Nessa quarta-feira (15/06) o Webrun completa 14 anos de história no mundo das corridas, fruto de uma parceria entre o antigo site Maratona e o Portal Webventure. Ao longo da nossa história anunciamos diversos fatos marcantes, como a primeira vitória de Marílson Gomes na Maratona de Nova York, a queda de Robert Cheriyot em Chicago, o acidente com dardo no Troféu Brasil de Atletismo, entre outros.
A seguir listamos os principais acontecimentos selecionados pela nossa redação.
2002
Primeira maratona de Vanderlei Cordeiro - Hoje aposentado do alto rendimento, Vanderlei Cordeiro de Lima foi destaque no Webrun em julho de 2002 ao anunciar que faria sua primeira maratona da carreira.
Foto: Fernanda Paradizo2003
Em janeiro de 2003 Adriano Bastos dava o primeiro passo rumo ao título de Rei da Disney ao vencer pela primeira vez a Maratona da Disney em Orlando.
Hoje as corridas fora do asfalto são comuns no país, mas em 2003 divulgamos uma das precursoras das provas de montanha, a Maratona Trilheira em Ribeirão Pires (SP). Destaque para o ainda desconhecido José Virgínio de Morais.
Foto: Montagem sobre fotos de Fernanda Paradizo e Antonio Singhok2004
Durante a Olimpíada de Atenas Vanderlei Cordeiro de Lima é empurrado por um padre irlandês enquanto liderava a maratona. O fato ficou marcado para sempre na história do esporte.
Fernanda Keller vence pela primeira vez em Florianópolis o Ironman Brasil aos 40 anos.
Foto: Montagem sobre fotos de Wander Roberto e Fernanda Paradizo2005
O velocista jamaicano Asafa Powell bateu o recorde mundial dos 100m em Atenas, no mês de junho.
Nesse mesmo ano o XTerra Brasil foi realizado pela primeira vez em Ilhabela, litoral norte de São Paulo.
Foto: Montagem sobre fotos de Donata Lustosa e Erik van Leeuwen2006
O ano de 2006 foi agitado para o atletismo, começando com o recorde mundial dos 100m estabelecido pelo americano Justin Gatlin. No Brasil um acidente com dardo marcou o Troféu Brasil de Atletismo, em setembro.
Foto: Montagem sobre fotos de Donata Lustosa e Alexandre KodaEm outubro, durante a Maratona de Chicago, o queniano Robert Cheruiyot caiu na linha de chegada e não sabia se havia vencido a prova. No mês seguinte Marílson Gomes dos Santos vencia a Maratona de Nova York, surpreendendo brasileiros e americanos.
No final do ano a São Silvestre teve um ótimo resultado para o Brasil: a inédita dobradinha verde e amarela com Lucélia Perez e Franck Caldeira
Foto: Montagem sobre fotos de Alexandre Koda2007
Em 2007 o ultramaratonista Carlos Dias iniciou sua epopeia pelo Brasil, correndo do Oiapoque ao Chuí de Crocs. No mesmo ano os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro terminam com 161 medalhas para o Brasil, incluindo o ouro na maratona para Franck Caldeira
Dois recordes mundiais marcaram o ano: Asafa Powell nos 100m e Haile Gebreselassie na Maratona de Berlim.
Foto: Montagem sobre fotos de Thiago Padovanni SCC Running Alexxx862008
Usain Bolt brilhou nas Olimpíadas de Pequim e bateu seu próprio recorde mundial e conquistou ouro nos 100 metros. Ele venceu a prova com o tempo de 9seg68.
O ano também foi de vitória para atletas brasileiros. Marilson Gomes conquistou o bicampeonato na Maratona de Nova York.
E finalizando com chave de ouro uma das estrelas do atletismo brasileiro, Vanderlei de Oliveira, encerrou sua carreira na São Silvestre.
Foto: montagem sobre fotos de Jmex/Divulgação/ Cbat/Ricardo Leizer2009
A Nike resolveu inovar em 2009 e lançando uma prova de 600km entre São Paulo e Rio de Janeiro. 20 equipes foram selecionadas para participar da prova.
Bolt chegou com tudo mais uma vez e bateu o recorde mundial dos 200m em Berlim. Ele chegou à uma marca história, já que em 12 edições do mundial, essa foi a primeira vez que um atleta bateu o recorde nos 100 e 200m. Ele bateu a própria marca de 19seg30 obtida em Pequim.
Para a tristeza do mundo do esporte a triatleta Mariana Ohata foi pega no dopping e suspensa por seis anos. A amostra A acusou positivo para a substância proibida furosemida, que é categorizada no Código Mundial Antidoping como diurética e agente mascarante
Foto: montagem sobre fotos de divulgação/andy Lyons/Getty Images/Fernanda Paradizo2010
O ano foi de recordes importantes! A brasileira Ana Cláudia Lemos bateu o recorde sul americano de 100m e superou sua própria marca. Além disso, a atleta Zersenay Tadese, da Eritreia quebrou recorde mundial de Meia Maratona.
Finalizando o ano, Marilson Gomes conquistou o tricampeonato na São Silvestre. Inclusive, este foi a última vitória de um brasileiro até então.
Foto: Montagem sobre fotos de Agifpress/BM&FBOVESPA/José Porras/Wikimedia Commons/sérgio Shibuya/ZDL2011
Em abril de 2011, o mundo do atletismo lamentava a morte de Grete Waitz, que foi nove vezes campeã da Maratona de Nova York entre 1978 e 1988.
No fim do mesmo ano, o choque era com a morte de Samuel Wanjiru, campeão olímpico de maratona.
Mas, neste ano também tivemos notícias boas como a quebra de recorde mundial do queniano Patrick Makau, que fez o tempo de 2h03min38 na Maratona de Berlim.
Valmir Nunes bate recorde em Ultramaratona de 100 milhas, nos EUA.
Tivemos um caso de doping: um com Simone Alves, vencedora e recordista das provas de 5.000 e 10.000 metros no Troféu Brasil de Atletismo.
Após sete anos de hegemonia Adriano Bastos perde a hegemonia na Maratona da Disney para o também brasileiro Fredison Carneiro.
Foto: Montagem sobre fotos de Sven Simon/Erik van Leeuwen/Facempls/Caio Martins/Arquivo Pessoal2012
O ano de 2012 foi marcado pelos Jogos Olímpicos de Londres, realizados de 27 de julho a 12 de agosto. O Brasil terminou o evento na 22ª colocação no quadro geral de medalhas.
Além disso, no mesmo ano, o americano Lance Armstrong foi banido do ciclismo por causa de doping. Ele ainda perdeu todos os sete títulos da Volta da França.
Outro fato ocorrido em 2012 foi a tempestade Sandy, que obrigou o cancelamento da Maratona de Nova York.
Infelizmente, o atletismo se despediu de mais um ícone do esporte, o medalhista olímpico e professor da UFScar Nelson Prudêncio. O ex-atleta também era vice-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
Nossa equipe fez a última cobertura do XTerra na Amazônia.
Foto: Montagem sobre fotos de Divulgação Le Tour/LOCOG/CBAt/Licença Creative Commons/Alexandre Koda2013
No ano de 2013, o atleta paralímpico Oscar Pistorius foi acusado de ter assassinado sua namorada a tiros.
O mundo ficou chocado com o atentado terrorista na Maratona de Boston. Inclusive, nossa equipe entrevistou uma brasileira que participou da prova.
