Corrida de Obstáculos

Alergias: a natação pode ajudar a combater os espirros?

Enquanto algumas pessoas não conseguem passar um minuto em locais empoeirados, outras saem correndo quando o cachorro do amigo pede carinho. Tudo isso para evitar a sessão de espirros, que muitas vezes vem seguida de coceiras nos olhos e pele, causada pela rinite alérgica respiratória.

Para conseguir diminuir os efeitos da alergia, muitas pessoas recorrem ao anti-alérgico, um medicamento facilmente encontrado em qualquer farmácia, mas que não mostra grandes resultados quando a pessoa já está em contato com a causa do problema. Neste caso, o indicado é beber bastante água para hidratar a mucosa nasal e esperar a crise passar.

Porém, se o objetivo é diminuir os sintomas a longo prazo, realizar aulas de natação pelo menos duas vezes por semana é o mais indicado. “A natação é realizada em um ambiente úmido e aquecido, que auxilia muito na recuperação”, conta a hidrotrainer do Clube Espéria, Luciana Falcão.

Obesidade e sobrepeso: quando é hora de desacelerar?

Respiração - De acordo com a profissional, independente de ser alérgico ou não, o hábito de praticar o exercício ajuda a fortalecer os músculos da caixa torácica, aumentando a capacidade respiratória. “Os pulmões são órgão elásticos, cuja capacidade de contração e expansão depende dos músculos. Quanto mais fortalecido, mais eficiente torna se o sistema respiratório”, explica.

Doenças crônicas, como asma e bronquite, também são amenizadas quando se aprende a respirar corretamente, com o auxilio do esporte. “No nado crawl (lê-se ‘cral’), por exemplo, o aluno inspira e em seguida expira contra a resistência da água. O ato de soltar o ar contra essa resistência provoca uma pressão contra toda a árvore brônquica, fazendo com que as vias aéreas que estão estreitadas se mantenham abertas ou dilatadas por mais tempo, possibilitando um melhor esvaziamento dos alvéolos”, exemplifica a hidrotrainer.

Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault
Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault

Idade não é um problema para quem deseja aprender a dar as primeiras braçadas. O exercício pode ser praticado por crianças, adultos e idosos, desde que sejam liberados pelo médico e realizem exames com frequência para checar se a saúde está em dia.

No caso dos bebês, o único cuidado que as mamães e papais devem ter é checar como é feito o tratamento da água e se a temperatura é ideal. “Além de melhorar a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência cardiorrespiratória e muscular, tranquiliza o sono e também previne várias doenças”, completa Luciana.

Conheça o deep running

Cuidados com a água - Segundo Luciana Falcão, a natação pode chegar até a agravar o quadro respiratório se a água não for tratada corretamente, principalmente de crianças. “Seja clorada, salinizada ou tratada com ozonização, a água necessita de rigoroso cuidado e manutenção do nível de pH para eliminar microrganismos e garantir a saúde de quem a usa. O problema não esta diretamente ligado ao cloro e sim a quantidade utilizada para o controle das piscinas”


Alergias: a natação pode ajudar a combater os espirros?

Atletismo · 13 ago, 2013

Enquanto algumas pessoas não conseguem passar um minuto em locais empoeirados, outras saem correndo quando o cachorro do amigo pede carinho. Tudo isso para evitar a sessão de espirros, que muitas vezes vem seguida de coceiras nos olhos e pele, causada pela rinite alérgica respiratória.

Para conseguir diminuir os efeitos da alergia, muitas pessoas recorrem ao anti-alérgico, um medicamento facilmente encontrado em qualquer farmácia, mas que não mostra grandes resultados quando a pessoa já está em contato com a causa do problema. Neste caso, o indicado é beber bastante água para hidratar a mucosa nasal e esperar a crise passar.

Porém, se o objetivo é diminuir os sintomas a longo prazo, realizar aulas de natação pelo menos duas vezes por semana é o mais indicado. “A natação é realizada em um ambiente úmido e aquecido, que auxilia muito na recuperação”, conta a hidrotrainer do Clube Espéria, Luciana Falcão.

Obesidade e sobrepeso: quando é hora de desacelerar?

Respiração - De acordo com a profissional, independente de ser alérgico ou não, o hábito de praticar o exercício ajuda a fortalecer os músculos da caixa torácica, aumentando a capacidade respiratória. “Os pulmões são órgão elásticos, cuja capacidade de contração e expansão depende dos músculos. Quanto mais fortalecido, mais eficiente torna se o sistema respiratório”, explica.

Doenças crônicas, como asma e bronquite, também são amenizadas quando se aprende a respirar corretamente, com o auxilio do esporte. “No nado crawl (lê-se ‘cral’), por exemplo, o aluno inspira e em seguida expira contra a resistência da água. O ato de soltar o ar contra essa resistência provoca uma pressão contra toda a árvore brônquica, fazendo com que as vias aéreas que estão estreitadas se mantenham abertas ou dilatadas por mais tempo, possibilitando um melhor esvaziamento dos alvéolos”, exemplifica a hidrotrainer.

Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault
Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault

Idade não é um problema para quem deseja aprender a dar as primeiras braçadas. O exercício pode ser praticado por crianças, adultos e idosos, desde que sejam liberados pelo médico e realizem exames com frequência para checar se a saúde está em dia.

No caso dos bebês, o único cuidado que as mamães e papais devem ter é checar como é feito o tratamento da água e se a temperatura é ideal. “Além de melhorar a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência cardiorrespiratória e muscular, tranquiliza o sono e também previne várias doenças”, completa Luciana.

Conheça o deep running

Cuidados com a água - Segundo Luciana Falcão, a natação pode chegar até a agravar o quadro respiratório se a água não for tratada corretamente, principalmente de crianças. “Seja clorada, salinizada ou tratada com ozonização, a água necessita de rigoroso cuidado e manutenção do nível de pH para eliminar microrganismos e garantir a saúde de quem a usa. O problema não esta diretamente ligado ao cloro e sim a quantidade utilizada para o controle das piscinas”

Ressaca: como praticar exercícios quando o corpo não responde?

Mesmo os atletas profissionais, que não perdem um dia de treino, reservam os dias de descanso para encontrar os amigos e confraternizar. Porém, alguns acabam extrapolando na dose e transformando a diversão do final de semana no pesadelo da segunda-feira: a ressaca.

De acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, seguir a orientação de “dar uma corridinha que passa” pode trazer problemas. “Não adianta tentar treinar porque o organismo não está preparado para o exercício. Assim que o indivíduo forçar o corpo, ele vai passar mal”, alerta.

Cerveja pode substituir água na hidratação pós treino?

Segundo o médico, o fígado pode ser comparado ao tanque de combustível do corpo humano, encarregado de produzir energia o suficiente para a pessoa conseguir praticar atividades físicas. “O órgão trabalha muito liberando substâncias para poder se desintoxicar. Quando o atleta tenta treinar, irá sobrecarregá-lo, porque não está com um tanque decente”, enumera.

Mais tarde, esse álcool irá se transformar em açúcar em quantidade excessiva para ser consumido. “A glicose é responsável por gerar energia, porém, já debilitado, o fígado não consegue receber esse componente energético. Resumindo: não adianta tentar treinar”, sintetiza o profissional.

Fígado libera substâncias para poder se desintoxicar da bebedeira. Foto: Alexandre Jaeger Vendruscolo/ stock.xchng
Fígado libera substâncias para poder se desintoxicar da bebedeira. Foto: Alexandre Jaeger Vendruscolo/ stock.xchng

Outro grande erro é decidir tomar um remédio analgésico para combater as dores de cabeça que perturbam no dia seguinte. “Esse medicamento terá que ser metabolizado pelo fígado para poder ter algum efeito no organismo. Porém, o órgão já está sobrecarregado tentando se restabelecer do mal que sofreu, ou seja, o atleta estará causando mais uma agressão”, explica o fisiologista.

Barriga de chope: os riscos para a saúde

Como curar? - Não adianta inventar. A cura para uma grande ressaca é repouso e muita água para reidratar o corpo. “Não existe um tempo pré-determinado para a pessoa voltar ao treinamento, mas a recomendação é que ela pare por até três dias. Caso o indivíduo se sinta bem no dia seguinte, pode voltar aos treinos sem problemas”, sugere Paulo Roberto.

Caso o esportista veja necessidade de melhorar o mais rápido possível, a alternativa é tomar produtos hepatoprotetores. “Esses medicamentos são compostos de folhas, que colaboram para a melhora. Algo interessante é que eles têm um gosto horroroso quando a pessoa se sente bem e chega a ser até gostoso quando o objetivo é curar uma ressaca”, conclui o fisiologista.


Ressaca: como praticar exercícios quando o corpo não responde?

Atletismo · 12 ago, 2013

Mesmo os atletas profissionais, que não perdem um dia de treino, reservam os dias de descanso para encontrar os amigos e confraternizar. Porém, alguns acabam extrapolando na dose e transformando a diversão do final de semana no pesadelo da segunda-feira: a ressaca.

De acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, seguir a orientação de “dar uma corridinha que passa” pode trazer problemas. “Não adianta tentar treinar porque o organismo não está preparado para o exercício. Assim que o indivíduo forçar o corpo, ele vai passar mal”, alerta.

Cerveja pode substituir água na hidratação pós treino?

Segundo o médico, o fígado pode ser comparado ao tanque de combustível do corpo humano, encarregado de produzir energia o suficiente para a pessoa conseguir praticar atividades físicas. “O órgão trabalha muito liberando substâncias para poder se desintoxicar. Quando o atleta tenta treinar, irá sobrecarregá-lo, porque não está com um tanque decente”, enumera.

Mais tarde, esse álcool irá se transformar em açúcar em quantidade excessiva para ser consumido. “A glicose é responsável por gerar energia, porém, já debilitado, o fígado não consegue receber esse componente energético. Resumindo: não adianta tentar treinar”, sintetiza o profissional.

Fígado libera substâncias para poder se desintoxicar da bebedeira. Foto: Alexandre Jaeger Vendruscolo/ stock.xchng
Fígado libera substâncias para poder se desintoxicar da bebedeira. Foto: Alexandre Jaeger Vendruscolo/ stock.xchng

Outro grande erro é decidir tomar um remédio analgésico para combater as dores de cabeça que perturbam no dia seguinte. “Esse medicamento terá que ser metabolizado pelo fígado para poder ter algum efeito no organismo. Porém, o órgão já está sobrecarregado tentando se restabelecer do mal que sofreu, ou seja, o atleta estará causando mais uma agressão”, explica o fisiologista.

Barriga de chope: os riscos para a saúde

Como curar? - Não adianta inventar. A cura para uma grande ressaca é repouso e muita água para reidratar o corpo. “Não existe um tempo pré-determinado para a pessoa voltar ao treinamento, mas a recomendação é que ela pare por até três dias. Caso o indivíduo se sinta bem no dia seguinte, pode voltar aos treinos sem problemas”, sugere Paulo Roberto.

Caso o esportista veja necessidade de melhorar o mais rápido possível, a alternativa é tomar produtos hepatoprotetores. “Esses medicamentos são compostos de folhas, que colaboram para a melhora. Algo interessante é que eles têm um gosto horroroso quando a pessoa se sente bem e chega a ser até gostoso quando o objetivo é curar uma ressaca”, conclui o fisiologista.

Compulsão alimentar: como saber se a fome é, na verdade, ansiedade?

Chegar em casa depois de um dia estressante e ter vontade de devorar um pacote de biscoitos ou uma caixa de bombons: quem nunca teve esse desejo? Afogar as mágoas na comida pode ser um alívio momentâneo, mas transformar a gula em hábito pode gerar diversos danos à saúde física e psicológica do indivíduo.

De acordo com o psicólogo Rogério Alonso, comer compulsivamente pode ter diversas causas, mas a principal é o descontentamento entre a pessoa com o mundo que a cerca e com ela mesma. “A estrutura da personalidade de cada um influencia no modo em que ela irá lidar com a pressão cotidiana. Pessoas que não têm muita tolerância acabam precisando da ajuda da comida”, explica.

A ansiedade que leva muitas pessoas a comer frequentemente está ligada a sentimentos de culpa, baixa autoestima, vergonha, insatisfação, frustração e remorso. “A comida funciona como uma espécie de ‘muleta’ ou ‘válvula de escape’ para superar essas sensações desprazerosa”, conta o psicólogo.

Conheça três mitos e quatro fatos sobre emagrecimento

Além disso, pessoas compulsivas não conseguirão afogar suas mágoas em alimentos saudáveis, mas sim nas comidas com açúcar, gordura e carboidratos. “A gordura vem do chocolate, o açúcar dos doces e refrigerantes e o carboidrato dos biscoitos e bolachas. Não são alimentos fundamentais para sobreviver”, complementa Rogério.

Isso ocorre porque quando esses produtos são digeridos, liberam um hormônio neurotransmissor chamado serotonina, responsável pela sensação de bem-estar. “É como enganar o cérebro. A pessoa tem a sensação de felicidade sem se sentir feliz”, explica o profissional.

