Maratona · 17 mar, 2008
A saúde dos atletas que participarão dos Jogos Olímpicos de Pequim este ano é uma das preocupações do Comitê Olímpico Internacional (COI), motivo pelo qual uma junta médica tem analisado a qualidade do ar na capital chinesa. Uma série de fatores foi avaliada, tais como vento, umidade, Ozônio, Dióxido de Enxofre (SO2), Óxido Nítrico (NO2) e Partículas Inaláveis (PM10).
A amostragem ocorreu durante eventos-teste em agosto do ano passado e no Mundial Júnior da Iaaf, ocorrido em agosto de 2006 e os resultados apontam que nenhum problema foi reportado em detrimento da poluição e que a saúde dos atletas não foi prejudicada. Apesar disto, várias medidas têm sido adotadas para melhorar a qualidade do ar, que até o início dos jogos deve ser melhor do que em 2007 e 2006.
Para eventos outdoor, que incluem pelo menos uma hora de esforço físico em alto nível, tais como maratona, triathlon e marcha atlética, os estudos da Comissão Médica do COI indicam que pode haver risco à saúde. Desta forma, em conjunto com as Confederações Internacionais, o Comitê vai estudar planos B para estes eventos.
Entre as medidas estão o monitoramento contínuo da qualidade do ar e das condições metereológicas dos locais de competição, o estudo de relatórios oriundos do Escritório de Proteção Ambiental de Pequim e até o adiamento do evento caso seja necessário. Assim como em todos os jogos olímpicos, queremos assegurar que os riscos sejam minimizados e que medidas sejam tomadas para proteger a saúde dos atletas, afirma Arne Ljungqvist, presidente da Comissão Médica da Iaaf e do COI.
Maratona · 11 mar, 2008
A maratonista brasileira Maria Zeferina Baldaia ainda tem pretensões de disputar a prova de 42 quilômetros dos Jogos Olímpicos de Pequim deste ano, para isso ela tentará o índice durante uma prova no exterior. Recuperada de uma lesão nos tendões dos pés, que a tirou da São Silvestre do ano passado, ela retornou às competições em grande estilo, ao ser a melhor brasileira na Meia Maratona de São Paulo no último domingo (09), ocasião em que obteve a terceira colocação.
Estou treinando bem para buscar o índice no dia 27 de abril, na Maratona de Hamburgo (Alemanha) e a meia maratona foi uma ótima prova de teste, ressalta a mineira. Estou treinando para correr na casa de 2h35, uma marca mais baixa do que o índice A de 2h37, completa.
Ela não terá vida fácil, já que diversas outras atletas também buscam uma vaga na prova chinesa, como Lucélia Peres, Marily dos Santos, Sirlene Pinho e Márcia Narloch. Tem várias brasileiras que vão buscar este índice, então quanto mais baixo a gente correr, melhor, enfatiza. Atualmente Marizete Moreira, Sirlene e Marily detém o índice B (2h42min00).
Maratona · 11 mar, 2008
O melhor tempo de Noguchi é 2h19min12, obtido em 2005 na Maratona de Berlim, enquanto a marca alcançada para se classificar para a competição chinesa foi de 2h21min47 na Maratona de Tóquio ano passado, onde ela estabeleceu o recorde do percurso. Em Pequim a atleta nipônica tentará ser a primeira mulher a conquistar dois títulos olímpicos consecutivos.
Na história da maratona olímpica feminina das três mulheres que tentaram, nenhuma conseguiu o bicampeonato. A portuguesa Rosa Mota faturou o bronze em 1984 e o outro quatro anos depois, a russa Valentina Yegorova foi ouro em 1992 e prata em Atlanta 1996 e a japonesa Yuko Arimori conquistou a prata em 1992 e o bronze em 1996.
Outra integrante da equipe do sol nascente, Reiko Tosa, obteve o índice olímpico ano passado, ao faturar o bronze no Mundial de Atletismo. Esta será sua segunda olimpíada e a melhor marca da carreira é 2h22min46, obtida em 2002 na Maratona de Londres. A terceira membra da equipe, Yurika Nakamura, faturou a Maratona de Nagoya ontem (10) com 2h25min51 e, por ter sido sua estréia na distância, seu potencial ainda é desconhecido.
Quatro anos atrás as japonesas terminaram a maratona olímpica na primeira, quinta e sétima colocações respectivamente e nas quatro últimas edições o país oriental tem obtido medalhas com suas mulheres. Já no masculino, os três representantes vão estrear em jogos olímpicos.
