Triathlon · 07 set, 2016
Nos dias 8 e 9 de outubro, a Pedra do Pontal vai se transformar no maior point esportivo da cidade. Pela primeira vez, o Rei e Rainha do Mar, maior festival de esportes de praia do Brasil, desembarca no Recreio dos Bandeirantes e acontece junto com o Rio Triathlon. Ao todo, cerca de 5 mil atletas, entre amadores e profissionais, são esperados neste final de semana que promete entrar para a história.
Os interessantes em participar desse encontro inédito já podem garantir sua presença Foto: Divulgação Rei e Rainha do MarEm sua estreia em areais novas, o Rei e Rainha do Mar está recheado de novidades. Além de suas já tradicionais provas -Beach Biathlon (1k de natação no mar + 2k de corrida na areia) e Natação no mar (Sprint 1k, Classic 2k e Challenge 4k) -, os participantes poderão optar por novas distâncias no Beach Run (4k e 8k) e no SUP (2k, 4k e 8k). Novidades também são as entradas do Paddle Board, modalidade em franca expansão, que mistura movimentos da natação e do SUP, e do Rei e Rainha do Mar Kids, para atletas mirins.
Já o Rio Triathlon, que marcará a última etapa do circuito carioca da modalidade, conta com provas de Sprint (750m/20k/5k) e Standard (1,5k/40k/10k). Tudo isso tendo como palco o cenário paradisíaco da Pedra do Pontal, na Praia do Recreio dos Bandeirantes.
Em sua estreia em areais novas, o Rei e Rainha do Mar está recheado de novidades Foto: Divulgação Rei e Rainha do MarOs interessantes em participar desse encontro inédito já podem garantir sua presença. As inscrições estão abertas no site do evento.
Corrida de Montanha · 01 set, 2016
O mal estar vem, a boca fica seca, espirros começam a surgir... A pessoa já sabe que resfriado vem aí. A chateação começa quando o repouso atrapalha nas tarefas do dia a dia. Matar o treino por causa de uma gripezinha? Sem chances, é o pensamento de muitos. Mas segundo o professor de educação física da FIT360 e especialista em corrida, Cláudio Wallace, isso pode não ser uma boa opção.
O resfriado é uma infecção viral que compromete as vias aéreas superiores, quando isto acontece não recomenda-se treinar, diz. Os sintomas causados pelo vírus costumam ser coriza, leve cansaço, espirros, tosse, dor ou coceira na garganta e febre baixa de curta duração. Isto pode afetar consideravelmente o desempenho nos treinos, complicando a manutenção do pace o percurso desejado diz.
Colocar o corpo para realizar um esforço nessa fase pode prejudicar o processo de recuperação Foto: Photographee.eu/FotoliaColocar o corpo para realizar um esforço nessa fase pode prejudicar o processo de recuperação. Os sintomas dos resfriados normalmente duram de três a sete dias e normalmente há uma gradual piora do segundo para o terceiro dia, onde é a maior manifestação do vírus no corpo humano, explica. Para boa recuperação deve-se repousar, evitar o treinamento e manter o corpo muitíssimo bem hidratado.
Antes de realizarmos o treino resfriado é interessante pensar de forma macro, então deixo uma pergunta: vale a pena comprometer o planejamento de seis meses, um ano, por causa de um dia ou dois?, alerta Cláuido.
Recupere-se e volte depois ao treino, sem comprometer seus planejamentos.
Caminhada · 01 set, 2016
A Garmin está lançando o Forerunner 35, seu mais novo relógio de corrida com GPS com tecnologia de frequência cardíaca no pulso Garmin Elevate, que permite aos corredores monitorar a sua frequência cardíaca 24h por dia, sete dias por semana - sem uma cinta peitoral.
O Forerunner 35 é fácil de usar e monitora dados essenciais como distância, ritmo e recordes pessoais, graças ao GPS embutido, para os corredores poderem ver quão longe, rápido e onde eles correram sem precisar se preocupar em carregar também um celular.
O modelo pode ser encontrado em quatro cores: preto, verde limão, azul claro e branco Foto: DivulgaçãoO modelo também inclui funcionalidades de smartwatch, incluindo notificações inteligentes e controle de música diretamente do dispositivo. Com frequência cardíaca no pulso basta colocar o relógio e correr. Ele possui uma série de recursos internos incluindo tecnologia Elevate e conectividade inteligente, afirma a gerente de marketing da Garmin do Brasil, Ilham Harati Dias.