Compulsivos buscam conforto em alimentos ricos em açúcar, gordura e carboidratos. Foto: Cássio Oliveira/ stock.xchng
Compulsivos buscam conforto em alimentos ricos em açúcar, gordura e carboidratos. Foto: Cássio Oliveira/ stock.xchng

Sintomas - Segundo o psicólogo, um dos principais sinais de que o hábito está se tornando uma doença é o aumento expressivo do peso e a incapacidade de reversão do quadro. “Quando a pessoa nota que as roupas não cabem mais e todos os indivíduos que convivem com ela notam que a barriga está começando a protuberar, há algo errado”, enumera.

A próxima etapa é a tentativa de realizar diversas dietas e entrar em uma luta constante com a balança, porém essa tarefa se torna árdua uma vez que o corpo carrega os quilinhos a mais. “Não há confiança o suficiente e, mesmo sentindo que está tentando emagrecer, não existe resultado. Por conta disso, a frustração aparece e aumenta ainda mais a ansiedade do doente, levando-o a comer novamente”, exemplifica Rogério.

Por último, uma visita ao médico pode mostrar mudanças drásticas no resultado dos exames. Aumento da pressão arterial, diabetes e colesterol são sinais de que a saúde começa a ruir.

Não leve para a primavera os quilinhos a mais do inverno

Doenças que se misturam - Em alguns poucos casos, os compulsivos também podem desenvolver a bulimia, ato de provocar o vômito depois de ingerir alimentos em excesso. “Uma parte da doença é parecida, mas se o alimento não sofre digestão, ele não libera seratonina. Então, os compulsivos precisam dessa sensação de bem estar, enquanto o bulímico não consegue suportar a sensação do alimento no seu organismo”, explica o psicólogo.

Tratamento - Rogério Alonso afirma que é possível que um indivíduo perceba que possui o transtorno e conseguir se curar sozinho, mas as chances são pequenas e normalmente ocorrem no início da doença. “Perceber que a quantidade e a qualidade dos alimentos não está correta é o primeiro passo para a cura”.

Caso contrário, existe a necessidade do acompanhamento de quatro profissionais: psicólogo, psiquiatra, nutricionista e endocrinologista. “O psiquiatra entrará com a medicação para controlar a ansiedade e depressão, o psicólogo designa estratégias para mudanças alimentares e fortalecimento da auto-estima, o nutricionista irá prescrever o tipo de alimentação que esta pessoa deve seguir e o endocrinologista irá fornecer medicamentos que irão ajudar na diminuição do apetite e até regular distúrbios hormonais que podem ter sido alterados com a compulsão”, conclui.


Compulsão alimentar: como saber se a fome é, na verdade, ansiedade?

Atletismo · 09 ago, 2013

Chegar em casa depois de um dia estressante e ter vontade de devorar um pacote de biscoitos ou uma caixa de bombons: quem nunca teve esse desejo? Afogar as mágoas na comida pode ser um alívio momentâneo, mas transformar a gula em hábito pode gerar diversos danos à saúde física e psicológica do indivíduo.

De acordo com o psicólogo Rogério Alonso, comer compulsivamente pode ter diversas causas, mas a principal é o descontentamento entre a pessoa com o mundo que a cerca e com ela mesma. “A estrutura da personalidade de cada um influencia no modo em que ela irá lidar com a pressão cotidiana. Pessoas que não têm muita tolerância acabam precisando da ajuda da comida”, explica.

A ansiedade que leva muitas pessoas a comer frequentemente está ligada a sentimentos de culpa, baixa autoestima, vergonha, insatisfação, frustração e remorso. “A comida funciona como uma espécie de ‘muleta’ ou ‘válvula de escape’ para superar essas sensações desprazerosa”, conta o psicólogo.

Conheça três mitos e quatro fatos sobre emagrecimento

Além disso, pessoas compulsivas não conseguirão afogar suas mágoas em alimentos saudáveis, mas sim nas comidas com açúcar, gordura e carboidratos. “A gordura vem do chocolate, o açúcar dos doces e refrigerantes e o carboidrato dos biscoitos e bolachas. Não são alimentos fundamentais para sobreviver”, complementa Rogério.

Isso ocorre porque quando esses produtos são digeridos, liberam um hormônio neurotransmissor chamado serotonina, responsável pela sensação de bem-estar. “É como enganar o cérebro. A pessoa tem a sensação de felicidade sem se sentir feliz”, explica o profissional.

Compulsivos buscam conforto em alimentos ricos em açúcar, gordura e carboidratos. Foto: Cássio Oliveira/ stock.xchng
Compulsivos buscam conforto em alimentos ricos em açúcar, gordura e carboidratos. Foto: Cássio Oliveira/ stock.xchng

Sintomas - Segundo o psicólogo, um dos principais sinais de que o hábito está se tornando uma doença é o aumento expressivo do peso e a incapacidade de reversão do quadro. “Quando a pessoa nota que as roupas não cabem mais e todos os indivíduos que convivem com ela notam que a barriga está começando a protuberar, há algo errado”, enumera.

A próxima etapa é a tentativa de realizar diversas dietas e entrar em uma luta constante com a balança, porém essa tarefa se torna árdua uma vez que o corpo carrega os quilinhos a mais. “Não há confiança o suficiente e, mesmo sentindo que está tentando emagrecer, não existe resultado. Por conta disso, a frustração aparece e aumenta ainda mais a ansiedade do doente, levando-o a comer novamente”, exemplifica Rogério.

Por último, uma visita ao médico pode mostrar mudanças drásticas no resultado dos exames. Aumento da pressão arterial, diabetes e colesterol são sinais de que a saúde começa a ruir.

Não leve para a primavera os quilinhos a mais do inverno

Doenças que se misturam - Em alguns poucos casos, os compulsivos também podem desenvolver a bulimia, ato de provocar o vômito depois de ingerir alimentos em excesso. “Uma parte da doença é parecida, mas se o alimento não sofre digestão, ele não libera seratonina. Então, os compulsivos precisam dessa sensação de bem estar, enquanto o bulímico não consegue suportar a sensação do alimento no seu organismo”, explica o psicólogo.

Tratamento - Rogério Alonso afirma que é possível que um indivíduo perceba que possui o transtorno e conseguir se curar sozinho, mas as chances são pequenas e normalmente ocorrem no início da doença. “Perceber que a quantidade e a qualidade dos alimentos não está correta é o primeiro passo para a cura”.

Caso contrário, existe a necessidade do acompanhamento de quatro profissionais: psicólogo, psiquiatra, nutricionista e endocrinologista. “O psiquiatra entrará com a medicação para controlar a ansiedade e depressão, o psicólogo designa estratégias para mudanças alimentares e fortalecimento da auto-estima, o nutricionista irá prescrever o tipo de alimentação que esta pessoa deve seguir e o endocrinologista irá fornecer medicamentos que irão ajudar na diminuição do apetite e até regular distúrbios hormonais que podem ter sido alterados com a compulsão”, conclui.

