Caminhada · 13 out, 2012
A edição 2012 do Encontro Coop de Corrida e Caminhada, que ocorre em Santo André, SP, contará com a presença de atletas africanos no pelotão de elite da prova. O evento já tem a presença confirmada da angolana Felismina Tcihanda Cavela.
De acordo com o treinador e maratonista olímpico Luiz Antônio dos Santos, a prova também terá presença de corredores quenianos de sua equipe, a Luasa. O evento, que em 2012 chega a sua sexta edição, terá dois percursos, um de dez quilômetros destinados aos corredores, e outro de cinco quilômetros para os participantes da caminhada.
Até o momento a organização da prova conta com 5,5 mil inscritos, mas a expectativa é de alcançar 7,5 mil participantes até 16/11, quando as inscrições se encerram. A largada da corrida e caminhada acontece no dia 25/11.
A organização irá premiar os cinco melhores colocados na prova principal na categoria masculina e feminina. O valor total dos prêmios chega a R$ 21 mil. As inscrições podem ser feitas pelo site da promotora da prova, www.portalcoop.com.br.
Caminhada · 10 out, 2012
Encerram-se nesta quarta-feira, dia 10/10, as inscrições para a 9ª Corrida Santos Dumont. O evento é uma alternativa para quem está em busca de uma prova de rua para o feriado.
A corrida Santos Dumont deste ano tem duas distâncias diferentes, dez e cinco quilômetros. Para a prova principal a única modalidade é a corrida de rua. Já os inscritos para os cinco quilômetros podem optar por correr ou caminhar o percurso da prova. O evento acontecerá sexta-feira, dia 12/10.
A prova premiará os cinco primeiros colocados dos dez quilômetros nas categorias masculino e feminino em até R$ 800. Além dos prêmios em dinheiro destinado aos melhores na categoria Geral, a organização também distribuirá troféus para os cinco primeiros corredores cadeirantes ou com necessidades especiais.
Retirada de kits - A retirada de kits acontecerá no dia da corrida, no local do evento (Pamaparque da Aeronáutica, Avenida Santos Dumont, 421 São Paulo, SP), das 6h30 às 7h45. A largada acontecerá às 8h. As inscrições podem ser feitas no site da organização, www.jjseventos.com.br.
Atletismo · 10 out, 2012
A partir deste mês o Webrun traz uma coluna de Medicina Preventiva, assinada pela Dra Samira Layaun, autora do livro Comer, Treinar, Dormir. O objetivo é discutir os temas apresentados na obra.
Meu nome é Samira; sou médica (Sanitarista e Oftalmologista) formada pela Universidade de São Paulo e praticante de corrida. E, como todos os corredores, apaixonada pelo esporte.
Há alguns anos, envolvida com minhas reflexões e sentindo um bem estar extremo vindo do esporte, percebi que poderia fazer algo mais, além de correr. De repente, fui tomada pela súbita ideia de transmitir essa sensação de bem estar a outras pessoas e pensei: "Vou escrever um livro sobre isso".
Mas logo desisti do projeto por julgá-lo inviável. Sabia que escrever um livro não é uma tarefa fácil; exige disciplina, dedicação e certa dose de sacrifício (leia-se: diminuir a frequência e o ritmo de treinos, abandonar temporariamente as atividades profissionais, restringir o tempo dedicado à família, ao lar, ao lazer etc.). Além disso, eu também tinha consciência de que essa tarefa implicaria em um longo e árduo trabalho de pesquisa na literatura científica, cujas principais publicações são, em sua maioria, em língua inglesa. Isso sem contar com a falta de perspectiva de publicação, uma vez que muitas editoras preferem não investir em autores desconhecidos (categoria na qual me enquadro).
Um dia, porém, em uma conversa com o Professor Doutor Sidney Júlio de Faria e Souza (Departamento de Oftalmologia/Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo), meu ex-professor e preceptor de Residência Médica, que também é corredor, a ideia foi retomada. Ele julgou o projeto viável e sugeriu que eu desse início às pesquisas. Foi assim que surgiu a ideia do livro Comer, Treinar, Dormir Como superar as doenças da vida moderna. Prefácio Dr. Joaquim Grava. Editora Prumo.