Possui design fino e elegante e um visor de alta resolução. Além dos recursos de corrida, o Forerunner 35 possui vários perfis de esportes incluindo caminhada, ciclismo e atividades cardio para ajudar usuários a atingir suas metas de fitness dentro e fora do asfalto. A bateria tem duração de até nove dias no modo relógio/monitor de atividades e até 13 horas no modo de treino.
Com alertas vibratórios para comandos de áudio de corrida, recordes pessoais de monitoramento de atividades e progresso de ritmo virtual, ele ajuda os corredores a se manterem motivados e facilmente monitorar o seu progresso. Alertas vibratórios também podem ser configurados para chamadas recebidas, mensagens de texto, e-mails e eventos de calendário.
Durante todo o dia, o Forerunner 35 sincroniza automaticamente com o aplicativo Garmin Connect Mobile salvando as estatísticas dos usuários para sua conta gratuita na comunidade fitness GarminConnect. Os corredores podem também utilizar o Garmin Connect para compartilhar os seus treinos com amigos e familiares em tempo real com o Rastreamento ao Vivo2, participar de desafios fitness online, analisar progresso de treino, definir e monitorar metas, compartilhar atividades com outros usuáriosGarmin connect etc.
O Forerunner 35 é fácil de usar e monitora dados essenciais como distância, ritmo e recordes pessoais Foto: DivulgaçãoO Forerunner 35 tem previsão de chegada ao Brasil a partir de outubro de 2016 com o preço sugerido de venda de R$ 1.699,00.
O modelo pode ser encontrado em quatro cores: preto, verde limão, azul claro e branco.
Atletismo · 31 ago, 2016
O fisioterapeuta e colunista do Webrun, Claudio Cotter separou alguns exercícios para que sua fascite plantar não seja motivo de problemas durante treinos e corrida.
Confira as dicas
É importante alongar a panturrilha quando estiver com fascite plantar, por estas duas estruturas fazerem parte da mesma cadeia muscular, explica o fisioterapeuta.
Não faça somente como na figura acima que tem como foco os músculos gastrocnemios medial e lateral (músculo que fica na região posterior da perna abaixo dos joelhos), mas também o músculo sóleo, que faz parte da panturrilha e tem uma característica mais de músculo postural, explica.
É importante manter este músculo livre de tensões, pois quando ele fica tenso roda a tíbia e altera a posição do joelho, podendo até mesmo causar dores patelares.
Massagear a sola do pé toda com uma bolinha de tênis é uma opção muito interessante. Não só no tratamento, como na prevenção ou adaptação a calçados com drop mais baixo, diz.
A garrafa de água congelada ajuda também, principalmente nos quadros agudos, nos quais o pé apresenta sensibilidade ao toque e até mesmo inchaço. Neste caso cinco minutos são suficientes, explica o fisioterapeuta.
O médico frisa que para a avaliação da fascite plantar deve-se sempre ficar atento ao histórico para entender o porquê da evolução, assim é possível observar aspectos posturais mais antigos, ou mesmo de mudanças recentes de cotidiano e atividade física.
Isto é feito para relacionar os sintomas e traçar melhor o tratamento. Se isto não acontecer podemos ter um quadro de dores que reaparecem sempre e que existe alguma mudança no treino do corredor ou mesmo na rotina diária, finaliza.
Corrida de Montanha · 30 ago, 2016
Um dos momentos mais charmosos do XTERRA Ilhabela foi a corrida kids, que aconteceu no sábado (27). A praia de Perequê parou para a prova mais fofa do circuito. Crianças de três a treze anos deram um show de espírito esportivo, disputando dos 50 metros a 1km.
Foto: Christina Volpe/Webrun
Foto: Christina Volpe/WebrunA mamãe Bianca Malva é uma que vibrava pela pequena Lorena, de apenas cinco anos. Ela é um exemplo de superação. Nasceu com o pé direito torto congênito e tudo que ela se deixa envolver com esportes nós apoiamos. Meu medo é que ela desistisse, mas ela foi até o fim. É meu maior orgulho, diz.
