medicina

Como descobrir se a pessoa tem artrose?

Atletismo · 21 maio, 2008

Nome: Nelson Ferreira Filho
Idade: 18 anos
Dúvida: Como descubro se a pessoa está com artrose?

Resposta: Fazendo uma consulta médica. Lá você será examinado e se necessário submetido a exames complementares, pois por ser bastante novo muitas vezes o diagnóstico clínico não basta, já que os sinais degenerativos mais característicos ocorrem em pessoas mais velhas, ou que sofreram um trauma na região que gerou o processo.

Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É integrante da equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira, além de médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo. Atual médica da seleção feminina de futebol

Canelite: quanto tempo de recuperação?

Maratona · 14 maio, 2008

Nome: Nivaldo
Idade: 41 anos
Dúvida: Conforme orientação da Dra. Ana Paula sobre canelite I e II, gostaria de saber se tratamento com Flanax e bolsa de gelo, além de parar com as atividades por 15 dias, já é possível voltar a participar de maratona?

Resposta: Não. Você precisa fazer o diagnóstico correto da sua lesão, ver os fatores de risco e de treino que podem estar influenciando na sua lesão e tratar com orientação, etc... Tudo isso antes de voltar! E se não for canelite? O texto não substitui uma consulta, um exame físico e muito menos os exames complementares. É apenas uma orientação, um texto informativo. Cada ser humano deve ser analisado dentro do seu contexto e individualizado no seu tratamento. Não é receita de bolo. Procure um especialista

Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É integrante da equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira, além de médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo. Atual médica da seleção feminina de futebol

Cicatrização em atletas é mais rápida?

Atletismo · 13 maio, 2008

Nome: Conceição de Oliveira
Idade: 32 anos
Dúvida: Olá, fraturei o metatarso esquerdo. Será necessário exatamente 30 dias para que tudo esteja bem é eu consiga competir? Ou para atletas essa recuperação é mais rápida, pelo fato de ter uma boa cicatrização?

Resposta: Não. Cada ser humano deve ser analisado dentro do seu contexto e individualizado no seu tratamento. Uma fratura de metatarso no adulto jovem demora de quatro a seis semanas para consolidação (no mínimo), pois é uma área de carga.

Após isso, você deverá fazer fisioterapia e treino do gesto esportivo, além de ver os fatores de risco e de treino que podem estar influenciando na sua lesão, e tratar com orientação antes de voltar!

Onde você leu que atleta tem cicatrização mais rápida? O ser humano tem um período fisiológico semelhante a outro nas mesmas condições e o fato de ser atleta ou não, não acelera uma consolidação óssea. Não apresse a fisiologia humana. Você será a maior prejudicada! Bom tratamento e espere a liberação médica.

Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É integrante da equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira, além de médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo. Atual médica da seleção feminina de futebol

Cuidado com os exageros na prática esportiva

artigo atualizado em 23/01/2009

Com a pretensão de ficar em forma para o verão, as pessoas exageram na dose e podem ter muito mais que a performance prejudicada, pode ter sérios problemas de saúde.

Estamos em pleno verão e a ordem é caprichar no físico, escondendo os possíveis "defeitos" estéticos, desagradáveis para a auto-estima. Academia, “personal trainner”, assessoria esportiva, ou atividades por conta, aqueles que correm ou caminham no parque, no clube. Todos com a maior boa intenção de saúde total e de beleza física querem esculpir aquele corpo que ficará maravilhoso.

Mas a realidade é nua e crua, nós seres humanos não somos perfeitos! Ou melhor, sem defeitos, a fronteira entre ter poucos e pequenos defeitos e aparentar ser sem defeitos é praticamente indistinguível com uma boa atividade física.

Quando o que era apenas pouco risco, passou para muito e está alcançando o alto risco. A prática de atividade física exagerada (sem limites) é um fator de piora do defeito que estava adormecido, seja ele cardiovascular, ortopédico ou outro.

Pesquisas médicas constataram que pequenos defeitos no coração de um iniciante no esporte poderão se acentuar no futuro, justamente quando ele estiver bem profissionalmente. E aí, como convencê-lo a abandonar o esporte que traz fama e dinheiro?

No limite - Exercícios repetidos intensamente podem levar a lesões de repetição das articulações, tendões e músculos. Devemos respeitar os limites físicos, não forçar, mesmo quando achamos que estamos suportando o volume e desenvolvimento daquele exercício, ou de uma prova esportiva. O que se vê hoje, principalmente em academias, são pessoas malhando muito (exagerando mesmo) para atingir rapidamente o objetivo.

