Corrida de Obstáculos

Xô mau cheiro: desodorantes antitranspirantes podem fazer mal à saúde?

Mesmo nos dias mais frios do inverno brasileiro, a correria do dia-a-dia não nos deixa ileso de sofrer com a transpiração. Ao perceber essa necessidade, as marcas de desodorantes lançaram no mercado os produtos com ação antitranspirante, que não apresenta álcool na fórmula e garante axilas secas.

Porém, de acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, essa troca pode trazer consequências graves à saúde. “A ação antitranspirante impede que as glândulas sudoríparas se livrem do suor e o excesso do uso de sais de alumínio nos produtos pode causar câncer”, afirma.

Além disso, Paulo também alerta que não é somente o desodorante em spray que pode trazer complicações. “Mesmo os modelos em roll-on, creme ou bastão podem conter a substância. Não informa a forma e sim a fórmula”, explica.

Encontrar desodorantes sem essa ação tem sido cada vez mais difícil, uma vez que os produtos ganham a atenção dos consumidores. “A alternativa é produzir seu próprio desodorante em casa utilizando álcool 70% e ¼ de uma pedra de cânfora misturados em um frasco, assim você obtém um produto que não faz mal à saúde”, sugere o fisiologista.

Segundo o profissional, essa mistura impede a ação da cadaverina, a parte morta das células, que exalam o mau odor. “O álcool mantém o local higienizado enquanto a cânfora mantém um aroma agradável nas axilas”

Consumidor pode produzir o próprio desodorante em casa. Foto: Alaa Hamed/ stock.xchng Consumidor pode produzir o próprio desodorante em casa. Foto: Alaa Hamed/ stock.xchng

Inalação - Em agosto desde ano o garoto inglês Jonathan Capewell, de 16 anos, faleceu após inalar quantidades exorbitantes de propeno, gás que faz parte da composição do desodorante. Segundo o pai, Keith Capewell, o adolescente estava com o corpo em transformação e não raramente tomava cerca de três banhos por dia, sempre passando muito desodorante nas axilas, peito e até nos cabelos.

De acordo com o fisiologista Paulo Roberto, o uso diário e contínuo do produto não causa problemas à saúde. “O caso foi extremo, porque provavelmente o menino usava quantidades excedentes de desodorante em um ambiente fechado diversas vezes ao dia”, conclui.


Xô mau cheiro: desodorantes antitranspirantes podem fazer mal à saúde?

Atletismo · 04 set, 2013

Mesmo nos dias mais frios do inverno brasileiro, a correria do dia-a-dia não nos deixa ileso de sofrer com a transpiração. Ao perceber essa necessidade, as marcas de desodorantes lançaram no mercado os produtos com ação antitranspirante, que não apresenta álcool na fórmula e garante axilas secas.

Porém, de acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, essa troca pode trazer consequências graves à saúde. “A ação antitranspirante impede que as glândulas sudoríparas se livrem do suor e o excesso do uso de sais de alumínio nos produtos pode causar câncer”, afirma.

Além disso, Paulo também alerta que não é somente o desodorante em spray que pode trazer complicações. “Mesmo os modelos em roll-on, creme ou bastão podem conter a substância. Não informa a forma e sim a fórmula”, explica.

Encontrar desodorantes sem essa ação tem sido cada vez mais difícil, uma vez que os produtos ganham a atenção dos consumidores. “A alternativa é produzir seu próprio desodorante em casa utilizando álcool 70% e ¼ de uma pedra de cânfora misturados em um frasco, assim você obtém um produto que não faz mal à saúde”, sugere o fisiologista.

Segundo o profissional, essa mistura impede a ação da cadaverina, a parte morta das células, que exalam o mau odor. “O álcool mantém o local higienizado enquanto a cânfora mantém um aroma agradável nas axilas”

Consumidor pode produzir o próprio desodorante em casa. Foto: Alaa Hamed/ stock.xchng Consumidor pode produzir o próprio desodorante em casa. Foto: Alaa Hamed/ stock.xchng

Inalação - Em agosto desde ano o garoto inglês Jonathan Capewell, de 16 anos, faleceu após inalar quantidades exorbitantes de propeno, gás que faz parte da composição do desodorante. Segundo o pai, Keith Capewell, o adolescente estava com o corpo em transformação e não raramente tomava cerca de três banhos por dia, sempre passando muito desodorante nas axilas, peito e até nos cabelos.

De acordo com o fisiologista Paulo Roberto, o uso diário e contínuo do produto não causa problemas à saúde. “O caso foi extremo, porque provavelmente o menino usava quantidades excedentes de desodorante em um ambiente fechado diversas vezes ao dia”, conclui.

Empresa lança halteres em forma de pulseiras que podem chegar a 24kg

Atletismo · 04 set, 2013

Os equipamentos de treinamento funcional foram feitos principalmente para pessoas que não querem sair do conforto de suas casas para chegar à academia. Porém, se arriscar em manter essa série de produtos dentro de casa pode resultar em falta de espaço e desorganização.