Baseado em literatura científica especializada, o livro aborda de maneira simples e clara, como os bons hábitos (alimentares, sono e, principalmente, exercícios físicos), e as boas emoções, ajudam a prevenir e tratar as doenças que mais atormentam a sociedade moderna. Entre elas podemos destacar: a obesidade, a hipertensão arterial, o diabetes, o câncer, a depressão, a dor nas costas, o stress, a osteoporose etc.
Ele também traz outros assuntos de grande relevância como os riscos do consumo abusivo de açúcar, gordura e colesterol, álcool, cigarro e oferece orientações importantes para uma nutrição prazerosa e saudável, bem como esclarecimentos sobre o sono e sugestões para dormir melhor.
Além disso, este livro apresenta histórias impressionantes de superação como as de Paul McCartney, Ringo Starr, JK Rowling, Lance Armstrong, Lucília Diniz, Dráuzio Varella, pessoas ricas e famosas que, assim como você, tiveram sua saúde ameaçada por doenças ou drogas e mostra que você, assim como eles, também tem capacidade para superar as ameaças à sua integridade física e mental.
"Longevidade: outras sugestões para uma vida mais longa e saudável" e "Corridas de Rua: um universo encantador e enigmático", são os capítulos que encerram o livro.
Enfim, de acordo com comentário publicado na Revista Veja: "trata-se de um manual sobre a manutenção da saúde, ideal para guiar o leigo em meio à profusão de recomendações e interdições que cercam hoje o bem estar pessoal".
O livro tem sido aclamado pela crítica e pelo público e pode ser encontrado nas principais livrarias (físicas ou virtuais) do país. Entretanto, se você quiser um aperitivo, poderá encontrá-lo no site Webrun, para o qual, a partir de hoje, escreverei uma coluna mensal sobre os principais assuntos abordados no livro.
E vamos em frente, juntos por uma saúde melhor!
Atletismo · 09 out, 2012
Quando comecei a escrever esta curta série, nunca tive a pretensão de solucionar algo que permanece insolúvel há quase um século: o combate ao sobrepeso. Talvez o mais esclarecedor livro de nutrição já escrito (Good Calories, Bad Calories de Gary Taubes) leva cerca de 500 páginas para apresentar seu ponto sem dar uma solução completa, mas algumas pessoas esperavam que eu tivesse alguma em três textos de 2500 toques. Até agradeço a confiança, mas é impossível.
Por uma pequena falha de comunicação, meu terceiro texto foi apresentado pelo portal como sendo uma conclusão, quando na verdade essa só seria escrita depois dos comentários das três primeiras partes. Eu queria ouvir as dúvidas e as partes não claras.
Confesso que fiquei surpreso como não questionaram mais justamente um ponto que demorei a entender, aquele em que Taubes explica que comemos mais porque engordamos e não o que a sabedoria popular defende, que engordamos porque supostamente comemos mais.
Bem sucintamente, se tudo está errado como defende Taubes, o que deveria ser feito? Partindo no texto todo sempre da premissa que ele fala de pessoas sem doenças (cardiopatia, hipertensão), grupos especiais (crianças, atletas profissionais) ou outras especificidades, seu argumento é baseado em um conhecimento que nenhum fisiologista, nutricionista ou médico nega: a insulina é nosso hormônio mais anabólico. O aumento de gordura corporal está necessariamente ligado à sua liberação no organismo.
Além disso, Taubes desconstrói toda a ideia do balanço energético (calorias ingeridas versus calorias gastas), teoria criada sem contestação nos anos 50 que carece de todo suporte científico. Então temos:
Zero carboidrato- Como toda simplificação e resumo, ele deve ser lido com cuidado. Há inúmeras nuances, mas o que Taubes prega é que a pessoa deve cortar radicalmente, de forma muito drástica, o consumo de qualquer tipo de carboidrato. Ele enfatiza que alguns, como farinha de trigo e açúcares deveriam ser banidos da dieta de quem quer perder ou manter peso. Pão, biscoitos, massas, arroz, grãos, cereais, a maioria das frutas e seus sucos, alguns legumes, açúcar, álcool e doces. Tudo isso, sem exceção, deve ser cortado.
