Atletismo · 03 jan, 2012
A inatividade física (sedentarismo), assim como o tabagismo, a hipertensão arterial e o colesterol elevado compõem os fatores de risco causadores de importantes problemas cardiovasculares, que representam as principais preocupações no campo de saúde atualmente. A idéia da relação entre atividade física e saúde não é recente: foi mencionada pelos filósofos gregos e romanos há centenas de ano
Entretanto, somente a partir dos anos 50, ao se pesquisar quais doenças atingiam os funcionários aposentados, da companhia de ônibus (motoristas) de Londres, comparadas com os dos correios, concluiu-se que os motoristas tinham o dobro de doenças do coração do que os carteiros. Hoje sabemos que o baixo nível de atividade física é um importante fator no desenvolvimento de doenças crônico degenerativas, como obesidade, diabetes tipo II, hipertensão arterial, angina/infarto do miocárdio, osteoporose, câncer de mama e do reto.
Inversamente, a atividade física pode reduzir o risco de desenvolvimento dessas doenças crônicas, além de aumentar a expectativa de vida e evidente melhor controle do peso corporal. Constatações recentes têm demonstrado que estes benefícios ocorrem mesmo entre os indivíduos sedentários ou incapacitados e que se tornaram mais ativos. Além dos idosos, que passaram a ter uma vida fisicamente independente, com menor risco de quedas, melhor estado de humor, aliviando os frequentes sintomas de depressão e ansiedade, enfim elevando os padrões de saúde e qualidade de vida dessa crescente população.
Avaliações dos RH (recursos humanos) de empresas que adotaram programas de atividade física por alguns minutos, durante o trabalho para seus funcionários, mostraram redução na falta ao trabalho, nos custos médicos e com aumento na produtividade. Evidências científicas tem reforçado que um estilo de vida ativo desde a infância traz vários benefícios desde melhor rendimento escolar, menos faltas às aulas, até melhora no relacionamento com os pais e aumento da responsabilidade em geral.
Exercício é uma faca de dois gumes! Atual controvérsia é a de que pode parecer melhor não se exercitar a fazer exercícios físicos esporadicamente. Estudos concluíram que atividade física esporádica (vez ou outra por mês) se for intensa pode ser o gatilho de complicações cardíacas. Pesquisa realizada com seis milhões de membros de academias nos EUA, durante dois anos, foram constatadas 66 pessoas mortes e desse total, mais de 70% exercitava-se somente uma vez por semana e tinham algum antecedente cardiológico não controlado.
O mesmo risco pode ocorrer nas atividades físicas intensas (maratona, triatlo etc) de quem tem histórico de doenças cardíacas, porque essas pessoas, obrigatoriamente, devem fazer acompanhamento médico especializado com exames regulares, para que o exercício não seja danoso. Numa condição dessas, o melhor a fazer são atividades físicas como caminhadas leves ou moderadas.
O respeito aos limites é algo que deve ser sempre lembrado na hora de praticar qualquer atividade física. Ao entrar numa academia ou participar de grupo de acessórias de corridas ou se quiser fazer seu esporte de lazer, faça a avaliação médica prévia especializada. Mantenha os limites que seu médico indicou. Como regra geral recomendamos exercícios aeróbicos quatro vezes semanais com duração de 60 minutos: corrida ou bicicleta ou natação associados a exercícios de fortalecimento muscular e de equilíbrio (duas vezes na semana e com média de 15 a 20 minutos).
Sintomas como falta de ar, dores do peito ou costas, tonturas, palpitações ou outras manifestações fora do habitual, durante ou após a atividade física, devem ser comunicados ao seu médico. A avaliação médica prévia consiste no mínimo em uma consulta e um eletrocardiograma. Caso exista familiares diretos com doenças cardíacas ou a pessoa pratique atividade física intensa, o ideal é teste ergométrico com presença de cardiologista (previsto em lei).
Vale ressaltar que hábitos de vida saudáveis dispensam práticas inúteis, custosas e não aceitas pela comunidade científica e pelos Conselhos de Medicina. Alguns exemplos são a medicina bio ou ortomolecular, as novas promessas anti envelhecimento e hormônios bioidenticos, sem comprovação alguma e reconhecimento das ciências médicas.
Atletismo · 09 abr, 2011
O triatleta brasileiro Juraci Moreira tem motivos de sobra para competir com garra a prova de abertura do Campeonato Mundial da União Internacional de Triatlhon, em Sydney, no domingo (10/04). O lugar da disputa traz muitas recordações, já que foi onde o brasileiro participou pela primeira vez de uma Olimpiada.
Tenho ótimas lembranças. Poder voltar a competir em Sydney, 11 anos após meu primeiro Jogos Olímpicos, ainda brigando por uma vaga nos próximos Jogos, é uma grande alegria, afirma o triatleta da equipe Pinheiros. Para chegar afiado no domingo, Juraci treinou na Austrália, junto com a equipe brasileira, no moderno e completo Centro de Treinamento (Sport Super Centre), em Gold Coast.
Ele destaca a qualidade do espaço onde fez a preparação, já que a infra-estrutura para os treinos é fundamental para alcançar os objetivos que virão pela frente. Nós temos tudo ao nosso alcance, pois ficamos alojados em casas dentro do próprio Centro, com piscina de 50 metros, pista de atletismo, sala de musculação, refeitório, com três refeições diárias, além de um setor de fisioterapia e massagem à nossa disposição, descreve.
Ainda de acordo com o triatleta, às vezes a rotina é até chata, mas ideal para ter resultados. Os treinos foram ótimos. Logo após a etapa inicial da ITU World Cup, de Moolooba, fiquei bastante dolorido e sentindo dor no tendão direito, mas no decorrer dos dias melhorei, pois fiz ótimos treinos regenerativos, diz o melhor latino-americano nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e medalhista de bronze no Pan Rio 2007.
Atletismo · 05 mar, 2011
Para muitos o Carnaval é época de folia e nem todos sabem como minimizar as consequências de permanecer muito tempo longe dos treinos. Mas o treinador André Ricardo, da assessoria esportiva BR Move, afirma que é possível impedir que o condicionamento diminua durante a festança. Primeiro o corredor deve avisar seu professor que ficará afastado alguns dias, pois assim é possível criar um treino específico, com mais volume, antes de começar o feriado prolongado, diz André.
Se isso não foi programado, os dias de folga não serão de descanso ativo, ou seja, de uma recuperação após treinamento intensivo, explica o professor. Neste caso a única alternativa seria incluir dois treinos curtos de 30 a 40 minutos na semana do Carnaval. Quem não fizer nada com certeza precisará regredir uma semana na planilha quando voltar a correr, avisa.
Sair atrás de um trio elétrico também não garante a manutenção do condicionamento, a não ser que o folião pule o carnaval mais que quatro dias, durante várias horas, acrescenta André, que alerta para os riscos do exagero na bebida alcoólica. A hidratação é fundamental, principalmente moderação na hora de beber, pois se você não toma esse cuidado o metabolismo ficará comprometido
Sobre os riscos de lesão, nada como um bom alongamento e sorte para que não ocorra. Alongar ajuda a diminuir a sensação de cansaço depois de muitas horas de atividade física, mas não impede que alguém tropece e sofra uma entorse, por exemplo. Todos que estiverem no meio de uma multidão pulando o carnaval correm este risco, o jeito mesmo é rezar, brinca.
Dicas de Nutrição - Assim como André, o nutricionista Danilo Balu reforça a preocupação com o consumo do álcool, sobretudo se é conciliado a poucas horas de sono. O álcool está ligado a desidratação. Para piorar, somente quando dormimos acontece uma parte da recuperação do nosso organismo. Sem sono e com desidratação, não haverá energia suficiente para retomar os treinos, destaca.
O especialista inclusive adverte sobre os tipos de alimentação durante o feriado. O ideal é evitar comer na rua, pois as chances de optarmos por um fast food é grande. Outro detalhe incluí as refeições de hotéis, que exige mais disciplina por parte do esportista, porque as opções de comidas são inúmeras. Também muita cautela com as sobremesas e frituras dos restaurantes em geral, finaliza Danilo.
O jeito então é se cuidar e seguir as recomendações dos especialistas para que a festa do carnaval não se transforme num pesadelo para o corredor.
