Alergias: a natação pode ajudar a combater os espirros?

Redação Webrun | Atletismo · 13 ago, 2013

A natação é realizada em um ambiente úmido e aquecido  que auxilia muito na recuperação (foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena)
A natação é realizada em um ambiente úmido e aquecido que auxilia muito na recuperação (foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena)

Enquanto algumas pessoas não conseguem passar um minuto em locais empoeirados, outras saem correndo quando o cachorro do amigo pede carinho. Tudo isso para evitar a sessão de espirros, que muitas vezes vem seguida de coceiras nos olhos e pele, causada pela rinite alérgica respiratória.

Para conseguir diminuir os efeitos da alergia, muitas pessoas recorrem ao anti-alérgico, um medicamento facilmente encontrado em qualquer farmácia, mas que não mostra grandes resultados quando a pessoa já está em contato com a causa do problema. Neste caso, o indicado é beber bastante água para hidratar a mucosa nasal e esperar a crise passar.

Porém, se o objetivo é diminuir os sintomas a longo prazo, realizar aulas de natação pelo menos duas vezes por semana é o mais indicado. “A natação é realizada em um ambiente úmido e aquecido, que auxilia muito na recuperação”, conta a hidrotrainer do Clube Espéria, Luciana Falcão.

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Respiração – De acordo com a profissional, independente de ser alérgico ou não, o hábito de praticar o exercício ajuda a fortalecer os músculos da caixa torácica, aumentando a capacidade respiratória. “Os pulmões são órgão elásticos, cuja capacidade de contração e expansão depende dos músculos. Quanto mais fortalecido, mais eficiente torna se o sistema respiratório”, explica.

Doenças crônicas, como asma e bronquite, também são amenizadas quando se aprende a respirar corretamente, com o auxilio do esporte. “No nado crawl (lê-se ‘cral’), por exemplo, o aluno inspira e em seguida expira contra a resistência da água. O ato de soltar o ar contra essa resistência provoca uma pressão contra toda a árvore brônquica, fazendo com que as vias aéreas que estão estreitadas se mantenham abertas ou dilatadas por mais tempo, possibilitando um melhor esvaziamento dos alvéolos”, exemplifica a hidrotrainer.

Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault
Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault

Idade não é um problema para quem deseja aprender a dar as primeiras braçadas. O exercício pode ser praticado por crianças, adultos e idosos, desde que sejam liberados pelo médico e realizem exames com frequência para checar se a saúde está em dia.

No caso dos bebês, o único cuidado que as mamães e papais devem ter é checar como é feito o tratamento da água e se a temperatura é ideal. “Além de melhorar a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência cardiorrespiratória e muscular, tranquiliza o sono e também previne várias doenças”, completa Luciana.

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Cuidados com a água – Segundo Luciana Falcão, a natação pode chegar até a agravar o quadro respiratório se a água não for tratada corretamente, principalmente de crianças. “Seja clorada, salinizada ou tratada com ozonização, a água necessita de rigoroso cuidado e manutenção do nível de pH para eliminar microrganismos e garantir a saúde de quem a usa. O problema não esta diretamente ligado ao cloro e sim a quantidade utilizada para o controle das piscinas”

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

Redação Webrun

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