Maratona de Nova York

Relato pós Nike 600K e Maratona de Nova York: desafios conquistados

A corredora mineira Natalia Vasconcelos aceitou o desafio de encarar o Desafio Nike 600k e a Maratona de Nova York. Integrante da equipe de Belo Horizonte ela conta como foi a experiência de correr duas grandes provas da temporada 2010.

Em 2010 pude viver na minha vida de corredora as duas experiências mais emocionantes e posso dizer que em sete anos de corrida (sim, sou nova, mas comecei cedo!), esse foi meu melhor ano. Após minha última maratona (2007 – Buenos Aires) tive uma fatura por stress que me deixou assustada e um pouco traumatizada com os 42 quilômetros. Passados três anos, repensei e tive vontade de enfrentá-los mais uma vez. No começo do ano recebi um e email de uma agência de turismo com a seguinte propaganda (foto ao lado).

Ao terminar de ler, pensei.... “Será???? NY???” Meu coração se encheu de alegria e empolgação e na mesma hora resolvi : sim! Conversei com meus pais e eles toparam na hora; afinal com tanta antecedência, dava para programar uma viagem bacana com toda a família.

Fechei o pacote da agencia de turismo autorizada (pois, ser sorteada assim na primeira vez seria muita sorte!) e mentalizei... Comecei os treinos específicos em julho...

Até que em agosto surgiu outro convite emocionante: ser sub 25 na Nike 600k! Amei o novo regulamento e topei na hora!!! Nem sabia por qual emoção eu estava mais empolgada... Foi o semestre todo só pensando e falando em maratona e Nike 600k.

Algumas pessoas me perguntavam se não era demais, se não tinha medo de me machucar novamente... Não quis nem saber; se tivesse que machucar, ate aceitava, mas só depois do dia sete de novembro... Queria a todo esforço e suor...viver essas duas experiências!!!

Meus treinos foram mais focados na Maratona do que na Nike 600; afinal esse era meu real objetivo desde o começo do ano. Treinos para maratona são mais longos e de resistência; para a Nike 600 seriam mais de velocidade e intervalados. Abri mão dos finais de semana, de vários aniversários, encontros e festas por essa boa causa: treinos e treinos. Mas isso me dava prazer e não era sacrifício nenhum.

600k - Finalmente chegou o grande dia: Nike 600k! Estava tão empolgada que não me lembrava da maratona. Na minha cabeça eu tinha que viver cada emoção de uma vez, para aproveitá-la ao maximo.
Foi uma experiência maravilhosa. Aproximei-me de amigos corredores que já conhecia há bastante tempo; criamos um vinculo inesquecível. Corrida é um esporte muito solitário. Você treina muito sozinho, tudo dependente do seu esforço, do seu tempo; é um desafio pessoal. Nos 600k a gente vivencia a mesma corrida; mas o foco não é você, mas sim toda a equipe! No nosso caso, uma cidade (BH)!

Por isso era essencial o bom humor, a compreensão, a torcida pelo outro como se fosse por você mesmo; a empolgação independente dos resultados. Nossa equipe era bem variada, pois tínhamos corredores que não eram tão rápidos, mas que adquiriram um papel fundamental. Cada um colaborava com o melhor que tinha...

Na velocidade e em ganhar tempo, mas também em preparar nossos shakes, em nos fazer rir nos momentos mais dolorosos, manter a união, maquiar as garotas (“Gente, blush e saúde”).

A gente pode ficar fedendo, mas feias não! Outros colaboravam com a responsabilidade (cronometrar diferenças de tempo entre as equipes, pesquisar os resultados parciais)... E assim aprendemos a lidar uns com os outros, valorizar o melhor de cada um e incentivar ressaltando o “ponto fraco” de cada um (Falar do filho que aguarda, da mulher que esta assistindo na TV, da rede Globo que esta filmando... E por ai vai).

O desgaste e a dor foram grandes. Lembro-me de uma descida íngreme que peguei, meu treinador disse “Aproveita para treinar para NY, pois a dor e o desgaste que você vai sentir nesses sete quilômetros serão equivalentes aos 42 quilômetros”. Ao sentir a dor e a perna pesada eu pensava. “Acostuma que daqui duas semanas isso repete!”. Por isso, posso dizer que a Nike 600 valeu para mim em todos os sentidos! Tanto físico, quanto psicológico.

Enfim, além do desgaste físico e das grandes emoções a cada largada, a cada troca de corredor, aprendemos muito; experiências que serão úteis em todas as áreas da nossa vida. Aprendemos a manter a alegria e aproveitar a grande oportunidade, felizes, independente dos resultados. Isso foi fundamental.

Passada a grande prova da Nike 600k (maravilhosa, perfeita, super bem organizada, incrível e inesquecível!), tempo de respirar e .... NEW YORK!!!!

Fiquei duas semanas na cidade; cinco dias completamente dedicados à prova: buscar o kit, feira da maratona, corrida da amizade e finalmente: o grande dia!

Já estava bem recuperada dos 600k e me sentia muito bem preparada. Nem o frio e o vento conseguiram me desanimar. Estavam todas as pessoas que mais amo ali para me aplaudir: meus pais, irmãos, namorado que foi de surpresa me assistir e alguns amigos.

E a maratona de NY me provou ser exatamente igual à propaganda que me fez escolher por ela: a mais animada, a mais linda, A MELHOR!!!

Fiz em um tempo bom, 3h26 (12 minutos abaixo do meu melhor tempo que era 3h38). Consegui manter constante meu ritmo ate o quilômetro 39, quando uma câimbra começou a querer fisgar minha panturrilha e eu tive que correr concentrada nisso, para que ela não me pegasse! Fiquei muito feliz com o resultado, afinal três dias depois já estava zerada, nenhuma dor e pronta para meu último treininho de despedida no Central Park (nada mal!).

O que a Nike 600 e a Maratona de NY tiveram em comum? Com certeza o grande sentimento ambíguo de querer chegar e fazer um ótimo tempo e a vontade de começar tudo outra vez!!!


Relato pós Nike 600K e Maratona de Nova York: desafios conquistados

Maratona · 18 nov, 2010

A corredora mineira Natalia Vasconcelos aceitou o desafio de encarar o Desafio Nike 600k e a Maratona de Nova York. Integrante da equipe de Belo Horizonte ela conta como foi a experiência de correr duas grandes provas da temporada 2010.

Em 2010 pude viver na minha vida de corredora as duas experiências mais emocionantes e posso dizer que em sete anos de corrida (sim, sou nova, mas comecei cedo!), esse foi meu melhor ano. Após minha última maratona (2007 – Buenos Aires) tive uma fatura por stress que me deixou assustada e um pouco traumatizada com os 42 quilômetros. Passados três anos, repensei e tive vontade de enfrentá-los mais uma vez. No começo do ano recebi um e email de uma agência de turismo com a seguinte propaganda (foto ao lado).

Ao terminar de ler, pensei.... “Será???? NY???” Meu coração se encheu de alegria e empolgação e na mesma hora resolvi : sim! Conversei com meus pais e eles toparam na hora; afinal com tanta antecedência, dava para programar uma viagem bacana com toda a família.

Fechei o pacote da agencia de turismo autorizada (pois, ser sorteada assim na primeira vez seria muita sorte!) e mentalizei... Comecei os treinos específicos em julho...

Até que em agosto surgiu outro convite emocionante: ser sub 25 na Nike 600k! Amei o novo regulamento e topei na hora!!! Nem sabia por qual emoção eu estava mais empolgada... Foi o semestre todo só pensando e falando em maratona e Nike 600k.

Algumas pessoas me perguntavam se não era demais, se não tinha medo de me machucar novamente... Não quis nem saber; se tivesse que machucar, ate aceitava, mas só depois do dia sete de novembro... Queria a todo esforço e suor...viver essas duas experiências!!!

Meus treinos foram mais focados na Maratona do que na Nike 600; afinal esse era meu real objetivo desde o começo do ano. Treinos para maratona são mais longos e de resistência; para a Nike 600 seriam mais de velocidade e intervalados. Abri mão dos finais de semana, de vários aniversários, encontros e festas por essa boa causa: treinos e treinos. Mas isso me dava prazer e não era sacrifício nenhum.

600k - Finalmente chegou o grande dia: Nike 600k! Estava tão empolgada que não me lembrava da maratona. Na minha cabeça eu tinha que viver cada emoção de uma vez, para aproveitá-la ao maximo.
Foi uma experiência maravilhosa. Aproximei-me de amigos corredores que já conhecia há bastante tempo; criamos um vinculo inesquecível. Corrida é um esporte muito solitário. Você treina muito sozinho, tudo dependente do seu esforço, do seu tempo; é um desafio pessoal. Nos 600k a gente vivencia a mesma corrida; mas o foco não é você, mas sim toda a equipe! No nosso caso, uma cidade (BH)!

Por isso era essencial o bom humor, a compreensão, a torcida pelo outro como se fosse por você mesmo; a empolgação independente dos resultados. Nossa equipe era bem variada, pois tínhamos corredores que não eram tão rápidos, mas que adquiriram um papel fundamental. Cada um colaborava com o melhor que tinha...

Na velocidade e em ganhar tempo, mas também em preparar nossos shakes, em nos fazer rir nos momentos mais dolorosos, manter a união, maquiar as garotas (“Gente, blush e saúde”).

A gente pode ficar fedendo, mas feias não! Outros colaboravam com a responsabilidade (cronometrar diferenças de tempo entre as equipes, pesquisar os resultados parciais)... E assim aprendemos a lidar uns com os outros, valorizar o melhor de cada um e incentivar ressaltando o “ponto fraco” de cada um (Falar do filho que aguarda, da mulher que esta assistindo na TV, da rede Globo que esta filmando... E por ai vai).

O desgaste e a dor foram grandes. Lembro-me de uma descida íngreme que peguei, meu treinador disse “Aproveita para treinar para NY, pois a dor e o desgaste que você vai sentir nesses sete quilômetros serão equivalentes aos 42 quilômetros”. Ao sentir a dor e a perna pesada eu pensava. “Acostuma que daqui duas semanas isso repete!”. Por isso, posso dizer que a Nike 600 valeu para mim em todos os sentidos! Tanto físico, quanto psicológico.

Enfim, além do desgaste físico e das grandes emoções a cada largada, a cada troca de corredor, aprendemos muito; experiências que serão úteis em todas as áreas da nossa vida. Aprendemos a manter a alegria e aproveitar a grande oportunidade, felizes, independente dos resultados. Isso foi fundamental.

Passada a grande prova da Nike 600k (maravilhosa, perfeita, super bem organizada, incrível e inesquecível!), tempo de respirar e .... NEW YORK!!!!

Fiquei duas semanas na cidade; cinco dias completamente dedicados à prova: buscar o kit, feira da maratona, corrida da amizade e finalmente: o grande dia!

Já estava bem recuperada dos 600k e me sentia muito bem preparada. Nem o frio e o vento conseguiram me desanimar. Estavam todas as pessoas que mais amo ali para me aplaudir: meus pais, irmãos, namorado que foi de surpresa me assistir e alguns amigos.

E a maratona de NY me provou ser exatamente igual à propaganda que me fez escolher por ela: a mais animada, a mais linda, A MELHOR!!!

Fiz em um tempo bom, 3h26 (12 minutos abaixo do meu melhor tempo que era 3h38). Consegui manter constante meu ritmo ate o quilômetro 39, quando uma câimbra começou a querer fisgar minha panturrilha e eu tive que correr concentrada nisso, para que ela não me pegasse! Fiquei muito feliz com o resultado, afinal três dias depois já estava zerada, nenhuma dor e pronta para meu último treininho de despedida no Central Park (nada mal!).

O que a Nike 600 e a Maratona de NY tiveram em comum? Com certeza o grande sentimento ambíguo de querer chegar e fazer um ótimo tempo e a vontade de começar tudo outra vez!!!

Análise da Maratona de Nova York: prova fria e com variação de ritmo

O colunista do Webrun da área de treinamento esportivo, Nelson Evêncio, faz uma análise da edição 2010 da Maratona de Nova York, que teve vitória de Gebre Gebremariam (2h08min14) e Edna Kiplagat (2h28min20).

No masculino foi uma prova totalmente atípica com um ritmo inicial fraquíssimo para o estrelado que compunha o field. Cinco quilômetros em 16min25 (3min17/quilômetro) e 10 quilômetros em 31min55 (3min11/quilômetro) devem ter sido as passagens mais fracas dos últimos anos! Em seguida aumentaram bem o ritmo, tanto que a média de meia maratona, embora ainda fraca e bem abaixo do recorde da prova foi 1h05min19 (3min06/quilômetro).

A definição da prova deu-se do quilômetro 29 em diante, onde alguns passaram a correr em ritmo de 2min49/quilômetro, que é um ritmo de meia maratona abaixo de 60min e que poucos agüentaram, principalmente em função da variação com o ritmo inicial e do percurso! A segunda passagem da meia em 1h02min56 (2min59seg/quilômetro) mesmo com as subidas do Central Park e uma pequena aliviada que deram o Gebre e o Mutai em certo ponto, deve ter sido das mais fortes de todos os tempos no percurso!

Acredito que este ritmo inicial muito fraco e esta variação toda de ritmo tenham atrapalhado os atletas mais velozes e favoritos na distância, acostumados com as provas mais planas e com o ritmo constante normalmente ditado por coelhos contratados. Esse foi o caso do Haile e do Abel Kirui, que pararam, e do James Kwambai que foi quinto.

O Gebra, apesar de debutante na distância, foi campeão mundial de cross country ano passado, prova com típicas variações de ritmo e foi favorecido com isso. Ele também não sofreu tanta pressão pelo resultado como os outros e também é um atleta muito veloz e experiente, já tendo inclusive corrido os 10 mil metros em 26min52.

Mulheres - No feminino, as estreantes Shalane Flanagan (EUA), segunda com 2h28h40 e Mary Keitany (Quênia), terceira com 2h29min01 foram as grandes surpresas da prova. Embora houvesse muita expectativa com relação ao debute da Keitany que é recordista mundial dos 25 quilômetros e tem a segunda melhor marca do mundo na meia, não é um percurso que a favoreça, mas ela foi muito bem.

Já a Flanagan foi o grande nome do dia, embora não tenha vencido a prova, pois inclusive alcançou a segunda colocação quando parecia que não daria mais!

Favoritas como a etíope Teyba Erkesso, 12ª com 2h31min06 e Mara Yamauchi (GBR), 13ª com 2h31min38, também devem ter padecido do mesmo problema que os tops no masculino, com ritmo muito fraco para os primeiros 10 quilômetros: 35min57 (3min36seg/quilômetro) contra 33min46 (3min23) do recorde do percurso, primeira meia maratona em 1h15min44 (3min35seg/quilômetro) e segunda meia em ritmo forte para o percurso de 1h12min36 (3min26/quilômetro).