Foto: Christina Volpe/Webrun
Bianca e a pequena Lorena Foto: Christina Volpe/WebrunO pequeno Leandro, de 4 anos era só sorrisos após receber a medalha e dizia: ganhei mamãe!. Cintia Regina, mãe do mini-corredor não gosta muito de treinar, mas o incentivo para ele se mexer não falta. Acho que devemos sempre colocá-los no mundo do esporte. Sempre incentivarei tudo que for bom na vida do Leandro, conta.
Leandro e amãe Cintia Foto: Christina Volpe/WebrunJá no triathlon, o dentista Cesar Donato não se continha de felicidade ao cruzar a linha de chegada com seus filhos. Essa prova foi muito dura, meu primeiro triathlon em Ilhabela. Tive câimbras mas valeu a pena, adoro a adrenalina que tenho nesse tipo de competição. A família toda participa, minha esposa correu o trail run e as crianças o kids, o XTERRA é ótimo para isso. Envolver toda a família.
Cesar e os filhos cruzando a linha de chegada do short triathlon Foto: Christina Volpe/Webrun
Foto: Christina Volpe/Webrun
Foto: Christina Volpe/Webrun
Foto: Christina Volpe/WebrunMarcelo Dias, dono da academia Sports Outdoor chegou vibrando do short triathlon. Já fiz essa prova várias vezes e hoje foi excepcional, cheio de superação. O mais marcante para mim é isso, vencer meus próprios limites.
Marcelo participou de mais uma edição do short triathlon na busca de superar seus desafios Foto: Christina Volpe/Webrun
O MTB também esteve presente no evento Foto: Christina Volpe/WebrunTriathlon · 28 ago, 2016
A capital da vela não é palco de um esporte só, mas sim de vários como MTB, Triathlon, Trail Run, Swin Challenge e muitos outros. E este fim de semana a cidade recebeu mais uma edição do XTerra Brasil.
O domingo (28) começou com um lindo dia de sol, que brilhou para os atletas que escolheram enfrentar o percurso do short triathlon.
Foto: Christina Volpe/WebrunCruzando a linha de chegada com folga tivemos o atleta Felipe Moletta, ele contou que é sempre incrível correr em Ilhabela. "É uma das provas mais difíceis do circuito, realmente é muito especial para mim. Amo o clima, o público, percurso... Cruzar a linha de chegada em primeiro então, é incrível", diz. Ele terminou com o tempo de 1h27min25.
A segunda colocação foi do atleta Diogo Malagon, ele completou a prova em 1h31min23. Para Diogo a única diferença entre o short triathlon e o comum é o menor tempo de sofrimento. "A prova aqui em Ilhabela é muito dura e tive que administrar bem a prova para ficar entre os três primeiros. Vim de uma gripe forte na semana passada, mas consegui ir bem. Meu foco neste ano é ir para o mundial no Havaí". Seu tempo na prova foi de
E finalizando o pódio tivemos Henrique Lugarini, que comemorou muito seu resultado. "A prova foi sensacional, sou apaixonado por essa etapa. Agradeço a todos os organizadores, estava tudo incrível. Levei um tombo, mas consegui me recuperar. O ralado é normal. Estou realmente muito feliz". O atleta terminou a prova em 1h31min33.
Foto: Christina Volpe/WebrunMulheres
Com as meninas também não houveram muitas surpresas, mesmo não estando em sua melhor forma por causa de uma lesão. A atleta Sabrina Gobbo venceu mais um triathlon do XTerra e garantiu o lugar mais alto do pódio. Ela finalizou a prova em 1h48min26. "Não me senti muito bem nessa prova por causa de uma lesão na coluna, tive que diminuir. Estou feliz que ganhei, mas é muito ruim quando você não se sente 100%. É uma vitória feliz, mas ao mesmo tempo parece que não foi muito merecedor", conta.
A segunda colocação foi de Isabela Ribeiro. A atleta contou que a corrente de sua bicicleta caiu no meio do percurso, atrapalhando um pouco seu desempenho, mas isso não a fez desistir. "A prova foi muito dura, clássico de Ilhabela. Achei intenso e duro e agora é só esperar Tiradentes". Ela finalizou a prova em 1h54min37.
Foto: ChristinaVolpe/WebrunE completando o pódio tivemos Laura Mira Dias. A atleta que participou de uma corrida de aventura de 5h30 na semana passada disse que isso a deixou um pouco cansada. "Venho de uma sequência de provas muito forte, já que estou focando no circuito internacional. Mas estou bem focada e sem isto não teria conseguido. Ainda vou dar muito trabalho, estou só começando". Seu tempo foi de 1h55min14.