Recomendações -

1- Seguir as orientações do seu professor para atingir o auge em 12 a 14 semanas e não em menos, afinal somos apenas esportistas e não atletas profissionais.

2- Escolher academias com profissionais formados, bem aparelhadas e organizadas e atenção com a manutenção dos equipamentos. Eles devem estar em dia. Levar em conta só a mensalidade barata e usar equipamentos ultrapassados e sem manutenção só aumenta os riscos de acidentes e de problemas médicos.

3- A falta de avaliação médica anual; malhar por muitas horas seguidas; esperar sentir dores para então parar; deixar de ter dia de descanso entre os de malhação, isso aumenta os riscos cardiovasculares e ortopédicos.

Para mais segurança dos esportistas São Paulo e outras cidades têm leis municipais de prevenção e atendimento de urgências nas academias e outros locais, com equipes de não médicos treinadas para usar os desfibriladores.


Cuidado com os exageros na prática esportiva

Caminhada · 14 nov, 2006

artigo atualizado em 23/01/2009

Com a pretensão de ficar em forma para o verão, as pessoas exageram na dose e podem ter muito mais que a performance prejudicada, pode ter sérios problemas de saúde.

Estamos em pleno verão e a ordem é caprichar no físico, escondendo os possíveis "defeitos" estéticos, desagradáveis para a auto-estima. Academia, “personal trainner”, assessoria esportiva, ou atividades por conta, aqueles que correm ou caminham no parque, no clube. Todos com a maior boa intenção de saúde total e de beleza física querem esculpir aquele corpo que ficará maravilhoso.

Mas a realidade é nua e crua, nós seres humanos não somos perfeitos! Ou melhor, sem defeitos, a fronteira entre ter poucos e pequenos defeitos e aparentar ser sem defeitos é praticamente indistinguível com uma boa atividade física.

Quando o que era apenas pouco risco, passou para muito e está alcançando o alto risco. A prática de atividade física exagerada (sem limites) é um fator de piora do defeito que estava adormecido, seja ele cardiovascular, ortopédico ou outro.

Pesquisas médicas constataram que pequenos defeitos no coração de um iniciante no esporte poderão se acentuar no futuro, justamente quando ele estiver bem profissionalmente. E aí, como convencê-lo a abandonar o esporte que traz fama e dinheiro?

No limite - Exercícios repetidos intensamente podem levar a lesões de repetição das articulações, tendões e músculos. Devemos respeitar os limites físicos, não forçar, mesmo quando achamos que estamos suportando o volume e desenvolvimento daquele exercício, ou de uma prova esportiva. O que se vê hoje, principalmente em academias, são pessoas malhando muito (exagerando mesmo) para atingir rapidamente o objetivo.

Recomendações -

1- Seguir as orientações do seu professor para atingir o auge em 12 a 14 semanas e não em menos, afinal somos apenas esportistas e não atletas profissionais.

2- Escolher academias com profissionais formados, bem aparelhadas e organizadas e atenção com a manutenção dos equipamentos. Eles devem estar em dia. Levar em conta só a mensalidade barata e usar equipamentos ultrapassados e sem manutenção só aumenta os riscos de acidentes e de problemas médicos.

3- A falta de avaliação médica anual; malhar por muitas horas seguidas; esperar sentir dores para então parar; deixar de ter dia de descanso entre os de malhação, isso aumenta os riscos cardiovasculares e ortopédicos.

Para mais segurança dos esportistas São Paulo e outras cidades têm leis municipais de prevenção e atendimento de urgências nas academias e outros locais, com equipes de não médicos treinadas para usar os desfibriladores.

Médico, treinador e atleta devem se comunicar

A Associação Paulista de Medicina promoveu nessa última quarta-feira em São Paulo o primeiro Fórum de Ética em Medicina Esportiva. Muitos médicos de renome e dirigentes de clubes estiveram presentes no evento para debater sobre a medicina e o esporte no Brasil.

Em ano de Copa do Mundo, o assunto principal foi a relação dos médicos esportivos com o futebol. Porém diversos tópicos dessa grande reunião pode ser aplicado em qualquer modalidade.