Marílson - Com relação ao Marílson, que passou a meia junto em 1h05min20 (3min06/quilômetro), soube que ele estava muito bem preparado e com boa expectativa de recorde pessoal, mas reclamou muito do frio e do vento forte contra, sobretudo após esta escapada dos primeiros na milha 18(2min49/quilômetro). Ele acabou ficando mais sozinho e teve que brigar contra o vento e a temperatura baixa, fazendo a segunda meia em 1h07min32 (3min12/quilômetro).

A sétima colocação e o tempo de 1h11min51 não deixa de ser um bom resultado, sobretudo considerando que além dele mesmo, há tempos nenhum atleta brasileiro consegue fazer esta marca.

Passagens do campeão a cada cinco quilômetros:

  • 5quilômetros: 16min26 (3min17/quilômetro)
  • 10quilômetros: 15min37 (3min07/quilômetro)
  • 15quilômetros: 14min51 (2min58/quilômetro)
  • 20quilômetros: 15min14 (3min02/quilômetro)
  • 25quilômetros: 15min26 (3min05/quilômetro)
  • 30quilômetros: 14min04 (2min49seg/quilômetro)
  • 35quilômetros: 14min54 (2min59seg/quilômetro)
  • 40quilômetros: 15min22 (3min04seg/quilômetro)
  • 2.195: 6min22 (2min54/quilômetro)


  • Análise da Maratona de Nova York: prova fria e com variação de ritmo

    Maratona · 08 nov, 2010

    O colunista do Webrun da área de treinamento esportivo, Nelson Evêncio, faz uma análise da edição 2010 da Maratona de Nova York, que teve vitória de Gebre Gebremariam (2h08min14) e Edna Kiplagat (2h28min20).

    No masculino foi uma prova totalmente atípica com um ritmo inicial fraquíssimo para o estrelado que compunha o field. Cinco quilômetros em 16min25 (3min17/quilômetro) e 10 quilômetros em 31min55 (3min11/quilômetro) devem ter sido as passagens mais fracas dos últimos anos! Em seguida aumentaram bem o ritmo, tanto que a média de meia maratona, embora ainda fraca e bem abaixo do recorde da prova foi 1h05min19 (3min06/quilômetro).

    A definição da prova deu-se do quilômetro 29 em diante, onde alguns passaram a correr em ritmo de 2min49/quilômetro, que é um ritmo de meia maratona abaixo de 60min e que poucos agüentaram, principalmente em função da variação com o ritmo inicial e do percurso! A segunda passagem da meia em 1h02min56 (2min59seg/quilômetro) mesmo com as subidas do Central Park e uma pequena aliviada que deram o Gebre e o Mutai em certo ponto, deve ter sido das mais fortes de todos os tempos no percurso!

    Acredito que este ritmo inicial muito fraco e esta variação toda de ritmo tenham atrapalhado os atletas mais velozes e favoritos na distância, acostumados com as provas mais planas e com o ritmo constante normalmente ditado por coelhos contratados. Esse foi o caso do Haile e do Abel Kirui, que pararam, e do James Kwambai que foi quinto.

    O Gebra, apesar de debutante na distância, foi campeão mundial de cross country ano passado, prova com típicas variações de ritmo e foi favorecido com isso. Ele também não sofreu tanta pressão pelo resultado como os outros e também é um atleta muito veloz e experiente, já tendo inclusive corrido os 10 mil metros em 26min52.

    Mulheres - No feminino, as estreantes Shalane Flanagan (EUA), segunda com 2h28h40 e Mary Keitany (Quênia), terceira com 2h29min01 foram as grandes surpresas da prova. Embora houvesse muita expectativa com relação ao debute da Keitany que é recordista mundial dos 25 quilômetros e tem a segunda melhor marca do mundo na meia, não é um percurso que a favoreça, mas ela foi muito bem.

    Já a Flanagan foi o grande nome do dia, embora não tenha vencido a prova, pois inclusive alcançou a segunda colocação quando parecia que não daria mais!

    Favoritas como a etíope Teyba Erkesso, 12ª com 2h31min06 e Mara Yamauchi (GBR), 13ª com 2h31min38, também devem ter padecido do mesmo problema que os tops no masculino, com ritmo muito fraco para os primeiros 10 quilômetros: 35min57 (3min36seg/quilômetro) contra 33min46 (3min23) do recorde do percurso, primeira meia maratona em 1h15min44 (3min35seg/quilômetro) e segunda meia em ritmo forte para o percurso de 1h12min36 (3min26/quilômetro).

    Marílson - Com relação ao Marílson, que passou a meia junto em 1h05min20 (3min06/quilômetro), soube que ele estava muito bem preparado e com boa expectativa de recorde pessoal, mas reclamou muito do frio e do vento forte contra, sobretudo após esta escapada dos primeiros na milha 18(2min49/quilômetro). Ele acabou ficando mais sozinho e teve que brigar contra o vento e a temperatura baixa, fazendo a segunda meia em 1h07min32 (3min12/quilômetro).

    A sétima colocação e o tempo de 1h11min51 não deixa de ser um bom resultado, sobretudo considerando que além dele mesmo, há tempos nenhum atleta brasileiro consegue fazer esta marca.

    Passagens do campeão a cada cinco quilômetros:

  • 5quilômetros: 16min26 (3min17/quilômetro)
  • 10quilômetros: 15min37 (3min07/quilômetro)
  • 15quilômetros: 14min51 (2min58/quilômetro)
  • 20quilômetros: 15min14 (3min02/quilômetro)
  • 25quilômetros: 15min26 (3min05/quilômetro)
  • 30quilômetros: 14min04 (2min49seg/quilômetro)
  • 35quilômetros: 14min54 (2min59seg/quilômetro)
  • 40quilômetros: 15min22 (3min04seg/quilômetro)
  • 2.195: 6min22 (2min54/quilômetro)

  • Gebremariam e Kiplagat vencem Maratona de Nova York

    Não foi desta vez que os dois grandes favoritos da 40ª Maratona de Nova York, o brasileiro Marílson Gomes, bicampeão em 2006 e 2008, e o etíope Haile Gebrselaisse, recordista mundial na modalidade de 42 quilômetros, venceram a gelada disputa deste domingo (7/10), na Big Apple.

    Marílson chegou em sétimo lugar com a marca de 2h11min51, bem depois do etíope Gebre Gebremariam, que cruzou a linha de chegada em 2h08m14, seguido pelos quenianos Emmanuel Mutai (2h09min18) e Moses Kipkosge (2h10min39), segundo e terceiro colocados, respectivamente.

    "Eu estava bem preparado e segui até o fim brigando por posição. A partir do quilômetro 30 tive dificuldades, pois o vento no rosto era tão forte que eu não podia respirar direito e isso atrapalhou ", afirma Marilson, o único sul-americano a vencer duas vezes a Maratona de Nova York. "Das vezes em que competi aqui, esta foi a prova mais fria”, acrescenta o brasiliense de 33 anos, que correu com a temperatura de quatro graus.

    Já o recordista mundial Haile Gebrselassie, desistiu da prova na altura do quilômetro 25 por conta de fortes dores no joelho e, aos 37 anos, surpreendeu ao anunciar sua aposentadoria. “Eu vou me aposentar. É hora de sair e dar oportunidades para os jovens”, garante o etíope, que viu seu compatriota, Gebremariam, de 26 anos, vencer em Nova York.