Nova linha de vestuário da Fila une conforto e estilo

Tendo em vista o conforto e estilo, a Fila lança uma nova linha de vestuário para acompanhar o ritmo dos esportistas. A coleção conta com camisetas, regatas e shorts que prometem acompanhar o movimento do atleta.

Dia dos pais: confira dicas de presentes para o seu pai atleta

"O novo momento da marca é de oferecer looks que impõem, além de qualidade, muito estilo para os esportistas. A marca sempre dá uma atenção especial aos detalhes e preocupa-se com o caimento perfeito de suas peças”, explica o gerente de inteligência de marcas, Renato Sutti, e completa: “criação dos produtos parte da interpretação que a Fila faz da moda com o viés do esporte, entregando peças diferenciadas e fashions para todos os estilos e momentos".

Camiseta masculina tem saída para fones. Foto: Divulgação/ Fila
Camiseta masculina tem saída para fones. Foto: Divulgação/ Fila

Para os homens - Intitulada “Geomove”, a linha conta com camisetas de área de respiro à laser na área das axilas e saídas exclusivas para fones de ouvido, para o esportista que não abre mão de ouvir sua música preferida enquanto treina. Os shorts tem uma sunga interna que facilita a movimentação e diminui a sensação de incômodo na corrida.

The North Face lança colete para ajudar atletas a encarar o frio

Feminio - Já para as mulheres, a linha “Blossom” chega com fator de proteção solar 50, para proteger a pele nos dias mais quentes. Nos membros inferiores, recorte entrepernas e tecido com maior respirabilidade.


Nova linha de vestuário da Fila une conforto e estilo

Atletismo · 09 ago, 2013

Tendo em vista o conforto e estilo, a Fila lança uma nova linha de vestuário para acompanhar o ritmo dos esportistas. A coleção conta com camisetas, regatas e shorts que prometem acompanhar o movimento do atleta.

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"O novo momento da marca é de oferecer looks que impõem, além de qualidade, muito estilo para os esportistas. A marca sempre dá uma atenção especial aos detalhes e preocupa-se com o caimento perfeito de suas peças”, explica o gerente de inteligência de marcas, Renato Sutti, e completa: “criação dos produtos parte da interpretação que a Fila faz da moda com o viés do esporte, entregando peças diferenciadas e fashions para todos os estilos e momentos".

Camiseta masculina tem saída para fones. Foto: Divulgação/ Fila
Camiseta masculina tem saída para fones. Foto: Divulgação/ Fila

Para os homens - Intitulada “Geomove”, a linha conta com camisetas de área de respiro à laser na área das axilas e saídas exclusivas para fones de ouvido, para o esportista que não abre mão de ouvir sua música preferida enquanto treina. Os shorts tem uma sunga interna que facilita a movimentação e diminui a sensação de incômodo na corrida.

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Feminio - Já para as mulheres, a linha “Blossom” chega com fator de proteção solar 50, para proteger a pele nos dias mais quentes. Nos membros inferiores, recorte entrepernas e tecido com maior respirabilidade.

Não leve para a primavera os quilinhos a mais do inverno!

Dias quentes e frios se misturam no inverno brasileiro e é difícil planejar a roupa que será usada no dia seguinte, mesmo com as previsões do tempo. Enquanto o sol convida para um bom treino ao ar livre, as baixas temperaturas pedem comidas e bebidas quentes, além do aconchego do cobertor.

A falta de exercícios somada à procura do organismo por alimentos calóricos para poder confortar o corpo têm somente um resultado: acúmulo de gordura. “Muitas vezes nem estamos com fome, mas procuramos ingerir bebidas e alimentos quentes para nos sentirmos aquecidos”, resume a nutricionista da empresa Personal Diet, Joyce Nunes de Oliveira.

A vontade de comer mais em dias frios ocorre porque o corpo precisa da digestão para gerar energia e, consequentemente, calor para o corpo. “Porém, o inverno brasileiro não é tão rigoroso a ponto de exigir grandes esforços de nosso organismo para manter o equilíbrio térmico”, completa Joyce.

Gripe: alimentação pode ajudar o sistema imunológico

É comum imaginar que o corpo armazene gordura no inverno para vencer o frio, assim como acontece com os animais na hibernação, mas deve-se lembrar que o gasto energético humano continua o mesmo, enquanto os bichos permanecem esse período dormindo e poupando energia. “Comer para ter a sensação de conforto é diferente de se alimentar para repor as energias”, explica a nutricionista.

Portanto, existe razão para comer mais no inverno, mas não o suficiente para descuidar da alimentação e levar alguns quilinhos a mais para a próxima estação. “O recomendado é comer lanches leves de três em três horas e não esquecer da hidratação. Beba água, mesmo se não tiver sede”, sugere a profissional.

Castanhas, nozes e amêndoas são opções de lanche da tarde para quem segue uma dieta. Foto: Foto: Iain Buchanan/Licença Creative Commons
Castanhas, nozes e amêndoas são opções de lanche da tarde para quem segue uma dieta. Foto: Foto: Iain Buchanan/Licença Creative Commons

O que comer? - Não é preciso se render aos alimentos repletos de açúcar e gordura para conseguir se sentir bem. “Prefira alimentos mais quentes e picantes. Troque as saladas frias por preparações refogadas, grelhadas ou assadas. Todos os tipos de feijões, grãos integrais e batatas também são recomendados”, indica Joyce.

Para quem deseja seguir uma dieta, ela dá uma dica: investir em sementes e oleaginosas, como as castanhas, nozes e amêndoas. “Na hora do preparo de alimentos, temperos como coentro, cominho, curry, páprica picante, gengibre, cebola e canela são as opções”, enumera.

Na hora da escolha da bebida, o tradicional chocolate quente está fora do cardápio. “Preparar um chá de ervas ou leite com cacau e canela são escolhas nutritivas e saborosas”, afirma a nutricionista.

Como praticar atividade física sem debilitar a saúde no inverno

Apesar das sopas serem quentes e reconfortantes, Joyce alerta: cuidado com os ingredientes que elas podem conter. “Deve-se ficar longe de paio, bacon, creme de leite, entre outros. Esses ingredientes não só engordam como estão relacionados à doenças crônicas e degenerativas”.

Longe da gripe - Os alimentos são os principais aliados da saúde para manter o corpo longe das gripes e resfriados. “Alho, cogumelos e frutas cítricas ajudam a combater essas doenças. Os peixes, que são ricos em zinco, também fortalecem as células de defesa, enquanto as sopas e caldos mantêm o corpo aquecido e turbinam o sistema imunológico”, conclui a nutricionista.


Não leve para a primavera os quilinhos a mais do inverno!

Atletismo · 08 ago, 2013

Dias quentes e frios se misturam no inverno brasileiro e é difícil planejar a roupa que será usada no dia seguinte, mesmo com as previsões do tempo. Enquanto o sol convida para um bom treino ao ar livre, as baixas temperaturas pedem comidas e bebidas quentes, além do aconchego do cobertor.

A falta de exercícios somada à procura do organismo por alimentos calóricos para poder confortar o corpo têm somente um resultado: acúmulo de gordura. “Muitas vezes nem estamos com fome, mas procuramos ingerir bebidas e alimentos quentes para nos sentirmos aquecidos”, resume a nutricionista da empresa Personal Diet, Joyce Nunes de Oliveira.

A vontade de comer mais em dias frios ocorre porque o corpo precisa da digestão para gerar energia e, consequentemente, calor para o corpo. “Porém, o inverno brasileiro não é tão rigoroso a ponto de exigir grandes esforços de nosso organismo para manter o equilíbrio térmico”, completa Joyce.

Gripe: alimentação pode ajudar o sistema imunológico

É comum imaginar que o corpo armazene gordura no inverno para vencer o frio, assim como acontece com os animais na hibernação, mas deve-se lembrar que o gasto energético humano continua o mesmo, enquanto os bichos permanecem esse período dormindo e poupando energia. “Comer para ter a sensação de conforto é diferente de se alimentar para repor as energias”, explica a nutricionista.

Portanto, existe razão para comer mais no inverno, mas não o suficiente para descuidar da alimentação e levar alguns quilinhos a mais para a próxima estação. “O recomendado é comer lanches leves de três em três horas e não esquecer da hidratação. Beba água, mesmo se não tiver sede”, sugere a profissional.

Castanhas, nozes e amêndoas são opções de lanche da tarde para quem segue uma dieta. Foto: Foto: Iain Buchanan/Licença Creative Commons
Castanhas, nozes e amêndoas são opções de lanche da tarde para quem segue uma dieta. Foto: Foto: Iain Buchanan/Licença Creative Commons

O que comer? - Não é preciso se render aos alimentos repletos de açúcar e gordura para conseguir se sentir bem. “Prefira alimentos mais quentes e picantes. Troque as saladas frias por preparações refogadas, grelhadas ou assadas. Todos os tipos de feijões, grãos integrais e batatas também são recomendados”, indica Joyce.

Para quem deseja seguir uma dieta, ela dá uma dica: investir em sementes e oleaginosas, como as castanhas, nozes e amêndoas. “Na hora do preparo de alimentos, temperos como coentro, cominho, curry, páprica picante, gengibre, cebola e canela são as opções”, enumera.

Na hora da escolha da bebida, o tradicional chocolate quente está fora do cardápio. “Preparar um chá de ervas ou leite com cacau e canela são escolhas nutritivas e saborosas”, afirma a nutricionista.

Como praticar atividade física sem debilitar a saúde no inverno

Apesar das sopas serem quentes e reconfortantes, Joyce alerta: cuidado com os ingredientes que elas podem conter. “Deve-se ficar longe de paio, bacon, creme de leite, entre outros. Esses ingredientes não só engordam como estão relacionados à doenças crônicas e degenerativas”.

Longe da gripe - Os alimentos são os principais aliados da saúde para manter o corpo longe das gripes e resfriados. “Alho, cogumelos e frutas cítricas ajudam a combater essas doenças. Os peixes, que são ricos em zinco, também fortalecem as células de defesa, enquanto as sopas e caldos mantêm o corpo aquecido e turbinam o sistema imunológico”, conclui a nutricionista.

Salto alto: aprenda a usar o calçado sem comprometer a saúde

Acessório indispensável no guarda roupa feminino, os sapatos de salto alto misturam sensualidade, elegância e autoconfiança. Usados principalmente durante a noite, o calçado muitas vezes faz parte da rotina de algumas mulheres que, fora da academia, não aceitam descer do salto.

Porém, o hábito pode trazer consequências para a saúde. “O salto alto é um dos piores tipos de calçado que existe e a orientação é para que as mulheres optem por usá-lo, no máximo, por meio período do dia”, explica o ortopedista Dr. André Felipe Ninomiya.

Salto alto pode ocasionar diversas lesões nas corredoras

Caso seja impossível deixar o "companheiro" no armário, o médico sugere que as mulheres deem preferência para os modelos que exijam menos esforço dos pés e coluna. “Não existe salto adequado, mas o melhor a se fazer é evitar os sapatos com bico fino e salto agulha”.

O sapato com salto anabela, uma espécie de plataforma que abrange toda a planta do pé, também é uma opção para o público feminino. “Inclusive, este tipo de calçado é indicado para o tratamento de patologias nos pés”, completa o Dr. Ninomiya.

No final do dia, é essencial fazer o alongamento do calcâneo para garantir a saúde do tendão de Aquiles e evitar possíveis problemas na região.

Ortopedista desaconselha uso de salto agulha. Foto: Domínio Público
Ortopedista desaconselha uso de salto agulha. Foto: Domínio Público

Perigos do salto - As mulheres devem ficar atentas aos problemas que o acessório pode causar. Bolhas, olho de peixe e calos podem ser causados pelo uso excessivo ou má qualidade do produto.

Segundo o profissional, o sapato também mexe com o centro de gravidade do corpo e quem fica responsável por equilibrar o corpo é a coluna.” O uso crônico do salto trará problemas na região, como por exemplo o aparecimento da hérnia de disco”.

Além disso, o uso desenfreado do bico fino causa deformidade do hálux, nome científico para o dedão do pé. “Quando as estruturas ósseas ficam posicionadas da mesma forma e por muito tempo, ela permanecerá assim. Para reverter esse quadro, a paciente terá que passar por cirurgia”, alerta o ortopedista.

Joelho das mulheres sofre com o uso de saltos altos

Pisada - Corredoras com pisada supinada devem tomar cuidado com o uso do calçado. “Esse público é o que mais sofre, porque tendem a deixar o tornozelo instável, aumentando o risco de torções”, conclui o médico.


Salto alto: aprenda a usar o calçado sem comprometer a saúde

Atletismo · 06 ago, 2013

Acessório indispensável no guarda roupa feminino, os sapatos de salto alto misturam sensualidade, elegância e autoconfiança. Usados principalmente durante a noite, o calçado muitas vezes faz parte da rotina de algumas mulheres que, fora da academia, não aceitam descer do salto.

Porém, o hábito pode trazer consequências para a saúde. “O salto alto é um dos piores tipos de calçado que existe e a orientação é para que as mulheres optem por usá-lo, no máximo, por meio período do dia”, explica o ortopedista Dr. André Felipe Ninomiya.

Salto alto pode ocasionar diversas lesões nas corredoras

Caso seja impossível deixar o "companheiro" no armário, o médico sugere que as mulheres deem preferência para os modelos que exijam menos esforço dos pés e coluna. “Não existe salto adequado, mas o melhor a se fazer é evitar os sapatos com bico fino e salto agulha”.

O sapato com salto anabela, uma espécie de plataforma que abrange toda a planta do pé, também é uma opção para o público feminino. “Inclusive, este tipo de calçado é indicado para o tratamento de patologias nos pés”, completa o Dr. Ninomiya.

No final do dia, é essencial fazer o alongamento do calcâneo para garantir a saúde do tendão de Aquiles e evitar possíveis problemas na região.

Ortopedista desaconselha uso de salto agulha. Foto: Domínio Público
Ortopedista desaconselha uso de salto agulha. Foto: Domínio Público

Perigos do salto - As mulheres devem ficar atentas aos problemas que o acessório pode causar. Bolhas, olho de peixe e calos podem ser causados pelo uso excessivo ou má qualidade do produto.

Segundo o profissional, o sapato também mexe com o centro de gravidade do corpo e quem fica responsável por equilibrar o corpo é a coluna.” O uso crônico do salto trará problemas na região, como por exemplo o aparecimento da hérnia de disco”.

Além disso, o uso desenfreado do bico fino causa deformidade do hálux, nome científico para o dedão do pé. “Quando as estruturas ósseas ficam posicionadas da mesma forma e por muito tempo, ela permanecerá assim. Para reverter esse quadro, a paciente terá que passar por cirurgia”, alerta o ortopedista.

Joelho das mulheres sofre com o uso de saltos altos

Pisada - Corredoras com pisada supinada devem tomar cuidado com o uso do calçado. “Esse público é o que mais sofre, porque tendem a deixar o tornozelo instável, aumentando o risco de torções”, conclui o médico.

Vídeo conta que atitude negativa é a única deficiência que limita

Atletismo · 05 ago, 2013

Vídeos de superação têm ganhado cada vez mais espaço na internet, principalmente quando são publicadas no Facebook. A possibilidade de compartilhar experiências de vida e a luta de deficientes foi mais um passo em busca da diminuição do preconceito.

Uma produção que tem emocionado os internautas é o “A Vida que Você Escolheu”, uma produção de Renato Cabral, que inicia com a frase "Só existe um tipo de deficiência: a atitude negativa". Nela, a voz do locutor aparece por trás de uma música instrumental para narrar um texto sobre o significado de viver.

Os atores principais são Letícia Ferreira, uma cadeirante campeã mundial de natação, Roberto Carlos Silva, deficiente físico e vice-campeão mundial de triathlon, e Pedro Cordeiro, uma criança que desenvolveu uma síndrome rara no primeiro ano de vida.

Apesar de o vídeo exibir as diversas conquistas e acontecimentos de pessoas com algum tipo de deficiência, em nenhum momento no texto elas são explícitas. Todos os públicos se identificam com o tema.


Vale comer de tudo para ganhar massa magra?

Ter um corpo saudável e musculoso, livre de gorduras, é um dos principais objetivos ao fazer inscrição nas academias ou começar um treinamento. O processo inicia com o ganho de massa magra (conhecido como bulking) e perda de porcentagem da gordura corporal (cutting). Porém, no primeiro estágio é comum ver a pessoa comer sem restrições; um grande erro.

Conhecido como bulking sujo, o hábito de ingerir qualquer tipo de alimento, sem se preocupar com a quantidade de gordura e açúcares, pode não só ter o efeito contrário como prejudicar a saúde. A prática é feita por indivíduos que acreditam que conseguirão perder essa gordura quando entrarem na fase do cutting.

“Existem dois tipos de ganho de massa: a de massa gorda e a de massa magra. É preciso sempre ganhar massa magra e perder massa gorda, isto é importante tanto para a estética quanto para a saúde, na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, explica a nutricionista Bianca Bianchi. Por isso, não ter hora para comer e ingerir mais nutrientes do que o organismo necessita não trará benefícios e pode até atrapalhar o rendimento.

É comum especialistas deixarem os atletas mais à vontade para comer o que os agrada nesse período, pelo fato de que esses alimentos terão que ser extremamente restritos na segunda fase (cutting). “A dica é comer de três em três horas e evitar gorduras, frituras, doces e guloseimas. O atleta deve preferir frutas, legumes, saladas, alimentos integrais (fibras), leites e derivados desnatados ou semidesnatados”, completa Bianca.

Sem restrições à ingestão de gorduras, indivíduo ganha massa gorda e engorda. Foto: © Garuti | Dreamstime Stock Photos & Stock Free Images
Sem restrições à ingestão de gorduras, indivíduo ganha massa gorda e engorda. Foto: © Garuti | Dreamstime Stock Photos & Stock Free Images

Dieta - Segundo a nutricionista, deve-se tomar cuidado ao seguir “dietas da moda”, porque cada pessoa tem a sua necessidade energética e pode ingerir mais ou menos do que organismo precisa. “Para a síntese e manutenção da massa magra, a dieta deve ser seguida, bem como as recomendações nutricionais, mantendo sempre o equilíbrio”

Bianca conta que um erro bastante comum é as pessoas acreditarem que alimentos ricos em carboidratos devem ser eliminado das refeições. “Uma das principais funções dos carboidratos é fornecer energia imediata para a contração muscular, de forma muito mais eficiente em comparação com os lipídeos, o que promove ganho de massa magra e, em médio e longo prazo, a perda de massa gorda”, diz.

A ingestão de proteínas também é necessária, porém não em grandes quantidades. “O excesso de proteínas é oxidada na mitocôndria e não é direcionada para a síntese muscular”, complementa a profissional.

Suplementação - O suplemento adequado e controlado, aliado à uma dieta e exercícios, ajuda a trazer resultados positivos mais rápidos. Porém, não são todas as substâncias que ajudarão o atleta, por isso um/(a) nutricionista sempre deve ser consultado antes de consumi-las.

Bianca também alerta para a necessidade de uma alimentação saudável. “Os suplementos que trazem maiores resultados para a finalidade em ganho de massa magra são, estimulantes ou proteínas ou principalmente creatinina”,conclui.


Vale comer de tudo para ganhar massa magra?

Atletismo · 01 ago, 2013

Ter um corpo saudável e musculoso, livre de gorduras, é um dos principais objetivos ao fazer inscrição nas academias ou começar um treinamento. O processo inicia com o ganho de massa magra (conhecido como bulking) e perda de porcentagem da gordura corporal (cutting). Porém, no primeiro estágio é comum ver a pessoa comer sem restrições; um grande erro.

Conhecido como bulking sujo, o hábito de ingerir qualquer tipo de alimento, sem se preocupar com a quantidade de gordura e açúcares, pode não só ter o efeito contrário como prejudicar a saúde. A prática é feita por indivíduos que acreditam que conseguirão perder essa gordura quando entrarem na fase do cutting.

