
Muitos competidores terminam o Ironman com os filhos (foto: David Homsi/ www.webrun.com.br)
O primeiro atleta amador que completou a prova foi uma mulher. A norte-americana Kelly Lear conquistou a segunda posição no geral. Ela chegou atrás apenas da campeã Fernanda Keller. A pior parte foi o ciclismo, meu ponto mais fraco. Mas no geral foi uma prova boa. Só não esperava chegar na segunda posição, conta.
Como estava inscrita na categoria amador, Kelly não teve direito a premiação profissional, já que esta é feita apenas para os atletas que se inscrevem nessa categoria. Porém, como declarou logo após completar a prova, a norte-americana ficou surpresa com a colocação, ela queira correr apenas abaixo de 10 horas. No entanto o tempo das profissionais nesse ano foi alto e Kelly completou a prova em 9h52min40.
Para o experiente triathleta Leandro Macedo, que esse ano apenas acompanhou a prova, o fato de Kelly não receber a premiação é algo normal. O atleta tem a escolha e provavelmente ela não sabia que chegaria tão bem. Acho que no próximo ano ela tem que se inscrever como profissional. É regra. A regra está estabelecida antes e cada um faz sua opção, conta Leandro Macedo.
Mais amador – Muitos triathletas enxergam o Ironman como algo a mais em suas vidas. E um deles é o esportista de 46 anos Alexandre Lopes da Cunha. Esse foi o seu quinto Ironman. É uma prova de desafio. Cada um que chega tem uma vitória igual ao do primeiro colocado. Essa prova faz com que você tenha determinação, força de vontade e persistência e isso ajuda na personalidade da pessoa, conta.
Acompanhado de sua esposa e duas filhas, Alexandre leva Ironman para sua vida e conseqüentemente como aprendizado também para a família. Eu tenho o Ironman como uma lição de vida. Minhas filhas acompanharam a prova até o final e eu cruzei a linha de chegada com elas, revela o esportista que terminou a prova em 13h09min.
Este texto foi escrito por: Donata Lustosa