Atletismo · 14 out, 2007
Tem gente que detesta. Eu particularmente adoro o horário de verão que começou à 0h de hoje, dia 14, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vai vigorar até a meia-noite do dia 16 de fevereiro de 2008.
A medida consiste em adiantar em uma hora os relógios. Assim, no horário de verão quando o relógio marcar 10 horas da manhã na realidade serão 9 horas.
O que mais me agrada nesta época é amplitude da luz solar. Ao menos aqui na cidade de São Paulo quando for 6h30 da manhã o dia já estará claro e o pôr do sol será por volta das 19h e dependendo do mês aconterá às 20 horas. E é disto que eu gosto, que meu treino noturno seja feito com a luz do sol. Fico com muito mais disposição.
Porém, partindo da premissa que não devemos ficar expostos ao sol entre 10 e 15 horas, aqueles que correm a tarde devem iniciar seu treino somente após as 16 horas que na realidade será 15 horas.
Mas como nem tudo é alegria outros cuidados devem ser observados nesta época de maior incidência de sol e calor:
E a última dica é fazer uma visita ao seu médico dermatologista para que ele possa avaliar o grau de exposição e os cuidados preventivos que você deve ter nesta época do ano.
Bons treinos!
Atletismo · 13 out, 2007
Nas principais provas internacionais e em algumas provas brasileiras é muito difícil não entregar o chip de cronometragem após cruzar a linha de chegada. Isto porque, existem voluntários especialmente a postos para ajudar a retirá-lo, ou mesmo porque, o chip é a senha para receber a medalha.
Mas em muitos casos, o corredor pode desistir da prova durante o percurso, ou então não entregar o chip por causa de algum tumulto e longas filas que se formam, principalmente, em provas com muitos participantes. Se por qualquer motivo você não o entregou o chip não precisa se desesperar, pois segundo as dois grandes organizadoras de corrida do Brasil, a Corpore e a Yescom, o processo é bastante simples.
Quando o corredor esquece de entregar o chip, basta leva-lo pessoalmente ou até mesmo por encomenda registrada. No caso da Corpore a instrução é entregar na sede da entidade. Já o chip usado nas provas da Yescom você deve enviar para Chiptiming, empresa de cronometragem.
Aqueles que não devolvem passam a figurar em um tipo de lista negra que impede o corredor de participar de novos eventos promovidos por esses organizadores, até que tenha sua situação regularizada. E se por algum motivo você perder o chip deverá pagar uma taxa que serve para cobrir o custo da engenhoca.
Para a solução deste problema o ideal é atingirmos os padrões internacionais, com mais pessoas para ajudar o corredor a retirar o chip, disponibilizando inclusive bancos para o maior conforto do atleta, já que é um grande incomôdo ter que se curvar ou abaixar, após a corrida. No exterior alguns clubes de corredores dão a opção para que seus sócios comprem o chip que é personalizado e que pode ser utilizado ao longo temporada em todos os seus eventos.
Sei que é difícil, após o esforço de uma competição ter que pegar filas, mas muitas vezes esse trabalho será bem menor do que devolver pessoalmente o chip, enfrentar a fila nas agências de correios ou mesmo ter que desembolsar o valor de um serviço de entrega.
Corpore
Rua Bento de Andrade, 436
Jardim Paulista - São Paulo - SP
Cep: 04503-001
A/C.: Marcel
Website: www.corpore.org.br
Chiptiming
Rua David da Silva Meirelles, 124
Jd. Maria Luiza - Taboão da Serra - SP
Cep: 06770-160
A/C.: Lucilene.
Website: www.chiptiming.com.br
Atletismo · 12 out, 2007
É notório que mulheres sofrem mais preconceitos que os homens. Não é necessário ler o Livreiro de Cabul, da jornalista norueguesa Asne Seierstad, nem morar no Afeganistão para notar esse tipo de atitude em nosso dia-a-dia, seja, a discriminação profissional, comportamental, nas mais variadas situações.
No mundo da corrida, em especial no Brasil, devemos, no entanto, abrir um parêntese para um tipo de discriminação que os homens sofrem. O título deste texto foi cunhado observando três preconceitos muitas vezes velados que nós homens sofremos, e pior, o preconceito não vem das mulheres e sim de homem para homem.
São eles no meu ponto de vista:
Calção - Quando corremos na rua com calções específicos para corridas, aqueles com fendas laterais abertas, somos tratados com sarcasmo, já que é fácil perceber piadinhas e risadas irônicas, muitas vezes de cunho homofóbico, como se duvidassem de nossa masculinidade (embora nada tenho contra pessoas gays) somente porque estamos vestidos da forma correta e apropriada para um corredor.