A interação entre médico e comissão técnica foi um dos importantes módulos abordados no encontro. Todos os médicos presentes concordaram que atualmente é importante ter uma comunicação entre treinador, médico e atleta.

Segundo o Dr. Paulo Zogaib integrante da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva (SBME), além de médico do grupo de atletismo BM&F, 75% dos atletas brasileiros só tem o primeiro contato com o médico quando vão para algum clube. Por isso essa interação entre médico e atleta deve ser bem feita.

“O médico na verdade é mais do que um médico. Ele passa a ser um integrante da família. É quase um psicólogo”, conta Dunga, ex-jogador da seleção brasileira de futebol.

No caso do atletismo, por exemplo, Zogaib afirma que a relação entre médico e fundista é mais tranqüila. Mesmo com as distâncias, já que em muitos casos o corredor treina em outra cidade do médico, os corredores são mais conscientes.

“A mídia fica menos em cima de um profissional de atletismo, portanto a pressão é menor. Conseqüentemente o trabalho do médico com esse atleta é mais tranqüilo, ao contrário do futebol que acontece qualquer lesão e todos já ficam sabendo”, diz o Dr. Zogaib.

“Como treinam sozinhos e participam de esportes que exigem o limite do ser humano, os corredores são mais focados. Mas mesmo assim muitas vezes é difícil segura-los para o tratamento”, acrescenta Dr. Felix Albuquerque Drummond, Presidente da SMBE.

Para um melhor entendimento entre atleta e médico, o jornalista e médico Dr. Osmar de Oliveira acredita que o médico esportivo tem que ter amplo conhecimento. “O médico precisa ter o conhecimento básico de diversas áreas para ajudar o atleta como nutrição, fisiologia, fisioterapia entre outros. Assim quando lesionado, o médico pode utilizar várias ferramentas para curar”, comenta Dr. Oliveira.

Prevenção - Assim como a interação médico/atleta, todos afirmam que exames preventivos são necessários. Esses tipos de exames podem evitar incidentes como o do jogador de futebol Serginho. Ele faleceu durante uma partida de futebol após ter uma parada cardíaca.

“Vivemos numa situação delicada no esporte por causa de acidentes como o caso do Serginho. Esses acidentes servem para nos lembrar em investir nessa área. A vida é assim, você passa a atuar mais quando os acidentes acontecem”, lembra o Dr. Marco Aurélio Cunha, superintendente e médico do São Paulo Futebol Clube.


Médico, treinador e atleta devem se comunicar

Atletismo · 20 abr, 2006

A Associação Paulista de Medicina promoveu nessa última quarta-feira em São Paulo o primeiro Fórum de Ética em Medicina Esportiva. Muitos médicos de renome e dirigentes de clubes estiveram presentes no evento para debater sobre a medicina e o esporte no Brasil.

Em ano de Copa do Mundo, o assunto principal foi a relação dos médicos esportivos com o futebol. Porém diversos tópicos dessa grande reunião pode ser aplicado em qualquer modalidade.

A interação entre médico e comissão técnica foi um dos importantes módulos abordados no encontro. Todos os médicos presentes concordaram que atualmente é importante ter uma comunicação entre treinador, médico e atleta.

Segundo o Dr. Paulo Zogaib integrante da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva (SBME), além de médico do grupo de atletismo BM&F, 75% dos atletas brasileiros só tem o primeiro contato com o médico quando vão para algum clube. Por isso essa interação entre médico e atleta deve ser bem feita.

“O médico na verdade é mais do que um médico. Ele passa a ser um integrante da família. É quase um psicólogo”, conta Dunga, ex-jogador da seleção brasileira de futebol.

No caso do atletismo, por exemplo, Zogaib afirma que a relação entre médico e fundista é mais tranqüila. Mesmo com as distâncias, já que em muitos casos o corredor treina em outra cidade do médico, os corredores são mais conscientes.

“A mídia fica menos em cima de um profissional de atletismo, portanto a pressão é menor. Conseqüentemente o trabalho do médico com esse atleta é mais tranqüilo, ao contrário do futebol que acontece qualquer lesão e todos já ficam sabendo”, diz o Dr. Zogaib.

“Como treinam sozinhos e participam de esportes que exigem o limite do ser humano, os corredores são mais focados. Mas mesmo assim muitas vezes é difícil segura-los para o tratamento”, acrescenta Dr. Felix Albuquerque Drummond, Presidente da SMBE.

Para um melhor entendimento entre atleta e médico, o jornalista e médico Dr. Osmar de Oliveira acredita que o médico esportivo tem que ter amplo conhecimento. “O médico precisa ter o conhecimento básico de diversas áreas para ajudar o atleta como nutrição, fisiologia, fisioterapia entre outros. Assim quando lesionado, o médico pode utilizar várias ferramentas para curar”, comenta Dr. Oliveira.

Prevenção - Assim como a interação médico/atleta, todos afirmam que exames preventivos são necessários. Esses tipos de exames podem evitar incidentes como o do jogador de futebol Serginho. Ele faleceu durante uma partida de futebol após ter uma parada cardíaca.

“Vivemos numa situação delicada no esporte por causa de acidentes como o caso do Serginho. Esses acidentes servem para nos lembrar em investir nessa área. A vida é assim, você passa a atuar mais quando os acidentes acontecem”, lembra o Dr. Marco Aurélio Cunha, superintendente e médico do São Paulo Futebol Clube.

Crianças e adolescentes também devem fazer check-up médico

Futuros campeões ou pequenos esportistas? Independente do objetivo da prática esportiva infantil, os pais devem ficar atentos à saúde da criança. Fazer algum tipo de esporte não garante uma saúde cem por cento. Ao observar que a criança tem uma atividade física intensa ou está obesa, o pai deve procurar a ajuda dos médicos.

Uma das grandes preocupações da área da medicina do esporte é tratar de forma diferente o organismo infantil, ou de um jovem. Foi pensando nessas particularidades que o Hospital do Coração (Hcor), em São Paulo, criou o Sport Check-Up Infantil. O objetivo desse programa é analisar a saúde da criança que está em regime de treinamento e também o pólo oposto, aquela que está obesa.

Segundo Ana Lucia de Sá Pinto, pediatra e médica do esporte do Hcor, o corpo da criança não sabe se está crescendo ou fazendo exercício físico. Muitas vezes essa dúvida do organismo infantil se transforma em lesões ou em problemas no crescimento.

“A velocidade de crescimento ósseo da criança é mais rápida do que a velocidade do crescimento do músculo. Durante a atividade física, a musculatura fica num regime de tensão. Assim a criança não fortalece a musculatura e acaba se lesionando”, conta.

Além disso, a criança que se exercita pode crescer menos que o esperado. “A única interferência que existe no crescimento da criança, comprovada cientificamente, acontece naqueles que tem ingestão calórica diminuída. Ou seja, ele gasta energia para treinar e não sobra energia para crescer”, revela.

Por isso uma avaliação clínica da situação da criança é importante para prevenir futuros problemas, que vão desde pequenas lesões até interferência no crescimento. “Quando isso acontece a criança sente dor e deixa de ter o prazer no esporte. E uma criança, um adolescente tem uma vida longa no esporte, não só aquele que vai competir, ele deve levar o esporte para a vida toda”, conta.

A criança que faz o check-up infantil se submete a todos os testes do adulto para saber se a saúde anda em dia. A única diferença é que ao invés da consulta ser com um cardiologista, a infantil é com um pediatra – especialista em esporte.

Os primeiros exames são os laboratoriais. Depois o paciente mirim faz um eletrocardiograma, um ecocardiograma, teste ergoespirométrico, passa com nutricionista e psicólogo especialista em esporte. Tudo isso é feito em apenas uma manhã e sempre com o acompanhamento dos pais.

Após uma semana, a criança e o seu responsável voltam ao Hcor para receberem os resultados e conversarem com o pediatra. É muito importante a presença dos pais no retorno do paciente.

“Quando a criança precisa fazer uma reeducação alimentar, por exemplo, a família também tem que mudar o hábito para ajudar a criança. Por isso é importante que os pais fiquem cientes do que está acontecendo com o seu filho”, conta a Dra. Ana Lucia.

Se o exame final constar que a criança está obesa, os médicos do Hcor aconselham a prática de alguma atividade física, que não seja necessariamente futebol, natação ou balé. “Eu não vou colocar uma sunga na criança obesa. Às vezes pode ser constrangedor. Nós conversamos com a criança e a partir do gosto dela nós indicamos uma atividade física que se encaixe também com os resultados do exame”, revela.

Apesar da população dos Estados Unidos não ser um exemplo de saúde, eles já se conscientizaram da importância da prática de esporte. Hoje cerca de 30 milhões de crianças e adolescentes fazem alguma atividade física nos Estados Unidos.