Pensando em praticidade e conforto, a Yanko Design criou a O2 Magnetic Dumbbell, um par de halteres em forma de pulseiras, que funcionam por meio de magnetismo. O produto tem o objetivo de facilitar o treino, pois os esportistas não precisam ficar adicionando/removendo mais pesos ou tendo que trocar de halteres.

Pulseiras funcionam por magnetismo. Foto: Yanko Design Pulseiras funcionam por magnetismo. Foto: Yanko Design

A novidade pode chegar ao peso de 24 quilos somente com o giro de um botão com oito níveis de opções. Cada um dos níveis representa três quilos a mais para potencializar o treinamento.

Para que o atleta não fique restrito somente a um tipo de exercício, a O2 Magnetic Dumbbell também tem a possibilidade de troca de polaridade, entre positivo e negativo, que possibilita ser usado em diversas posições. O produto ainda não está disponível para venda.

Aplicativo permite que corredores monitorizem própria corrida

Atletismo · 03 set, 2013

Seja entretido durante o treinamento ou focado na diminuição de tempo e aumento da performance nas competições, o corredor sempre está preocupado com o caminho que irá seguir e com o tempo do relógio. Porém, é difícil conseguir monitorar o tempo adequadamente e definir o caminho feito quando não se sabe ao certo por onde passou.

Para ajudar esses atletas a alcançar seu objetivo, a marca de spray anti-inflamatório Biofenac Aerosol lança o aplicativo Biofenac Runner. A novidade é gratuita e pode ser instalada em qualquer aparelho que possua sistema iOS (iPad, iPod e iPhone) e Android.

O aplicativo calcula o tempo gasto nos exercícios, além de traçar a rota percorrida em um mapa. Depois de terminar o treinamento, o esportista ainda pode conferir quantas calorias foram gastas e fazer um comparativo dos históricos de cada treino.

Novidade pode ser adquirida gratuitamente. Foto: Divulgação/ Biofenac Runner
Novidade pode ser adquirida gratuitamente. Foto: Divulgação/ Biofenac Runner

O lançamento também permite que o usuário acesse notícias relacionadas ao esporte.

Boca seca: entenda as causas desse desconforto no esporte

Inverno com altas temperaturas e verões com quedas de temperatura: essa tem sido a realidade do clima indefinido que marcam as estações do ano brasileiras. Junto do calor e frio, a umidade do ar também é um fator de oscilação que pode trazer problemas para os amantes do esporte ao ar livre.

Uma das reações normais do corpo em dias com índice de umidade baixo é a sensação de boca seca e mucosa do nariz ressecada, que pode até ocasionar sangramento. Caso a pessoa tenha essas reações em dias que a qualidade dor ar está boa, deve-se procurar um médico.

Chega de dor: saiba como aliviar desconfortos na atividade física

Segundo o fisiologista do esporte e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, existem outros fatores pessoais que também podem desencadear essas sensações. “O nervosismo e a respiração inadequada também interferem no desconforto. Correr de boca aberta nos dias em que o ar está ruim não é uma boa ideia, porque a boca ficara ainda mais seca”, explica.

De acordo com Paulo, quando a umidade do ar chega a ficar abaixo de 50% é melhor o atleta pensar duas vezes antes de sair para o treino. “Não existe uma saída para esse caso. A pele resseca, racha e sangra”, lamenta.

Caso o indivíduo sinta a boca seca em dias em que a umidade do ar está boa, um médico deve ser procurado. Foto:Cris Wat / stock.xchng
Caso o indivíduo sinta a boca seca em dias em que a umidade do ar está boa, um médico deve ser procurado. Foto:Cris Wat / stock.xchng

Respiração - Apesar de concordar que a forma correta de respirar é inspirar pelo nariz e expirar pela boca, o fisiologista acredita que no treinamento deve ser diferente. “O nariz não dará conta do esforço e a respiração pela boca será essencial. Aliás, o atleta terá seu rendimento reduzido, caso tente inspirar somente pelo nariz”, afirma.

Caso o atleta não tenha opção, no caso em que existe uma competição marcada, levar uma pequena squeeze no percurso pode ajudar. “Outra dica é levar um pano molhado para segurar próximo da boca. Sempre lembrando que essas sugestões ajudam momentaneamente”, conta Paulo.

Hidratação com água muito gelada pode contribuir para quebras

Deixe para conversar depois - Reunir os amigos para participar de treinos e fazer a experiência ser ainda mais especial é um incentivo a mais para continuar a praticar atividades físicas e pode até influenciar positivamente no desempenho. Porém, lembre-se de não conversar durante competições.

“Conforme as pessoas vão conversando, a saliva começa a se transformar em uma substância viscosa dentro da boca. Muitas vezes o atleta não consegue comer e até engasga quando vai tomar água por conta disso”, informa o profissional. A boca fechada também impede que o competidor sofra com as dores na região do diafragma.


Boca seca: entenda as causas desse desconforto no esporte

Atletismo · 02 set, 2013

Inverno com altas temperaturas e verões com quedas de temperatura: essa tem sido a realidade do clima indefinido que marcam as estações do ano brasileiras. Junto do calor e frio, a umidade do ar também é um fator de oscilação que pode trazer problemas para os amantes do esporte ao ar livre.