“Existem dois tipos de ganho de massa: a de massa gorda e a de massa magra. É preciso sempre ganhar massa magra e perder massa gorda, isto é importante tanto para a estética quanto para a saúde, na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, explica a nutricionista Bianca Bianchi. Por isso, não ter hora para comer e ingerir mais nutrientes do que o organismo necessita não trará benefícios e pode até atrapalhar o rendimento.

É comum especialistas deixarem os atletas mais à vontade para comer o que os agrada nesse período, pelo fato de que esses alimentos terão que ser extremamente restritos na segunda fase (cutting). “A dica é comer de três em três horas e evitar gorduras, frituras, doces e guloseimas. O atleta deve preferir frutas, legumes, saladas, alimentos integrais (fibras), leites e derivados desnatados ou semidesnatados”, completa Bianca.

Sem restrições à ingestão de gorduras, indivíduo ganha massa gorda e engorda. Foto: © Garuti | Dreamstime Stock Photos & Stock Free Images
Sem restrições à ingestão de gorduras, indivíduo ganha massa gorda e engorda. Foto: © Garuti | Dreamstime Stock Photos & Stock Free Images

Dieta - Segundo a nutricionista, deve-se tomar cuidado ao seguir “dietas da moda”, porque cada pessoa tem a sua necessidade energética e pode ingerir mais ou menos do que organismo precisa. “Para a síntese e manutenção da massa magra, a dieta deve ser seguida, bem como as recomendações nutricionais, mantendo sempre o equilíbrio”

Bianca conta que um erro bastante comum é as pessoas acreditarem que alimentos ricos em carboidratos devem ser eliminado das refeições. “Uma das principais funções dos carboidratos é fornecer energia imediata para a contração muscular, de forma muito mais eficiente em comparação com os lipídeos, o que promove ganho de massa magra e, em médio e longo prazo, a perda de massa gorda”, diz.

A ingestão de proteínas também é necessária, porém não em grandes quantidades. “O excesso de proteínas é oxidada na mitocôndria e não é direcionada para a síntese muscular”, complementa a profissional.

Suplementação - O suplemento adequado e controlado, aliado à uma dieta e exercícios, ajuda a trazer resultados positivos mais rápidos. Porém, não são todas as substâncias que ajudarão o atleta, por isso um/(a) nutricionista sempre deve ser consultado antes de consumi-las.

Bianca também alerta para a necessidade de uma alimentação saudável. “Os suplementos que trazem maiores resultados para a finalidade em ganho de massa magra são, estimulantes ou proteínas ou principalmente creatinina”,conclui.

Praticar atividades físicas só no final de semana faz bem à saúde?

Com a correria do dia a dia, fica difícil encontrar tempo para praticar alguma atividade física e o final de semana parece propício para uma caminhada ou corrida no parque. Porém, estabelecer um treino somente nesses dias e acreditar que está apto a competir é uma armadilha que traz grandes consequências.

De acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Dr. Paulo Roberto Correia, fazer exercícios nos dias de descanso faz bem para a saúde, mas não quando o objetivo é superação. “Neste caso, não existe uma programação, portanto essas pessoas não estão acostumadas com o treinamento e o seu organismo não está preparado para esse esforço”, explica.

Pets na corrida: quando levar o amigo de quatro patas para provas

O especialista também explica que, para ser considerado um atleta, é preciso treinamento e competição. “Um atleta de elite treina todos os dias, tem uma boa alimentação e um descanso de qualidade. Porém, é possível competir normalmente com uma rotina de treino três vezes por semana, não menos que isso”, afirma.

Essa programação é necessária para que o organismo se habitue com o esforço, seja capaz de aumentar distâncias e diminuir o tempo. “A recuperação de um treino de resistência é rápida, cerca de oito horas depois a pessoa é capaz de fazer até o mesmo tempo. Passado 48 horas, o corpo conserva o efeito desse treinamento, porém depois disso o ganho é perdido”, conta o fisiologista.

Treinar de final de semana é saudável, desde que não seja para competições. Foto: Gloria Cheng/ stock.xchng
Treinar de final de semana é saudável, desde que não seja para competições. Foto: Gloria Cheng/ stock.xchng

Sem preparo - Quando o esportista insiste em ultrapassar seus limites, mesmo sem preparo, ele passa mal e pode sofrer com o desconforto. “O primeiro sinal que o corpo dá são as dores musculares e cãimbras. Depois, podem ocorrer processos inflamatórios que tornam-se crônicos e ficam muito mais difíceis de serem tratados”, orienta Dr. Paulo Roberto.

Atletas consideram Maratona dos Perdidos prova mais difícil do Brasil

O profissional também conta que é comum o treino ser mais desgastante para que o atleta tenha mais facilidade na hora da competição. "Quando o treinamento ocorre somente no final de semana, certamente essas pessoas irão sofrer na prova”, conclui.

Por isso, manter um ritmo leve, alimentar-se bem e respeitar os limites do organismo são pré-requisitos para um bom treinamento no final de semana.


Praticar atividades físicas só no final de semana faz bem à saúde?

Atletismo · 31 jul, 2013

Com a correria do dia a dia, fica difícil encontrar tempo para praticar alguma atividade física e o final de semana parece propício para uma caminhada ou corrida no parque. Porém, estabelecer um treino somente nesses dias e acreditar que está apto a competir é uma armadilha que traz grandes consequências.

De acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Dr. Paulo Roberto Correia, fazer exercícios nos dias de descanso faz bem para a saúde, mas não quando o objetivo é superação. “Neste caso, não existe uma programação, portanto essas pessoas não estão acostumadas com o treinamento e o seu organismo não está preparado para esse esforço”, explica.

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O especialista também explica que, para ser considerado um atleta, é preciso treinamento e competição. “Um atleta de elite treina todos os dias, tem uma boa alimentação e um descanso de qualidade. Porém, é possível competir normalmente com uma rotina de treino três vezes por semana, não menos que isso”, afirma.

Essa programação é necessária para que o organismo se habitue com o esforço, seja capaz de aumentar distâncias e diminuir o tempo. “A recuperação de um treino de resistência é rápida, cerca de oito horas depois a pessoa é capaz de fazer até o mesmo tempo. Passado 48 horas, o corpo conserva o efeito desse treinamento, porém depois disso o ganho é perdido”, conta o fisiologista.

Treinar de final de semana é saudável, desde que não seja para competições. Foto: Gloria Cheng/ stock.xchng
Treinar de final de semana é saudável, desde que não seja para competições. Foto: Gloria Cheng/ stock.xchng

Sem preparo - Quando o esportista insiste em ultrapassar seus limites, mesmo sem preparo, ele passa mal e pode sofrer com o desconforto. “O primeiro sinal que o corpo dá são as dores musculares e cãimbras. Depois, podem ocorrer processos inflamatórios que tornam-se crônicos e ficam muito mais difíceis de serem tratados”, orienta Dr. Paulo Roberto.