Segundo a pediatra Ana Lucia, o Brasil deveria incentivar mais a atividade física para crianças, e principalmente para os adolescentes. Uma forma simples para isso seria aula de educação física regular no ensino fundamental e também no ensino médio.

“Aulas de educação física são uma grande saída para o sedentarismo. Aumentar o número de aulas, no mínimo três aulas por semana, mesclando os esportes de quadra com o acompanhamento do professor é uma solução. Além disso, o professor pode medir e pesar o aluno, assim ele já avalia se a criança está subnutrida ou obesa”, conta a pediatra.

E isso inclui também os estudantes que estão no ensino médio. “Os adolescentes ficam mais obesos justamente porque não tem aula de educação física e não fazem nenhuma atividade física”, revela.

Crianças, adolescentes e adultos devem sempre fazer atividade física para ter uma vida mais saudável. “O Ideal é se exercitar três vezes por semana de 40 a 60 minutos, mas sempre com orientação”, finaliza.

Onde:
Sport Check-up Hcor
Tel: (11) 3053-6574 / (11) 3053-6575


Crianças e adolescentes também devem fazer check-up médico

Caminhada · 31 mar, 2005

Futuros campeões ou pequenos esportistas? Independente do objetivo da prática esportiva infantil, os pais devem ficar atentos à saúde da criança. Fazer algum tipo de esporte não garante uma saúde cem por cento. Ao observar que a criança tem uma atividade física intensa ou está obesa, o pai deve procurar a ajuda dos médicos.

Uma das grandes preocupações da área da medicina do esporte é tratar de forma diferente o organismo infantil, ou de um jovem. Foi pensando nessas particularidades que o Hospital do Coração (Hcor), em São Paulo, criou o Sport Check-Up Infantil. O objetivo desse programa é analisar a saúde da criança que está em regime de treinamento e também o pólo oposto, aquela que está obesa.

Segundo Ana Lucia de Sá Pinto, pediatra e médica do esporte do Hcor, o corpo da criança não sabe se está crescendo ou fazendo exercício físico. Muitas vezes essa dúvida do organismo infantil se transforma em lesões ou em problemas no crescimento.

“A velocidade de crescimento ósseo da criança é mais rápida do que a velocidade do crescimento do músculo. Durante a atividade física, a musculatura fica num regime de tensão. Assim a criança não fortalece a musculatura e acaba se lesionando”, conta.

Além disso, a criança que se exercita pode crescer menos que o esperado. “A única interferência que existe no crescimento da criança, comprovada cientificamente, acontece naqueles que tem ingestão calórica diminuída. Ou seja, ele gasta energia para treinar e não sobra energia para crescer”, revela.

Por isso uma avaliação clínica da situação da criança é importante para prevenir futuros problemas, que vão desde pequenas lesões até interferência no crescimento. “Quando isso acontece a criança sente dor e deixa de ter o prazer no esporte. E uma criança, um adolescente tem uma vida longa no esporte, não só aquele que vai competir, ele deve levar o esporte para a vida toda”, conta.

A criança que faz o check-up infantil se submete a todos os testes do adulto para saber se a saúde anda em dia. A única diferença é que ao invés da consulta ser com um cardiologista, a infantil é com um pediatra – especialista em esporte.

Os primeiros exames são os laboratoriais. Depois o paciente mirim faz um eletrocardiograma, um ecocardiograma, teste ergoespirométrico, passa com nutricionista e psicólogo especialista em esporte. Tudo isso é feito em apenas uma manhã e sempre com o acompanhamento dos pais.

Após uma semana, a criança e o seu responsável voltam ao Hcor para receberem os resultados e conversarem com o pediatra. É muito importante a presença dos pais no retorno do paciente.

“Quando a criança precisa fazer uma reeducação alimentar, por exemplo, a família também tem que mudar o hábito para ajudar a criança. Por isso é importante que os pais fiquem cientes do que está acontecendo com o seu filho”, conta a Dra. Ana Lucia.

Se o exame final constar que a criança está obesa, os médicos do Hcor aconselham a prática de alguma atividade física, que não seja necessariamente futebol, natação ou balé. “Eu não vou colocar uma sunga na criança obesa. Às vezes pode ser constrangedor. Nós conversamos com a criança e a partir do gosto dela nós indicamos uma atividade física que se encaixe também com os resultados do exame”, revela.