Uma das reações normais do corpo em dias com índice de umidade baixo é a sensação de boca seca e mucosa do nariz ressecada, que pode até ocasionar sangramento. Caso a pessoa tenha essas reações em dias que a qualidade dor ar está boa, deve-se procurar um médico.

Chega de dor: saiba como aliviar desconfortos na atividade física

Segundo o fisiologista do esporte e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, existem outros fatores pessoais que também podem desencadear essas sensações. “O nervosismo e a respiração inadequada também interferem no desconforto. Correr de boca aberta nos dias em que o ar está ruim não é uma boa ideia, porque a boca ficara ainda mais seca”, explica.

De acordo com Paulo, quando a umidade do ar chega a ficar abaixo de 50% é melhor o atleta pensar duas vezes antes de sair para o treino. “Não existe uma saída para esse caso. A pele resseca, racha e sangra”, lamenta.

Caso o indivíduo sinta a boca seca em dias em que a umidade do ar está boa, um médico deve ser procurado. Foto:Cris Wat / stock.xchng
Caso o indivíduo sinta a boca seca em dias em que a umidade do ar está boa, um médico deve ser procurado. Foto:Cris Wat / stock.xchng

Respiração - Apesar de concordar que a forma correta de respirar é inspirar pelo nariz e expirar pela boca, o fisiologista acredita que no treinamento deve ser diferente. “O nariz não dará conta do esforço e a respiração pela boca será essencial. Aliás, o atleta terá seu rendimento reduzido, caso tente inspirar somente pelo nariz”, afirma.

Caso o atleta não tenha opção, no caso em que existe uma competição marcada, levar uma pequena squeeze no percurso pode ajudar. “Outra dica é levar um pano molhado para segurar próximo da boca. Sempre lembrando que essas sugestões ajudam momentaneamente”, conta Paulo.

Hidratação com água muito gelada pode contribuir para quebras

Deixe para conversar depois - Reunir os amigos para participar de treinos e fazer a experiência ser ainda mais especial é um incentivo a mais para continuar a praticar atividades físicas e pode até influenciar positivamente no desempenho. Porém, lembre-se de não conversar durante competições.

“Conforme as pessoas vão conversando, a saliva começa a se transformar em uma substância viscosa dentro da boca. Muitas vezes o atleta não consegue comer e até engasga quando vai tomar água por conta disso”, informa o profissional. A boca fechada também impede que o competidor sofra com as dores na região do diafragma.

De cara limpa: maquiagem deve ficar fora do treinamento

Antenado às preocupações da população com a beleza, o setor de produtos estéticos tem ganho mais espaço no mercado a cada dia, tendo como consumidor tanto homens quanto mulheres. Porém, é o público feminino que está ficando cada vez mais refém das maquiagens, principalmente os cosméticos com finalidade de esconder imperfeições e pequenas rugas que surgem com a idade.

Portanto, com o intuito de se sentirem mais bonitas, os produtos se tornam companheiros inseparáveis das mulheres, até mesmo em competições e dentro da academia. Esse hábito proporciona problemas dermatológicos, como ressecamento da pele ou surgimento de acne.

De acordo com a dermatologista Camila Hofbauer, o aliado da mulherada deve ficar longe das práticas esportivas. “Quando a pessoa se exercita há um aumento da secreção sebácea e da produção de suor. Essas substâncias precisam sair do corpo e a base ou pó compacto obstruem parcialmente os poros, causando a chamada acne cosmética”, explica.

A situação se agrava ainda mais quando os produtos utilizados são à prova d’água, principalmente se serão passados em toda a pele do rosto. “Essas maquiagens são mais espessas e aderem mais à pele, pois isso fixam por mais tempo. Portanto, elas impedem a transpiração do local”, relata a dermatologista.
Camila recomenda que a pele esteja limpa na hora dos treinos. “O esportista também não pode esquecer de usar protetor solar oil free FPS 30”, completa.

Produtos à prova d'água pioram a situação da pele. Foto: Flavio Takemoto/ stock.xchng
Produtos à prova d'água pioram a situação da pele. Foto: Flavio Takemoto/ stock.xchng

Suplementação - A suplementação é outro fator que pode agravar a acne, porém não tem relação direta com a maquiagem. “Existem relatos de agravação causada pelo excesso de derivados do leite, como o famoso Whey Protein”, exemplifica a profissional.

Maquiagem definitiva - Por conveniência e impaciência de buscar o “make” perfeito todos os dias, muitas mulheres optam pela maquiagem definitiva, feita por meio de agulhas. O mais comum são os traços de delineador, em cima das pálpebras, e do lápis de olho, marcado por cima da linha d’água dos olhos.

Segundo Camila, esse tipo de maquiagem não interfere na transpiração e pode ser utilizado. “A maquiagem definitiva nada mais é do que uma tatuagem, portanto não há riscos de praticar esportes com ela”, finaliza.