Já gorduras, ovos, folhas e carnes, praticamente quase tudo isso está liberado. E para acelerar este gasto poderíamos partir para o uso de atividade física, certo? De novo, resumidamente, Taubes bate na tecla com a qual cada vez mais gente concorda, exercícios apenas fazem a pessoa ter mais fome. Ponto. Nada mais. Treinou mais, come mais. Tentou comer menos, o corpo reduz os gastos e a mobilidade. Mas o esporte seria nulo na perda de peso. E este é o ponto com o qual não concordo 100%, talvez concorde uns 85 ou 90%.
O esporte indiretamente pode ajudar no controle e perda de peso porque ele inibe a liberação de insulina no sangue, a vilã. Mas o esporte como aumento do gasto favorecendo o balanço energético é muito provavelmente uma falácia.
Confira a conclusão do artigo de Danilo Balu na próxima página.
E você, corredor que quer perder peso, tem medo de comer menos carboidrato? Tem medo de entupir seu coração comendo gordura e ficou ofendido quando eu disse que a corrida não ajuda na perda de peso? Vamos por partes.
O carboidrato é superestimado- Percentualmente falando, em todas as vezes, repito, todas as vezes que avaliei o consumo alimentar de corredores da classe média, eles comiam menos do que o que seria preconizado. Além disso, carboidrato é como gordura e impostos, você pode tentar, mas não irá fugir 100% dele se for comer comida.
Gorduras e coração- Vai chegar o dia em que teremos que pedir perdão aos porcos e ao seu delicioso bacon. Há décadas buscamos provar que colesterol, gordura e cardiopatia em indivíduos saudáveis andam juntos. Em vão. Todo estudo decentemente feito não consegue correlacionar mais gordura na dieta e mais colesterol ou risco cardíaco em pessoas saudáveis, sem histórico.
Seus treinos- São inegáveis e indiscutíveis os efeitos que o esporte proporciona a todos em inúmeros e incontáveis campos. Estou apenas falando que diretamente a corrida não ajuda na manutenção do peso, no máximo ajuda indiretamente.
Por fim, minha recomendação baseada no trabalho de Taubes e outros. Quer perder peso? Corte os carboidratos. Radicalmente, sem pena nem dó. Meu último conselho é: mais do que duvidar radicalmente das ideias propostas, duvide do seu profissional se ele nunca leu Gary Taubes.
Atletismo · 28 set, 2012
A tendinite é uma clássica lesão de sobrecarga (esforço repetitivo) que afeta um ou mais tendões, gerando muita dor, inflamação e até deformidades ósseas se a lesão for crônica. Os tendões são estruturas anatômicas que unem os músculos aos ossos dando movimento aos mesmos. Portanto, em todo corpo, onde há tendão, pode haver tendinite e no pé e tornozelo não seria diferente!
Tendinite é um problema comum entre pessoas que trabalham duro, com sobrecarga dos esforços. Ou são atletas que aumentam a intensidade ou mudaram o treinamento. Os sintomas incluem dor ao mobilizar o pé e tornozelo e, principalmente, ao longo do curso do tendão. Pode haver além da inflamação (calor, rubor, edema e dor) formigamento, pontada ou fisgada, devido à inflamação do nervo que rodeia o tendão.
Anatomia- Há uma série de tendões importantes no pé e no tornozelo que são fundamentais para a função diária, caminhada e esportes de impacto. Um período de recuperação é necessário para satisfazer as exigências crescentes sobre os tecidos. Se a recuperação for inadequada, isso influencia a não recuperação celular e leva à inflamação. Portanto, a inflamação do tendão é uma reação secundária.
Inicialmente, há irritação do revestimento externo do tendão. Isto é chamado peri ou paratendinite e conduz à degeneração do tendão, tornando-se mais espesso. O tendão torna-se então mais fraco e perde a sua força (tendinose), o que pode levar a uma ruptura completa ou parcial do tendão.