Apesar da população dos Estados Unidos não ser um exemplo de saúde, eles já se conscientizaram da importância da prática de esporte. Hoje cerca de 30 milhões de crianças e adolescentes fazem alguma atividade física nos Estados Unidos.

Segundo a pediatra Ana Lucia, o Brasil deveria incentivar mais a atividade física para crianças, e principalmente para os adolescentes. Uma forma simples para isso seria aula de educação física regular no ensino fundamental e também no ensino médio.

“Aulas de educação física são uma grande saída para o sedentarismo. Aumentar o número de aulas, no mínimo três aulas por semana, mesclando os esportes de quadra com o acompanhamento do professor é uma solução. Além disso, o professor pode medir e pesar o aluno, assim ele já avalia se a criança está subnutrida ou obesa”, conta a pediatra.

E isso inclui também os estudantes que estão no ensino médio. “Os adolescentes ficam mais obesos justamente porque não tem aula de educação física e não fazem nenhuma atividade física”, revela.

Crianças, adolescentes e adultos devem sempre fazer atividade física para ter uma vida mais saudável. “O Ideal é se exercitar três vezes por semana de 40 a 60 minutos, mas sempre com orientação”, finaliza.

Onde:
Sport Check-up Hcor
Tel: (11) 3053-6574 / (11) 3053-6575

Como é o coração de Atleta?

artigo atualizado em 23/01/09

Em fins do século XlX, observações científicas notaram que corações de animais selvagens eram maiores do que os corações dos animais da mesma raça, porém, domésticos (cachorro do mato x cachorro doméstico). A vida fisicamente mais ativa tornava o coração maior. Na primeira olimpíada moderna em fins de século XIX (1896), um médico europeu constatou que atletas de esqui de montanha na neve tinham corações maiores do que os não atletas.

Mesmo com a medicina evoluindo rapidamente, apenas nos últimos anos começou a ser descrito o que era um coração de atleta e suas características fisiológicas. Ainda assim alguns detalhes causam dúvidas para muitos médicos que chegam a confundir essas alterações com doenças cardíacas.

Para melhor esclarecer temos:

1- Bradicardia (pulsação menor que 60 batimentos por minuto) é muito comum em atletas bem condicionados, principalmente na alta performance esportiva (triathlon, maratona etc);

2 - Cardiomegalia (crescimento cardíaco no tamanho e no peso) confunde com cardiopatia;

3 - Sopros cardíacos benignos ou funcionais;

4 - Alterações do eletrocardiograma, do raio-x do coração e do ecocardiograma. Freqüente nos atletas altamente treinados, porém, reversíveis quando abandonam os treinamentos e competições.

Diferenciar o que é fisiológico do patológico originou o setor da Medicina estruturado como Cardiologia do Exercício e do Esporte, onde se avalia e se investiga as alterações encontradas nos atletas. Portanto ter “Coração de Atleta” indica que ocorreram as adaptações do coração à atividade esportiva intensa, não significando doença atual ou futura.

Devemos realizar avaliações periódicas (anuais ou semestrais) para acompanhar a intensidade das alterações, que são benignas na maior parte das vezes. No entanto encontramos um certo número de atletas com cardiopatias, ao redor de 8%, e que na maioria se beneficiaram com tratamentos, inclusive cirúrgicos. Os afastados em definitivo foram muitos poucos e alguns dos que estão em acompanhamento cardiológico, participam de competições sem correr riscos.


Como é o coração de Atleta?

Corridas de Rua · 01 jan, 2002

artigo atualizado em 23/01/09

Em fins do século XlX, observações científicas notaram que corações de animais selvagens eram maiores do que os corações dos animais da mesma raça, porém, domésticos (cachorro do mato x cachorro doméstico). A vida fisicamente mais ativa tornava o coração maior. Na primeira olimpíada moderna em fins de século XIX (1896), um médico europeu constatou que atletas de esqui de montanha na neve tinham corações maiores do que os não atletas.

Mesmo com a medicina evoluindo rapidamente, apenas nos últimos anos começou a ser descrito o que era um coração de atleta e suas características fisiológicas. Ainda assim alguns detalhes causam dúvidas para muitos médicos que chegam a confundir essas alterações com doenças cardíacas.