De cara limpa: maquiagem deve ficar fora do treinamento

Atletismo · 30 ago, 2013

Antenado às preocupações da população com a beleza, o setor de produtos estéticos tem ganho mais espaço no mercado a cada dia, tendo como consumidor tanto homens quanto mulheres. Porém, é o público feminino que está ficando cada vez mais refém das maquiagens, principalmente os cosméticos com finalidade de esconder imperfeições e pequenas rugas que surgem com a idade.

Portanto, com o intuito de se sentirem mais bonitas, os produtos se tornam companheiros inseparáveis das mulheres, até mesmo em competições e dentro da academia. Esse hábito proporciona problemas dermatológicos, como ressecamento da pele ou surgimento de acne.

De acordo com a dermatologista Camila Hofbauer, o aliado da mulherada deve ficar longe das práticas esportivas. “Quando a pessoa se exercita há um aumento da secreção sebácea e da produção de suor. Essas substâncias precisam sair do corpo e a base ou pó compacto obstruem parcialmente os poros, causando a chamada acne cosmética”, explica.

A situação se agrava ainda mais quando os produtos utilizados são à prova d’água, principalmente se serão passados em toda a pele do rosto. “Essas maquiagens são mais espessas e aderem mais à pele, pois isso fixam por mais tempo. Portanto, elas impedem a transpiração do local”, relata a dermatologista.
Camila recomenda que a pele esteja limpa na hora dos treinos. “O esportista também não pode esquecer de usar protetor solar oil free FPS 30”, completa.

Produtos à prova d'água pioram a situação da pele. Foto: Flavio Takemoto/ stock.xchng
Produtos à prova d'água pioram a situação da pele. Foto: Flavio Takemoto/ stock.xchng

Suplementação - A suplementação é outro fator que pode agravar a acne, porém não tem relação direta com a maquiagem. “Existem relatos de agravação causada pelo excesso de derivados do leite, como o famoso Whey Protein”, exemplifica a profissional.

Maquiagem definitiva - Por conveniência e impaciência de buscar o “make” perfeito todos os dias, muitas mulheres optam pela maquiagem definitiva, feita por meio de agulhas. O mais comum são os traços de delineador, em cima das pálpebras, e do lápis de olho, marcado por cima da linha d’água dos olhos.

Segundo Camila, esse tipo de maquiagem não interfere na transpiração e pode ser utilizado. “A maquiagem definitiva nada mais é do que uma tatuagem, portanto não há riscos de praticar esportes com ela”, finaliza.

Medicina alternativa: o poder das plantas no aumento de rendimento

Com tantos atletas profissionais sendo pegos nos exames antidoping, resta a pergunta: existem substâncias capazes de aumentar a performance, não prejudicar a saúde e não serem ilegais? Sim, elas existem e podem estar espalhadas pelo nosso quintal.

Segundo o Odair Albano, especialista em fitomedicamentos da Unicamp (Universidade de Campinas), as plantas chamadas adaptógenas, que são reconhecidas pelos benefícios no treinamento de atletas, podem ajudar esportistas a alcançar seus objetivos mais rapidamente. “A mais comercializada atualmente é a Rhodiola Rósea L. Ela compreende o aumento da oferta de energia (ergogênico), propiciando um aumento do tempo de exaustão ao esforço físico e a melhora na recuperação pós-exercício”, conta.

A planta também ajuda problemas relacionados com o psicológico. “Na área psíquica, reduzem os prejuízos causados pelo estresse, pela modulação dos níveis de neurotransmissores cerebrais, proporcionando tranquilidade emocional e benefícios à cognição e a memória”, revela Odair.

O extrato da planta não é considerado doping pela WADA (World Anti-Doping Agency) porque sua ação é moduladora da resposta ao estresse, e não estimulante físico ou mental. “Seus componentes produzem um aumento do desempenho e da resistência ao estresse e propicia excelente recuperação após grande atividade física e poucos efeitos adversos, diferentemente do que ocorre com os estimulantes”, explica o especialista.

Extrato é utilizado para melhorar performance sem que atleta seja pego no doping. Foto: WildBoar/ Licença Creative Commons
Extrato é utilizado para melhorar performance sem que atleta seja pego no doping. Foto: WildBoar/ Licença Creative Commons

Estimulante - De acordo com Odair, a diferença do extrato da planta para as substâncias estimulantes ocorre porque a primeira te deixa no seu melhor estado, enquanto a segunda faz seu corpo ultrapassar o próprio limite. “O estimulante desequilibra as funções orgânicas, aumenta o dispêndio de energia, o risco de lesões e o desgaste pós-exercício”, completa.

Posologia - Caso o esportista esteja interessado em consumir o produto, não pode esquecer que ele também tem propriedades medicinais. “Não existem evidências de prejuízos a saúde, pelo uso prolongado, por exemplo, do extrato de Rhodiola rósea L. para prevenção dos danos causados pelo estresse físico ou mental e no tratamento dos quadros de fadiga e astenia”, diz o profissional.

A média é tomar cerca de 400 miligramas de extrato ao dia, preferencialmente no período da manhã. Pessoas com insuficiência renal e hepática não devem consumir a substância.


Medicina alternativa: o poder das plantas no aumento de rendimento

Atletismo · 29 ago, 2013

Com tantos atletas profissionais sendo pegos nos exames antidoping, resta a pergunta: existem substâncias capazes de aumentar a performance, não prejudicar a saúde e não serem ilegais? Sim, elas existem e podem estar espalhadas pelo nosso quintal.

Segundo o Odair Albano, especialista em fitomedicamentos da Unicamp (Universidade de Campinas), as plantas chamadas adaptógenas, que são reconhecidas pelos benefícios no treinamento de atletas, podem ajudar esportistas a alcançar seus objetivos mais rapidamente. “A mais comercializada atualmente é a Rhodiola Rósea L. Ela compreende o aumento da oferta de energia (ergogênico), propiciando um aumento do tempo de exaustão ao esforço físico e a melhora na recuperação pós-exercício”, conta.

A planta também ajuda problemas relacionados com o psicológico. “Na área psíquica, reduzem os prejuízos causados pelo estresse, pela modulação dos níveis de neurotransmissores cerebrais, proporcionando tranquilidade emocional e benefícios à cognição e a memória”, revela Odair.

O extrato da planta não é considerado doping pela WADA (World Anti-Doping Agency) porque sua ação é moduladora da resposta ao estresse, e não estimulante físico ou mental. “Seus componentes produzem um aumento do desempenho e da resistência ao estresse e propicia excelente recuperação após grande atividade física e poucos efeitos adversos, diferentemente do que ocorre com os estimulantes”, explica o especialista.

Extrato é utilizado para melhorar performance sem que atleta seja pego no doping. Foto: WildBoar/ Licença Creative Commons
Extrato é utilizado para melhorar performance sem que atleta seja pego no doping. Foto: WildBoar/ Licença Creative Commons

Estimulante - De acordo com Odair, a diferença do extrato da planta para as substâncias estimulantes ocorre porque a primeira te deixa no seu melhor estado, enquanto a segunda faz seu corpo ultrapassar o próprio limite. “O estimulante desequilibra as funções orgânicas, aumenta o dispêndio de energia, o risco de lesões e o desgaste pós-exercício”, completa.

Posologia - Caso o esportista esteja interessado em consumir o produto, não pode esquecer que ele também tem propriedades medicinais. “Não existem evidências de prejuízos a saúde, pelo uso prolongado, por exemplo, do extrato de Rhodiola rósea L. para prevenção dos danos causados pelo estresse físico ou mental e no tratamento dos quadros de fadiga e astenia”, diz o profissional.

A média é tomar cerca de 400 miligramas de extrato ao dia, preferencialmente no período da manhã. Pessoas com insuficiência renal e hepática não devem consumir a substância.

Alimentação saudável dispensa uso de cosméticos e garante saúde e beleza

Atualmente as drogarias estão reservando cada vez mais espaço em seu estoque para abrigar os múltiplos produtos cosméticos, que prometem saúde e beleza. Porém, manter uma alimentação saudável pode trazer todos os benefícios encontrados nas cápsulas ou cremes espalhados pelas prateleiras.

Segundo a nutricionista da empresa Personal Diet, Joyce Nunes de Oliveira, cabelos sedosos, pele hidratada e sem acne, além de unhas fortes têm relação direta com o que comemos. “A alimentação equilibrada e balanceada é o que fornece as vitaminas e minerais essenciais para essas áreas do corpo”, informa.

Água de coco: bom para a pele, saúde e cabelos!

Pele - Além de prejudicar a saúde do fígado, a ingestão de álcool em excesso também pode aumentar a oleosidade da pele. “Os alimentos como o leite de vaca, açúcar ou uma dieta rica em aminoácidos e gorduras, sejam insaturadas, saturadas ou trans, devem ser evitados por pessoas que apresentam pele oleosa, pois aumenta o trabalho das glândulas sebáceas, o que gera acne”, completa a nutricionista.

Para pessoas com pele seca, a sugestão é ingerir alimentos com menos gordura e grande teor de água. “Melancia, abacaxi, melão, pêra, laranja e limão são ótimos hidratantes. O adequado é que se busque uma dieta rica e mesclada em frutas, legumes e verduras, respeitando a quantidade ideal diária, para cada indivíduo, de carboidratos, proteínas e gorduras”, indica Joyce.

Outro segredo para ter uma pele aveludada é dar um basta nas comidas fast food, que são repletas de gordura. “Os alimentos industrializados, com muito corante e conservante, como os salgadinhos, só fazem mal à beleza. Além deles, a combinação de hambúrguer e batata frita, cheia de gordura, também não ajuda a deixar a pele e o cabelo mais vistosos”, afirma a profissional de saúde.

Alimentação balanceada dispensa uso de produtos estéticos. Foto: Beermug / stock.xchng
Alimentação balanceada dispensa uso de produtos estéticos. Foto: Beermug / stock.xchng

Cabelos - De acordo com Joyce, alimentos ricos em zinco, manganês, selênio e ferro, assim como vitaminas C, K e complexo B são essenciais para dar vitalidade aos fios. “Produtos ricos em enxofre também devem ser introduzidos na dieta, pois a substância é um mineral básico para a formação de queratina, proteína que dá estrutura às madeixas”, conta.