    Haile passou por tratamentos no joelho para disputar a maratona, mas não se sentiu bem na descida da ponte Queensboro, o que ficou muito evidente na fisionomia do atleta. No sábado, uma ressonância magnética já havia indicado tendinite no joelho do corredor. “Nunca pensei em aposentadoria. Mas pela primeira vez este é o dia”, completa Gebrselassie, que conquistou o recorde mundial em Berlim, há dois anos.

    No início da prova, por volta do quilômetro dez, os atletas Hendrick Ramaala, da África do Sul, Abderrahime Bouramdane, do Marrocos, e Emmanuel Mutai, do Quênia, eram os três primeiros colocados. Mas no quilômetro 30, momento que a prova se torna mais decisiva, Mutai já foi para uma posição à frente de Bouramdane, e liderou a disputa.

    Neste trecho, quem também brigava pelo prova era Gebre Gebrmariam, que ocupava o terceiro lugar. Faltando quatro quilômetros para a competição terminar, Gebrmariam, que ainda não havia participado de nenhuma maratona na carreira, surpreendeu e cruzou a linha de chegada como primeiro colocado.

    Duelo feminino - Edna Kiplagat se consagrou como ganhadora da competição com o tempo de 2h28min20. Já a maratonista norte-america Shalane Flanagan chegou como segunda colocada em 2h28min40, apenas 42 segundos depois da campeã. Para completar o pódio, mais uma queniana: a corredora Mary Keitany, que finalizou a prova com o tempo de 2h29min01.

    A emoção foi grande nos minutos finais da maratona feminina, pois Flanagan, medalhista de bronze na Olimpíada de Pequim, duelava a prova com as africanas e demonstrava grande esforço para tentar superá-las, já que competia em “casa” e estava com uma grande torcida.

    Edna Kiplagat, aos 31 anos, além de vencer em Nova York, também foi campeã da Maratona de Los Angeles (2010). A prova deste domingo começou às 11h10 (horário de Brasília), na ponte Verrazano-Narrow, local da largada, e terminou no Central Park. O evento faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e, após passar por Londres, Boston, Chicago e Berlim, fechou a temporada de 2010 na cidade nova-iorquina.


    Gebremariam e Kiplagat vencem Maratona de Nova York

    Maratona · 07 nov, 2010

    Não foi desta vez que os dois grandes favoritos da 40ª Maratona de Nova York, o brasileiro Marílson Gomes, bicampeão em 2006 e 2008, e o etíope Haile Gebrselaisse, recordista mundial na modalidade de 42 quilômetros, venceram a gelada disputa deste domingo (7/10), na Big Apple.

    Marílson chegou em sétimo lugar com a marca de 2h11min51, bem depois do etíope Gebre Gebremariam, que cruzou a linha de chegada em 2h08m14, seguido pelos quenianos Emmanuel Mutai (2h09min18) e Moses Kipkosge (2h10min39), segundo e terceiro colocados, respectivamente.

    "Eu estava bem preparado e segui até o fim brigando por posição. A partir do quilômetro 30 tive dificuldades, pois o vento no rosto era tão forte que eu não podia respirar direito e isso atrapalhou ", afirma Marilson, o único sul-americano a vencer duas vezes a Maratona de Nova York. "Das vezes em que competi aqui, esta foi a prova mais fria”, acrescenta o brasiliense de 33 anos, que correu com a temperatura de quatro graus.

    Já o recordista mundial Haile Gebrselassie, desistiu da prova na altura do quilômetro 25 por conta de fortes dores no joelho e, aos 37 anos, surpreendeu ao anunciar sua aposentadoria. “Eu vou me aposentar. É hora de sair e dar oportunidades para os jovens”, garante o etíope, que viu seu compatriota, Gebremariam, de 26 anos, vencer em Nova York.

    Haile passou por tratamentos no joelho para disputar a maratona, mas não se sentiu bem na descida da ponte Queensboro, o que ficou muito evidente na fisionomia do atleta. No sábado, uma ressonância magnética já havia indicado tendinite no joelho do corredor. “Nunca pensei em aposentadoria. Mas pela primeira vez este é o dia”, completa Gebrselassie, que conquistou o recorde mundial em Berlim, há dois anos.

    No início da prova, por volta do quilômetro dez, os atletas Hendrick Ramaala, da África do Sul, Abderrahime Bouramdane, do Marrocos, e Emmanuel Mutai, do Quênia, eram os três primeiros colocados. Mas no quilômetro 30, momento que a prova se torna mais decisiva, Mutai já foi para uma posição à frente de Bouramdane, e liderou a disputa.

    Neste trecho, quem também brigava pelo prova era Gebre Gebrmariam, que ocupava o terceiro lugar. Faltando quatro quilômetros para a competição terminar, Gebrmariam, que ainda não havia participado de nenhuma maratona na carreira, surpreendeu e cruzou a linha de chegada como primeiro colocado.

    Duelo feminino - Edna Kiplagat se consagrou como ganhadora da competição com o tempo de 2h28min20. Já a maratonista norte-america Shalane Flanagan chegou como segunda colocada em 2h28min40, apenas 42 segundos depois da campeã. Para completar o pódio, mais uma queniana: a corredora Mary Keitany, que finalizou a prova com o tempo de 2h29min01.

    A emoção foi grande nos minutos finais da maratona feminina, pois Flanagan, medalhista de bronze na Olimpíada de Pequim, duelava a prova com as africanas e demonstrava grande esforço para tentar superá-las, já que competia em “casa” e estava com uma grande torcida.

    Edna Kiplagat, aos 31 anos, além de vencer em Nova York, também foi campeã da Maratona de Los Angeles (2010). A prova deste domingo começou às 11h10 (horário de Brasília), na ponte Verrazano-Narrow, local da largada, e terminou no Central Park. O evento faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e, após passar por Londres, Boston, Chicago e Berlim, fechou a temporada de 2010 na cidade nova-iorquina.

    Sem pensar em aposentadoria, Gebrselassie enfrenta Maratona de Nova York

    “Por que deveria me aposentar? Por que deveria dizer que vou parar em três ou quatro anos? Você se aposenta no exato momento em que diz essas palavras”, reflete o etíope Haile Gebrselassie, recordista mundial de maratona em Berlim 2008, com o tempo de 2h03min59. Aos 37 anos, o corredor segue para a Maratona de Nova York, que acontece próximo domingo (7/10), na Big Apple e será um dos principais adversários do brasileiro Marílson Gomes dos Santos.

    Dono de um sorriso simpático Haile também é um excelente atleta nos 10.000m e medalhista de ouro (na modalidade) nos Jogos Olimpícos de Atlanta (1996) e de Sidney (2000). Apesar de tantos títulos, o atleta desperta dúvidas. Na maioria das maratonas, os melhores tempos conquistados pelo etíope sempre foram em provas que ofereciam os famosos marcadores de ritmos.

    Além disso, as provas tinham percursos planos, como as maratonas de Londres, Berlim e Dubai. Já nos 42 quilômetros do próximo domingo, Haile enfrentará uma altimetria mais difícil e não poderá contar com os marcadores de ritmos. "Nova York é um lugar para ganhar, não precisa bater um recorde. Só ganhar é suficiente", garante Gebrselassie, que sonha baixar o tempo já conquistado nos próximos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

    Em favor de Haile, além da vitória na terra de Shaskepeare, o maratonista carrega na currículo o tempo de 2h06min09 na prova de Dubai (na época, a disputa foi realizada sob condições climáticas desfavoráveis). O etíope também se consagrou como campeão da meia-maratona da Inglaterra, com a marca de 59min53. Fatores que indicam uma velocidade ainda admirável.

    Outros favoritos - O resultado da próxima maratona de Nova York, no entanto, não depende apenas de Haile, mas também da perfomance dos demais competidores. Os quenianos que brigarão por mais vitórias são: James Kwambai, segundo colocado na Maratona de Roterdan; Abel Kiru, campeão da IAAD World de 2009; Gilbert Kirwa, vencedor da maratona Frankfurt, no ano passado, com o tempo de 2h06min14; Emmanuel Mutai, medalhista de ouro nos 42 quilômetros da maratona de Londres deste ano, e Paul Tergat, vecendor em Nova York em 2005.

    Além deles estarão presentes o morroquinio Abderrahim Goumri, vice-campeão da prova duas vezes (2007 e 2008), o brasileiro Marilson Gomes dos Santos, de 33 anos, bicampeão da disputa (2006 e 2008), e Hendrick Ramaala da Rússia, ganhador da prova em 2004.

    Vale lembrar que os americanos Mebratom Keflzighi, de 35 anos, e Dathan Ritzenhein são outros fortes concorrentes, já que Mebratom saiu de Atenas com uma medalha de prata (2004) e Ritzenhein cruzou uma meia-maratona com o tempo de 1h. A prova do próximo dia sete começará por volta das 10h, na ponte Verrazano-Narrow, local da largada. O evento faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e chega à 40ª edição este ano.


    Sem pensar em aposentadoria, Gebrselassie enfrenta Maratona de Nova York

    Maratona · 05 nov, 2010

    “Por que deveria me aposentar? Por que deveria dizer que vou parar em três ou quatro anos? Você se aposenta no exato momento em que diz essas palavras”, reflete o etíope Haile Gebrselassie, recordista mundial de maratona em Berlim 2008, com o tempo de 2h03min59. Aos 37 anos, o corredor segue para a Maratona de Nova York, que acontece próximo domingo (7/10), na Big Apple e será um dos principais adversários do brasileiro Marílson Gomes dos Santos.

    Dono de um sorriso simpático Haile também é um excelente atleta nos 10.000m e medalhista de ouro (na modalidade) nos Jogos Olimpícos de Atlanta (1996) e de Sidney (2000). Apesar de tantos títulos, o atleta desperta dúvidas. Na maioria das maratonas, os melhores tempos conquistados pelo etíope sempre foram em provas que ofereciam os famosos marcadores de ritmos.

    Além disso, as provas tinham percursos planos, como as maratonas de Londres, Berlim e Dubai. Já nos 42 quilômetros do próximo domingo, Haile enfrentará uma altimetria mais difícil e não poderá contar com os marcadores de ritmos. "Nova York é um lugar para ganhar, não precisa bater um recorde. Só ganhar é suficiente", garante Gebrselassie, que sonha baixar o tempo já conquistado nos próximos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

    Em favor de Haile, além da vitória na terra de Shaskepeare, o maratonista carrega na currículo o tempo de 2h06min09 na prova de Dubai (na época, a disputa foi realizada sob condições climáticas desfavoráveis). O etíope também se consagrou como campeão da meia-maratona da Inglaterra, com a marca de 59min53. Fatores que indicam uma velocidade ainda admirável.

    Outros favoritos - O resultado da próxima maratona de Nova York, no entanto, não depende apenas de Haile, mas também da perfomance dos demais competidores. Os quenianos que brigarão por mais vitórias são: James Kwambai, segundo colocado na Maratona de Roterdan; Abel Kiru, campeão da IAAD World de 2009; Gilbert Kirwa, vencedor da maratona Frankfurt, no ano passado, com o tempo de 2h06min14; Emmanuel Mutai, medalhista de ouro nos 42 quilômetros da maratona de Londres deste ano, e Paul Tergat, vecendor em Nova York em 2005.

    Além deles estarão presentes o morroquinio Abderrahim Goumri, vice-campeão da prova duas vezes (2007 e 2008), o brasileiro Marilson Gomes dos Santos, de 33 anos, bicampeão da disputa (2006 e 2008), e Hendrick Ramaala da Rússia, ganhador da prova em 2004.

    Vale lembrar que os americanos Mebratom Keflzighi, de 35 anos, e Dathan Ritzenhein são outros fortes concorrentes, já que Mebratom saiu de Atenas com uma medalha de prata (2004) e Ritzenhein cruzou uma meia-maratona com o tempo de 1h. A prova do próximo dia sete começará por volta das 10h, na ponte Verrazano-Narrow, local da largada. O evento faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e chega à 40ª edição este ano.

    Maratona de Nova York: Marílson diz estar mais bem preparado do que em 2009

    O brasileiro Marílson Gomes dos Santos já está nos Estados Unidos, onde disputará no próximo domingo (07/11) a edição 2010 da Maratona de Nova York. Ele lutará pelo terceiro título da competição e afirma estar livre de lesões e mais bem preparado do que ano passado.

    “Estou como nos outros anos que consegui chegar bem na prova. Vamos ver se no dia eu me sinto bem para desenvolver tudo aquilo que eu treinei”, comenta Marílson, que fez a parte final do treinamento na altitude de Campos do Jordão, interior de São Paulo.

    Em 2009 ele fez uma boa preparação, mas chegou a Nova York com uma lesão, o que o obrigou a abandonar a disputa após a metade do percurso. Este ano, porém, a situação é diferente. “Estou bem melhor. Até o momento a expectativa está altíssima e a possibilidade de fazer uma grande prova é enorme”.

    Na primeira vitória ele marcou o tempo de 2h09min58, em 2008 ele baixou para 2h08min43, mas desta vez ele prefere ser conservador e não falar sobre determinada marca. “Não me preocupo com isso e vou correr de acordo com a prova. Vou me preocupar mais com a colocação do que com o tempo final”, esclarece o corredor de 33 anos.

    Para repetir as vitórias de 2006 e 2008 ele terá que enfrentar alguns adversários de peso, entre eles o etíope Haile Gebrselassie, recordista mundial da distância com 2h03min59, o que parece não alarmá-lo. “Eu me preocupo comigo, com meu treino e em chegar inteiro e sem lesão”.

    Assim como em anos anteriores, as largadas serão por pelotões, a cada 30 minutos e a saída dos homens da elite está programada para as 9h40 (hora local). De acordo com as informações da meteorologia, o céu deverá estar parcialmente nublado e a temperatura deverá variar entre 2º e 11ºC.


    Maratona de Nova York: Marílson diz estar mais bem preparado do que em 2009

    Maratona · 04 nov, 2010

    O brasileiro Marílson Gomes dos Santos já está nos Estados Unidos, onde disputará no próximo domingo (07/11) a edição 2010 da Maratona de Nova York. Ele lutará pelo terceiro título da competição e afirma estar livre de lesões e mais bem preparado do que ano passado.

    “Estou como nos outros anos que consegui chegar bem na prova. Vamos ver se no dia eu me sinto bem para desenvolver tudo aquilo que eu treinei”, comenta Marílson, que fez a parte final do treinamento na altitude de Campos do Jordão, interior de São Paulo.

    Em 2009 ele fez uma boa preparação, mas chegou a Nova York com uma lesão, o que o obrigou a abandonar a disputa após a metade do percurso. Este ano, porém, a situação é diferente. “Estou bem melhor. Até o momento a expectativa está altíssima e a possibilidade de fazer uma grande prova é enorme”.

    Na primeira vitória ele marcou o tempo de 2h09min58, em 2008 ele baixou para 2h08min43, mas desta vez ele prefere ser conservador e não falar sobre determinada marca. “Não me preocupo com isso e vou correr de acordo com a prova. Vou me preocupar mais com a colocação do que com o tempo final”, esclarece o corredor de 33 anos.

    Para repetir as vitórias de 2006 e 2008 ele terá que enfrentar alguns adversários de peso, entre eles o etíope Haile Gebrselassie, recordista mundial da distância com 2h03min59, o que parece não alarmá-lo. “Eu me preocupo comigo, com meu treino e em chegar inteiro e sem lesão”.

    Assim como em anos anteriores, as largadas serão por pelotões, a cada 30 minutos e a saída dos homens da elite está programada para as 9h40 (hora local). De acordo com as informações da meteorologia, o céu deverá estar parcialmente nublado e a temperatura deverá variar entre 2º e 11ºC.

    Edson Dantas quer tricampeonato da Maratona de Nova York

    O centro financeiro dos Estados Unidos terá 100 mil pessoas reunidas no dia sete de novembro para 41ª edição da Maratona de Nova York e um dos participantes da prova é o brasileiro Edson Dantas, amputado de membro inferior. Ele buscará o tricampeonato na categoria e terá a companhia de mais oito paraatletas para representar o Brasil no percurso de 42 quilômetros.

    Aos 44 anos, o maratonista brasileiro corre com uma prótese, que tem lâmina especial de corrida. O material veio da Alemanha, é feito de fibra de carbono e é integrado a um sistema leve de impulsão, superior aos equipamentos convencionais. Isso tem proporcionado um desempenho e condicionamento físico ainda melhores ao paraatleta.

    Edson já conquistou a corrida de São Silvestre por quatro anos consecutivos e a Maratona de Nova York em 2008 e 2009. Este ano o paraatleta também recebeu o troféu do Prêmio Sentidos, o Oscar da luta pelos direitos das pessoas com deficiência no Brasil. “Enquanto Deus me der vida e saúde, estarei sempre correndo. Correndo pela vida”, diz Edson, considerado um dos melhores atletas brasileiros com amputação de membro inferior, nas distâncias de 5.000 e 10.000 metros.

    Em 1992, durante um “arrastão”, Dantas foi empurrado do trem que viajava e este acidente lhe custou a amputação da perna direita. Depois disso, ele encontrou no esporte o caminho para superação e conquistou outros três recordes, na maratona de Porto Alegre e na Meia Maratona da Corpore de São Paulo, ambas em 2007.


    Edson Dantas quer tricampeonato da Maratona de Nova York

    Esporte Adaptado · 28 out, 2010

    O centro financeiro dos Estados Unidos terá 100 mil pessoas reunidas no dia sete de novembro para 41ª edição da Maratona de Nova York e um dos participantes da prova é o brasileiro Edson Dantas, amputado de membro inferior. Ele buscará o tricampeonato na categoria e terá a companhia de mais oito paraatletas para representar o Brasil no percurso de 42 quilômetros.

    Aos 44 anos, o maratonista brasileiro corre com uma prótese, que tem lâmina especial de corrida. O material veio da Alemanha, é feito de fibra de carbono e é integrado a um sistema leve de impulsão, superior aos equipamentos convencionais. Isso tem proporcionado um desempenho e condicionamento físico ainda melhores ao paraatleta.

    Edson já conquistou a corrida de São Silvestre por quatro anos consecutivos e a Maratona de Nova York em 2008 e 2009. Este ano o paraatleta também recebeu o troféu do Prêmio Sentidos, o Oscar da luta pelos direitos das pessoas com deficiência no Brasil. “Enquanto Deus me der vida e saúde, estarei sempre correndo. Correndo pela vida”, diz Edson, considerado um dos melhores atletas brasileiros com amputação de membro inferior, nas distâncias de 5.000 e 10.000 metros.

    Em 1992, durante um “arrastão”, Dantas foi empurrado do trem que viajava e este acidente lhe custou a amputação da perna direita. Depois disso, ele encontrou no esporte o caminho para superação e conquistou outros três recordes, na maratona de Porto Alegre e na Meia Maratona da Corpore de São Paulo, ambas em 2007.

    Maratona de Nova York conta com nomes de peso para a próxima disputa

    Atualizada em 06/10 às 15h40

    O corredor queniano Martin Lel, ganhador três vezes da maratona de Londres e campeão em duas disputas realizadas em Nova York, agora deve travar um forte duelo com o brasileiro Marílson Gomes dos Santos, na grande maratona do dia sete de novembro, na Big Apple. A competição vai reunir 45 mil pessoas este ano.

    O recordista sul-americano em longa distância, Marílson, aos 33 anos, tentará outra vitória, depois de subir ao pódio no território nova iorquino em 2006 e 2008. Já Martin Lel, de 31, é o melhor atleta queniano em trajetos de 42 quilômetros. A melhor marca pessoal de Martin é de 2h05min15, na Maratona de Londres, em 2008.

    Além deles, a prova receberá outros atletas de destaque: Robert Cheruiyot, do Quênia, que aos 33 anos já traz no currículo duas vitórias em Boston e uma medalha de prata em Nova York ano passado; Abderrahim Goumri, de Marrocos, que já participou de duas Olimpíadas e foi o segundo melhor atleta na maratona que se repete no próximo dia sete; Henrick Ramaala, sul-africano de 38 anos, campeão em 2004, e também James Kwambai, terceiro homem mais rápido do mundo em uma maratona.

    “É bastante inspirador ver tantos campeões de disputas passadas voltando para o mesmo lugar”, diz a organizadora da corrida, Mary Wittenberg. “Eles já inspiraram muitos corredores e espectadores pelo mundo todo”, acrescenta.

    feminino - A disputa entre as mulheres também promete ser acirrada, já que a corredora número um da Rússia, Ludmila Petrova (vencedora em 2000 e vice-campeã das maratonas de 2008 e 2009) brigará com outras fortes competidoras: Derartu Tulu Lopes, da Etiópia, que é medalhista de ouro nos 10.000 metros das Olímpiadas de 1992 e 2000, e campeã em Nova York ano passado; Shalane Flanagan, medalhista olímpica dos Estados Unidos e Mary Keitany, inglesa que conquistou o Mundial de Corridas de ruas de 2007 e o campeonato de Meia-Maratona, há dois anos.

    A Maratona de Nova York faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e chega à 40ª edição este ano.


    Maratona de Nova York conta com nomes de peso para a próxima disputa

    Maratona · 01 out, 2010

    Atualizada em 06/10 às 15h40

    O corredor queniano Martin Lel, ganhador três vezes da maratona de Londres e campeão em duas disputas realizadas em Nova York, agora deve travar um forte duelo com o brasileiro Marílson Gomes dos Santos, na grande maratona do dia sete de novembro, na Big Apple. A competição vai reunir 45 mil pessoas este ano.

    O recordista sul-americano em longa distância, Marílson, aos 33 anos, tentará outra vitória, depois de subir ao pódio no território nova iorquino em 2006 e 2008. Já Martin Lel, de 31, é o melhor atleta queniano em trajetos de 42 quilômetros. A melhor marca pessoal de Martin é de 2h05min15, na Maratona de Londres, em 2008.

    Além deles, a prova receberá outros atletas de destaque: Robert Cheruiyot, do Quênia, que aos 33 anos já traz no currículo duas vitórias em Boston e uma medalha de prata em Nova York ano passado; Abderrahim Goumri, de Marrocos, que já participou de duas Olimpíadas e foi o segundo melhor atleta na maratona que se repete no próximo dia sete; Henrick Ramaala, sul-africano de 38 anos, campeão em 2004, e também James Kwambai, terceiro homem mais rápido do mundo em uma maratona.

    “É bastante inspirador ver tantos campeões de disputas passadas voltando para o mesmo lugar”, diz a organizadora da corrida, Mary Wittenberg. “Eles já inspiraram muitos corredores e espectadores pelo mundo todo”, acrescenta.

    feminino - A disputa entre as mulheres também promete ser acirrada, já que a corredora número um da Rússia, Ludmila Petrova (vencedora em 2000 e vice-campeã das maratonas de 2008 e 2009) brigará com outras fortes competidoras: Derartu Tulu Lopes, da Etiópia, que é medalhista de ouro nos 10.000 metros das Olímpiadas de 1992 e 2000, e campeã em Nova York ano passado; Shalane Flanagan, medalhista olímpica dos Estados Unidos e Mary Keitany, inglesa que conquistou o Mundial de Corridas de ruas de 2007 e o campeonato de Meia-Maratona, há dois anos.

    A Maratona de Nova York faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e chega à 40ª edição este ano.

    Brasil contará com onze atletas adaptados na Maratona de Nova York

    Esporte Adaptado · 22 set, 2010

    Neste ano de 2010 o Brasil estará presente com 11 atletas adaptados na Maratona de Nova York, sendo os cadeirantes Fred carvalho, Fernando Aranha, Eduardo Camara, Ezequias Prado, Franklin Cunha, Humberto Henriques e Marco Aurélio Silva.

    Além deles participarão os atletas Edson Dantas, amputado de membro inferior, Antonio Maciel, bi amputado, Fernandes Silva, deficiente visual, e Edmar Souza, atleta que possuí paralisia cerebral. Em 2010, o número de cadeirantes a participar desta prova é maior que nos anos anteriores. Dois atletas adaptados, Fernando Aranha e Ezequias Prado, participarão também da Maratona Marine Corps, em Washington, marcada para uma semana antes da maratona Nova York.

    “Apenas em 2008 conseguimos reunir 14 atletas no evento. Naquela época a nossa delegação, a Achilles Brasil, foi a maior entre as demais instituições de 70 países que estavam presente”, diz o professor Mário Mello, orientador dos atletas participantes da maratona de Nova York. “Todos os anos diversos atletas do Brasil, saem de casa para representar o local em que vivem, alguns deles de Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará e São Paulo”, acrescenta Mello.

    A maratona de Nova York será no dia sete de novembro de 2010, com largada em Staten Island e chegada no Central Park.

    Com lesão superada, Marílson fala sobre possível ida à Maratona de NY

    Bicampeão da Maratona de Nova York (2006 e 2008), bicampeão da São Silvestre (2003 e 2005) e agora pentacampeão dos 10 km Tribuna FM. Não há como negar que Marílson Gomes dos Santos é o principal atleta do Brasil na modalidade, tanto que este ano já mostrou um bom desempenho em outra Maratona de renome internacional, a de Londres, na qual terminou com a sexta colocação (2h08min46). Recuperado de uma lesão que o atrapalhou ano passado, ele fala sobre a possibilidade de tentar o tri na Maratona de Nova York este ano.

    Os 42 quilômetros da prova americana serão disputados em sete de novembro, mas Marílson não quis confirmar totalmente sua participação, apesar de mostrar otimismo. “É bem provável que eu vá, mas não posso afirmar totalmente porque dependo ainda de alguns acertos que meu agente está cuidando. Mas, como eu disse, é bem provável”, ressalta o fundista. “É uma prova que eu gosto muito de correr, e é sempre um desafio”, explica, diminuindo também quaisquer chances da lesão no pé esquerdo, sofrida ano passado, atrapalhar nas provas.

    “Graças a Deus já está tudo resolvido quanto a isso. Recuperei-me bem, e fui acompanhado por profissionais de qualidade, então nem sinto mais dor. Acredito que essa lesão é passado na minha trajetória”, garante Marílson, que ratificou a condição de ídolo do esporte. “Sei que de alguma forma sou referência, porque fiz a diferença em âmbito nacional em algumas provas (ele foi o primeiro sul-americano a vencer a Maratona de Nova York), mas não posso me iludir com a fama. Antes de tudo sou um atleta, e correr é a minha vida”, conclui.

    Feliz por poder participar de mais uma edição dos 10 km Tribuna FM, prova realizada neste último domingo, 16 de maio, em Santos, litoral paulista, o brasiliense se declarou bastante honrado em ostentar o pentacampeonato de uma das mais rápidas corridas de rua do país. “A prova está cada vez mais difícil, porque o nível dos atletas também é cada vez mais alto. Eu venho sempre que eu posso, e ser tetra já foi uma grande surpresa. Ganhar o penta já estava acima das minhas expectativas. Não tem como não ficar feliz em vencer aqui e contar com o carinho do público, que sempre me apóia muito”, avalia o atleta que marcou 28min18.

    Trajetória - A trajetória de Marílson na prova começou em 1999, ano em que ficou com o vice (28min03s). No ano seguinte, foi o terceiro colocado (28min43s) e a primeira vitória veio em 2003 (28min18). Voltou em 2004 e foi vice novamente (28min27), antes de faturar dois títulos consecutivos, em 2005 (28min30) e 2006 (28min27). Já em 2007, o brasiliense ficou com a segunda colocação (28min20) e ano passado chegou ao inédito tetracampeonato (28min16).


    Com lesão superada, Marílson fala sobre possível ida à Maratona de NY

    Maratona · 17 maio, 2010

    Bicampeão da Maratona de Nova York (2006 e 2008), bicampeão da São Silvestre (2003 e 2005) e agora pentacampeão dos 10 km Tribuna FM. Não há como negar que Marílson Gomes dos Santos é o principal atleta do Brasil na modalidade, tanto que este ano já mostrou um bom desempenho em outra Maratona de renome internacional, a de Londres, na qual terminou com a sexta colocação (2h08min46). Recuperado de uma lesão que o atrapalhou ano passado, ele fala sobre a possibilidade de tentar o tri na Maratona de Nova York este ano.

    Os 42 quilômetros da prova americana serão disputados em sete de novembro, mas Marílson não quis confirmar totalmente sua participação, apesar de mostrar otimismo. “É bem provável que eu vá, mas não posso afirmar totalmente porque dependo ainda de alguns acertos que meu agente está cuidando. Mas, como eu disse, é bem provável”, ressalta o fundista. “É uma prova que eu gosto muito de correr, e é sempre um desafio”, explica, diminuindo também quaisquer chances da lesão no pé esquerdo, sofrida ano passado, atrapalhar nas provas.

    “Graças a Deus já está tudo resolvido quanto a isso. Recuperei-me bem, e fui acompanhado por profissionais de qualidade, então nem sinto mais dor. Acredito que essa lesão é passado na minha trajetória”, garante Marílson, que ratificou a condição de ídolo do esporte. “Sei que de alguma forma sou referência, porque fiz a diferença em âmbito nacional em algumas provas (ele foi o primeiro sul-americano a vencer a Maratona de Nova York), mas não posso me iludir com a fama. Antes de tudo sou um atleta, e correr é a minha vida”, conclui.