Tipos de pé como o pé plano e cavo e alterações no ciclo de marcha aumentam o risco de gerar uma tendinopatia . Fatores como apenas uma pisada errada, encurtamentos e outras pequenas alterações que já desequilibram a musculatura podem gerar o processo degenerativo e é por isso que uma avaliação ortopédica deve ser feita.
Diagnóstico- A radiografia simples é recomendada como o estudo de imagem inicial. Os resultados são geralmente normais, mas o estudo pode revelar calcificação do tendão, osteoartrite, ou um corpo livre.
Ultrassonografia pode mostrar áreas de tendinose e é útil para a obtenção de um exame dinâmico. A ressonância magnética também oferece boas imagens do tendão, especialmente se o tratamento cirúrgico está sendo considerado ou para avaliar a gravidade e excluir rupturas.
Confira na próxima página as formas de tratamento da lesão.
Tratamento- O tratamento deve sempre começar com medidas conservadoras, incluindo a proteção, repouso relativo, gelo, compressão e elevação. Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides e analgésicos estão indicados na fase aguda, bem como modalidades de exercício de reabilitação.
Os pacientes devem reduzir o nível de atividade física para diminuir o esforço repetitivo sobre o tendão. A duração de repouso relativo depende da lesão e da atividade do paciente. Os exercícios de reabilitação envolvem um programa de alongamento e fortalecimento e devem ser iniciados precocemente. Em casos mais graves, um período de imobilização pode ser necessário para acalmar a dor e a inflamação antes do início da terapia.
Reabilitação- Uma terapia eficaz que ajuda a promover a formação de colágeno novo é o treinamento de força excêntrica, que envolve ativamente o alongamento do músculo. O exercício excêntrico provou ser eficaz no tratamento de tendinose do Aquiles e patelar, e pode ser útil para outras tendinopatias.
Outras modalidades de fisioterapia incluem ultrassons, a iontoforese (carga elétrica para dirigir a medicação para dentro dos tecidos), e fonoforese (utilização de ultrassons para melhorar a entrega de drogas aplicadas topicamente), mas há pouca evidência da sua eficácia no tratamento.
Atletismo · 25 set, 2012
Um dos lugares comuns do treinamento esportivo é o de que não se deve correr sem nada no estômago. No entanto, diversos atletas profissionais e amadores saem para seus treinos matinais sem ingerir quase nada. Um suco de laranja, maltodextrina, um copo dágua ou absolutamente nada: essas são algumas das opções de quem opta por correr em jejum.
O raciocínio é simples: com a barriga leve, a chance de ser mais veloz e não sofrer com dores nos órgãos do sistema digestivo é maior. No entanto, o provérbio saco vazio não para em pé vale para este caso também.
Segundo o doutor Turíbio Leite de Barros, fisiologista do Esporte Clube Pinheiros e professor de pós-graduação na Unifesp, existem aspectos em ambos os lados a serem considerados. Há a necessidade de estar com o estoque de carboidrato pleno quando for fazer qualquer atividade física, explica.
O lado positivo do jejum- É desaconselhável correr com conteúdo no estômago, porque dá desconforto, prejudica o rendimento e predispõe àquela dor aguda no flanco, ilustra o médico. Não é proibido correr em jejum, mas é recomendado apenas para corredores avançados que já estão acostumados, determina.
O lado negativo- Como quem corre sem se alimentar usualmente o faz de manhã, a última refeição em geral foi muitas horas antes e esta é uma situação em que a disponibilidade de carboidratos no organismo está quase no limite, conta o fisiologista. A razão pela qual se contraindica correr em jejum é para evitar uma hipoglicemia (nível baixo de glicose no sangue), acrescenta.
Quando o nível de glicose é comprometido, quem sofre são as células nervosas. É aí que vem o mal estar, a tontura, queda de pressão e até perda de consciência. É a falência de células que são vulneráveis à queda da glicemia, esclarece o doutor.
A solução- O que fazer, afinal? O fisiologista apresenta as melhores opções para quem quer correr leve sem prejudicar o próprio organismo. Quem não quer comer nada pode ingerir um carboidrato em gel com um pouco de água ou tomar 30 gramas de maltodextrina de 30 a 40 minutos antes de correr, aconselha. A maltodextrina é formada por moléculas de glicose e é um dos carboidratos de mais fácil absorção do estômago (ou seja, não pesa) quando ingerido com água, define.
Caminhada · 22 set, 2012
A Mizuno apresenta um novo lançamento de tênis para o corredor usar quando não estiver correndo. O modelo Be é inspirado nas sandálias Waraji, que eram usadas por samurais, soldados de infantaria e trabalhadores rurais durante a era feudal no Japão. A intenção, segundo a marca, é estimular músculos e tendões dos pés e pernas.
Testes biomecânicos realizados pela Mizuno mostraram os benefícios que a sandália Waraji trazia por manter os dedos livres, entre eles a estabilização o corpo e a força dos músculos de pés e pernas por se movimentarem mais.
O Be foi desenvolvido a partir desses resultados e possui uma palmilha de ativação, que promete permitir a movimentação maior dos dedos. O estímulo nos músculos, garante a marca, melhora a performance durante a corrida com tênis convencionais.
O calçado foi desenvolvido com uma técnica de construção do calcanhar, que direciona a camada natural de gordura da região para a área de impacto, o que aumentaria o amortecimento natural dos pés.
Onde encontrar: em lojas de tênis.
Preço sugerido: R$299,90
Os exercícios físicos são capazes de trazer inúmeros benefícios para os praticantes e até mesmo para as pessoas ao seu redor. Esse é o caso do projeto Corrida & Caminhada Contra o Câncer, que passa por diversas cidades brasileiras para contribuir com uma causa nobre.
O circuito acontece entre 14 de outubro e 16 de dezembro e passa por Belo Horizonte (MG), Balneário Camboriú (SC), São Paulo (em Alphaville), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Blumenau (SC), São José (SC) e Brasília (DF). A verba arrecadada com a venda de inscrições será 100% revertida ao Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.
Todas as etapas do circuito terão percursos de três quilômetros de caminhada e seis de corrida. As inscrições online estão abertas e podem ser feitas no Webrun.
As doações - O valor das inscrições para a Corrida & Caminhada Contra o Câncer serão integralmente doadas à ala infanto-juvenil do Hospital do Câncer de Barretos. O Hospital investe no diagnóstico precoce e na prevenção do câncer em crianças, além de oferecer um segundo tratamento para pacientes em estágio avançado.
A unidade é referência internacional em atendimento médico de alta complexidade no tratamento oncológico e tornou-se instituição irmã do MD Anderson Cancer Center, dos Estados Unidos.
Caminhada · 18 set, 2012
Os exercícios físicos são capazes de trazer inúmeros benefícios para os praticantes e até mesmo para as pessoas ao seu redor. Esse é o caso do projeto Corrida & Caminhada Contra o Câncer, que passa por diversas cidades brasileiras para contribuir com uma causa nobre.
O circuito acontece entre 14 de outubro e 16 de dezembro e passa por Belo Horizonte (MG), Balneário Camboriú (SC), São Paulo (em Alphaville), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Blumenau (SC), São José (SC) e Brasília (DF). A verba arrecadada com a venda de inscrições será 100% revertida ao Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.
Todas as etapas do circuito terão percursos de três quilômetros de caminhada e seis de corrida. As inscrições online estão abertas e podem ser feitas no Webrun.
As doações - O valor das inscrições para a Corrida & Caminhada Contra o Câncer serão integralmente doadas à ala infanto-juvenil do Hospital do Câncer de Barretos. O Hospital investe no diagnóstico precoce e na prevenção do câncer em crianças, além de oferecer um segundo tratamento para pacientes em estágio avançado.
A unidade é referência internacional em atendimento médico de alta complexidade no tratamento oncológico e tornou-se instituição irmã do MD Anderson Cancer Center, dos Estados Unidos.
A Escola de Educação Física e Esporte da USP recebe nos dias 24 e 28 de outubro o primeiro Curso sobre Lesões do Esporte, uma parceria entre a universidade e a Taktos Medicina Esportiva.
