Correr é uma das práticas esportivas mais populares no Brasil, adotada tanto por quem busca saúde quanto por atletas de alto rendimento. No entanto, por trás da aparente simplicidade da atividade, está uma exigência física que pode levar a lesões se o corpo não estiver devidamente preparado — especialmente no que diz respeito ao fortalecimento muscular.

Segundo especialistas em medicina esportiva, uma das principais causas de lesões em corredores é o desequilíbrio muscular, somado à falta de preparo das articulações e tendões para suportar o impacto repetitivo da corrida. “O movimento de correr exige muito mais do corpo do que imaginamos. A musculatura precisa estar preparada para absorver impacto, manter a estabilidade e proteger estruturas como joelhos, tornozelos e quadris”, explica o médico do esporte Dr. Abaeté Neto.
De acordo com o profissional, o fortalecimento muscular contribui diretamente para a prevenção de lesões como tendinites, fascite plantar, canelite e dores lombares. “Muitos corredores iniciam ou aumentam o volume de treino sem um suporte muscular adequado, o que sobrecarrega articulações e ligamentos. Com o tempo, isso pode resultar em microlesões que evoluem para quadros mais sérios”, alerta.
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A musculatura mais exigida durante a corrida é a dos membros inferiores, como quadríceps, glúteos, posteriores de coxa e panturrilhas. No entanto, o fortalecimento do core (região que inclui abdômen, lombar e pelve) também é essencial para manter a postura e o alinhamento corporal durante a prática.
“O corredor precisa pensar no corpo como um sistema integrado. Um core fraco, por exemplo, pode alterar a biomecânica da corrida e gerar compensações prejudiciais nas pernas e coluna”, explica o especialista. Por isso, atividades complementares como musculação, pilates e exercícios funcionais devem fazer parte da rotina de treinos, mesmo para corredores amadores.
Além do fortalecimento, é importante respeitar a progressão dos treinos, adotar um bom aquecimento antes da corrida, investir no alongamento e contar com a orientação de profissionais qualificados, como educadores físicos e fisioterapeutas. “A prevenção é sempre o melhor caminho. Um bom planejamento pode manter o corredor ativo por muito mais tempo, sem dores e com melhor desempenho”, finaliza Dr. Abaeté.