
Cavalo dado não se olha os dentes (foto: stock.xching)
Costumo dizer que a Corpore fez eu ser mal acostumado. Na verdade, a primeira corrida que participei foi organizada pela entidade, que é reconhecida pelo alto grau de excelência organizacional, assim para agradar um corredor, que tem padrão Corpore no DNA, tem que fazer bem feito. Felizmente o Brasil, para determinadas competições, já atingiu padrões internacionais, mas pode evoluir ainda mais.
Em meados dos anos 90 quando o Circuito Corpore reunia por etapa cerca de 500 atletas e o ambiente era livre da muvuca atual (que não quer dizer desorganização), uma das coisas que eu mais gostava era de presenciar a premiação. Troféu para os atletas que compunham o pódio e sorteio de brindes para todos os participantes em um clima bastante divertido e camarada. Dava-se risada dos números que passavam raspando pelo seu, escutando se fosse o cinco e não o seis eu ganhava, aquele mais feliz que ia aos pulos e berros correndo em direção ao palco dizendo fui eu, acertei, fui eu!
Acho que por isso que eu fique feliz quando recebi um mailing nesta semana da Corpore avisando e enfatizando que a Corrida Shalom agora em dezembro, fará boa distribuição de brindes a começar com uma passagem aérea para Montevidéu e televisor 32 polegadas.
Mas se naquela época se fazia a alegria das pessoas com simples bonés, camisetas, quando muito um tênis, imagine agora com esses prêmios mais valiosos. Aliás, só como exemplo, mas obviamente respeitando as devidas proporções, todos os inscritos na Volkswagen Run concorreram ao sorteio de um automóvel OKm ao final do evento.
Boa sorte!
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.