Outro recorde mundial, desta vez na Maratona de Berlim com o queniano Wilson Kipsang, que terminou a prova em 2h03min23.
Uma novidade no mundo da corrida de rua no Brasil: a primeira maratona de subida, a Mizuno UP Hill, chegou ao país.
Foto: Montagem sobre fotos de Reprodução-Twitter/Alexandre Koda/Licença Creative Commons/2014
Em 2014, os ciclistas marcaram presença nas ruas em protesto à falta de segurança na USP. Também foi um ano em que os corredores sofreram com o mesmo problema na universidade, o que resultou na morte do atleta Álvaro Teno, atropelado por um motorista alcoolizado.
Este ano também foi marcado pela vitória do primeiro brasileiro no Ironman Brasil. Igor Amorelli terminou a prova em 8h07min53.
Novo recorde mundial de maratona! Dennis Kimetto finalizou a Maratona de Berlim com o tempo de 2h02min57.
Controle antidopagem pega mais uma atleta. Desta vez foi a velocista brasileira Vanda Gomes, que levou uma suspensão.
Foto: Montagem sobre fotos de Paulo Gomes/SCC EVENTS-PHOTORUN/Gabriel Heusi/Ricardo Bufolin2015
A queniana Florence Kiplagat estabeleceu o novo recorde mundial da meia maratona feminina com a marca de 1h05min09.
Mais uma notícia triste: o médico Jaime Gold pedalava pela Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio Janeiro, quando foi morto a facadas.
Brasileira vence o Ironman Florianópolis 2015: O Webrun estava lá quando Ariane Monticeli fez história e se tornou a segunda triatleta do Brasil a faturar a prova.
Foto: Montagem sobre fotos de Alexandre Koda/Reprodução-Facebook/Rodrigo Soldon-Flickr2016
O fundista brasileiro Luiz Paulo da Silva foi pego novamente em um caso de doping. O mesmo ocorreu com a velocista brasileira Ana Claudia Lemos.
A ex-atleta chinesa Wang Junxia, detentora dos recordes mundiais de 3.000 metros em 8min06seg11 e 10.000 metros em 29min31seg78, revelou o uso de doping.
Uma fatalidade e imensa perda para o esporte brasileiro: o paulista Claudio Clarindo, que fazia um treino de rodagem com outros ciclistas, foi atropelado na Rodovia Rio-Santos por um carro e acabou falecendo.
Recorde no Aconcágua: a ultramaratonista mineira Fernanda Maciel conquistou um feito inédito ao chegar até o ponto mais alto das Américas e voltar em exatas 22h52.
Foto: Montagem sobre fotos de Agência Luz/Reprodução Toutube/Divulgação/Red Bull Content Pool/Decio MariottoAtletismo · 15 jun, 2016
Nessa quarta-feira (15/06) o Webrun completa 14 anos de história no mundo das corridas, fruto de uma parceria entre o antigo site Maratona e o Portal Webventure. Ao longo da nossa história anunciamos diversos fatos marcantes, como a primeira vitória de Marílson Gomes na Maratona de Nova York, a queda de Robert Cheriyot em Chicago, o acidente com dardo no Troféu Brasil de Atletismo, entre outros.
A seguir listamos os principais acontecimentos selecionados pela nossa redação.
2002
Primeira maratona de Vanderlei Cordeiro - Hoje aposentado do alto rendimento, Vanderlei Cordeiro de Lima foi destaque no Webrun em julho de 2002 ao anunciar que faria sua primeira maratona da carreira.
Foto: Fernanda Paradizo2003
Em janeiro de 2003 Adriano Bastos dava o primeiro passo rumo ao título de Rei da Disney ao vencer pela primeira vez a Maratona da Disney em Orlando.
Hoje as corridas fora do asfalto são comuns no país, mas em 2003 divulgamos uma das precursoras das provas de montanha, a Maratona Trilheira em Ribeirão Pires (SP). Destaque para o ainda desconhecido José Virgínio de Morais.
Foto: Montagem sobre fotos de Fernanda Paradizo e Antonio Singhok2004
Durante a Olimpíada de Atenas Vanderlei Cordeiro de Lima é empurrado por um padre irlandês enquanto liderava a maratona. O fato ficou marcado para sempre na história do esporte.
Fernanda Keller vence pela primeira vez em Florianópolis o Ironman Brasil aos 40 anos.
Foto: Montagem sobre fotos de Wander Roberto e Fernanda Paradizo2005
O velocista jamaicano Asafa Powell bateu o recorde mundial dos 100m em Atenas, no mês de junho.
Nesse mesmo ano o XTerra Brasil foi realizado pela primeira vez em Ilhabela, litoral norte de São Paulo.
Foto: Montagem sobre fotos de Donata Lustosa e Erik van Leeuwen2006
O ano de 2006 foi agitado para o atletismo, começando com o recorde mundial dos 100m estabelecido pelo americano Justin Gatlin. No Brasil um acidente com dardo marcou o Troféu Brasil de Atletismo, em setembro.
Foto: Montagem sobre fotos de Donata Lustosa e Alexandre KodaEm outubro, durante a Maratona de Chicago, o queniano Robert Cheruiyot caiu na linha de chegada e não sabia se havia vencido a prova. No mês seguinte Marílson Gomes dos Santos vencia a Maratona de Nova York, surpreendendo brasileiros e americanos.
No final do ano a São Silvestre teve um ótimo resultado para o Brasil: a inédita dobradinha verde e amarela com Lucélia Perez e Franck Caldeira
Foto: Montagem sobre fotos de Alexandre Koda2007
Em 2007 o ultramaratonista Carlos Dias iniciou sua epopeia pelo Brasil, correndo do Oiapoque ao Chuí de Crocs. No mesmo ano os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro terminam com 161 medalhas para o Brasil, incluindo o ouro na maratona para Franck Caldeira
Dois recordes mundiais marcaram o ano: Asafa Powell nos 100m e Haile Gebreselassie na Maratona de Berlim.
Foto: Montagem sobre fotos de Thiago Padovanni SCC Running Alexxx862008
Usain Bolt brilhou nas Olimpíadas de Pequim e bateu seu próprio recorde mundial e conquistou ouro nos 100 metros. Ele venceu a prova com o tempo de 9seg68.
O ano também foi de vitória para atletas brasileiros. Marilson Gomes conquistou o bicampeonato na Maratona de Nova York.
E finalizando com chave de ouro uma das estrelas do atletismo brasileiro, Vanderlei de Oliveira, encerrou sua carreira na São Silvestre.
Foto: montagem sobre fotos de Jmex/Divulgação/ Cbat/Ricardo Leizer2009
A Nike resolveu inovar em 2009 e lançando uma prova de 600km entre São Paulo e Rio de Janeiro. 20 equipes foram selecionadas para participar da prova.
Bolt chegou com tudo mais uma vez e bateu o recorde mundial dos 200m em Berlim. Ele chegou à uma marca história, já que em 12 edições do mundial, essa foi a primeira vez que um atleta bateu o recorde nos 100 e 200m. Ele bateu a própria marca de 19seg30 obtida em Pequim.
Para a tristeza do mundo do esporte a triatleta Mariana Ohata foi pega no dopping e suspensa por seis anos. A amostra A acusou positivo para a substância proibida furosemida, que é categorizada no Código Mundial Antidoping como diurética e agente mascarante
Foto: montagem sobre fotos de divulgação/andy Lyons/Getty Images/Fernanda Paradizo2010
O ano foi de recordes importantes! A brasileira Ana Cláudia Lemos bateu o recorde sul americano de 100m e superou sua própria marca. Além disso, a atleta Zersenay Tadese, da Eritreia quebrou recorde mundial de Meia Maratona.
