
Jenny venceu duas brasileiras que haviam corrido o Ironman 2010 (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
A atleta da Nova Zelândia, Jenny Smith, precisou de 3h22min15 para vencer a primeira etapa do XTerra Amazon, disputado no meio da Floresta Amazônica neste sábado (05/06). Ela encarou 1,5 quilômetro de natação, 30 de Mountain Bike e nove de corrida na Base de Instrução número quatro do Exército, local onde o grupamento de selva realiza treinamentos.
Manaus – O sol nem tinha raiado quando os 200 participantes da prova deixaram a região de Ponta Negra, na capital amazonense, para se dirigirem ao local onde a arena estava montada. Todos chegaram ao chamado quadrado maldito por via fluvial e foram recebidos pelos militares com um café da manhã reforçado.
Após o juramento do guerreiro, onde um oficial do Exército pediu que todos repetissem algumas frases de incentivo, a largada aconteceu no Igarapé Mainá com um tiro de canhão. O trecho de 1,5 quilômetro da natação teve apenas uma volta e a melhor competidora foi Maria Soledad Omar.
Já nos 30 quilômetros de ciclismo, todos puderam conhecer de perto a biodiversidade da maior floresta tropical do mundo, com sua característica de ser quente e úmida. A condição climática, aliada aos obstáculos naturais, como raízes, galhos, troncos caídos, atoleiros, etc, deram um brilho a mais ao evento.
Foi na Bike que a campeã assumiu a liderança, posição que manteve na corrida, disputada metade do percurso em mata fechada e metade numa estrada de apoio dos militares. Após cruzar a linha de chegada, ela se disse muito contente pela oportunidade de competir num local como a Amazônia.
Confesso que antes de vir fiquei com um pouco de medo da natação, principalmente pelas histórias de cobras no rio que sempre ouvimos. Mas depois foi tranqüilo e pude aproveitar a natureza, conta. Procurei competir com calma e evitar cometer erros, porque sabia que tinha uma boa vantagem na bike. Já na corrida eu fiquei realmente deslumbrada por estar dentro da selva. No posto de isotônico ela conta que bebeu uma garrafa inteira do líquido, o que a deixou com mais forças para seguir em frente. No final eu estava tão bem, que cruzei a linha de chegada e disse para mim mesmo: `Oh meu Deus, eu venci! `.
A segunda colocada foi Carla Prada, atleta que além de provas de triathlon, disputa também algumas corridas de aventura. Correr num lugar desses é uma oportunidade única, conta a vice-campeã. Hoje tivemos a nata do esporte aqui e todos estavam no mesmo nível, já que ninguém conhecia o percurso, avalia. Eu dou nota 10 para a organização, espero poder voltar ano que vem, finaliza.
A terceira colocada foi para a argentina radicada no Brasil, Maria Soledad Omar, que obteve a mesma colocação que seu marido, Ezequiel. Foi uma experiência muito rica. Tivemos sol, chuva, umidade, enfim, foi maravilhoso, conta Soledad, que semana passada conquistou o terceiro lugar no Ironman Brasil. Sofri bastante na bike, mas na corrida consegui recuperar uma colocação. No final senti a fadiga e não conseguia forças para buscar a Carla, finaliza a triatleta que agora pretende descansar por um tempo.
Realizada no dia mundial do Meio Ambiente, a competição serviu para muitos atletas que não conheciam essa parte do país, interagissem com a natureza. Isso talvez sirva como incentivo para eles ajudem cada vez mais a preservar o planeta e fiscalizem as outras pessoas para que façam o mesmo.
O Circuito XTerra terá ainda outras provas esse ano, incluindo uma válida para o Circuito Mundial, em Angra dos Reis. Para fazer a inscrição e conhecer todas as datas, basta acessar o site oficial, o www.xterrabrasil.com.br.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda