Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e em cinesiologia, Magna Cum Laude, pela
Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e em cinesiologia, Magna Cum Laude, pela Texas Christian University, nos Estados Unidos. Médico especialista em Medicina do Esporte pela SBME e em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT, pós-graduado em Fisiologia do Exercício pelo Instituto de Ciências Biológicas-USP e em Biomecânica da Saúde e Atividade Física pela Universidade Gama Filho. Consultor em Medicina do Esporte das revistas Contra Relógio e Women's Health, e do site Webrun. Médico do Esporte do Instituto VITA em São Paulo.
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Matéria originalmente publicada em 08/12/2011
A sacro-ileíte é a lesão inflamatória típica da articulação sacro-ilíaca, que é a junção articular entre o osso sacro (componente da coluna vertebral) e osso ilíaco (componente da bacia), localizada lateralmente à coluna vertebral. Pode desencadear dor lombar muito incapacitante em atletas, tanto amadores, quanto profissionais.
Além de causas traumáticas e reumatológicas, esta lesão também pode ocorrer pela sobrecarga mecânica imposta aos membros inferiores, transmitida para a região pélvica durante a prática de esportes com algum grau de impacto e longa duração, afetando a articulação em questão. As corridas de rua, principalmente as maratonas, são um bom exemplo.
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O diagnóstico é realizado por meio da anamnese do paciente (história clínica), exame físico cuidadoso e exames de imagem. Raramente são diagnosticadas nas radiografias simples, sendo necessária a utilização de outros métodos como a cintilografia óssea, tomografia computadorizada, ou mesmo a ressonância magnética para auxiliar na determinação diagnóstica.
O tratamento normalmente é conservador (não cirúrgico), envolvendo medidas fisioterápicas para analgesia (melhora da dor) e cinesioterapia (fortalecimento muscular) regional para minimizar a chance de recidivas.
Corridas de Rua · 13 mar, 2017
Os praticantes de atividade física que objetivam ganho de massa muscular, devem estar atentos à necessidade do aumento do aporte de proteínas, durante suas refeições em um determinado planejamento nutricional. Porém, além da quantidade deste nutriente, é importante observar o perfil de aminoácidos que está sendo ofertado ao praticante.
Aminoácidos são as partículas que compõem uma proteína, sendo assim para conseguir a tão sonhada massa muscular, já está bem estabelecido a importância dos aminoácidos de cadeia ramificada, os chamados BCAA's (leucina, isoleucina e valina), que tornam mais eficiente a sinalização celular para a síntese proteica.
Esta capacidade de estimular a síntese, observada nos aminoácidos de cadeia ramificada, se deve principalmente à leucina, pelo fato dela conseguir aumentar a expressão de moléculas, que regulam a sinalização da síntese proteica e levam ao anabolismo muscular.
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Foto: Janifest/FotoliaA maior resposta da síntese proteica ocorre quando se ingere entre 1,7 a 3,5 g de leucina, o que pode ser facilmente obtido com um plano alimentar que contemple adequadas quantidades de alimentos proteicos. Porém, em situações de baixa ingestão proteica, a suplementação com leucina é bem vinda e pode restabelecer a sinalização ideal para a síntese.
Observe que a suplementação isolada de leucina falhou na melhora da síntese e os estudos apontam melhores resultados quando ingerida na presença de outros aminoácidos, contidos em uma proteína. De forma semelhante, o excesso do uso de leucina não se traduziu em um maior ganho de massa muscular. Portanto, é fundamental a orientação de um profissional da área das ciências da saúde para a correta elaboração de um plano alimentar.
Fique atento
Corridas de Rua · 07 mar, 2017
O colunista do Webrun Dr. José Marques Neto fala sobre os ferimentos que podem ocorrer na nossa pele durante as atividades físicas.
A pele do ser humano é o maior órgão do corpo, e composta por três componentes diferentes: epiderme, derme e tecido celular subcutâneo. A pele está sujeita a sofrer diversos ferimentos que podem acometer a integridade da mesma, como bolhas, escoriações, cortes e lacerações. Vamos agora abordar estes tipos mais frequentes de ferimentos que podem ocorrer durante a prática de atividades físicas.