Finalizando o ano, Marilson Gomes conquistou o tricampeonato na São Silvestre. Inclusive, este foi a última vitória de um brasileiro até então.
Foto: Montagem sobre fotos de Agifpress/BM&FBOVESPA/José Porras/Wikimedia Commons/sérgio Shibuya/ZDL2011
Em abril de 2011, o mundo do atletismo lamentava a morte de Grete Waitz, que foi nove vezes campeã da Maratona de Nova York entre 1978 e 1988.
No fim do mesmo ano, o choque era com a morte de Samuel Wanjiru, campeão olímpico de maratona.
Mas, neste ano também tivemos notícias boas como a quebra de recorde mundial do queniano Patrick Makau, que fez o tempo de 2h03min38 na Maratona de Berlim.
Valmir Nunes bate recorde em Ultramaratona de 100 milhas, nos EUA.
Tivemos um caso de doping: um com Simone Alves, vencedora e recordista das provas de 5.000 e 10.000 metros no Troféu Brasil de Atletismo.
Após sete anos de hegemonia Adriano Bastos perde a hegemonia na Maratona da Disney para o também brasileiro Fredison Carneiro.
Foto: Montagem sobre fotos de Sven Simon/Erik van Leeuwen/Facempls/Caio Martins/Arquivo Pessoal2012
O ano de 2012 foi marcado pelos Jogos Olímpicos de Londres, realizados de 27 de julho a 12 de agosto. O Brasil terminou o evento na 22ª colocação no quadro geral de medalhas.
Além disso, no mesmo ano, o americano Lance Armstrong foi banido do ciclismo por causa de doping. Ele ainda perdeu todos os sete títulos da Volta da França.
Outro fato ocorrido em 2012 foi a tempestade Sandy, que obrigou o cancelamento da Maratona de Nova York.
Infelizmente, o atletismo se despediu de mais um ícone do esporte, o medalhista olímpico e professor da UFScar Nelson Prudêncio. O ex-atleta também era vice-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
Nossa equipe fez a última cobertura do XTerra na Amazônia.
Foto: Montagem sobre fotos de Divulgação Le Tour/LOCOG/CBAt/Licença Creative Commons/Alexandre Koda2013
No ano de 2013, o atleta paralímpico Oscar Pistorius foi acusado de ter assassinado sua namorada a tiros.
O mundo ficou chocado com o atentado terrorista na Maratona de Boston. Inclusive, nossa equipe entrevistou uma brasileira que participou da prova.
Outro recorde mundial, desta vez na Maratona de Berlim com o queniano Wilson Kipsang, que terminou a prova em 2h03min23.
Uma novidade no mundo da corrida de rua no Brasil: a primeira maratona de subida, a Mizuno UP Hill, chegou ao país.
Foto: Montagem sobre fotos de Reprodução-Twitter/Alexandre Koda/Licença Creative Commons/2014
Em 2014, os ciclistas marcaram presença nas ruas em protesto à falta de segurança na USP. Também foi um ano em que os corredores sofreram com o mesmo problema na universidade, o que resultou na morte do atleta Álvaro Teno, atropelado por um motorista alcoolizado.
Este ano também foi marcado pela vitória do primeiro brasileiro no Ironman Brasil. Igor Amorelli terminou a prova em 8h07min53.
Novo recorde mundial de maratona! Dennis Kimetto finalizou a Maratona de Berlim com o tempo de 2h02min57.
Controle antidopagem pega mais uma atleta. Desta vez foi a velocista brasileira Vanda Gomes, que levou uma suspensão.
Foto: Montagem sobre fotos de Paulo Gomes/SCC EVENTS-PHOTORUN/Gabriel Heusi/Ricardo Bufolin2015
A queniana Florence Kiplagat estabeleceu o novo recorde mundial da meia maratona feminina com a marca de 1h05min09.
Mais uma notícia triste: o médico Jaime Gold pedalava pela Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio Janeiro, quando foi morto a facadas.
Brasileira vence o Ironman Florianópolis 2015: O Webrun estava lá quando Ariane Monticeli fez história e se tornou a segunda triatleta do Brasil a faturar a prova.
Foto: Montagem sobre fotos de Alexandre Koda/Reprodução-Facebook/Rodrigo Soldon-Flickr2016
O fundista brasileiro Luiz Paulo da Silva foi pego novamente em um caso de doping. O mesmo ocorreu com a velocista brasileira Ana Claudia Lemos.
A ex-atleta chinesa Wang Junxia, detentora dos recordes mundiais de 3.000 metros em 8min06seg11 e 10.000 metros em 29min31seg78, revelou o uso de doping.
Uma fatalidade e imensa perda para o esporte brasileiro: o paulista Claudio Clarindo, que fazia um treino de rodagem com outros ciclistas, foi atropelado na Rodovia Rio-Santos por um carro e acabou falecendo.
Recorde no Aconcágua: a ultramaratonista mineira Fernanda Maciel conquistou um feito inédito ao chegar até o ponto mais alto das Américas e voltar em exatas 22h52.
Foto: Montagem sobre fotos de Agência Luz/Reprodução Toutube/Divulgação/Red Bull Content Pool/Decio MariottoO paulista Rodrigo Altafini, compete no circuito de triathlon offroad, Xterra, desde o surgimento da modalidade no Brasil há 11 anos e segue com o sonho de conquistar o título mundial em sua categoria no Havaí. Eu gostava muito de acompanhar o Xterra desde que surgiu em 1996 na ilha de Maui, no Havaí, ainda quando se chamava Aquaterra, conta Altafini que mora e treina em Itapira, cidade a 173 quilômetros da capital. Eu me espelhava em vários caras de fora e alguns sul-americanos, como Alexandre Manzan, Oscar Galindez e Alexandre Ribeiro, mas não imaginava chegar ao nível deles, completa.
Ele esteve em Ilhabela em 2005 para alinhar entre os competidores que fariam parte da história ao completarem o primeiro Xterra em solo brasileiro e afirma que desde então o nível do esporte vem aumentando. Hoje são varias etapas, pena que não dá para fazer o circuito inteiro. Os atletas estão aparecendo também, há uma renovação dos profissionais e os amadores se inspiram na gente. Muitos querem subir de categoria, salienta Altafini que é casado com Patrícia Altafini com quem tem a filha Thainá.
Altafini estava na largada de 2005 junto com nomes consagrados no Brasil e no mundo. Foto: Luiz Doro Neto/ adorofotoAlguns representantes da nova geração pedem dicas e conselhos sobre o esporte. Esse ano apareceram uns três caras novos no circuito, além do Diogo Malagon, que eu incentivei a entrar no esporte e o Henrique Lugarini, que disse se espelhar em mim. Isso é muito importante para seguir treinando, comenta orgulhoso.
Altafini sempre gostou do Mountain Bike, modalidade que ele praticou até meados de 1996 quando passou a treinar e competir no asfalto. Comecei a me dedicar ao Ironman e Meio Ironman, até que surgiu o XTerra. Aí uni a paixão do MTB com o triathlon, lembra. Atualmente para seguir no alto rendimento os treinos precisam ser ainda mais fortes e intensos. Ao longo do tempo venho acumulando pequenas lesões e machucados, principalmente pelas quedas que sofremos nas trilhas. Então vou para as provas com o intuito de colocar em prática o treino e torcer para que os ponteiros tenham algum problema para me sobrar uma vaga no pódio, brinca.
O representante de Itapira se dá melhor na bike. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ WebrunApesar de competir na categoria elite, ele não vive unicamente do esporte e trabalha com seu pai em uma ótica de Itapira. Sou técnico em ótica e trabalho consertando óculos. Consigo uma flexibilidade de horários e tenho parceria com uma academia perto de casa para usar a piscina. Ele aproveita para treinar na região de Mogi Mirim e nas serras Águas de Lindóia, onde sempre encontra alguns colegas fazendo rodagens. Volta e meia encontro o Fábio Carvalho e o Ivan Albano por lá.
Entre uma prova e outra do Xterra, Altafini sonha em voltar à ilha de Maui, no Havaí, para subir no degrau mais alto do pódio e trazer para o Brasil o troféu de campeão mundial na categoria. Em 2013 fui vice e tenho esperanças de voltar para lá ainda esse ano. Para se manter motivado, ele também faz planos para um futuro não tão próximo. Outro sonho, um pouco mais distante, é fazer novamente um Ironman no Brasil, conseguir a vaga para o Havaí e tentar o título mundial na minha categoria. Mas isso só depois de conseguir o título do XTerra, finaliza.
Rodrigo Altafini conta com o patrocínio de Ótica Look e apoios de Scott Brasil, BR Esportes, Elo Academia, Treinar Fitness Treinamento Esportivo, 3t Sports, Anglo Itapira-Mogi, Free Play natação, Bike Sport e Pasta de Amendoim Cream Doim. Para quem quiser acompanhar a rotina do triatleta, pode segui-lo no Facebook pela fanpage Rodrigo Altafini
O grande sonho é voltar para casa como campeão mundial. Foto: Fernando Genaro/ Fotop/ WebrunTriathlon · 13 jun, 2016
O paulista Rodrigo Altafini, compete no circuito de triathlon offroad, Xterra, desde o surgimento da modalidade no Brasil há 11 anos e segue com o sonho de conquistar o título mundial em sua categoria no Havaí. Eu gostava muito de acompanhar o Xterra desde que surgiu em 1996 na ilha de Maui, no Havaí, ainda quando se chamava Aquaterra, conta Altafini que mora e treina em Itapira, cidade a 173 quilômetros da capital. Eu me espelhava em vários caras de fora e alguns sul-americanos, como Alexandre Manzan, Oscar Galindez e Alexandre Ribeiro, mas não imaginava chegar ao nível deles, completa.
Ele esteve em Ilhabela em 2005 para alinhar entre os competidores que fariam parte da história ao completarem o primeiro Xterra em solo brasileiro e afirma que desde então o nível do esporte vem aumentando. Hoje são varias etapas, pena que não dá para fazer o circuito inteiro. Os atletas estão aparecendo também, há uma renovação dos profissionais e os amadores se inspiram na gente. Muitos querem subir de categoria, salienta Altafini que é casado com Patrícia Altafini com quem tem a filha Thainá.
Altafini estava na largada de 2005 junto com nomes consagrados no Brasil e no mundo. Foto: Luiz Doro Neto/ adorofotoAlguns representantes da nova geração pedem dicas e conselhos sobre o esporte. Esse ano apareceram uns três caras novos no circuito, além do Diogo Malagon, que eu incentivei a entrar no esporte e o Henrique Lugarini, que disse se espelhar em mim. Isso é muito importante para seguir treinando, comenta orgulhoso.
Altafini sempre gostou do Mountain Bike, modalidade que ele praticou até meados de 1996 quando passou a treinar e competir no asfalto. Comecei a me dedicar ao Ironman e Meio Ironman, até que surgiu o XTerra. Aí uni a paixão do MTB com o triathlon, lembra. Atualmente para seguir no alto rendimento os treinos precisam ser ainda mais fortes e intensos. Ao longo do tempo venho acumulando pequenas lesões e machucados, principalmente pelas quedas que sofremos nas trilhas. Então vou para as provas com o intuito de colocar em prática o treino e torcer para que os ponteiros tenham algum problema para me sobrar uma vaga no pódio, brinca.
O representante de Itapira se dá melhor na bike. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ WebrunApesar de competir na categoria elite, ele não vive unicamente do esporte e trabalha com seu pai em uma ótica de Itapira. Sou técnico em ótica e trabalho consertando óculos. Consigo uma flexibilidade de horários e tenho parceria com uma academia perto de casa para usar a piscina. Ele aproveita para treinar na região de Mogi Mirim e nas serras Águas de Lindóia, onde sempre encontra alguns colegas fazendo rodagens. Volta e meia encontro o Fábio Carvalho e o Ivan Albano por lá.
Entre uma prova e outra do Xterra, Altafini sonha em voltar à ilha de Maui, no Havaí, para subir no degrau mais alto do pódio e trazer para o Brasil o troféu de campeão mundial na categoria. Em 2013 fui vice e tenho esperanças de voltar para lá ainda esse ano. Para se manter motivado, ele também faz planos para um futuro não tão próximo. Outro sonho, um pouco mais distante, é fazer novamente um Ironman no Brasil, conseguir a vaga para o Havaí e tentar o título mundial na minha categoria. Mas isso só depois de conseguir o título do XTerra, finaliza.
Rodrigo Altafini conta com o patrocínio de Ótica Look e apoios de Scott Brasil, BR Esportes, Elo Academia, Treinar Fitness Treinamento Esportivo, 3t Sports, Anglo Itapira-Mogi, Free Play natação, Bike Sport e Pasta de Amendoim Cream Doim. Para quem quiser acompanhar a rotina do triatleta, pode segui-lo no Facebook pela fanpage Rodrigo Altafini
O grande sonho é voltar para casa como campeão mundial. Foto: Fernando Genaro/ Fotop/ WebrunTriathlon · 06 jun, 2016
No último sábado pela manhã (04/06) a etapa de Paraty do XTerra Brasil Tour 2016 teve um gostinho especial para os campeões Felipe Moleta e Sabrina Gobbo após os 1,5 quilômetro de natação, 29,5 de mountain bike e 6,3 de corrida do triathlon. Ele venceu a primeira do ano no circuito, enquanto ela comemorou a segunda vitória consecutiva e o bicampeonato.
A temperatura amena ajudou os competidores. Foto: Alexandre Koda/ WebrunUma chuva torrencial castigou a cidade de Paraty durante toda a noite de sexta-feira, mas para sábado São Pedro fechou as torneiras e o dia amanheceu nublado e com o sol ameaçando aparecer. Às 8h os triatletas largaram na Praia do Pontal para o primeiro trecho num mar calmo e com temperatura na marca dos 21 graus.
O mar calmo propiciou uma natação rápida. Foto: Alexandre Koda/ WebrunRaul Furtado e Henrique Lugarini foram os primeiros a sair da água e deixaram a área de transição praticamente juntos para o trecho de pedal, seguidos de perto por Moleta e pelo veterano Alexandre Manzan. Entre as mulheres, a primeira da elite na T1 foi Vanessa Bley, seguida por Brisa Melcop, Sabrina e Isabella Ribeiro.
Sabrina saiu da água muito atrás. Foto: Alexandre Koda/ WebrunNo meio das trilhas os triatletas encontraram muita lama pelo caminho, poças dágua e trechos travados que exigiram muita técnica e cuidado para evitar tombos. Aos poucos Frederico Zacarias foi ganhando posições até alcançar a ponta, tendo Moleta como sua sombra o tempo inteiro.
Um pouco mais atrás as mulheres brigavam de forma acirrada por posições e Sabrina mais uma vez mostrou toda sua força na modalidade. Ela foi a primeira na bike, quase quatro minutos mais rápido do que Isabella que chegou à T2 na segunda colocação. Os meninos não perderam tempo na hora de sair para correr: Moleta levou 25 segundos, enquanto Diogo Malagon precisou de 20 e Zacarais 26 para iniciar o trecho.
Na bike a lama tomou conta do percurso. Foto: Wagner Araújo/ Mundo TriA corrida era curta, então todos se arriscaram ao máximo na tentativa de chegar ao lugar mais alto do pódio, mesmo sob o risco de perderem um tênis nos trechos de barro, ou mesmo de escorregar. Moleta apontou na curva final já sem chances de perder o título e completou com 1h55min24, contra 1h56min11 de Diogo Malagon e 1h57min07 de Zacarias.
Já fiz uma centena de provas, mas sempre parece que é a primeira vez que estou largando e cruzando uma linha de chegada, relata Moleta que dedicou a vitória à sua mãe. Hoje é aniversário dela, então foi uma vitória muito especial. O curitibano também venceu a etapa ano passado e comenta que dessa vez o percurso estava menos técnico. Tinha bastante estradão, asfalto, mas a lama dificultou um pouco e ficou difícil para todo mundo. Na bike qualquer segundo fez a diferença e na corrida eu estava morto, mas consegui levar bem para a vitória.
Moleta dedicou a vitória à mãe. Foto: Alexandre Koda/ WebrunCom lama da cabeça aos pés, Diogo Malagon comenta o resultado apertado da etapa. É sempre pau a pau, não tem jeito. Tinha um trecho longo de subida com barro na bike, minhas marchas enroscaram e os caras abriram, dificultando a busca. Ele disse que tirou um pouco o pé para evitar uma possível quebra de equipamento e deixou para definir na corrida. Quando vi que estava buscando o Zacarias me empolguei e consegui a segunda posição.
Malagon se empolgou ao alcançar Zacarias. Foto: Alexandre Koda/ WebrunPara o terceiro colocado, Frederico Zacarias, o fato de estar o tempo todo enxergando os adversários é um fator motivacional. Consegui buscar na bike, abri um pouco e saí para correr junto com o Moleta até o quilômetro três. Mas estou com uma lesão no pé, comecei a mancar e o Malagon veio de trás para me buscar. Sobre o percurso que mais parecia um circuito de sabão, ele diz que foi divertido. Não estava exagerado, deu para brincar e pedalar bastante. Não tivemos que empurrar tanto a bike.
A meta de Zacarias foi cumprida: chegar em primeiro na bike. Foto: Alexandre Koda/ WebrunNo feminino, Sabrina Gobbo chegou ao lugar mais alto do pódio após 2h24min18. A lama acaba com o equipamento, mas para mim quanto mais duro melhor, porque sempre saio atrás na água e me dou bem na bike, relata. Ela imaginou que fosse demorar mais tempo para alcançar as líderes, mas se surpreendeu. Cheguei nelas logo no primeiro asfalto e depois deu tudo certo. Na corrida o terreno era bem variado, com barro, areia e asfalto, então não consegui manter o mesmo pace.
A segunda posição ficou com Isabella Ribeiro, ao marcar 2h28min48. Para mim o legal foi a dureza da bike com aquela lama toda. Saí da água lá atrás como sempre, mas me destaquei na bike com um terreno bem divertido de single track e muita lama, relata a mineira que ainda pensa em alcançar a Sabrina. Ainda não tem como pegá-la, porque ela é uma atleta muito forte, mas estou treinando para isso.
Isabella prometeu alcançar Sabrina em breve. Foto: Alexandre Koda/ WebrunJá a terceira posição foi para Vanessa Bley com 2h33min44. A bike é o trecho mais difícil para mim, porque não tenho muita técnica, então foi uma prova de superação. Ela diz ainda que a corrida foi curta, mas sofrida. No final eu já não tinha mais perna, ainda bem que não tinham mais quilômetros.
Vanessa prefere a prova de natação. Foto: Alexandre Koda/ WebrunCompletaram ainda o pódio masculino Raul Furtado (1h58min23) e Alexandre Manzan (1h59min49), além de Laura Mira Dias (2h33min49) e Brisa Melcop (2h48min49) no feminino. A próxima etapa do XTerra Brasil Tour será entre os dias nove e dez de julho na etapa Costa Verde, em Mangaratiba. As inscrições seguem abertas pelo site www.xterrabrasil.com.br.
Triathlon · 29 maio, 2016
A manhã chuvosa deste domingo (29/05) não assustou os bravos guerreiros que participaram da 16ª edição do Ironman Brasil, realizado em Jurerê Internacional, na cidade de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina. Tradicional no país, a prova contou com 3.8 quilômetros de natação, 180.2 quilômetros de ciclismo e 42.2 quilômetros de corrida.
A largada da elite masculina teve início às 6h45, sendo que às 6h50 as mulheres da elite começaram a prova. Então, a partir das 7h05 aconteceu a largada por faixa etária, em ondas, até às 7h30. O Clube Doze de Agosto foi o local da área de transição e chegada.
Brent ganhou o Ironman Florianópolis e ainda registrou o novo recorde da prova. Foto: Gabriel HeusiO tempo feio insistiu em marcar presença desde o começo, quando os mais de dois mil competidores já estavam na água. O detalhe é que uma forte corrente estava empurrando os atletas da direita para a esquerda, fazendo com que forçassem mais do que o normal.
Masculino
Já partindo para a transição da bike, o brasileiro Marcus Vinicius Fernandes foi o primeiro a terminar o trecho da natação, registrando o tempo de 47min19seg16. Ele foi seguido pelo australiano Paul Matthews (47min46seg58), o canadense Brent Mcmahon (47min47seg72) e o britânico Tim Don (47min49seg57).
A chuva não dava trégua e mesmo assim o brasileiro Igor Amorelli conseguiu assumir a ponta. Porém, no final da primeira volta do ciclismo, McMahon já puxava o pelotão, empregando um ritmo forte.
Até que para a tristeza da torcida brasileira, o atleta Guilherme Manocchio abandonou a prova ainda no trecho de bike. Depois de um tempo foi a vez de Igor também deixar a disputa para evitar outro acidente. Lembrando que o brasileiro havia se recuperado recentemente de uma fratura no braço.
Por fim, Brent McMahon foi o primeiro homem a iniciar a maratona, com 5h02min06seg32 de prova. Ele manteve a posição até o final e consagrou-se campeão do Ironman Florianópolis, registrando inclusive o novo recorde da prova, com o tempo de 7h46min10seg46. Tim Don foi o segundo colocado (8h04min15) e o americano Kevin Collington foi o terceiro (8h04min58seg15).
A americana Elizabeth Lyles conquistou o lugar mais alto do pódio e também quebrou o recorde do percurso. Foto: Fábio FalconiFeminino
Entre as mulheres, a tcheca Lucie Zelenkova foi a atleta com o melhor desempenho na água, com o tempo de 54min10seg44, seguida das americanas Laurel Wassner (56min42seg46) e Cait Snow (56min47seg68). Até então as brasileiras Bruna Mahn, Mariana Borges de Andrade e Ariane Monticeli assumiam a quarta, sexta e sétima posições, respectivamente.