A nutricionista também lembra que fios bem nutridos resistem melhor a agressões externas, diferente de quando estão pobres, com um bulbo capilar enfraquecido. “Para ter cabelos fortes, a dieta deve ser rica em proteínas de alto valor biológico, como carne, peixe, ovos, iogurte desnatado, verduras, frutas, sementes oleaginosas, grãos e cereais integrais”, enumera.

Gripe: alimentação pode ajudar o sistema imunológico

Unhas - Não adianta nada marcar hora toda semana na manicure se a alimentação não está sendo suficiente para manter as unhas fortes. Para isso, a profissional recomenda a ingestão de biotina, uma substância presente em peixes de água salgada, gema cozida e grãos integrais.

As vitaminas do complexo B e aminoácidos também são bem-vindas. “Não esqueça de colocar na dieta alimentos ricos em vitamina C, encontrada na laranja, limão, morango e goiaba, além de vitamina E, presente em vegetais de folhas verde escura e oleaginosas”, complementa Joyce.

Quando as unhas ficam quebradiças ou esbranquiçadas, é um alerta do organismo para carência de cálcio, zinco e magnésio. “Recorra a sementes de abóbora e girassol sem casca, brócolis, couve-de-bruxelas, lentilha, repolho, carnes magras, feijões e cereais integrais. Essa são boas fontes desses minerais fortalecem as unhas e as deixam mais bonitas e resistentes”, conclui a nutricionista.


Alimentação saudável dispensa uso de cosméticos e garante saúde e beleza

Atletismo · 27 ago, 2013

Atualmente as drogarias estão reservando cada vez mais espaço em seu estoque para abrigar os múltiplos produtos cosméticos, que prometem saúde e beleza. Porém, manter uma alimentação saudável pode trazer todos os benefícios encontrados nas cápsulas ou cremes espalhados pelas prateleiras.

Segundo a nutricionista da empresa Personal Diet, Joyce Nunes de Oliveira, cabelos sedosos, pele hidratada e sem acne, além de unhas fortes têm relação direta com o que comemos. “A alimentação equilibrada e balanceada é o que fornece as vitaminas e minerais essenciais para essas áreas do corpo”, informa.

Água de coco: bom para a pele, saúde e cabelos!

Pele - Além de prejudicar a saúde do fígado, a ingestão de álcool em excesso também pode aumentar a oleosidade da pele. “Os alimentos como o leite de vaca, açúcar ou uma dieta rica em aminoácidos e gorduras, sejam insaturadas, saturadas ou trans, devem ser evitados por pessoas que apresentam pele oleosa, pois aumenta o trabalho das glândulas sebáceas, o que gera acne”, completa a nutricionista.

Para pessoas com pele seca, a sugestão é ingerir alimentos com menos gordura e grande teor de água. “Melancia, abacaxi, melão, pêra, laranja e limão são ótimos hidratantes. O adequado é que se busque uma dieta rica e mesclada em frutas, legumes e verduras, respeitando a quantidade ideal diária, para cada indivíduo, de carboidratos, proteínas e gorduras”, indica Joyce.

Outro segredo para ter uma pele aveludada é dar um basta nas comidas fast food, que são repletas de gordura. “Os alimentos industrializados, com muito corante e conservante, como os salgadinhos, só fazem mal à beleza. Além deles, a combinação de hambúrguer e batata frita, cheia de gordura, também não ajuda a deixar a pele e o cabelo mais vistosos”, afirma a profissional de saúde.

Alimentação balanceada dispensa uso de produtos estéticos. Foto: Beermug / stock.xchng
Alimentação balanceada dispensa uso de produtos estéticos. Foto: Beermug / stock.xchng

Cabelos - De acordo com Joyce, alimentos ricos em zinco, manganês, selênio e ferro, assim como vitaminas C, K e complexo B são essenciais para dar vitalidade aos fios. “Produtos ricos em enxofre também devem ser introduzidos na dieta, pois a substância é um mineral básico para a formação de queratina, proteína que dá estrutura às madeixas”, conta.

A nutricionista também lembra que fios bem nutridos resistem melhor a agressões externas, diferente de quando estão pobres, com um bulbo capilar enfraquecido. “Para ter cabelos fortes, a dieta deve ser rica em proteínas de alto valor biológico, como carne, peixe, ovos, iogurte desnatado, verduras, frutas, sementes oleaginosas, grãos e cereais integrais”, enumera.

Gripe: alimentação pode ajudar o sistema imunológico

Unhas - Não adianta nada marcar hora toda semana na manicure se a alimentação não está sendo suficiente para manter as unhas fortes. Para isso, a profissional recomenda a ingestão de biotina, uma substância presente em peixes de água salgada, gema cozida e grãos integrais.

