é o saudável. Depois que ela prova isso não vai querer trocar. O resultado você não vê em uma semana.
Para a carioca a parte estética é a conseqüência da vida saudável. Se você faz alguma coisa pensando na saúde, você passa a se sentir melhor. A estética é um brinde que vai grátis. É maravilhoso, revela.
Keller também lançou esse ano um DVD, Espírito Campeão. Este relata a trajetória da triathleta, conta a história do esporte, dá dicas esportivas e mostra como é o dia a dia dela. É um DVD interessante para qualquer pessoa, independente se ela faz triathlon. Além de matar a curiosidades das pessoas sobre o que eu faço.
Provas- No dia 13 de agosto, Fernanda Keller participará da corrida carioca Bowerman 10k, no Rio de Janeiro. Em outubro ela parte para seu grande desafio do ano, o Ironman do Havaí. E em novembro ela corre os 10k Nike em São Paulo.
No mês de maio, Keller participou do Ironman Brasil e não conseguiu chegar entre as três primeiras colocadas. Na época muitas pessoas especularam sua aposentadoria. Indagada sobre o assunto, a carioca é clara. Você já viu surfista parar de pegar onda? Comigo é a mesma coisa. Algum dia se eu não obtiver mais um resultado bom para a categoria profissional, eu troco de categoria, finaliza.
Para saber mais sobre a triathleta: www.fernandakeller.com.br