Ainda como se não bastasse as más notícias para os canarinhos, a campeã de 2015, Ariane Monticeli, teve que lidar com problemas mecânicos em sua bicicleta e, portanto precisou correr atrás do prejuízo. Enquanto isso, Elizabeth Lyles passava à frente das demais adversárias e liderava de ponta a ponta no ciclismo. Essa vantagem só aumentou na corrida.
Já Ariane começou o trecho de corrida com mais de 25 minutos atrás da líder, na quinta posição. Porém, a brasileira é uma corredora forte e mostrou que iria brigar pelo título deste ano.
No final, quem cruzou a linha de chegada à frente foi mesmo a americana Elizabeth Lyles (8h54min10seg94), que se manteve na liderança durante toda a corrida. Agora ela é a nova recordista do percurso. A segunda posição ficou com a alemã Mareen Hufe (9h09min36seg25) e a espanhola Gurutze Frades terminou em terceiro lugar (9h15min52seg48). Ariane Monticeli lutou por posições até o final, alcançando o quarto melhor tempo (9h21min18seg65). Já a local Mariana Borges, campeã do 70.3 Rio de Janeiro, terminou em sexto, finalizando a prova em 9h34min01.
RESULTADOS
ELITE MASCULINA
1º - Brent Mcmahon (CAN) 7h46min10seg46
2º - Tim Don (GBR) - 8h04min15seg51
3º - Kevin Collington (EUA) - 8h04min58seg15
4º - Paul Matthews (AUS) - 8h08min57seg38
5º - Pedro Silva Gomes (PRT) - 8h16min42seg44
6º - Fabio Carvalho (BRA) - 8h19min07seg76
7º - Ronnie Schildknecht (CHE)- 8h19min59seg21
8º - Frank Silvestrin (BRA) - 8h20min31seg41
9º - Mario De Elias (ARG) - 8h21min37seg59
10º - Luis Henrique Ohde (BRA) - 8h27min32seg25
ELITE FEMININA
1ª - Elizabeth Lyles (EUA) 8h54min10seg94
2ª - Mareen Hufe (DEU) 9h09min36seg25
3ª - Gurutze Frades (ESP) 9h15min52seg48
4ª - Ariane Monticeli (BRA) 9h21min18seg65
5ª - Kristin Möller (DEU) 9h29min36seg63
6ª - Mariana Borges (BRA) - 9h34min01
7ª - Cait Snow(EUA) - 9h35min13
8ª - Laurel Wassner (EUA) - 9h38min45
9ª - Karina Ottosen (DIN) - 9h44min17
10ª - Lucie Zelenkova (CZE) - 9h54min05
Triathlon · 25 maio, 2016
O triatleta Igor Amorelli anunciou nessa semana que competirá no Ironman Florianópolis deste ano. Após reunião com treinadores e avaliação de suas condições, o catarinense decidiu largar na prova que acontece no dia 29 de maio, na capital catarinense. Campeão do evento em 2014 e único sul-americano a completar o percurso abaixo de oito horas, Igor chega cauteloso para a competição e sem criar grandes expectativas.
O triatleta treinava justamente para o Ironman Florianópolis quando sofreu o acidente. Foto: Romulo CruzNós decidimos fazer a prova para sentir como meu corpo vai reagir e também para voltar a competir. Eu gosto muito do Ironman, tenho um carinho especial por ele, mas estou bem tranquilo em relação a resultados. Me recuperei muito bem da cirurgia no braço, mas ainda preciso ganhar ritmo de competição para voltar ao meu ápice, explica Igor.
Recuperado de uma fratura no braço, catarinense chega cauteloso para a prova. Foto: Romulo CruzNo final de março, o triatleta treinava justamente para o Ironman Florianópolis quando sofreu um acidente de bicicleta na BR-101. Prontamente amparado, Igor precisou passar por uma cirurgia de emergência no braço, colocando duas placas e 13 pinos. Dessa forma, os últimos dois meses foram de intensa recuperação, mas sem deixar os treinamentos de lado.
Igor é o único sul-americano a completar o percurso abaixo de oito horas. Foto: Romulo CruzMinha recuperação foi muito boa. Contei com a ajuda de excelentes profissionais e me dediquei bastante durante todo período. Mas é preciso ter pé no chão e respeitar os limites. Minha expectativa é conseguir fazer uma boa prova e ver até onde consigo ir. Não tenho pretensões de quebrar recordes, pois seria impossível depois de tudo o que aconteceu. Estou com a cabeça boa e consciente do que posso fazer, complementa o triatleta.
Diferente de provas convencionais e mais curtas, o Ironman exige uma ampla preparação. Pela frente são 3,8 quilômetros de natação, 180,2 quilômetros de ciclismo e 42,2 quilômetros de corrida, que demandam um enorme esforço psicológico e mental por parte dos triatletas.
Igor Amorelli conta com os patrocínios da CPH Brasil, Mizuno, Garmin, Woom, Red Bull, B-Leven e Ridley Bikes, e com o apoio da Oakley e Xterra Wetsuits.
Triathlon · 23 maio, 2016
No último domingo do mês, dia 29 de maio, será realizada a 16ª edição do Ironman Florianópolis, a mais tradicional e importante da série de eventos do Circuito Ironman no país. O evento reunirá mais de dois mil competidores de 38 países, fato que comprova sua importância no cenário internacional. Vale destacar que estão em jogo os pontos no ranking e a premiação de 75 mil dólares para a elite. Além disso, os atletas na faixa etária disputam as 75 vagas para o Mundial Ironman 2016, que acontecerá no Havaí.
Ariane Monticeli vai tentar defender o titulo conquistado no ano passado. Foto: Alexandre Koda/Webrun
O desafio será de 3,8 quilômetros de natação, 180,2 quilômetros de ciclismo e 42,2 quilômetros de corrida, com tempo limite de 17 horas. A largada da elite masculina será às 6h45, largando a elite feminina às 6h50 e a faixa etária, por ondas, a partir das 7h05. A área de transição será no Clube Doze de Agosto, onde também estará montada a Expo Ironman e uma série de atrações para o público.
Por falar em elite, a etapa contará com 61 competidores, representando 15 países. Em relação ao Brasil, serão três atletas no feminino: a atual campeã Ariane Monticeli, a vencedora do 70.3 Rio de Janeiro do ano passado, Mariana Borges, e Bruna Mahn. No masculino serão 11 brasileiros, sendo que Guilherme Manocchio, campeão do Ironman Fortaleza 2015, e Fábio Carvalho, vencedor do 70.3 Foz do Iguaçu em 2014, são alguns dos destaques que brigarão pelo topo do pódio.
Confira os inscritos na elite:
Feminino:
ALICIA KAYE (USA)
AMANDA STEVENS (USA)
ANGELA NAETH (CAN)
ARIANE MONTICELI (BRA)
BROOKE BROWN (CAN)
BRUNA MAHN (BRA)
CAIT SNOW (USA)
DEDE GRIESBAUER (USA)
ELIZABETH LYLES (USA)
ERIN SPITLER (USA)
GURUTZE FRADES (ESP)
HELENA HERRERO GOMEZ (ESP)
JULIA GAJER (DEU)
KARINA OTTOSEN (DNK)
KIRSTY JAHN (CAN)
KRISTIN MÖLLER (DEU)
LAUREL WASSNER (USA)
LAUREN BRANDON (USA)
LUCIE ZELENKOVA (CZE)
MACKENZIE MADISON (USA)
MAREEN HUFE (DEU)
MARIANA BORGES DE ANDRADE (BRA)
MOLLY ROOHI (USA)
NATASCHA BADMANN (CHE)
REBEKAH KEAT (AUS)
SALETA CASTRO NOGUEIRA (ESP)
TINE HOLST (DNK)
VANESSA RAW (GBR)
Masculino
ALEXANDRE MOURA (BRA)
ANDREAS NIEDRIG (DEU)
ANTON BLOKHIN (BLR)
BARRETT BRANDON (USA)
BRENT MCBURNEY (USA)
BRENT MCMAHON (CAN)
CARLETTO CHRISTIAN (ARG)
CHRIS MCDONALD (AUS)
DANIEL FONTANA (ITA)
DANILO MELO (BRA)
DIEGO SERDÁ (ARG)
EDUARDO DIAZ (ARG)
FABIO CARVALHO (BRA)
FELIPE DE OLIVEIRA MANENTE (BRA)
FELLIPE SANTOS (BRA)
FRANK SILVESTRIN (BRA)
GUILHERME MANOCCHIO (BRA)
HARRY WILTSHIRE (GBR)
KEVIN COLLINGTON (USA)
LUIS HENRIQUE OHDE (BRA)
MARCUS VINICIUS FERNANDES (BRA)
MARIO DE ELIAS (ARG)
MICHAEL JOHN DAVIDSON (ZAF)
MIKE AIGROZ (CHE)
NICK BALDWIN (GBR)
PAUL MATTHEWS (AUS)
PEDRO SILVA GOMES (PRT)
RONNIE SCHILDKNECHT (CHE)
SANTIAGO ASCENÇO (BRA)
STEFAN SCHMID (DEU)
THIAGO VINHAL (BRA)
TIM DON (GBR)
WILLIAM CLARKE (GBR)
Corridas de Rua · 12 maio, 2016
No final de semana do meu aniversário em março, marido e eu fomos para Manaus. Eu, interessada na gastronomia riquíssima da região e o marido, claro, interessado no Challenge. Prova de triathlon (1,9 quilômetros de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida).
No domingo, o marido largou cedo, eu acompanhei a saída dele da água e resolvi fazer meu treino. Durante a corrida comecei a pensar em algumas coisas e é isso que eu quero dividir com vocês.
Eu sou empreendedora, em junho inauguro um bistrô, comando a cozinha de um serviço de buffet, um Foodtruck é uma linha de comida congelada. Não é fácil. É cansativo e corrido.
Durante a minha corrida, observando os atletas que estavam na prova, vi o quanto o esporte se parece com algumas situações do dia a dia de um empreendedor.
Planejamento e preparo: os atletas mais treinados chegam antes, com mais fôlego. Conheço alguns e sei o quanto a vida gira em torno do planejamento para o esporte. E isso é a mesma coisa para as empresas. Troque a palavra atleta por empresa e você vai entender o que eu digo.
Recursos e investimentos: alguns atletas podem investir mais em equipamentos, desde relógios, frequencímetro, roupas especiais, tênis, bicicletas de valores astronômicos. E isso ajuda quem tem menos tempo, menos talento, menos oportunidades para treinar. Não substitui o planejamento e preparo.Mas que ajuda, ajuda.
Pensei na minha cozinha. Existe um tipo de forno que passa dos 100 mil reais, eu não o tenho, uso fornos simples. Consigo executar meu serviço com esse tipo de forno, mas se tivesse um equipamento desses... Ahhh como seria mais fácil! Não substitui um profissional preparado, mas ajuda e muito.
Pensei na função extremamente importante dos treinadores e assessorias. Um atleta talentoso, sem direcionamento profissional correto pode facilmente colocar tudo a perder. E não é assim para a empresa, empreendedores ou para uma carreira profissional qualquer?
Mas sabe qual tipo de atleta me fez pensar mais? Aqueles que mesmo com a maior dificuldade, cansaço, sol, com ou sem hidratação, com tênis moderno ou tênis simples, chegam até o final. Não desistem.
E essa é a rotina de quem quer empreender. Desistir não é uma opção.
E foi vendo esses últimos atletas que resolvi me inscrever para uma nova meia maratona. Tenho pouco tempo pra treinar, será com tênis simples, mas próprio para a minha pisada, sem equipamentos caríssimos, mas desistir... Desistir nunca é uma opção.
31/07 marido e eu completamos mais um ano de casados e será o dia da meia maratona!
E claro que eu não te deixo sem uma receita. Em Manaus comemos muito peixe, já aqui em São Paulo, não dá pra comer sempre um pirarucu, ou um caldinho de tucupi, mas te deixo com uma receita deliciosa é fácil de tilápia!
Peixe com crosta de pão e spaghetti de abobrinha
Em Manaus comemos muito peixe, já aqui em São Paulo, não dá pra comer sempre um pirarucu, ou um caldinho de tucupi, mas te deixo com uma receita deliciosa é fácil de tilápia! Foto: DivulgaçãoIngredientes
1 filé de tilápia
Sal e pimenta do reino a gosto
Ingredientes para a crosta
2 fatias de pão de forma (branco ou integral com casca)
Salsinha picada a gosto
Cebolinha picada a gosto
Sal agosto
Pimenta a gosto
2 colheres de sopa de azeite
Modo de preparo: pique a cebolinha e a salsinha, bata as fatias de pão no liquidificador e misture tudo e reserve. Tempere o peixe, sele na frigideira e coloque a crosta por cima.
Ingredientes para o spaghetti
1 abobrinha cortada em tiras finas
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Azeite a gosto
2 colheres de sopa de cebola picadinha
1 dente de alho picadinho
5 tomatinhos cereja
Modo de preparo: Coloque a abobrinha em água fervente por 15 minutos. Tire e coloque em água gelada para escorrer e reserve. Coloque o alho, a cebola a abobrinha e tempere.
Triathlon · 09 maio, 2016
O fim de semana foi agitado para quem esteve em Ilhabela, por mais um ano a Praia do Perequê recebeu a arena do XTerra e diversos atletas do Brasil inteiro. O evento contou com as provas de endurance, triathlon, stand up, night run e kids.
A largada do triathlon foi no sábado (07) às 8h e os guerreiros nadaram 1,5 quilômetro, pedalaram com bikes de MTB 22,2 e correram 9,3 quilômetros no trail run. Acha que foi fácil? Olha só como a segunda colocada Laura Mira Dias chegou após dar tudo de si.
A atleta contou que está foi sua melhor perfomance em uma prova de triathlon e chegou exausta ao final do percurso.
Laura, segunda colocada, após cruzar a linha de chegada Foto: Christina Volpe/WebrunA triatleta Vanessa Cabrini voltou a competir em provas de triathlon após anos parada, ela que participou do primeiro XTerra em Ilhabela no ano de 2005 está voltando com todo gás e conquistou a quinta colocação nesta última etapa.
Cabrini participou da etapa de Ilha Comprida e foi a primeira atleta a sair da água, tanto entre os homens quanto entre as mulheres Foto: Christina Volpe/WebrunBons momentos são feitos para serem compartilhados e a opção do revezamento no triathlon é uma forma de incentivar e viver junto aquele momento. Foi o caso da família Maciel, vindos de Jacareí, interior de São Paulo a equipe composta pelo ciclista Willian Flores Maciel, de 69 anos, seu filho, o corredor Willian e sua esposa Taila que participou da etapa da natação estavam animados durante toda prova.
