
Corridas em cadeiras de rodas uma das modalidades paraolímpicas (foto: Harry Thomas Jr Arquivo WebRun)
2012, UM SONHO COMPARTILHADO
Como não houve, por descuido ou políticas mal-formuladas de divulgação, qualquer referência ao paraolimpismo por parte dos coordenadores das campanhas de São Paulo e Rio de Janeiro para a escolha de cidade brasileira aspirante a sediar os Jogos Olímpicos de 2012, jornalistas especializados pediram a opinião do Comitê Paraolímpico Brasileiro – CPB sobre o assunto.
O presidente do CPB, Vital Severino Neto, ao avaliar a eleição do Rio de Janeiro, diz que a mídia corre o sério risco de pecar por omissão toda vez que se referir à Olimpíada sem mencionar que se tratam de competições compartilhadas: São jogos de um único festival esportivo de 60 dias com a participação de atletas olímpicos e paraolímpicos explicou.
Em razão do acordo assinado em junho de 2001 pelo Comitê Olímpico Internacional-COI e o Comitê Paraolímpico Internacional-IPC, Vital Severino considera que agora o Rio de Janeiro, como representante do Brasil, deverá inserir no seu projeto de marketing e publicidade, que a realização olímpica está oficialmente ligada à paraolímpica.
O acordo entre os comitês internacionais assinala que os dois signatários compartilham a convicção de que todo ser humano tem direito de buscar seu desenvolvimento físico e intelectual. O documento, ao se dirigir à organização, diz que ela deverá ser feita principalmente pela integração operacional de jogos olímpicos e paraolímpicos, com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos-COJO e o IPC assumindo, integralmente, as responsabilidades para a organização dos Jogos Paraolímpicos.
Vital Severino acrescenta que diante da força do que recomenda a parceria oficial entre COI e IPC, não há mais como tratar de Olimpíada sem falar de Paraolimpíada. São 60 dias de Jogos de Verão conclui o presidente do CPB.
(*) Vital Severino Neto é Presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Este texto foi escrito por: Vital Severino Neto (*)