    Feliz por poder participar de mais uma edição dos 10 km Tribuna FM, prova realizada neste último domingo, 16 de maio, em Santos, litoral paulista, o brasiliense se declarou bastante honrado em ostentar o pentacampeonato de uma das mais rápidas corridas de rua do país. “A prova está cada vez mais difícil, porque o nível dos atletas também é cada vez mais alto. Eu venho sempre que eu posso, e ser tetra já foi uma grande surpresa. Ganhar o penta já estava acima das minhas expectativas. Não tem como não ficar feliz em vencer aqui e contar com o carinho do público, que sempre me apóia muito”, avalia o atleta que marcou 28min18.

    Trajetória - A trajetória de Marílson na prova começou em 1999, ano em que ficou com o vice (28min03s). No ano seguinte, foi o terceiro colocado (28min43s) e a primeira vitória veio em 2003 (28min18). Voltou em 2004 e foi vice novamente (28min27), antes de faturar dois títulos consecutivos, em 2005 (28min30) e 2006 (28min27). Já em 2007, o brasiliense ficou com a segunda colocação (28min20) e ano passado chegou ao inédito tetracampeonato (28min16).

    Africano naturalizado nos EUA vence a Maratona de NY 2009

    42 mil pessoas largaram na manhã desse domingo (1) para completar a tradicional Maratona de Nova York. O Brasil foi representado por Marílson Gomes dos Santos, mas o maratonista não conseguiu completar a prova e defender o seu título. Aparentemente o atleta não se sentiu bem após o quilômetrso 25.

    O campeão da Maratona de Nova York foi o americano Meb Keflezighi no tempo de 2h09min14. A segunda colocação ficou com o queniano Robert Cheruiyot, em 2h09min55, seguido por Jouab Gharib, do Marrocos (2h10min24).

    No início da prova masculina um grande pelotão se formou e seguiu assim até o quilômetro 10, quando o marroquino Bouramdane abriu um pouco mais e tomou a liderança. Logo atrás estava o queniano Patrick Makau. Essa foi a segunda maratona do atleta, que fez sua estréia na modalidade esse ano.

    Atrás dos dois estava o pelotão de elite composto por cerca de 10 atletas, entre eles Marílson Gomes dos Santos. Porém, no quilômetro 21, marca da meia maratona, o cenário da disputa mudou um pouco. O pelotão alcançou o marroquino e os atletas completaram, a meia em cerca de 1h06min.

    Por volta do quilômetro 24, Marílson, que até então acompanhou o pelotão, se distanciou dos primeiros colocados o que o deixou mais longe da briga pelo pódio. A definição da competição masculina só aconteceu no quilômetro 33, quando o queniano Robert Cheruiyot abriu e sozinho passou a liderar a prova junto com o atleta da Eritréia, naturalizado americano, Keflezighi.

    Ambos brigaram até o final pela primeira colocação, mas Keflezighi abriu nos últimos três quilômetros e faturou a prova. Há 27 anos nenhum americano vencia a competição de Nova York. O melhor brasileiro da competição foi o maratonista José Teles, ele ficou com décima sexta posição.

    Feminino - A largada da elite feminina aconteceu um pouco antes da masculina também em Staten Island, em Nova York. A favorita da competição, Paula Radcliffe, atual recordista da maratona (2h15min25), correu o tempo todo no pelotão principal e revezou a liderança com a francesa Daunay.

    Logo no início da competição a queniana Salina Kosgei escorregou e caiu. A japonesa Yuri, que vinha logo atrás também caiu, porém, a queniana conseguiu manter o ritmo e a japonesa ficou para trás.

    Nos últimos cinco quilômetros da prova, Paula Radcliffe, que venceu em 2004, 2007 e 2008, não conseguiu manter o ritmo e caiu para a quarta colocação. Assim a russa Ludimila Petrova, 41 anos, começou a puxar o pequeno pelotão. Ela é a etíope Derartu Tulu correram ombro a ombro até os momentos finais da maratona.

    Nos últimos metros, Tulu abriu e venceu a prova no tempo de 2h28min51. O segundo lugar foi para a russa Petrova em 2h28min59 seguida pela francesa Daunay e por Paula Radcliffe.


    Africano naturalizado nos EUA vence a Maratona de NY 2009

    Maratona · 01 nov, 2009

    42 mil pessoas largaram na manhã desse domingo (1) para completar a tradicional Maratona de Nova York. O Brasil foi representado por Marílson Gomes dos Santos, mas o maratonista não conseguiu completar a prova e defender o seu título. Aparentemente o atleta não se sentiu bem após o quilômetrso 25.

    O campeão da Maratona de Nova York foi o americano Meb Keflezighi no tempo de 2h09min14. A segunda colocação ficou com o queniano Robert Cheruiyot, em 2h09min55, seguido por Jouab Gharib, do Marrocos (2h10min24).

    No início da prova masculina um grande pelotão se formou e seguiu assim até o quilômetro 10, quando o marroquino Bouramdane abriu um pouco mais e tomou a liderança. Logo atrás estava o queniano Patrick Makau. Essa foi a segunda maratona do atleta, que fez sua estréia na modalidade esse ano.

    Atrás dos dois estava o pelotão de elite composto por cerca de 10 atletas, entre eles Marílson Gomes dos Santos. Porém, no quilômetro 21, marca da meia maratona, o cenário da disputa mudou um pouco. O pelotão alcançou o marroquino e os atletas completaram, a meia em cerca de 1h06min.

    Por volta do quilômetro 24, Marílson, que até então acompanhou o pelotão, se distanciou dos primeiros colocados o que o deixou mais longe da briga pelo pódio. A definição da competição masculina só aconteceu no quilômetro 33, quando o queniano Robert Cheruiyot abriu e sozinho passou a liderar a prova junto com o atleta da Eritréia, naturalizado americano, Keflezighi.

    Ambos brigaram até o final pela primeira colocação, mas Keflezighi abriu nos últimos três quilômetros e faturou a prova. Há 27 anos nenhum americano vencia a competição de Nova York. O melhor brasileiro da competição foi o maratonista José Teles, ele ficou com décima sexta posição.

    Feminino - A largada da elite feminina aconteceu um pouco antes da masculina também em Staten Island, em Nova York. A favorita da competição, Paula Radcliffe, atual recordista da maratona (2h15min25), correu o tempo todo no pelotão principal e revezou a liderança com a francesa Daunay.

    Logo no início da competição a queniana Salina Kosgei escorregou e caiu. A japonesa Yuri, que vinha logo atrás também caiu, porém, a queniana conseguiu manter o ritmo e a japonesa ficou para trás.

    Nos últimos cinco quilômetros da prova, Paula Radcliffe, que venceu em 2004, 2007 e 2008, não conseguiu manter o ritmo e caiu para a quarta colocação. Assim a russa Ludimila Petrova, 41 anos, começou a puxar o pequeno pelotão. Ela é a etíope Derartu Tulu correram ombro a ombro até os momentos finais da maratona.

    Nos últimos metros, Tulu abriu e venceu a prova no tempo de 2h28min51. O segundo lugar foi para a russa Petrova em 2h28min59 seguida pela francesa Daunay e por Paula Radcliffe.