A equipe Família Maciel vibrou muito ao cruzar a linha de chegada Foto: Christina Volpe/WebrunO campeão do triathlon Albert Soley se mostrou incansável, além de conquistar a primeira colocação em sua especialidade, ele também correu os 9,4 quilômetros da night run e consagrou-se campeão.
O campeão do triathlon e da Night Run 9,4km durante a transição da bike para a corrida Foto: Christina Volpe/WebrunO paranaense Cristiano Bernardo protagonizou junto com sua filha Camila uma chegada emocionante. A pequena correu animada e contou ter muito orgulho de seu pai: mas o que eu quero mesmo é ser ginasta, diz.
Cristiano e sua filha Camila eram pura emoção nos últimos metros da prova Foto: Christina Volpe/WebrunO empresário e treinador de Brasília, Filipe Albuquerque Aragão, foi o melhor amador do triathlon e dedicou a prova a sua esposa, com quem está comemorando cinco anos de casado. A prova foi fantástica, nunca imaginei que conseguiria essa colocação. Estarei no Havaí para o mundial, diz.
Filipe, o melhor atleta amador do triathlon dedicou a prova ao seu aniversário de cinco anos de casamento Foto: Christina Volpe/WebrunTriathlon · 07 maio, 2016
Mais um ano da etapa Brasil no XTerra de Ilhabela, a cidade recebeu neste sábado (07) atletas estrangeiros e brasileiros nas provas de Triathlon e Endurance. Para os amantes do nada, pedala e corre foram 1,5 quilômetros de natação, 22,2 na moutain bike e 9,3 correndo, em um dia fresco, sem chuva e com pouco sol, temperatura perfeita para os atletas.
A largada foi dada às 8h e os atletas partiram para o mar da praia do Perequê, que mais parecia uma piscina em um percurso com pulo do píer na natação. A transição para a bike foi forte e o atleta espanhol Albert Soley liderou desde o início. Para a segunda transição, entre os homens, o cenário se manteve e com uma boa distância do segundo colocado, Felipe Moletta, o espanhol liderou a prova e venceu com o tempo de 2h11min22.
Espanhol garantiu a primeira colocacao Foto: Christina Volpe/WebrunFiz esta prova ano passado e não fui bem, então vim com força para o dia de hoje. A parte mais dura foi a corrida, onde me senti mais cansado, mas estou muito feliz com o resultado conta o espanhol. A segunda colocação foi do brasileiro Felipe Moletta, com o tempo de 2h14min38. Foi uma prova bem técnica, mas o XTerra tem que ser assim: quanto mais difícil melhor! Não tive um começo de temporada bom mas esta é minha prova favorita, esta etapa é muito importante para mim, conta Moletta.
A terceira colocação ficou com Diogo Malagon, que finalizou em 2h15min56 e contou que a prova foi pau a pau. "Tive um problema na bike quando uma garrafinha minha caiu, tive que parar e pegar e acabei ganhando distância do Moletta. A hora que sai no asfalto percebi o quanto estava próximo do segundo colocado, mas de qualquer forma estou feliz com o resultado.
Podio masculino Foto: Christina Volpe/WebrunMuheres
No feminino a grande campeã Sabrina Gobbo não saiu muito bem da água, mas em sua especialidade, a bike, ganhou a distância que precisava para garantir a primeira colocação. Eu não me posicionei bem na natação, mas o circuito me favorece muito porque eu conheço bem e ele é bastante técnico. Ja corri melhor esta prova, mas no fim deu tudo certo, conta. Ela finalizou a prova em 2h50min28.
Sabrina conquistou mais uma vez o primeiro lugar Foto: Christina Volpe/WebrunA segunda colocação ficou com Laura Mira Dias, ela finalizou a prova em 3h00min05 e contou que fez uma de suas melhores performances da vida. Nunca fiz uma prova tão boa. Não caibo em mim de tanta felicidade. Fiz a transição junto com a terceira colocada mas consegui fazer força e seguir na posição, diz.
Isabela Ribeiro ficou com o terceiro lugar, com o tempo de 3h02min08. Consegui ver a Laura durante toda disputa, foi uma prova bem forte como todo XTerra, essa etapa é um clássico, diz.
Podio feminino Foto: Christina Volpe/webrunCorrida de Montanha · 02 maio, 2016
Nos dias de hoje as bandagens são muito utilizadas no mundo esportivo, a causa disso foi uma revolução que começou há mais ou menos duas Olimpíadas atrás. Diversos atletas apareceram na televisão praticando suas atividades esportivas com bandagens elásticas coloridas em vários formatos pelo corpo.
Como tudo que aparece sendo utilizado pelos famosos vira moda, a bandagem teve um boom inicial de modismo irracional, ou seja, ninguém sabia se aquilo tinha algum tipo de comprovação científica, mas se atletas de ponta estavam usando, por que não usar?
Hoje existem várias marcas no mercado, algumas de péssima qualidade e com vários tipos de formato, outras vem pré-cortadas para serem utilizadas em determinadas localizações do corpo e outras vendem em rolos de diversos tamanhos para serem cortadas de acordo com a necessidade. O principal fator que se refere à qualidade é o quanto dura a fita ao ser colada no corpo, pois em situação normal, com o suor do dia a dia e um banho diário a fita pode durar de três a cinco dias fazendo efeito e é claro que nos primeiros dias o efeito é mais intenso, pois o tecido vai perdendo elasticidade. Se você após o banho usar o secador na bandagem isso aumenta a durabilidade da cola. Porém, quando utilizadas na piscina, por melhor que seja ela não vai durar mais que um dia.
Os estudos científicos não conseguiram ainda mostrar relevância na utilização destas bandagens elásticas Foto: Elbow/CC BY-SA 2.0Os estudos científicos não conseguiram ainda mostrar relevância na utilização destas bandagens elásticas, mas não é por isso que vamos deixar de usá-las, principalmente por dois motivos:
1- As bandagens sempre foram utilizadas dentro e fora do esporte como auxiliar de tratamento, ainda hoje nós utilizamos de bandagens rígidas para bloquear determinados movimentos (bandagem funcional) e a versão elástica neste sentido pode auxiliar trazendo mais percepção do movimento que deve ser corrigido.
2- O tipo de tração que a bandagem elástica imprime sobre a pele faz com que haja micromovimentos entre a pele seus tecidos subjacentes (os que estão abaixo dela), favorecendo muitas vezes a mobilidade tecidual que estimulamos nas sessões de fisioterapia.
Esta liberação tecidual é tão importante quanto as liberações profundas, para entender é só lembrar o quanto uma cicatriz de queimadura ou corte pode aderir e limitar o movimento de um membro ou do tronco. Quando liberamos estes tecidos na fisioterapia temos ótimos resultados na sensação de liberdade de movimento.
Portanto as bandagens sempre irão auxiliar o tratamento e a prevenção de lesões, sejam elásticas ou rígidas, o que temos que entender é que não existe milagre. Usar somente a bandagem sobre uma lesão não vai evitar que esta piore caso você não siga as orientações do profissional que utiliza da técnica como suporte. Para melhores resultados é importante que o profissional entenda de biomecânica, pois sem este conhecimento os resultados ficam limitados.
Aquela recomendação de sempre serve para este caso, sinta e respeite o seu corpo, assim você corre mais por muito mais tempo.
Bons treinos!
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026