As escoriações são muito dolorosas, necessitam de cuidados imediatos como a limpeza com soro fisiológico Foto: lzf/FotoliaBolhas: surgem a partir do atrito entre um objeto e um ponto da parte externa da pele, a epiderme, e causam a formação de um espaço que conecta a epiderme com a derme. Este espaço é preenchido por líquido seroso ou até mesmo sanguinolento, fato que causa extremo desconforto e dor ao corredor quando este espaço é comprimido ou apertado. O tratamento SEMPRE deve ser feito por um profissional capacitado, e envolve a limpeza cuidadosa do local, a punção do líquido por orifício muito pequeno através de seringa e agulha, e curativo oclusivo para proteger de possíveis infecções.
Escoriações: lesão superficial do tecido cutâneo na qual ocorre uma perda da epiderme e consequente exposição das camadas mais profundas como a derme a suas terminações nervosas. Muito dolorosas, necessitam de cuidados imediatos como a limpeza com soro fisiológico para retirada de partículas estranhas e assim evitar infecções, curativo oclusivo, analgésicos e até antibióticoterapia.
Corte: definido como uma penetração na pele que resulta em sua abertura e consequente sangramento dependendo da profundidade da lesão. Cortes suficientemente profundos ou extensos podem requerer tratamento através de sutura cirúrgica. Os cuidados em relação à lesão são limpeza rigorosa da região com soro fisiológico, remoção de partículas estranhas, sutura da lesão se necessário e curativo oclusivo para a proteção da mesma e diminuir o risco de infecções.
Laceração: lesão grave que pode afetar as camadas de tecidos mais profundos, como tecido adiposo e muscular, é caracterizada pelos bordos irregulares da pele, sangramento abundante, maior risco de infecção, e tratamento através de sutura na imensa maioria dos casos. Outras estruturas também podem ser acometidas, como tendões, nervos ou ligamentos, portanto o encaminhamento do corredor a um centro especializado é de primordial importância, para que o tratamento adequado seja realizado por profissional capacitado. O uso de antibióticos é altamente recomendado, assim como a profilaxia contra o tétano. Um período maior de recuperação será necessário, pois as suturas normalmente levam de 10 a 14 dias para cicatrizar.
Corridas de Rua · 15 dez, 2014
A lesão condral representa uma alteração em um tecido extremamente especializado e delicado, que é a cartilagem articular. A cartilagem é formada por diversos tipos de células dispostas em várias camadas de revestimento das porções ósseas que estão em contato entre si formando as juntas e, desta forma, permitindo que a articulação trabalhe sem causar um desgaste desnecessário em suas delicadas superfícies. Porém, lesões podem ocorrer por mecanismos traumáticos ou não traumáticos (entorses, por exemplo), muitas vezes com sérias consequências.
As opções cirúrgicas existem tanto pela técnica de microfraturas, na qual o leito da lesão é perfurado com o intuito de se promover um aumento do aporte de sangue para o local e sua consequente cicatrização, como pelo enxerto de cartilagem. Porém, são indicadas apenas em alguns casos com resultados ainda muito variáveis, já que estas técnicas são relativamente recentes.
Vale à pena investir na administração dos condroprotetores (sulfatos de glicosamina e condroitina) e em outras formas indiretas de proteção da cartilagem, como treinamento de resistência muscular e/ou treinamento funcional. Para ter certeza do que é indicado no seu caso, consulte um médico.
Atletismo · 12 maio, 2011
Sem dúvida este problema faz parte do cotidiano de muitos corredores pelo mundo afora. Tecnicamente descrita como síndrome do stress tibial medial, a popular canelite nada mais é do que a irritação e a inflamação de uma faixa de periósteo (membrana que recobre o osso) da tíbia na parte frontal da perna ("canela"), que cursa com dor e dificuldade para caminhar e/ou correr.
Ocorre por ocasião de um aumento súbito e desproporcional do volume de treino (frequência, intensidade) sem que os músculos da parte frontal da perna estejam adequadamente preparados para atenuar esta mudança de solicitação mecânica sobre o aparelho músculo-esquelético. Ou seja, os músculos não estão suficientemente fortes para suportar o aumento de carga.
Acredita-se que esta lesão seja precursora da temível fratura de stress, portanto deve ser encarada com a devida importância. De tratamento eminentemente conservador, ela responde bem às medidas fisioterápicas para analgesia, como eletroterapia e crioterapia (compressas de gelo) e diminuição do ritmo de treino. Medicação antiinflamatória não deve ser prescrita por mais do que alguns dias e o corredor deve procurar enfatizar atividades aeróbicas alternativas durante este período de recuperação, como bicicleta, "spinning", natação ou hidroginástica.
A prevenção vem com o fortalecimento da musculatura da face anterior da perna (principalmente o músculo tibial anterior) e mudanças de alguns fatores extrínsecos do treinamento, como o uso de calçados adequados, preferência por treinos em superfícies mais macias, aumento progressivo de volume e intensidade de treino, calendário racional de corridas e respeito aos alertas do corpo, como a dor na região. Todo cuidado é pouco, pois esta é uma lesão que pode levar a uma situação crônica e se transformar em algo de difícil tratamento.
Atletismo · 15 dez, 2010
Muitas pessoas têm dúvida sobre tendinite e tendinopatia. Normalmente a pergunta mais freqüente é se os dois são a mesma coisa. Vamos por partes. Os tendões do corpo humano são faixas de tecido conjuntivo compostas por colágeno em sua maior parte, com baixo suprimento sangüíneo e difícil cicatrização, que fazem a conexão entre os músculos e os ossos, responsáveis pelo movimento de nossos membros. A conexão tendão-osso recebe o nome de entésio, e as doenças que afetam esta região são denominadas de entesopatias.
O tendão é o componente principal do conjunto músculo-tendão-osso, sendo um tecido freqüentemente acometido por um grupo de sinais e sintomas que envolvem dor crônica (mais de três semanas) com piora progressiva, inchaço, aumento de espessura, redução da mobilidade, que melhora após o aquecimento, diminuição da força de impulso, calcificações e eventualmente ruptura tendínea. Esta síndrome é chamada de tendinopatia pela literatura médica atual, ao invés de tendinite, termo tradicionalmente utilizado de forma errônea na prática clínica para diagnosticar a dor crônica no tendão.
O termo tendinite implica na formação de um processo inflamatório responsável pelo surgimento da dor, porém, as evidências do estudo microscópico e bioquímico do tendão apontam para a presença de uma lesão no corpo do tendão descrita como tendinose.
Não podemos excluir a ocorrência da inflamação durante os estágios iniciais desta doença, porém, a literatura atual reserva o termo tendinite para processos inflamatórios agudos envolvendo a bainha tendínea (membrana que envolve o tendão), enquanto que tendinopatia é o termo mais adequado para descrever quadros de dor crônica nos tendões, acompanhada dos sinais e sintomas já descritos anteriormente.
Principais causas -Todos os seres humanos começam a apresentar uma redução de elasticidade de seus tecidos a partir dos 25 anos de idade, porém, esta perda começa a se acentuar durante a quarta década de vida (31 a 40 anos). Portanto exercícios de alongamento realizados diariamente auxiliam na manutenção da flexibilidade do sistema músculo-esquelético e na prevenção de tendinopatias.
Diversos fatores são predisponentes a esta condição, incluindo os fatores intrínsecos (relacionados ao atleta) como alterações biomecânicas (ex.: pés cavos ou planos), desalinhamento e/ou discrepância do comprimento de membros inferiores, hipermobilidade articular e déficit de alongamento e/ou fortalecimento muscular. Os fatores extrínsecos (relacionados ao meio ambiente) envolvem erros de treinamento (aumento indevido de volume, frequência, intensidade), deficiências técnicas, uso de tênis inadequado e superfície desfavorável para a corrida.
O diagnóstico das tendinopatias é fundamentalmente clínico, pois os exames de imagem podem detectar alterações anatômicas proporcionais às suas condições técnicas, mas que muitas vezes apresentam apenas limitada correlação com o quadro clínico do paciente.
Seu tratamento envolve diversos aspectos e pode ser bastante trabalhoso e demorado: repouso relativo com ênfase em atividades aeróbicas alternativas à corrida, medicação analgésica e/ou antiinflamatória, medidas fisioterápicas para redução da dor e ganho de amplitude de movimento do local, exercícios de alongamento e programas de fortalecimento muscular normalmente são recomendados.
Atletismo · 12 mar, 2009
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Dr. Alexandre Fogaça Cristante é Ortopedista e Cir...
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