Maratona · 04 mar, 2008
A maratonista britânica Paula Radcliffe comenta os problemas que ela e as outras competidoras devem encontrar na Maratona da olimpíada de Pequim. Em 2004, nos jogos de Atenas, ela não completou a prova devido ao calor, condição que deve ser parecida em Pequim, aliada com a poluição e alta umidade.
Os tempos vão ser mais lentos, mas será duro para todo mundo, o que será bom para mim. Com uma prova mais dura, os competidores mais fortes é que vão se destacar, ressalta Radcliffe. A atleta de 34 anos, que tem uma filha de 14 meses, diz ainda que não se pode ver apenas uma pessoa como ameaça, mas sim um grupo e ainda tomar cuidado com alguém que esteja em ótima forma e que pode surpreender.
Em 1996 ela foi a quinta colocada nos cinco mil metros dos jogos de Atlanta e quatro anos depois obteve a quarta colocação em Sidney, mas seu grande trauma foi na edição de Atenas, na prova de maratona. Considerada favorita ao ouro, ela teve uma reação aos antiinflamatórios prescritos para uma lesão na perna e abandonou a disputa faltando três milhas (4,8 quilômetros) para o fim.
Ela ainda busca o ouro olímpico e, para isso, utiliza algumas provas como parte do treinamento, como em novembro passado, ocasião em que faturou o bi da Nova York ao desbancar Gete Wami. Um ouro nas olimpíadas é muito melhor do que um ouro no Mundial finaliza a maratonista que disputará pela quarta vez a Maratona de Londres em abril.
Meia Maratona · 27 fev, 2008
Lucélia Peres, uma das corredoras de maior destaque no cenário nacional e internacional, confirmou participação na segunda edição da Meia Maratona Internacional de São Paulo, dia nove de março. A prova terá largada e chegada no Pacaembu e servirá como treino para a mineira obter o índice da maratona olímpica de Pequim.
Bronze nos 10 mil metros do Pan ano passado, ela se diz animada para competir. Estou bem treinada e felizmente sem os problemas que me atrapalharam na última São Silvestre, lembra sobre a fascite calcânea do pé direito, lesão que a impediu de treinar por quase um mês. Acho que vou poder brigar por um lugar no pódio, ressalta.
Edilberto Barros, treinador da atleta, também se mostra confiante e espera um bom desempenho de sua pupila na capital paulista e diz que ainda não foi definida a prova em que ela vai tentar o índice olímpico. Temos apenas uma chance nessa prova e não podemos correr risco. Estamos fechando com um agente e ela deverá correr uma maratona em abril ou no início de maio na Europa.
Além da disputa tradicional de 21,097 quilômetros, o evento terá também uma corrida de 10.500 metros e ambas largarão às 7h45 na Praça Charles Miller. As inscrições, limitadas a seis mil participantes, continuam abertas e podem ser feitas pela Internet no site oficial, o www.meiamaratonadesaopaulo.com.br ao valor de R$ 35.
Corridas de Rua · 14 fev, 2008
Oscar Pistorius, atleta biamputado que corre com duas próteses ainda briga na justiça pelo direito de competir nas Olimpíadas de Pequim junto aos atletas não deficientes. Mês passado o governo britânico afirmou que ele não poderia participar, pois as próteses lhe davam uma vantagem considerável em relação aos adversários, mas ele não se deu por vencido.
Para o atleta de 21 mais pesquisas precisam ser feitas e especialistas o disseram que os testes não foram suficientemente compreensíveis. Estou apelando por todos os atletas deficientes, nós merecemos a chance de competir em alto nível, ressalta. A decisão veio da Iaaf, com base em estudos conduzidos pelo professor alemão Gert-Peter Brueggemann e que concluíram que ele usa 25% menos energia do que um competidor não-amputado.
Apelidado de Blade Runner, ele possui o recorde dos 100; 200 e 400m em eventos paraolímpicos e possui a medalha de ouro nos 200m dos jogos de Atenas em 2004. Ano passado, durante o Campeonato Nacional da África do Sul, ele foi segundo colocado nos 400m, contra atletas não deficientes.
Esporte Adaptado · 01 fev, 2008
O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) anunciou hoje o número de vagas que cada país terá direito no Atletismo dos Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008 e informou que o Brasil contará com 48. Serão 31 para os homens e 17 para as mulheres, um aumento de mais de 180% em relação às 17 vagas obtidas em Atenas 2004.
Isso mostra claramente que a estratégia de desenvolvimento que planejamos e implementamos para a modalidade está atingindo os resultados desejados, prova incontestável do sucesso de nosso trabalho, ressalta Vital Severino Neto, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). É um número histórico, completa.