Atletismo · 25 ago, 2016
Mizuno
Mizuno DL Comfort
Proporciona encaixe e sustentação para o arco do pé, através da construção mizuno 90º dynamotion. Com Drylite, ela proporcionam rápida evaporação do suor evitando um super aquecimento do pé durante a corrida. Com costura flat e encaixe anatômico.
Preço: R$49,99.
Mizuno BT Crew
Meia de Breath Thermo, com formato anatômico e suporte no arco para maior conforto aos pés e costuras flat antiabrasivas.
Preço: R$54,99.
Asics
Meia de Cano longo de compressão graduada, com controle de umidade, respirabilidade e linha dos dedos sem costura, unissex.
Composição: 66% Poliamida, 34% Elastano
Preço: R$ 79,90
Asics Tech singletab
Meia cano curto, mesh na parte superior, calcanhar duplo e ponta verdadeiros 3pack e unissex.
Composição: 79% Poliamida, 18% Poliéster, 3% Elastano.
Preço: R$ 29,90
Nike
Corrida Elite Alta Compressão
O Meião de Corrida Nike Elite Compression proporciona suporte e cobre toda a panturrilha com uma tecnologia avançada de compressão. Tecido que absorve o suor e painéis em mesh proporcionam mais ventilação e conforto.
Preço: R$ 149,90
Meia Nike Running Lightweight Compressão
A Meia de Corrida Nike Elite Lightweight No-Show Tab é projetada com tecido Dri-FIT ventilado e compressão no arco para conforto respirável e suporte firme. Possui construção do tecido se movimenta suavemente em contato com a pele e alça no calcanhar para fácil colocação e retirada.
Preço: R$ 49,90
Adidas
Meia Fina Corrida
Fique confortável durante os treinos com esta meia feminina de corrida, desenvolvida com climacool® para ventilação aprimorada. Ela possui design anatômico específico para os pés direito e esquerdo, suporte ao arco e ao tornozelo e ajuste por compressão.
Preço: 99,99
Meia TC Liner Running
Estas meias de corrida são confeccionadas em climacool para manter seus pés frescos e secos. O design de ventilação em mesh permite melhor fluxo de ar circulante através da meia. Do frio ao aquecimento, dedos acolchoados e calcanhar estendido fornecem conforto máximo.
Combina tecidos leves com a malha furadinha (mesh), formando canais de ventilação que afastam o calor e a umidade do seu corpo, possui dedos acolchoados para conforto máximo e proteção e lã antibolhas nos dedos.
70% poliéster/28% nylon/2% elastano.
Preço: 39,99
Corrida de Montanha · 25 ago, 2016
Uma sensação de ardência na planta do pé chega aparentemente sem motivos, isso pode ser um sintoma da tão falada fascite plantar. A inflamação é um grande problema na evolução dos treinos de qualquer corredor, até mesmo dos mais experientes.
A fascite plantar se tornou uma lesão muito comum na população brasileira com mais de dois milhões de casos por ano, atingindo com maior incidência pessoas entre 40 e 60 anos, porém jovens e idosos relatam com certa frequência o problema. O fisiologista do exercício Diego Leite explica que na maioria dos casos a lesão está associada a um encurtamento das estruturas que conectam o osso calcâneo aos dedos do pé.
O fisioterapeuta Claudio Cotter alerta que ao contrário do que as pessoas pensam, na maior parte das vezes não existe processo inflamatório, isto ocorre em casos mais agudos, onde há acúmulo de líquido, dor local e às vezes até mesmo a pele fica quente. O que observamos nos corredores é um processo de espessamento do tecido da fascia plantar, causado pelo acúmulo de colágeno. Isto ocorre pelo excesso de estiramento do tecido, devido a estímulos repetitivos, explica.
Devemos estar atentos à sobrecarga que colocamos em nossos pés. A grande quantidade de estímulos, pelo treinamento ou mesmo pelo tempo que ficamos em pé Foto: Stasique/Fotolia
Causas
Este processo pode ocorrer em várias situações como a mudança de calçado diminuindo o drop, mudança para tênis com sola mais dura, treinamento em pisos mais duros do que se está acostumado ou ainda numa situação de adaptação postural imperceptível, gerando estresse nos tecidos. Todas estas mudanças podem resultar na fascite plantar, mas para este tipo de diagnóstico é necessária uma avaliação postural, explica o fisioterapeuta.