Para melhor esclarecer temos:

1- Bradicardia (pulsação menor que 60 batimentos por minuto) é muito comum em atletas bem condicionados, principalmente na alta performance esportiva (triathlon, maratona etc);

2 - Cardiomegalia (crescimento cardíaco no tamanho e no peso) confunde com cardiopatia;

3 - Sopros cardíacos benignos ou funcionais;

4 - Alterações do eletrocardiograma, do raio-x do coração e do ecocardiograma. Freqüente nos atletas altamente treinados, porém, reversíveis quando abandonam os treinamentos e competições.

Diferenciar o que é fisiológico do patológico originou o setor da Medicina estruturado como Cardiologia do Exercício e do Esporte, onde se avalia e se investiga as alterações encontradas nos atletas. Portanto ter “Coração de Atleta” indica que ocorreram as adaptações do coração à atividade esportiva intensa, não significando doença atual ou futura.

Devemos realizar avaliações periódicas (anuais ou semestrais) para acompanhar a intensidade das alterações, que são benignas na maior parte das vezes. No entanto encontramos um certo número de atletas com cardiopatias, ao redor de 8%, e que na maioria se beneficiaram com tratamentos, inclusive cirúrgicos. Os afastados em definitivo foram muitos poucos e alguns dos que estão em acompanhamento cardiológico, participam de competições sem correr riscos.

Conheça o coração

artigo atualizado em 23/01/09

Da aula de biologia: o coração é um órgão oco, cujas paredes são músculos que se cruzam (enfaixados) formando as paredes externas, o seu interior está dividido em quatro câmaras, duas superiores: os átrios direito e esquerdo, e as inferiores: os ventrículos D e E. Para evitar que o sangue volte temos as válvulas que direcionam o sangue numa única direção, de cima para baixo: a Mitral entre o átrio E e o ventrículo E e a Tricúspide entre o átrio D e ventrículo D.

Como funciona? Ele funciona com energia própria, originada num lugar chamado Nó Sinusal, que emite impulsos elétricos regularmente do átrio para os ventrículos (é a pulsação), fazendo com que as câmaras se contraiam impulsionando o sangue oxigenado e com nutrientes, além de vários outros elementos de defesa nas infecções e de coagulação em caso de hemorragias.

Qual sua importância? O coração bombeia o sangue, só isso!!

Quais as funções do coração? A sua irrigação é feita pelas artérias coronárias, que tem a forma de galhos e envolvem o coração por fora, como uma coroa (por isso se chamam coronárias).

O que são doenças cardíacas coronárias e como prevenir? As doenças que o acometem, atrapalhando ou impedindo seu funcionamento: infecciosas, degenerativas, congênitas ou genéticas. Muitas delas são descobertas numa simples consulta cardiológica com eletrocardiograma.

Lembre que atualmente temos exames complementares muito eficientes. A prevenção depende de uma competente avaliação médica para corrigir os fatores de risco causadores de muitas cardiopatias


Conheça o coração

Corridas de Rua · 01 jan, 2002

artigo atualizado em 23/01/09

Da aula de biologia: o coração é um órgão oco, cujas paredes são músculos que se cruzam (enfaixados) formando as paredes externas, o seu interior está dividido em quatro câmaras, duas superiores: os átrios direito e esquerdo, e as inferiores: os ventrículos D e E. Para evitar que o sangue volte temos as válvulas que direcionam o sangue numa única direção, de cima para baixo: a Mitral entre o átrio E e o ventrículo E e a Tricúspide entre o átrio D e ventrículo D.

Como funciona? Ele funciona com energia própria, originada num lugar chamado Nó Sinusal, que emite impulsos elétricos regularmente do átrio para os ventrículos (é a pulsação), fazendo com que as câmaras se contraiam impulsionando o sangue oxigenado e com nutrientes, além de vários outros elementos de defesa nas infecções e de coagulação em caso de hemorragias.

Qual sua importância? O coração bombeia o sangue, só isso!!

Quais as funções do coração? A sua irrigação é feita pelas artérias coronárias, que tem a forma de galhos e envolvem o coração por fora, como uma coroa (por isso se chamam coronárias).

O que são doenças cardíacas coronárias e como prevenir? As doenças que o acometem, atrapalhando ou impedindo seu funcionamento: infecciosas, degenerativas, congênitas ou genéticas. Muitas delas são descobertas numa simples consulta cardiológica com eletrocardiograma.

Lembre que atualmente temos exames complementares muito eficientes. A prevenção depende de uma competente avaliação médica para corrigir os fatores de risco causadores de muitas cardiopatias