Calça legging - A mesma situação descrita acontece com outro vestuário. Quantos e quantos corredores não vestem uma calça legging, que sem sombra de dúvida, é o mais apropriado item de vestuário para proteger as pernas em baixas temperaturas? Hilário quando eu lembro que andava de legging pela quinta avenida em Nova York e as pessoas nem olhavam, isto é algo que nem penso em repetir em terras tupiniquins.
Depilação - Talvez esse é o item de maior preconceito. Hummm, você se depila?, ironicamente me perguntaram com o tom de escracho. Como sou resolvido na questão respondo de bate pronto: depilo minhas pernas, sim. Em primeiro sem querer ser hipócrita, eu me depilo por razão estética, acho que fica legal, dá para perceber o contorno e divisões dos grupos musculares. Outro ponto é que facilita e muito as seções de massagens que fazemos, principalmente as feitas com loções friccionadas junto a pele.
Obviamente essas questões apontadas são culturais, e cada pessoa tem seu estilo. Embora não seja adepto a firulas como cremes e perfumes, minha editora, a Donata Lustosa, me classificou como metrosexual. Isso talvez pela depilação, mas o termo não se aplica ao vestuário como o calção e a legging, pois esses são necessidades básicas.
Esses são três exemplos de preconceitos masculinos, de homem para homem. Alguém aí já escutou um homem reclamar que uma mulher esteja bem depilada, que use shorts com fenda lateral ou use uma legging colada ao corpo? Eu acho que não! Bons treinos independente da sua roupagem.
Caminhada · 10 out, 2007
Uma das primeiras coisas que aprendemos com nossos pais é não jogar lixo na rua. Uma das poucas exceções desta lição é quando disputamos uma prova e ficamos liberados para jogar os copos plásticos de água no chão.
Mas ao longo dos anos observei nas competições que até para jogar o copo devemos ter técnica. Sim técnica! Pois não podemos simplesmente jogar o copo pensando somente em nossa comodidade e mesmo sem querer atrapalhar um companheiro de corrida.
Primeira lição é sempre que for descartar o copo olhar para os lados para ver se você não vai atingir ninguém. Caso venha alguém espere que ele ultrapasse e com o caminho liberado descarte o copo
Procure jogar o copo o próximo à sarjeta (meio fio). Evite jogar no meio do percurso e assim não atrapalhar quem vem atrás.
Já vi corredor mirando e o pior, acertando seu copo em um bueiro. Jamais faça isso! Lembre-se que um simples copo plástico precisa de mais de 100 anos para se decompor na natureza.
São medidas simples que fazem a diferença! Boas provas!
Atletismo · 10 out, 2007
As barras de proteínas se tornaram populares de alguns anos para cá. Elas vieram disputar um espaço antes aberto pelas barras de cereais, também ingressadas no mercado não muito tempo antes. Seu público consumidor é basicamente composto por praticantes de atividades físicas, que também são grandes consumidores das outras barrinhas.
Acontece que mesmo disputando a preferência dos praticantes de atividades físicas, a barra de proteína se difere muito das outras. E a diferença é algo que muitos consumidores não sabem muito bem explicar o porquê.
As barras de proteína, como o próprio nome já diz, possuem grandes quantidades de proteínas podendo ir de aproximadamente de 15g até algumas com mais de 70g. Por esse motivo ela está longe de substituir, ou ser substituída, pelas outras barras. Mas essa composição faz com que ela possa substituir por alguns momentos as proteínas que seriam consumidas em uma refeição. E essa é a sua principal vantagem!
Eu costumo recomendar as barras de proteína pela sua praticidade, não porque teria mais benefícios se comparado a uma refeição normal. Essas barras podem ser transportadas facilmente, têm uma validade considerável, existem sabores diversos e hoje são encontradas com preços bem mais acessíveis.
Mas ainda considero que a maior vantagem dela venha ainda a ser outra. As mais recentes e sérias pesquisas apontam que a rápida reposição de carboidrato (CHO) pós-treino é mais do que fundamental para aqueles, que buscam um pouco mais de rendimento e desempenho no esporte. As pesquisas demonstram também que essa reposição, quando acompanhada de uma pequena porção de proteína (na proporção de 3 CHO para 1 de proteína), potencializa esses ganhos. Agora pense comigo: qual outra fonte facilmente disponível de proteína em nossa rotina do dia-a-dia?