O curso é voltado a educadores físicos e demais profissionais do esporte e da saúde, com o intuito de valorizar a interdisciplinaridade e aprimorar a formação dos envolvidos na medicina esportiva.
Os colunistascolunistas do Webrun Dr. Adriano Leonardi e Dra. Ana Paula Simões estão entre os professores do curso.
As aulas acontecem na Escola de Educação Física e Esporte da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo, das 19h30 às 21h45. Mais informações no site: www.eefuspjunior.com.
Atletismo · 07 set, 2012
A Escola de Educação Física e Esporte da USP recebe nos dias 24 e 28 de outubro o primeiro Curso sobre Lesões do Esporte, uma parceria entre a universidade e a Taktos Medicina Esportiva.
O curso é voltado a educadores físicos e demais profissionais do esporte e da saúde, com o intuito de valorizar a interdisciplinaridade e aprimorar a formação dos envolvidos na medicina esportiva.
Os colunistascolunistas do Webrun Dr. Adriano Leonardi e Dra. Ana Paula Simões estão entre os professores do curso.
As aulas acontecem na Escola de Educação Física e Esporte da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo, das 19h30 às 21h45. Mais informações no site: www.eefuspjunior.com.
Há algum tempo foi publicado aqui um artigo meu que falava sobre uma extensa pesquisa britânica, que comprovava o que já se desconfiava: não há qualquer vantagem em consumirmos alimentos orgânicos, aqueles ditos naturais e que não fazem uso de agrotóxicos industrializados em seu cultivo. A pesquisa mostra uma coletânea de estudos e levantamentos mostrando que esses alimentos não são mais saudáveis como tentam nos passar seus produtores. As frutas e legumes são menores, têm um custo de produção maior por causa da maior perda e possuem as mesmas concentrações de micronutrientes por peso. Por outro lado, são bem mais caros e com uma margem de lucro bem maior aos produtores.
Outro argumento usado pelos defensores desse tipo de alimento é que eles geralmente são produzidos mais próximos às cidades dos maiores consumidores e isso faria com que utilizassem menor consumo de combustível fóssil, sendo assim, benéfico à natureza e ao ecossistema. Hoje se sabe que a distância do produtor ao consumidor por si só não diz nada, porque o transporte em larga escala pode ser muito mais eficiente que os dos pequenos produtores. Além disso, alimentos produzidos em países pobres podem ter maior efeito positivo na economia de nações pobres do que em nações européias, por exemplo. Ou seja, não quero advogar em favor dos alimentos não-orgânicos, mas é bom ter claro que suas vantagens propagadas simplesmente não existem.
Outra categoria patrulhada é a dos alimentos geneticamente modificados (AGM), ou também chamados transgênicos. Esse tipo de alimento é consumido desde a década de 1970 e, apesar de incessantes pesquisas por produtores e combatentes do modelo, não há qualquer evidência que condene seu uso por alguma ação nociva à saúde de homens, animais e natureza. Seu uso é seguro e feito em maior escala do que você pode imaginar antes do nome transgênico tomar as páginas dos jornais e revistas.
Alimentos naturais - Há uma confusão por parte do consumidor leigo, que atribui à palavra natural algo intrinsecamente bom para sua saúde ou benéfico ao planeta. Alguns elementos radioativos são naturais e ninguém os quer nos alimentos. Muitas plantas são naturais e letais. Os exemplos não acabam.
Esses tipos de alimentos estão nos supermercados sem que saibamos ao certo e não há consequências negativas por causa disso. Para se ter uma ideia, cerca de 90% da soja e 80% do milho nas prateleiras americanas são transgênicos. No Brasil, não tenho dados atuais, mas a porcentagem é bem grande para o milho, por exemplo. O problema é que recentemente começou-se uma caçada perigosa a esse alimento e uma estratégia baixa usada pelos combatentes é de querer exigir por lei uma nomenclatura toda técnica nas embalagens. Acontece que o consumidor leigo também ficaria temeroso se soubesse os nomes dos processos de pasteurização do leite, por exemplo.