O Brasil ficou com o segundo lugar em número de participantes, empatado com a Austrália e à frente de grandes potências, como Estados Unidos (44); Alemanha (42) e Grã Bretanha (36). Apenas a anfitriã da competição, a China, ficou à frente dos canarinhos, com um total de 80 vagas.
Até agora o país já soma 160 vagas em 15 das 20 modalidades que compõem o programa paraolímpico, o que é de longe a maior participação na história das Paraolimpíadas e supera a meta estabelecida de 150 posições estabelecidas pelo CPB. Em Atenas foram 98 atletas em 13 modalidades e em Sidney 64 em nove diferentes disputas.
Os Jogos Paraolímpicos de Pequim serão realizados de seis a 17 de setembro de 2008, utilizando as mesmas instalações dos Jogos Olímpicos e o objetivo é colocar o Brasil na 12ª colocação no quadro geral de medalhas.
Maratona · 30 jan, 2008
Após anunciar dúvida na maratona olímpica de Pequim, o etíope Haile Gebrselassie revelou que irá visitar a cidade chinesa antes de tomar qualquer decisão sobre sua participação na prova. Um dos impedimentos do atleta de correr a maratona seria as condições climáticas de Pequim, que no mês de agosto contará com calor, além da poluição local, característica da cidade.
Segundo Haile, ele tem problemas respiratórios e a poluição pode prejudicar seu desempenho. Por isso antes das Olimpíadas, ele deve ir à Pequim para conhecer o percurso da prova e sentir o clima local.
Eu quero tomar uma decisão certa após minha visita, conta Haile. Atualmente estou fazendo meu plano para a prova, mas terei uma decisão concreta apenas depois da visita, acrescenta.
Haile Gebrselassie é o atual recordista de maratona. Ele conquistou a marca em Berlim no ano passado com 2h04min26.
Atletismo · 30 jan, 2008
John Fahey, presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada) que tomou posse no último dia primeiro de janeiro, avisa que os testes contra drogas nas Olimpíadas de Pequim serão mais rigorosos do que nunca. As chances de alguém ser pego serão muito grandes e os testes serão mais significantes do que em qualquer outra edição dos Jogos.
Em entrevista às agências internacionais, ele disse também que as autoridades chinesas têm trabalhado duro, injetado grandes quantias de dinheiro e investido em staffs altamente treinados. O laboratório escolhido será um de altíssimo nível, ressalta o presidente, que também ocupa o cargo de ministro das finanças da Austrália.
De acordo com informações de especialistas em antidoping, o atual teste para hormônios masculinos não é confiável, mas Fahey se diz confiante que novas técnicas serão utilizadas em Pequim. Já sobre o HGH (hormônio do crescimento), ele diz que estamos muito avançados e confiantes que até o início das competições os testes poderão ser feitos em kits práticos e acessíveis.
Ele completa dizendo que podem existir outras formas de se realizar o teste, além dos kits, e que a Agência está aberta a novas propostas. Obviamente eles terão que ter validação científica, mas não vamos ignorar nenhuma sugestão.
Maratona · 29 jan, 2008
Para participar da maratona das Olimpíadas de Pequim é necessário alcançar um tempo mínimo estabelecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat). Atualmente sete atletas brasileiros estão na briga das três vagas masculinas.
O melhor tempo de todos é do brasileiro Marílson Gomes dos Santos, que tem 2h08min37, conquistado na Maratona de Londres em 2007. Com folga dos demais adversários, já que o segundo colocado é José Teles de Sousa, com 2h12min23, Marílson já foca seus treinos para Pequim.
Mas de acordo com o treinador do atleta, Adauto Domingues, antes das olimpíadas, Marílson deve competir novamente a Maratona de Londres e como conseqüência poderá melhorar ainda mais seu tempo.
Os atletas que fizerem pelo menos 2h15 na maratona até o dia 11 de maio têm chance de concorrer a uma das vagas para as Olimpíadas. Porém, no caso masculino, onde sete atletas têm essa marca, se classificam os três melhores do ranking.
Se hoje fosse o último dia de obtenção das marcas se classificariam para a maratona: Marílson Gomes dos Santos (2h08min37), José Tele de Sousa (2h12min23) e Vanderlei Cordeiro de Lima (2h12min53).
Já no feminino há apenas três mulheres com índice B, que é de 2h42min. São elas: Marizete Moreira dos Santos e Sirlene Sousa, ambas com 2h39min08, além de Marily dos Santos (2h39min45). Mas no caso de índice B será convocada apenas a melhor do ranking, que hoje está empatado. As mulheres também têm até o dia 11 de maio para buscarem melhores marcas.
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