Atletismo · 13 ago, 2010
As fibras alimentares podem ser definidas como um conjunto de substâncias derivadas de vegetais que são resistentes à digestão e absorção no intestino delgado humano, com fermentação completa ou parcial no intestino grosso. Ou seja, a fibra é uma parte do alimento que não é absorvida e passa direto pelo intestino.
As fibras são classificadas como solúveis e insolúveis conforme sua solubilidade em água. As fibras solúveis incluem a maior parte das pectinas, gomas, mucilagens e certas hemiceluloses, sendo encontradas principalmente nos legumes, aveia, leguminosas e frutas, particularmente as cítricas e a maçã. Elas formam géis em contato com água, aumentando a viscosidade dos alimentos parcialmente digeridos no estômago.
As fibras insolúveis incluem as celuloses, algumas pectinas, grande parte das hemiceluloses e a lignina, presentes nos derivados de grãos inteiros, como os farelos, e também nas verduras. Essas fibras permanecem intactas durante todo o trato gastrointestinal.
Ações no organismo - As fibras solúveis e insolúveis apresentam ações diferentes no organismo. As solúveis agem no intestino, reduzem o tempo de trânsito intestinal e aumentam a fermentação e proliferação das bactérias entéricas no cólon proximal. Além disso, agem no intestino diminuindo a reabsorção da bile, estando relacionadas à redução das contrações séricas do LDL-colesterol (o famoso colesterol ruim) e estão relacionadas a uma melhor tolerância à glicose e controle do diabetes tipo dois.
As fibras insolúveis agem no cólon proximal diminuindo a fermentação e no cólon distal aumentando a absorção de água e reduzindo o tempo de trânsito de transito intestinal. Assim, a eliminação fecal se torna mais fácil e rápida, auxiliando em quadros de obstipação. Uma importante função relacionada às fibras insolúveis é a diminuição dos riscos de desenvolvimento de câncer.
Essa função está relacionada a três fatores: a capacidade dessa fibra em reter substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas no trato gastrointestinal durante os processos digestivos; a redução do tempo do trânsito intestinal, com redução do tempo de contato da superfície intestinal com substâncias mutagênicas e carcinogênicas e a formação de substâncias protetoras pela fermentação bacteriana dos compostos de alimentação.
Recomendação diária - A recomendação diária é de 30g e as principais fontes são; cereais integrais, farelos de trigo, aveia, frutas (principalmente com bagaço e casca) vegetais folhosos e grãos. A única contra indicação é que seu consumo excessivo pode provocar perturbações intestinais como gases e diarreias, o que pode resultar na eliminação de alguns princípios nutritivos essenciais.
Atletismo · 29 jul, 2010
Direto da Running Show - Os visitantes que vierem à Running Show 2010 poderão aproveitar muito mais do que apenas as novidades do mundo das corridas. A maior parte dos expositores está com alguma ação promocional, que vai de brindes e descontos exclusivos para o evento a massagens e degustações.
Na linha de cosméticos para a área esportiva, a Weleda disponibiliza massagem para as mãos com uma fisioterapeuta. Além disso, a promoção do estande dá direito a um sabonete de Sea Buckthorn na compra de um óleo de arnica. A substância é indicada para o uso antes e depois da corrida, promovendo tanto o aquecimento do músculo quanto seu relaxamento após o desgaste. Quem for ao estande também concorre a um plano trimestal no Studio Pilates se fizer o teste no aparelho disponível.
A Bula Verdde, outra empresa do ramo cosmético, disponibiliza o kit Safe Runners, com produtos para antes e depois. O Creme Protetor diminui o atrito em áreas mais sensíveis e deve ser aplicado antes da corrida. O Gel de Benjoim é um relaxante que alivia as regiões mais afetadas pelo atrito. O protetor labial hidrata e protege contra o vento e o frio. O kit está com preço promocional para a Running Show.
Pisando pela feira - Quem estiver interessado em fazer o teste da pisada pode para no estande da revista WRun, de corrida para mulheres. As corredores que aproveitarem a feira para fazer uma assinatura da revista ganham um colar e uma camiseta especial, e as praticantes de yoga que assinarem a revista Prana (da mesma editora), ganham uma máscara de descanso e uma bolsa especial para carregar seus acessórios de aula. Um kit com revistas e outros brindes está disponível para as mulheres que responderem a um questionário sobre yoga e beleza.
Para conhecer as novidades do ramo de comida orgânica, a Mãe Terra promove degustações de diversos produtos, desde biscoito orgânico e integral a macarrão instantâneo natural.
Os corredores que têm um dia-a-dia atribulado podem aproveitar a degustação da Gomes da Costa para conhecer as novas saladas de atum da empresa, todas com batata e sem conservantes. A praticidade do produto é tamanha que até a colher já vem junto. É para comer em qualquer lugar.
A Running Show acontece no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera até o dia primeiro de agosto, das 14h às 21h no dia 30, das 10 às 22h no dia 31 de julho e das 10h às 18h no dia primeiro de agosto.
Atletismo · 29 jul, 2010
Direto da Running Show - A edição 2010 da São Paulo Running Show, maior feira do país sobre corridas de rua, oferece aos visitantes um local onde é possível obter aulas de corridas em esteira, realizar massagem relaxante e pedalar em bikes de spinning. Todos os serviços estão montados no Espaço Training.
Corredores iniciantes, ou mesmo aqueles que já treinam, mas não possuem orientação especializada, podem aprender um pouco mais sobre a técnica de corrida com o professor André Ricardo de Souza e a equipe da assessoria esportiva BR Move. Serão passadas dicas de aquecimento, alongamento e postura, ministradas de hora em hora numa sala equipada com modernas esteiras.
Já aqueles que pretendem conhecer o nível de condicionamento físico, podem se submeter a um teste ergoespirométrico supervisionado por um fisiologista. O objetivo do exame é avaliar o potencial atlético do corredor e possíveis alterações que por ventura possam limitá-lo de uma atividade física.
Na área destinada a massagens, uma equipe de profissionais faz sessões a cada 15 minutos para aliviar tensões e dores musculares dos praticantes de atividade física. Já no Bike Training, os interessados tem à disposição diversas bikes de spinning, que possibilitam uma variedade de treinamentos.
Todos os serviços devem ser agendados previamente no balcão de atendimento, de acordo com a disponibilidade de cada um. A Running Show acontece na Bienal do Ibirapuera até o próximo domingo (01/08) e reunirá diversas atrações para os visitantes. Para saber os horários e preços dos ingressos, basta acessar o site oficial, o www.runningshow.com.br.
No último artigo publicado nesta coluna abordei o tema da fadiga muscular e algumas de suas principais características, como as situações distintas em que pode ocorrer e os mecanismos fisiológicos correspondentes. Desta vez, darei continuidade ao tema e assim tratarei das lesões musculares, conseqüência possível do processo de fadiga muscular, sobretudo em corredores de longa distância.
De uma maneira geral, as lesões resultantes de atividades esportivas podem ser classificadas em dois grupos básicos:1
1 - Lesões intrínsecas: causadas por fatores individuais e biológicos (fatores antropométricos, história pregressa do atleta, nível de condicionamento).
2 - Lesões extrínsecas: causadas por fatores externos e do meio ambiente (piso de corrida, equipamento esportivo, condições climáticas).
As corridas de longa distância, esporte considerado sem contato físico, normalmente geram lesões intrínsecas1. As mais comuns incluem tendinopatias, bursites, fasciites, fraturas de stress e lesões musculares. As lesões musculares afetam os corredores principalmente durante os treinos de velocidade, incluindo os tiros e intervalados. Os atletas de elite podem apresentar maior predisposição a este tipo de lesão pela alta intensidade de seus treinamentos.
A literatura atual classifica estas lesões em diretas ou indiretas (mecanismo de ação), parciais ou totais (resultado da lesão), e traumáticas ou atraumáticas (presença ou ausência de contato físico)1.
Tipos de lesões - O estiramento muscular é uma lesão indireta frequente entre os corredores. É causado por um alongamento das fibras musculares além de sua capacidade normal de trabalho, decorrente de ciclos intensos de contração e relaxamento do músculo envolvido. Ocorre geralmente na junção músculo-tendínea, área de menor resistência do músculo, ou também na inserção do tendão ao osso, em situações em que o músculo não está adequadamente alongado, portanto despreparado para aquele esforço físico.
Durante treinamentos que envolvem velocidade, como os intervalados ou tiros, lesões musculares são frequentes. Os treinos intervalados predispõem a estes tipos de lesões, pois a musculatura exerce um esforço forte e contínuo durante os intervalos pré-determinados do treino, o músculo pode contrair excessivamente e perder parte de sua capacidade de se alongar. Dessa forma, o atleta está predisposto a sofrer uma lesão nas sessões seguintes ou ao final do treino.
Fatores como fadiga muscular e lesões prévias são importantes considerações a serem feitas na prevenção de estiramentos musculares. A fadiga muscular, característica presente principalmente no final das sessões de treinos de velocidade, provoca uma alteração no automatismo do movimento de corrida do atleta e, portanto, se torna um fator predisponente para a ocorrência de lesões. As lesões prévias induzem à formação de fibrose (tecido cicatricial) nas áreas afetadas que não apresentarão a mesma capacidade de alongamento e força que tecidos não lesados, portanto constituindo um local propício para o surgimento de novas lesões.
Prevenção e tratamento - A atividade adequada de toda a musculatura dos membros inferiores, seguida de exercícios de alongamento, são condições que auxiliam na preparação desta musculatura e, consequentemente, reduzem os riscos de estiramentos. No caso de corredores, as regiões mais afetadas são: região posterior (atrás) da coxa, os chamados músculos ísquios-tibiais e a panturrilha (batata da perna).
O sintoma clínico característico referido pelo atleta é uma fisgada no músculo, seguida de dor e comprometimento da função muscular a ponto de interromper o treinamento ou a competição. Parada a atividade física, deve-se aplicar gelo na região acometida em ciclos de 10 a 15 minutos, com bolsa envolvida por tecido para proteção da pele e feita uma bandagem para a compressão do local. O membro deve permanecer elevado e em repouso, porém a imobilização deve ser evitada ao máximo a fim de minimizar a perda de força muscular e a propriocepção (sensibilidade do movimento).
Medicamentos a serem usados incluem os anti-inflamatórios não-hormonais (ibuprofeno ou meloxicam) e os analgésicos (paracetamol). Estas condutas, que objetivam a diminuição da dor e o controle do processo inflamatório, podem ser seguidas pelas próximas 24-48 horas. Após este período, são introduzidas as medidas fisioterápicas que incluem a utilização de ultra-som pulsado para o auxílio da regeneração dos tecidos. Na terceira semana, devem ser iniciados os exercícios para o ganho de força desta musculatura e amplitude de movimento das articulações envolvidas.
O objetivo do tratamento deve ser o retorno ao esporte em cinco semanas. Persistindo a dor, é necessária uma nova consulta com um médico especialista em medicina esportiva para a correta reavaliação da lesão e condução do tratamento mais adequado. É importante salientar que a reabilitação adequada das lesões musculares depende de um diagnóstico médico preciso, tratamento fisioterápico completo e colaboração total do atleta.
Referência Bibliográfica: 1. Cohen, M., Abdalla, R., Lesões nos Esportes diagnóstico, prevenção, tratamento Revinter, 2003
Caminhada · 28 jul, 2010
No último artigo publicado nesta coluna abordei o tema da fadiga muscular e algumas de suas principais características, como as situações distintas em que pode ocorrer e os mecanismos fisiológicos correspondentes. Desta vez, darei continuidade ao tema e assim tratarei das lesões musculares, conseqüência possível do processo de fadiga muscular, sobretudo em corredores de longa distância.
De uma maneira geral, as lesões resultantes de atividades esportivas podem ser classificadas em dois grupos básicos:1
1 - Lesões intrínsecas: causadas por fatores individuais e biológicos (fatores antropométricos, história pregressa do atleta, nível de condicionamento).
2 - Lesões extrínsecas: causadas por fatores externos e do meio ambiente (piso de corrida, equipamento esportivo, condições climáticas).
As corridas de longa distância, esporte considerado sem contato físico, normalmente geram lesões intrínsecas1. As mais comuns incluem tendinopatias, bursites, fasciites, fraturas de stress e lesões musculares. As lesões musculares afetam os corredores principalmente durante os treinos de velocidade, incluindo os tiros e intervalados. Os atletas de elite podem apresentar maior predisposição a este tipo de lesão pela alta intensidade de seus treinamentos.