As barrinhas acabam sendo talvez a melhor alternativa, já que podem ser carregadas e armazenadas! Na lição de casa que acabo sempre passando, um dos exercícios é sempre o de possuir alguma delas por perto! Seja no carro, na mochila, no escritório ou em casa. Bons treinos!
Atletismo · 09 out, 2007
Recorrente e fenômeno de mídia globalizada, as mortes de jovens aparentemente saudáveis durante atividades esportivas profissionais ou mesmo amadoras de lazer são um triste paradoxo. A pergunta por que aconteceu? se estende a eventos científicos diversos, onde tenta-se explicar o surpreendente episódio. Detalhada metanálise foi publicada pelo Comitê Olímpico Internacional, com sede em Lausanne, Suíça, e seus dados indicaram que de 1966 a 2004 foram relatadas 1.101 mortes súbitas de jovens atletas com menos de 35 anos, numa média de 29 por ano. Essas mortes relatadas foram mais freqüentes no futebol e basquete.
A incidência de cardiopatias benignas ou de potencial maligno, catalogados em mais de 30 anos de avaliações de atletas de variadas modalidades esportivas, desde adolescentes a veteranos idosos no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, nos mostra um retrato que poderia explicar os eventos fatais no esporte. As anormalidades encontradas nas crianças e adolescentes variaram de 17,7% a 21 %, e em atletas em atividade, amadores e profissionais até 35 anos foi de 8,2 % . Seguramente, a avaliação médica de pré-participação deve ser obrigatória, sendo um competente marcador de risco dos possíveis problemas cardiovasculares na prática físico/ esportiva. Entretanto, esse exame não é um certificado de segurança total e a decisão do afastamento de atletas, seja temporária ou definitiva, tem que ser colegiada.
Adicionalmente, as situações que podemos chamar de confusões ou exageros ético-científicos, como as adaptações fisiológicas extremas consideradas em princípio cardiopatias, levam a traumas psicológicos e sociais de penosa reversão, ou o fato inverso de cardiopatias confundidas com adaptações. A conduta deve ser individualizada e não devemos poupar exames, enquanto não tivermos certeza do diagnóstico.
Discussões e polêmicas a respeito de liberação ou não para a prática de esporte profissional não irão deixar de existir. A proteção do paciente-atleta e respeito ao profissional médico são os pilares dessa área de trabalho, como em qualquer outra área da medicina. Por isso toda e qualquer decisão polêmica deve ter o respaldo de uma junta médica experiente.
A avaliação clínica detalhada e rotineira de pré-participação para atletas é a única maneira de minimizar o risco da morte súbita, que continuará a ocorrer sem dúvida, entretanto, em muito menor quantidade. Como pela fisiopatologia e epidemiologia, a morte súbita no esporte tem na cardiopatia a sua principal causa (90%) e seu evento mais freqüente (85%) a fibrilação ventricular, é obrigatório termos equipes treinadas no suporte básico da vida, além de desfibriladores semi-automáticos em TODOS os eventos esportivos. Estas são as condições imprescindíveis e mínimas para permitir um gerenciamento ético do risco da morte súbita em atletas.
Atletismo · 02 out, 2007
Já se perguntou se a Radiologia pode ser utilizada como método de prevenção de lesões esportivas? Em essência, os exames de imagem se prestam para o diagnóstico das lesões. Porém, realmente há algo para se considerar em termos de prevenção de lesões em esportistas e pessoas com atividade física em geral, como veremos em dois exemplos, mais adiante.
Na medicina atual, ainda não há sentido realizar exames de imagem em atletas assintomáticos para se fazer rastreamento de lesões, como se faz com câncer de mama e mamografias periódicas. Mas recomenda-se que qualquer pessoa que sinta dores osteoarticulares, ou musculares, busque auxílio médico. Alguns critérios para reforçar isso: dor por tempo prolongado, ou decorrente de trauma, ou que impeça a pessoa de exercer suas atividades.
Consideremos um exemplo hipotético em que um atleta, com dor no tornozelo, passe em consulta com seu médico. Este, após colher a história do paciente e realizar os testes clínicos, fará hipóteses diagnósticas e poderá ou não encaminhar o esportista para exames de imagem, como uma ressonância magnética. Esse último é um excelente método e tem a capacidade de realizar uma avaliação global da articulação. Se o exame diagnosticar uma tendinopatia crônica do tendão de Aquiles (tendinite), revelará informações preciosíssimas ao médico do paciente, pois essa alteração no tendão é considerada um fator de risco para rupturas, sejam elas parciais ou totais. Neste caso, a Radiologia (ou Diagnóstico por Imagem) terá um papel fundamental ao fazer o diagnóstico inicial, mas também por fornecer informações que serão utilizadas pelo médico, que orientará clinicamente o paciente (tratamento, treinamento, etc) a fim de evitar uma ruptura no futuro, uma condição obviamente mais séria que a tendinopatia.