O fisiologista Diego conta que a lesão também está associada a um encurtamento das estruturas, que conectam o osso calcâneo aos dedos do pé. Existem diversas maneiras de se tratar cada caso, podemos destacar os alongamentos com liberação da musculatura plantar, confecção de palmilhas com apoios corretos dos pontos de sobrecarga e adequação do calçado, conta.
É possível identificá-la com antecedência?
Na maior parte dos casos vale a pena manter o hábito de massagear a sola dos pés com bolinha de tênis, ou outros tipos mais duros. Esta é uma forma de prevenir e sentir se existem pontos de maior tensão, não permitindo assim que se acumulem retrações/aderências.
Devemos estar atentos à sobrecarga que colocamos em nossos pés. A grande quantidade de estímulos, pelo treinamento ou mesmo pelo tempo que ficamos em pé, pode ser um fator determinante para a redução e prevenção desta lesão, explica Diego. Vale sempre lembrar que o trabalho de fortalecimento e alongamento destas estruturas também são comprovadamente maneiras de prevenção.
Na maior parte dos casos vale a pena manter o hábito de massagear a sola dos pés com bolinha de tênis, ou outros tipos mais duros Foto: Lev/FotoliaComo tratar?
Para o fisioterapeuta massagear a fascia plantar ajuda bastante. Em casos agudos, nos quais a sola do pé está quente, pode-se congelar uma garrafa de água e massagear com gelo por cinco minutos. Mas na maior parte das situações, a avaliação postural é importante para determinar a causa primária, diz.
Mesmo com essas estratégias, quando o quadro inflamatório se encontra avançado, é importante a avaliação de um ortopedista e de um fisioterapeuta para realizar o tratamento indicado.
Triathlon · 22 ago, 2016
Nadar, pedalar e correr... Tudo isto durante a mesma prova. Para alguns impossível, para outros uma realidade e um esporte tão especial: o triathlon. Com o intuito de incentivar novos públicos a conhecer o "nada, pedala e corre", foi criado o projeto inédito Escolinha de Triathlon, desenvolvido no Colégio da Polícia Militar do Paraná, uma escola estadual.
Com um ano de existência, cerca de 35 alunos participam tendo eles de 11 a 16 anos Foto: DivulgaçãoCom um ano de existência, cerca de 35 alunos participam tendo eles de 11 a 16 anos. A ideia começou quando Luiz Iran Guimarães, assumiu a presidência da FPTri (Federação Paranaense de Triathlon). Buscávamos uma renovação do nosso esporte, mas a ideia começou a ter mais força quando o triatleta Juraci Moreira Jr, assumiu o projeto, diz. Juraci é um dos maiores nomes do triathlon no Brasil, ele conseguiu colocar em prática a aprovação e captação de verba, assim em 2015 o projeto teve início no Colégio da Polícia Militar.
Fizemos uma visita ao colégio e eles nos abriram as portas para começarmos. O apoio foi total, inclusive disponibilizaram profissionais para trabalhar, conta Luiz. Inicialmente o projeto seria na Praça Osvaldo Cruz da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude de Curitiba, porém o local entrou em reforma. Procuramos outros centros, mas tivemos muitas negativas.
As crianças treinam natação seis vezes por semana, ciclismo cinco vezes e corrida sempre com transição, uma vez por semana Foto: DivulgaçãoCom tudo pronto para iniciar a escolinha, alguns alunos do colégio fizeram testes e ao todo 33 jovens foram escolhidos. Também fizemos convites para atletas de assessorias e equipes e totalizamos 44 pessoas, diz Luiz. A idade limite para participação é de 16 anos e o treinamento é feito contra o turno escolar, os alunos devem ter boas notas para continuar treinando.
As crianças treinam natação seis vezes por semana, ciclismo cinco e corrida sempre com transição, uma vez por semana. Sendo de duas a três horas diárias, de segunda a sábado, explica Luiz. A rotina puxada agrada os pequenos e já trouxe diversos resultados, como cerca de 300 premiações entre medalhas e troféus, além de títulos estaduais e nacionais. Temos atletas com passaporte pronto para o Campeonato Mundial de Aquathlon no México e outros jovens se preparando para o Brasileiro de triathlon, conta.