As vitaminas do complexo B e aminoácidos também são bem-vindas. “Não esqueça de colocar na dieta alimentos ricos em vitamina C, encontrada na laranja, limão, morango e goiaba, além de vitamina E, presente em vegetais de folhas verde escura e oleaginosas”, complementa Joyce.

Quando as unhas ficam quebradiças ou esbranquiçadas, é um alerta do organismo para carência de cálcio, zinco e magnésio. “Recorra a sementes de abóbora e girassol sem casca, brócolis, couve-de-bruxelas, lentilha, repolho, carnes magras, feijões e cereais integrais. Essa são boas fontes desses minerais fortalecem as unhas e as deixam mais bonitas e resistentes”, conclui a nutricionista.

Shaker portátil promete dissolver suplementos por completo

Atletismo · 23 ago, 2013

Apesar dos fabricantes de suplementos tentarem sempre diminuir o gosto ruim dos produtos com o uso de sabores artificiais, uma coisa ainda incomoda os usuários: a difícil dissolução do produto em água. Mesmo com o uso de liquidificadores, não é raro a substância final ficar “empelotada”.

Por isso, a empresa EsportePlay coloca no mercado o Shaker MixerTwist, uma espécie de liquidificador portátil, que não utiliza lâminas para misturar o suplemento. A vantagem do produto é a facilidade que o atleta tem de levá-lo para os treinos na academia, parques ou até em trilhas.

O shaker possui um motor de nove RPM, por isso consegue misturar os ingredientes com rapidez e facilidade, porém não processa alimentos sólidos, como frutas. Com funcionamento a pilha, a novidade dispensa o uso de fios e a mistura pode ser bebida direto do recipiente.

Produto também tem versão na cor rosa. Foto: Divulgação/ EsportePlay
Produto também tem versão na cor rosa. Foto: Divulgação/ EsportePlay

O Shaker MixerTwist é vendido em duas medidas, 350 ml e 800 mil, com preço de R$ 88 e R$ 99 respectivamente. Os interessados podem garantir o produto no site esporteplay.com.br.

Quer saber como o aparelho funciona? Então confira o vídeo:

Americanos criam fone sem fio para ser utilizado atrás da orelha

Atletismo · 15 ago, 2013

Existem pessoas que não abrem mão de escutar a música preferida enquanto praticam exercício, um hábito que pode ser gostoso e perigoso ao mesmo tempo, já que com o acessório é impossível perceber o que acontece ao redor. Porém, é comum sentir um desconforto com os auriculares, que podem sair facilmente da orelha ou até atrapalhar o treino de outros esportistas.

Por isso, um grupo de professores e pesquisadores norte americanos criou o Sound Band, um fone de ouvido que dispensa o uso de auto-falantes, não tem fios e não bloqueia a audição para sons externos. A novidade também se ajusta pelo pescoço e funciona por meio de vibrações atrás da orelha.

Fomes ficam mudos quando não estão encostados em nada. Foto: Divulgação/ Hybra Advance Technology
Fomes ficam mudos quando não estão encostados em nada. Foto: Divulgação/ Hybra Advance Technology

Por meio de uma tecnologia chamada “surface sound technology”, o usuário pode utilizar os fones enquanto conversa ou fala no telefone. Quando não está próximo a nada, ele fica completamente mudo.

O aparelho ainda não foi lançado no mercado porque os criadores necessitavam de um recurso financeiro de 175 mil dólares. Porém, faltando 29 dias para as ofertas acabarem, foi arrecadado 350.780 mil dólares. A partir de 75 dólares, o investidor leva o aparelho para casa.

Para saber mais sobre a novidade, confira o vídeo abaixo:


Spray, gel, creme…afinal, os anti-inflamatórios cutâneos funcionam?

Com promessa de alívio imediato da dor, os anti-inflamatórios cutâneos chamam a atenção de quem não vê a hora de se livrar do desconforto que as lesões causam. Os produtos, que muitas vezes contam com mentol e cânfora na formulação, trazem uma sensação de conforto no local, mas será que funcionam?

Segundo o fisioterapeuta e colunista do Webrun, Claudio Cotter, o medicamento presente em sprays, géis, cremes ou emplastros não conseguem chegar até o músculo. “A penetração desses anti-inflamatórios é muito pequena, por isso não é comum os profissionais receitarem o seu uso”, explica.

O que é melhor na hora da lesão? Bolsa de gelo ou água quente?

Porém, muitos atletas consideram a ação do produto excelente e afirmam que a sensação de alívio de fato acontece. “As pessoas utilizam por conta da sensação que têm na pele, de gelado ou calor, e não pela reação no músculo. É um efeito placebo, mas existe”, comenta o fisioterapeuta.

Além disso, o fisiologista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, alerta para as consequências do uso. “Esses produtos são vasodilatadores, significa que ele fará com que a circulação naquela região sejá exarcebada. Portanto, ao invés de diminuir o edema, ele irá aumentar, fazendo o local ficar mais roxo e inchado do que deveria”, diz.