Tomemos outro exemplo: vamos supor que um corredor sinta dores na canela. Após passar em consulta com seu médico, ele poderá ou não solicitar exames de imagem (radiografias, cintilografia óssea ou ressonância magnética). Caso uma ressonância magnética da perna diagnostique Síndrome do estresse tibial medial, que os atletas chamam de "canelite", mais uma vez a Radiologia, além de diagnosticar, terá ajudado na prevenção de lesões mais sérias. Isso porque no caso das "canelites", o exame de ressonância magnética revela a graduação da lesão, que vai de I a III. Essa lesão pode culminar com a indesejável fratura por estresse, que alguns consideram ser o grau IV da síndrome. Ao tomar conhecimento do diagnóstico de grau I, II ou III o médico orientará o esportista de forma a prevenir que a lesão se torne uma fratura por estresse.
Os exames de diagnóstico por imagem e os radiologistas músculo-esqueléticos estão aí para contribuir com a medicina esportiva e os atletas, no momento do diagnóstico de uma lesão e ao longo do seu tratamento. Na dúvida, em caso de dor na prática de esporte, consulte seu médico!
Caminhada · 01 out, 2007
Não existe coisa mais chata do que ter o cadarço desamarrado quando você está correndo. Somos obrigados a parar e com isso perdemos nosso ritmo de corrida. Além disso, é chato ter que abaixar para apertar nosso tênis.
Acho que todo corredor já presenciou essa corriqueira e chata situação. Mas existem algumas dicas simples e tão rápidas quanto a leitura deste texto para não perder o ritmo da corrida numa simples parada, vamos lá:
Ah! Para aqueles que não querem investir nenhum centavo num tênis novo ou em acessórios, lembre-se de amarrar firme o seu cadarço antes de correr.
Caminhada · 01 out, 2007
Atletismo · 25 set, 2007
Correr ou pedalar por longos períodos ajuda a aumentar a utilização dos ácidos graxos, isto é, das gorduras, produzindo energia para manter o corpo em movimento na atividade física prolongada. Contudo ao realizar exercícios a temperatura do seu corpo aumenta, e como resposta de defesa inicia-se a transpiração para emanar o calor produzido pela contração muscular.
O suor quando evapora da pele ajuda a resfriar o corpo, tentando assim regular a temperatura. Em contrapartida, quando a transpiração está exacerbada em função da atividade física intensa, entra em ação o ADH, hormônio antidiurético que age evitando a perda de água.
O ADH age nos túbulos coletores e dutos renais, localizados nos rins, que ficam mais permeáveis à água, estimulando assim a reabsorção da água que seria eliminada na urina. Muito pouca quantidade desse hormônio é necessária para produzir o efeito antidiurético, e quando esse hormônio está presente em quantidades maiores, provoca uma potente vasoconstrição das arteríolas, diminuindo o diâmetro do vaso sanguíneo, dificultando a passagem do sangue e conseqüentemente, aumentando a pressão arterial.
Desta forma, na desidratação pelo esforço físico, a ação antidiurética e o efeito vasopressor sobre as arteríolas periféricas, fazem com que órgãos nobres como o cérebro, recebam um fluxo contínuo e constante de sangue. Em poucas palavras, é nessa hora que o hormônio ADH entra em ação justamente para nos proteger no momento de suadeira, regulando a retenção de água no organismo. Ele é liberado quando o corpo é desidratado e impede a vontade de fazer xixi para que não fiquemos desidratados.
A produção de ADH só torna-se significativa quando o corredor já está com seu volume sanguíneo diminuído pelo início da desidratação, ou quando o exercício é de intensidade próxima ou acima do limiar ventilatório 2.
Por outro lado, se a presença do ADH protege nossos órgãos nobres, no caso dos maratonistas lentos que ingerem muito líquido durante a prova e não transpiram o suficiente, pode ser um risco. Sito porque o ADH pode potencializar o quadro de hiponatremia, podendo desenvolver o edema cerebral.
Curiosidade- o álcool inibe a produção de ADH, por isso quando bebemos urinamos bastante.
Treinamento · 02 jul, 2026
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