. Já temos jovens atletas que se destacam e estão acima da média, com grandes possibilidades de se partirem para o alto rendimento, mas ainda é cedo para falarmos nomes, conta Luiz Foto: DivulgaçãoTodo o projeto tem captação da Lei de Incentivo Esporte Federal e apoio da Federação Paranaense de Triathlon, os pais costumam ajudar nas inscrições de prova e despesas de viagem. Já temos jovens atletas que se destacam e estão acima da média, com grandes possibilidades de partirem para o alto rendimento, mas ainda é cedo para falar nomes, conta Luiz.
Contato
www.fptri.com.br
[email protected]
Triathlon · 22 ago, 2016
Foto: Alexandre Koda/WebrunEste final de semana foi de decisão para o triatleta Igor Amorelli. Ele, que vinha se recuperando de uma lesão no braço e treinando para ingressar no Mundial de Ironman de Kona, finalmente obteve a classificação e está dentro da disputa, que será em 8 de outubro deste ano. Com o ingresso, Igor participará pela quarta vez consecutiva do campeonato.
O quinto lugar no Ironman Copenhaguen completou a saga de Amorelli pela Europa nas últimas semanas culminando em três eventos em menos de um mês. O título no Ironman Holanda e o top-5 na Dinamarca garantiram ao atleta a pontuação necessária para competir mais uma vez na ilha havaiana.
Foi muito difícil. Deu no limite, foram três semanas bem duras. Nós sabíamos que tinha que vencer pelo menos um evento e a vitória veio logo na prova da Holanda. Depois disso era necessário mais um resultado razoável. Infelizmente em Wiesbaden (Alemanha) eu tive uma queda e não consegui fechar a prova e daí ficou tudo para a competição da Dinamarca. E o resultado veio. No final tudo deu certo e o que importa é isso. Conseguimos a vaga que era o objetivo principal. Agora é voltar para casa e focar em Kona, disse Amorelli após a prova.
Mesmo com lesão, o triatleta não desistiu de tentar a vaga
O triatleta vinha enfrentando dificuldades no desempenho depois de sofrer uma queda durante os treinamentos para o Ironman Florianópolis, em março. Amorelli precisou passar por uma cirurgia no braço que o afastou das competições por quase dois meses. Mesmo lesionado, o triatleta seguiu firme e forte e não desistiu em nenhum momento da vaga. No entanto, com menos tempo para classificar-se para Kona, Igor precisou passar por um teste duro, competindo três vezes em um período de quatro semanas.
Ter conseguido a vaga é uma mistura de várias coisas. Cansaço, não consegui treinar muito, pois estava competindo bastante, mas o que importa é que a gente pegou a vaga. Estou bem feliz e já de olho no Mundial, comemorou Igor.
Até o Havaí, Igor tem aproximadamente sete semanas de treinamento pela frente e nesse meio tempo vai retornar a Balneário Camboriú, onde mora, para se preparar para o principal desafio do ano. Nesse período o triatleta define com sua equipe quais provas fará, mas o planejamento inclui um ou dois Ironmans 70.3, que compreendem a metade da distância de um Ironman 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida.
Desempenho no Ironman de Copenhagen
No último esforço em busca de um lugar em Kona, Igor abriu a prova desse domingo com um ritmo forte na natação. O catarinense liderou os 3,9km na primeira etapa, saindo na frente para a transição do ciclismo com 47min38seg. Bem próximos estavam o alemão Andreas Raelert, o britânico Will Clarke, o italiano Alberto Casadei, o brasileiro Fabio Carvalho e o sueco Patrick Nilsson.
Esses seis atletas se mantiveram juntos até aproximadamente 150 km de ciclismo, quando Raelert, Fabio e Nilsson começaram a abrir um pouco de vantagem. Igor mantinha-se bem posicionado e fechou os 180km de ciclismo em 4h19min04seg, entregando o pedal pouco mais de três minutos atrás dos três líderes.
Na maratona, Igor precisava ser inteligente para completar bem a prova e garantir uma posição que lhe valeria a vaga em Kona. Com um bom ritmo do começo ao fim, o catarinense fechou os 42,2 km em 3h01min49seg, e a prova em 8h13min02seg, tempo que lhe garantiu a quinta posição e a pontuação necessária para estar mais uma vez ao lado dos melhores do mundo em outubro, no Havaí. Patric Nilsson venceu o evento na Dinamarca, seguido por Will Clarke e Fábio Carvalho.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026