
Técnica para entrar na cadeira (foto: Altemir Luis de Oliveira)
Todos os fatores são fundamentais, mas o posicionamento na cadeira é um dos fatores mais importantes no desempenho do atleta.
O posicionamento é alguma coisa que somente o atleta pode definir. A posição deve ser extremamente confortável, uma vez que o mesmo passará, em competição, em torno de duas horas sentado naquela posição que em hipótese alguma poderá afetar no seu rendimento.
O posicionamento pode ser sugerido pelo técnico, mas quem vai decidir é o atleta. Sugere-se que o atleta veja alguns atletas com o mesmo tipo de lesão e até com comprometimento menor em ação (competindo) para poder moldar a sua maneira de sentar na cadeira.
Existem várias maneiras de sentar e posicionar os pés nas cadeiras de competição, obedecendo a uma particularidade do seu comprometimento físico.
Descida: As descidas são que proporcionam os momentos de maior emoção, apreensão e adrenalina. É algo indescritível. Ver o chão (solo) passando a menos de 30cm do rosto a uma velocidade de 50km/h, 60km/h 80km/h dá a qualquer um uma sensação alucinante.
Os pneus de competição variam entre 18mm e 20mm, quando a cadeira chega a velocidades acima de 70km/h, 80km/h esta perde um pouco da aderência ao solo, nada que não consiga controlar-se, mas a uma velocidade dessas qualquer erro é fatal, alias, acima de 40km/h qualquer erro tem conseqüências drásticas.
Certamente uma sensação tão gratificante tem o seu preço e necessita de cuidados especiais pois uma queda nessa velocidade trará transtornos graves ao corredor que incorrer em erro.
Sugiro que o corredor quando atingir uma velocidade acima de 23 Km horários abra o velcro da luva de corrida, liberando os dedos para ter maior mobilidade e por conseguinte um maior “pegada” para o caso de algum contra-tempo.
Sugiro para os atletas iniciantes dosarem a velocidade em suas primeiras provas, até pegarem confiança, em si e na cadeira.
Ter confiança no equipamento nestas horas é muito importante e ter um equipamento bem ajustado é primordial, face a situação de risco a que o atleta estará exposto.
Ladeira: Sem dúvidas que é nessa parte do trajeto em que se definem muitas posições. Quando o atleta está correndo “no pelotão” (pelotão formado por corredores que andam no mesmo ritmo) os que têm dificuldade para “subir ” (andar ladeira acima) certamente ficam para trás. Normalmente o pelotão chama os mais fortes para determinar o ritmo nas ladeiras para não deixar cair o ritmo e é neste momento que os mais bem preparados levam vantagem e distanciam-se dos demais.
É um bom momento na competição, para quem está preparado, para deflagar um “ataque” Antes da corrida é bom que o atleta tenha informação de alguns detalhes do percurso, tal como quantos graus tem a ladeira e em que ponto da prova estão as ladeiras o comprimento das mesmas.
Um fator muito importante também é saber em que momento “atacar” a ladeira (começar a subir e o ritmo a ser empreendido). Devem ser levados em consideração vários fatores, tipo posição do vento, aspereza do asfalto, ângulo de inclinação etc, se o corredor está só ou tem mais alguém no pelotão para auxiliar e não quebrar o ritmo.
Este texto foi escrito por: Carlos Roberto de Oliveira