Medicamentos presentes em anti-inflamatórios cutâneos não alcançam o músculo. Foto: Vullioud Pierre-André/ stock.xchng
Medicamentos presentes em anti-inflamatórios cutâneos não alcançam o músculo. Foto: Vullioud Pierre-André/ stock.xchng

Diferença entre os produtos - De acordo com Claudio, a única diferença entre a embalagem dos anti-inflamatórios é a praticidade e o preço. “Os sprays normalmente são utilizados por atletas, que não terão como lavar a mão em seguida. Os cremes, mais baratos, podem ser aplicados em casa mesmo”, conta.

O medicamento encontrado nos emplastros é o mesmo, mas a ação costuma ser um pouco diferente. “Esses produtos concentram a ação das substâncias no mesmo local por mais tempo, mas não fazem diferença no músculo. A única coisa que irá acontecer é o atleta ter a sensação de conforto na pele por mais tempo”, argumenta Cotter.

Conheça três fatores que podem te afastar da corrida

Solução - Não importa a atividade física, o mais indicado a fazer quando a dor aperta é parar e colocar gelo no local. “Quando você faz uma compressa de gelo está diminuindo o edema e impedindo que uma lesão pequena se torne grande. Quanto mais inchar, mais difícil será cicatrizar o tecido muscular”, discorre o fisioterapeuta.

Continuar praticando a atividade também pode aumentar a gravidade da lesão. “É necessário parar e fazer uma compressa de gelo por 20 ou 30 minutos para não danificar ainda mais o músculo”, fala Claudio.

O profissional também dá uma dica aos esportistas que não querem abandonar as competições: “sprays de gelo podem ajudar momentaneamente, sem necessidade de pausa”. Porém, o fisioterapeuta completa: “deve-se tomar muito cuidado para aplicá-los pois, de tão gelado que são, podem queimar a pele. Além disso, o efeito não será o mesmo da compressa de gelo”.


Spray, gel, creme…afinal, os anti-inflamatórios cutâneos funcionam?

Atletismo · 14 ago, 2013

Com promessa de alívio imediato da dor, os anti-inflamatórios cutâneos chamam a atenção de quem não vê a hora de se livrar do desconforto que as lesões causam. Os produtos, que muitas vezes contam com mentol e cânfora na formulação, trazem uma sensação de conforto no local, mas será que funcionam?

Segundo o fisioterapeuta e colunista do Webrun, Claudio Cotter, o medicamento presente em sprays, géis, cremes ou emplastros não conseguem chegar até o músculo. “A penetração desses anti-inflamatórios é muito pequena, por isso não é comum os profissionais receitarem o seu uso”, explica.

O que é melhor na hora da lesão? Bolsa de gelo ou água quente?

Porém, muitos atletas consideram a ação do produto excelente e afirmam que a sensação de alívio de fato acontece. “As pessoas utilizam por conta da sensação que têm na pele, de gelado ou calor, e não pela reação no músculo. É um efeito placebo, mas existe”, comenta o fisioterapeuta.

Além disso, o fisiologista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, alerta para as consequências do uso. “Esses produtos são vasodilatadores, significa que ele fará com que a circulação naquela região sejá exarcebada. Portanto, ao invés de diminuir o edema, ele irá aumentar, fazendo o local ficar mais roxo e inchado do que deveria”, diz.

Medicamentos presentes em anti-inflamatórios cutâneos não alcançam o músculo. Foto: Vullioud Pierre-André/ stock.xchng
Medicamentos presentes em anti-inflamatórios cutâneos não alcançam o músculo. Foto: Vullioud Pierre-André/ stock.xchng

Diferença entre os produtos - De acordo com Claudio, a única diferença entre a embalagem dos anti-inflamatórios é a praticidade e o preço. “Os sprays normalmente são utilizados por atletas, que não terão como lavar a mão em seguida. Os cremes, mais baratos, podem ser aplicados em casa mesmo”, conta.

O medicamento encontrado nos emplastros é o mesmo, mas a ação costuma ser um pouco diferente. “Esses produtos concentram a ação das substâncias no mesmo local por mais tempo, mas não fazem diferença no músculo. A única coisa que irá acontecer é o atleta ter a sensação de conforto na pele por mais tempo”, argumenta Cotter.

Conheça três fatores que podem te afastar da corrida

Solução - Não importa a atividade física, o mais indicado a fazer quando a dor aperta é parar e colocar gelo no local. “Quando você faz uma compressa de gelo está diminuindo o edema e impedindo que uma lesão pequena se torne grande. Quanto mais inchar, mais difícil será cicatrizar o tecido muscular”, discorre o fisioterapeuta.

Continuar praticando a atividade também pode aumentar a gravidade da lesão. “É necessário parar e fazer uma compressa de gelo por 20 ou 30 minutos para não danificar ainda mais o músculo”, fala Claudio.

O profissional também dá uma dica aos esportistas que não querem abandonar as competições: “sprays de gelo podem ajudar momentaneamente, sem necessidade de pausa”. Porém, o fisioterapeuta completa: “deve-se tomar muito cuidado para aplicá-los pois, de tão gelado que são, podem queimar a pele. Além disso, o efeito não será o mesmo da compressa de gelo”.