A literatura atual classifica estas lesões em diretas ou indiretas (mecanismo de ação), parciais ou totais (resultado da lesão), e traumáticas ou atraumáticas (presença ou ausência de contato físico)1.
Tipos de lesões - O estiramento muscular é uma lesão indireta frequente entre os corredores. É causado por um alongamento das fibras musculares além de sua capacidade normal de trabalho, decorrente de ciclos intensos de contração e relaxamento do músculo envolvido. Ocorre geralmente na junção músculo-tendínea, área de menor resistência do músculo, ou também na inserção do tendão ao osso, em situações em que o músculo não está adequadamente alongado, portanto despreparado para aquele esforço físico.
Durante treinamentos que envolvem velocidade, como os intervalados ou tiros, lesões musculares são frequentes. Os treinos intervalados predispõem a estes tipos de lesões, pois a musculatura exerce um esforço forte e contínuo durante os intervalos pré-determinados do treino, o músculo pode contrair excessivamente e perder parte de sua capacidade de se alongar. Dessa forma, o atleta está predisposto a sofrer uma lesão nas sessões seguintes ou ao final do treino.
Fatores como fadiga muscular e lesões prévias são importantes considerações a serem feitas na prevenção de estiramentos musculares. A fadiga muscular, característica presente principalmente no final das sessões de treinos de velocidade, provoca uma alteração no automatismo do movimento de corrida do atleta e, portanto, se torna um fator predisponente para a ocorrência de lesões. As lesões prévias induzem à formação de fibrose (tecido cicatricial) nas áreas afetadas que não apresentarão a mesma capacidade de alongamento e força que tecidos não lesados, portanto constituindo um local propício para o surgimento de novas lesões.
Prevenção e tratamento - A atividade adequada de toda a musculatura dos membros inferiores, seguida de exercícios de alongamento, são condições que auxiliam na preparação desta musculatura e, consequentemente, reduzem os riscos de estiramentos. No caso de corredores, as regiões mais afetadas são: região posterior (atrás) da coxa, os chamados músculos ísquios-tibiais e a panturrilha (batata da perna).
O sintoma clínico característico referido pelo atleta é uma fisgada no músculo, seguida de dor e comprometimento da função muscular a ponto de interromper o treinamento ou a competição. Parada a atividade física, deve-se aplicar gelo na região acometida em ciclos de 10 a 15 minutos, com bolsa envolvida por tecido para proteção da pele e feita uma bandagem para a compressão do local. O membro deve permanecer elevado e em repouso, porém a imobilização deve ser evitada ao máximo a fim de minimizar a perda de força muscular e a propriocepção (sensibilidade do movimento).
Medicamentos a serem usados incluem os anti-inflamatórios não-hormonais (ibuprofeno ou meloxicam) e os analgésicos (paracetamol). Estas condutas, que objetivam a diminuição da dor e o controle do processo inflamatório, podem ser seguidas pelas próximas 24-48 horas. Após este período, são introduzidas as medidas fisioterápicas que incluem a utilização de ultra-som pulsado para o auxílio da regeneração dos tecidos. Na terceira semana, devem ser iniciados os exercícios para o ganho de força desta musculatura e amplitude de movimento das articulações envolvidas.
O objetivo do tratamento deve ser o retorno ao esporte em cinco semanas. Persistindo a dor, é necessária uma nova consulta com um médico especialista em medicina esportiva para a correta reavaliação da lesão e condução do tratamento mais adequado. É importante salientar que a reabilitação adequada das lesões musculares depende de um diagnóstico médico preciso, tratamento fisioterápico completo e colaboração total do atleta.
Referência Bibliográfica: 1. Cohen, M., Abdalla, R., Lesões nos Esportes diagnóstico, prevenção, tratamento Revinter, 2003
Atletismo · 16 jul, 2010
A Running Show 2010 mostra mais uma vez porque é a maior feira de corridas do país e organiza cursos voltados ao público de profissionais da área de treinamento e de assessorias esportivas. Serão três cursos, ministrados dentro da própria feira, visando atingir esse nicho do mercado de corridas: Como administrar uma assessoria de corrida, Como organizar os treinos: estratégias, resultados e seguranças e Organização Técnica e Administrativa de uma Assessoria de Corrida.
Os professores serão Claudio Castilho, Dio dos Santos, Emerson Bisan, Martha Dallari, Mário Sérgio e Miguel Sarkis, e em todos os cursos eles expõe o panorama atual do universo das corridas, além de exemplificar a teoria com cases atuais e exemplos específicos de casos do dia-a-dia.
A Running Show 2010 acontece no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, dos dias 29 de julho a primeiro de agosto. Os horários de funcionamento da feira são: das 14h às 21h nos dias 29 e 30 de julho, das 10h às 21h no dia 31 de julho e das 10h às 18 no dia primeiro de agosto.
Além das inovações tecnológicas e das palestras com profissionais das mais diversas áreas, a Running Show 2010 apresenta o que há de novo no setor cosmético. O foco está em produtos que proporcionem conforto e bem estar aos atletas antes, durante e depois de treinos e competições, como cremes e óleos.
Entre as novidades para o mercado brasileiro, terceiro maior do mundo, está um Kit Safe Runners desenvolvido pela Bula Verdde, que inclui o Creme Protetor criado para evitar o atrito de roupas e tênis com a pele e o Gel de Benjoim para aliviar o stress da pele. Além do kit, a Bula Verdde apresenta na Running Show 2010 uma Loção Relaxante para as pernas.
A suíça Weleda também faz apostas tecnológicas: quer identificar os elementos naturais mais adequados para o desempenho e a saúde dos atletas.
Todas as novidades para o mercado estarão disponíveis na Running Show 2010.
Garanta a sua inscrição para as palestras e seusingressos para a feira.
Atletismo · 13 jul, 2010
Além das inovações tecnológicas e das palestras com profissionais das mais diversas áreas, a Running Show 2010 apresenta o que há de novo no setor cosmético. O foco está em produtos que proporcionem conforto e bem estar aos atletas antes, durante e depois de treinos e competições, como cremes e óleos.
Entre as novidades para o mercado brasileiro, terceiro maior do mundo, está um Kit Safe Runners desenvolvido pela Bula Verdde, que inclui o Creme Protetor criado para evitar o atrito de roupas e tênis com a pele e o Gel de Benjoim para aliviar o stress da pele. Além do kit, a Bula Verdde apresenta na Running Show 2010 uma Loção Relaxante para as pernas.
A suíça Weleda também faz apostas tecnológicas: quer identificar os elementos naturais mais adequados para o desempenho e a saúde dos atletas.
Todas as novidades para o mercado estarão disponíveis na Running Show 2010.
Garanta a sua inscrição para as palestras e seusingressos para a feira.
Atletismo · 29 jun, 2010
A Running Show, que acontece na Bienal do Ibirapuera dos dias 29 de julho a primeiro de agosto, traz diversas palestras com as novidades sobre saúde, tecnologia e equipamentos. São temas para atualizar os atletas e praticantes dos diversos esportes apresentados na feira.
Patrícia Rebelo, nutricionista, fala em palestra sobre como a nutrição esportiva pode ajudar na performance do atleta. Com o aumento do interesse da prática esportiva, somos levados a treinar cada vez mais e obter melhor desempenho. Até que ponto os produtos lançados para nutrição esportiva devem ser utilizados?, questiona ela, que abordará principalmente os novos suplementos que chegam ao mercado todos os anos.
Além da nutrição, é importante também uma boa orientação no que diz respeito à prática da atividade física, e por isso a necessidade de uma palestra sobre esse assunto. O fisioterapeuta esportivo Davis Homsi realiza palestra sobre as técnicas da recuperação pós-treino. É importante debater sobre a segurança na prática da atividade física, bem como aprimorar o conhecimento e os contatos dos profissionais na área, comenta.
Com o intuito de melhorar os métodos de cada atleta, a feira também disponibiliza palestras sobre a importância dos exercícios de recuperação do sistema muscular, visando melhorar o desempenho de cada um.
As inscrições para as palestras são gratuitas e devem ser feitas no site da feira www.runningshow.com.br.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026