Atletas consideram Maratona dos Perdidos prova mais difícil do Brasil

O profissional também conta que é comum o treino ser mais desgastante para que o atleta tenha mais facilidade na hora da competição. "Quando o treinamento ocorre somente no final de semana, certamente essas pessoas irão sofrer na prova”, conclui.

Por isso, manter um ritmo leve, alimentar-se bem e respeitar os limites do organismo são pré-requisitos para um bom treinamento no final de semana.

Vômitos e desmaios em atividades físicas são reações comuns do corpo?

É cada vez mais comum ver atletas cruzarem a linha de chegada passando mal, vomitando e até desmaiando por conta do esforço físico por qual acabou de passar. Porém, será que é mesmo normal que o corpo reaja desta forma à atividade física?

De acordo com o fisiologista do esporte e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Dr. Paulo Roberto Correia, essas reações fisiológicas estão longe de serem consideradas normais. “Vômitos e desmaios não deveriam acontecer. Tudo isso ocorre quando o atleta ultrapassa os limites do seu corpo ou pelo uso de substâncias estimulantes, que fazem com o que o organismo extrapole”, explica.

Testes de pisada e palmilhas – mitos e verdades

A corredora de longas distâncias e blogueira do Webrun, Rosália Camargo, é uma atleta que já se acostumou com os desmaios constantes. “Eles (os desmaios) acontecem sempre depois que eu cruzo a linha de chegada, mas só quando não vou para o soro. A única vez que eu cheguei a apagar no meio do percurso foi na Transvulcânia (ESP), prova de 83 quilômetros, este ano”, diz.

Depois de notar que os desmaios só ocorriam nas provas, Rosália não procurou orientação médica. “Acho que sempre acontece porque eu me esforço muito nas provas. Por exemplo, já corri na K21 Arraial do Cabo e cheguei a desmaiar na linha de chegada, porque não tinha soro no posto médico. Também me alimento pouco durante percursos longos e isso pode influenciar”, afirma.

Falta de preparo é um dos principais fatores para mal estar. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
Falta de preparo é um dos principais fatores para mal estar. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

Repetições - Apesar da frequência, Dr. Paulo Roberto explica que não existem danos neurológicos quando o esportista desmaia. “O corpo desliga justamente para preservar o sistema nervoso das lesões e não ter sequelas. Já os vômitos acabam trazendo sérios problemas para o esôfago e sistema gastrointestinal, pois que todo o suco gástrico terá que voltar”, conta.

Segundo o profissional, somente em uma situação os vômitos são admitidos: durante os treinos. “Quando o atleta está em treinamento, o objetivo é superar sua marca e diminuir o tempo, por isso os esforços além do seu próprio limite acontecem. Porém, quando o vômito ocorre durante a prova, significa despreparo. Muitos amadores fazem treino de elite sem terem o organismo pronto para isso”, orienta.

Doping no esporte: entenda como as substâncias agem no corpo humano

Postos de hidratação - É comum o atleta estar focado em seu objetivo e decidir pular os postos de hidratação, porém isso é um erro. “Quando o atleta se sente mal é porque alguma coisa está errada. Um dos principais fatores é a falta de alimentação ou hidratação durante o percurso”, discorre o fisiologista.

Muitas provas no calendário - Outro fator que aumenta a frequência dos casos em competições é a quantidade de provas para qual o esportista se inscreve. “É comum o atleta treinar para participar de uma ou duas maratonas por ano, mas ele não deve correr em percursos pequenos, de cinco e dez quilômetros, nesse meio tempo”, conclui.


Vômitos e desmaios em atividades físicas são reações comuns do corpo?

Atletismo · 30 jul, 2013

É cada vez mais comum ver atletas cruzarem a linha de chegada passando mal, vomitando e até desmaiando por conta do esforço físico por qual acabou de passar. Porém, será que é mesmo normal que o corpo reaja desta forma à atividade física?

De acordo com o fisiologista do esporte e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Dr. Paulo Roberto Correia, essas reações fisiológicas estão longe de serem consideradas normais. “Vômitos e desmaios não deveriam acontecer. Tudo isso ocorre quando o atleta ultrapassa os limites do seu corpo ou pelo uso de substâncias estimulantes, que fazem com o que o organismo extrapole”, explica.

Testes de pisada e palmilhas – mitos e verdades

A corredora de longas distâncias e blogueira do Webrun, Rosália Camargo, é uma atleta que já se acostumou com os desmaios constantes. “Eles (os desmaios) acontecem sempre depois que eu cruzo a linha de chegada, mas só quando não vou para o soro. A única vez que eu cheguei a apagar no meio do percurso foi na Transvulcânia (ESP), prova de 83 quilômetros, este ano”, diz.

Depois de notar que os desmaios só ocorriam nas provas, Rosália não procurou orientação médica. “Acho que sempre acontece porque eu me esforço muito nas provas. Por exemplo, já corri na K21 Arraial do Cabo e cheguei a desmaiar na linha de chegada, porque não tinha soro no posto médico. Também me alimento pouco durante percursos longos e isso pode influenciar”, afirma.

Falta de preparo é um dos principais fatores para mal estar. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
Falta de preparo é um dos principais fatores para mal estar. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

Repetições - Apesar da frequência, Dr. Paulo Roberto explica que não existem danos neurológicos quando o esportista desmaia. “O corpo desliga justamente para preservar o sistema nervoso das lesões e não ter sequelas. Já os vômitos acabam trazendo sérios problemas para o esôfago e sistema gastrointestinal, pois que todo o suco gástrico terá que voltar”, conta.

Segundo o profissional, somente em uma situação os vômitos são admitidos: durante os treinos. “Quando o atleta está em treinamento, o objetivo é superar sua marca e diminuir o tempo, por isso os esforços além do seu próprio limite acontecem. Porém, quando o vômito ocorre durante a prova, significa despreparo. Muitos amadores fazem treino de elite sem terem o organismo pronto para isso”, orienta.

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Postos de hidratação - É comum o atleta estar focado em seu objetivo e decidir pular os postos de hidratação, porém isso é um erro. “Quando o atleta se sente mal é porque alguma coisa está errada. Um dos principais fatores é a falta de alimentação ou hidratação durante o percurso”, discorre o fisiologista.

Muitas provas no calendário - Outro fator que aumenta a frequência dos casos em competições é a quantidade de provas para qual o esportista se inscreve. “É comum o atleta treinar para participar de uma ou duas maratonas por ano, mas ele não deve correr em percursos pequenos, de cinco e dez quilômetros, nesse meio tempo”, conclui.