A decisão do que é bom ou ruim à saúde tem que ser técnica, não ideológica. O que não falta em alimentos orgânicos e transgênicos são pesquisas mostrando que eles são exatamente iguais e seguros como os demais. Assim como você não precisa temer consumir alimentos cultivados com agrotóxicos, você pode estar certo que pesquisas mostram que os alimentos geneticamente modificados vieram para ficar por serem mais baratos e possibilitarem maiores colheitas. O melhor que você pode fazer à sua saúde não está no tipo de plantio, mas naquilo que você ingere (seja ele transgênico ou não) ao longo dos anos.
Publicado originalmente em 21/05/2010
Atletismo · 06 set, 2012
Há algum tempo foi publicado aqui um artigo meu que falava sobre uma extensa pesquisa britânica, que comprovava o que já se desconfiava: não há qualquer vantagem em consumirmos alimentos orgânicos, aqueles ditos naturais e que não fazem uso de agrotóxicos industrializados em seu cultivo. A pesquisa mostra uma coletânea de estudos e levantamentos mostrando que esses alimentos não são mais saudáveis como tentam nos passar seus produtores. As frutas e legumes são menores, têm um custo de produção maior por causa da maior perda e possuem as mesmas concentrações de micronutrientes por peso. Por outro lado, são bem mais caros e com uma margem de lucro bem maior aos produtores.
Outro argumento usado pelos defensores desse tipo de alimento é que eles geralmente são produzidos mais próximos às cidades dos maiores consumidores e isso faria com que utilizassem menor consumo de combustível fóssil, sendo assim, benéfico à natureza e ao ecossistema. Hoje se sabe que a distância do produtor ao consumidor por si só não diz nada, porque o transporte em larga escala pode ser muito mais eficiente que os dos pequenos produtores. Além disso, alimentos produzidos em países pobres podem ter maior efeito positivo na economia de nações pobres do que em nações européias, por exemplo. Ou seja, não quero advogar em favor dos alimentos não-orgânicos, mas é bom ter claro que suas vantagens propagadas simplesmente não existem.
Outra categoria patrulhada é a dos alimentos geneticamente modificados (AGM), ou também chamados transgênicos. Esse tipo de alimento é consumido desde a década de 1970 e, apesar de incessantes pesquisas por produtores e combatentes do modelo, não há qualquer evidência que condene seu uso por alguma ação nociva à saúde de homens, animais e natureza. Seu uso é seguro e feito em maior escala do que você pode imaginar antes do nome transgênico tomar as páginas dos jornais e revistas.
Alimentos naturais - Há uma confusão por parte do consumidor leigo, que atribui à palavra natural algo intrinsecamente bom para sua saúde ou benéfico ao planeta. Alguns elementos radioativos são naturais e ninguém os quer nos alimentos. Muitas plantas são naturais e letais. Os exemplos não acabam.
Esses tipos de alimentos estão nos supermercados sem que saibamos ao certo e não há consequências negativas por causa disso. Para se ter uma ideia, cerca de 90% da soja e 80% do milho nas prateleiras americanas são transgênicos. No Brasil, não tenho dados atuais, mas a porcentagem é bem grande para o milho, por exemplo. O problema é que recentemente começou-se uma caçada perigosa a esse alimento e uma estratégia baixa usada pelos combatentes é de querer exigir por lei uma nomenclatura toda técnica nas embalagens. Acontece que o consumidor leigo também ficaria temeroso se soubesse os nomes dos processos de pasteurização do leite, por exemplo.
A decisão do que é bom ou ruim à saúde tem que ser técnica, não ideológica. O que não falta em alimentos orgânicos e transgênicos são pesquisas mostrando que eles são exatamente iguais e seguros como os demais. Assim como você não precisa temer consumir alimentos cultivados com agrotóxicos, você pode estar certo que pesquisas mostram que os alimentos geneticamente modificados vieram para ficar por serem mais baratos e possibilitarem maiores colheitas. O melhor que você pode fazer à sua saúde não está no tipo de plantio, mas naquilo que você ingere (seja ele transgênico ou não) ao longo dos anos.
Publicado originalmente em 21/05/2010
Tecnologia · 01 jul, 2026
Saúde · 30 jun, 2026