
Principais lesões na corrida (foto: Reprodução)
Cerca de 100 pessoas acompanharam na última quarta-feira no auditório da academia Competition (27) a palestra do Webrun ministrada pelo Dr. Paulo Barone, que falou sobre equilíbrio e lesões na corrida. Confira.
São Paulo – Equilíbrio, performance e longevidade. Baseado nessas três palavras Barone começou a palestra, que teve como objetivo mostrar para o público a importância de avaliações periódicas e de uma integração entre as diversas áreas médicas.
A missão principal é diagnosticar o objetivo de cada indivíduo para atendê-lo com segurança e evitar uma possível lesão, explicou o médico. Ele apresentou um gráfico da Corpore que mostrava o aumento do número de participantes em provas a cada ano, que ocasionalmente não fazem uma avaliação correta. É importante saber os limites no exercício, assim como a capacidade cárdio-pulmonar e os limites de tolerância.
Muitos corredores começam a praticar o esporte e se empolgam tanto que não percebem que o sistema músculo esquelético está em desequilíbrio e sofrendo. Para ilustrar isso, Barone listou uma série de variáveis envolvidas no desempenho de um atleta, seja de forma positiva ou negativa: alimentação, hidratação, alongamento, descanso, musculação, material esportivo e fatores psicológicos. Esses fatores podem ser controlados, ao contrário da genética e do clima, por exemplo, contou.
Um exemplo prático que comentou foi de um paciente que foi treinado para a corrida, resolveu jogar futebol e se lesionou. Não adianta fazer uma preparação específica para um esporte e querer praticar outro, os riscos de lesões são maiores, comentou o médico.
Em seguida ele apresentou alguns exames que podem ser feitos para saber o estado do corredor, como o ergoespirométrico. Este individualiza o treinamento do esportista. Existe também a avaliação isocinética, que mede a potência, a força e a resistência muscular. Porém, não adianta ter o conhecimento tecnológico se as partes médicas não conversam, ressaltou o doutor em relação à importância de todas as áreas trocarem informações.
Depois, o palestrante mostrou algumas radiografias e ressonâncias de casos reais e comentou que o diagnóstico correto muitas vezes pode até evitar uma cirurgia. Temos que respeitar a individualidade de cada um, com as avaliações.
Ao final o público pôde fazer perguntas e tirar algumas dúvidas e uma delas foi se na hora de correr o tipo de superfície influencia no aparecimento de lesões. Quanto mais dura a superfície, mais chance de haver uma sobrecarga e quanto mais irregular o terreno mais chance de haver uma torção, explicou Barone.
Outra pergunta foi em relação ao fortalecimento da musculatura, se seria melhor fazer natação ou musculação. A natação pode ser um complemento, mas é essencial para o corredor fortalecer os membros inferiores com a musculação, finalizou o doutor.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda