Corridas de Rua · 15 fev, 2007
A Agência Mundial Anti-Doping (Wada) publicou em seu site na internet um guia com informações sobre o uso de substâncias consideradas proibidas, para uso de tratamento médico (TUE). O objetivo é auxiliar as organizações regionais na gerência administrativa dessas substâncias.
A Agência ainda afirma que como todos os guias que envolvem o Programa Anti-Doping Mundial, esses documentos estão sujeitos a alterações e atualizações e que os interessados devem sempre consultar o site para obter a versão mais recente. O guia traz em sua introdução um glossário com os principais termos utilizados no meio, como Anti-Doping Organization; Code, entre outros.
Ele define que a isenção terapêutica se refere à uma autorização de uso de substâncias proibidas sob condições e restrições definidas pela Agência e a aplicação deve estar de acordo com padrões internacionais pré-estabelecidos. Para que os atletas obtenham autorização de uso dessas drogas, devem apresentar um documento médico fundamentado sob conteúdo científico relevante e de confiança.
Para obter o guia completo, acesse o site da entidade, o www.wada-ama.org, vá ao menu World Anti-Doping Code, à seção Models of Best Practice e procure pelo item TUE, no menu esquerdo. Quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected].
Atletismo · 13 fev, 2007
A Agência Mundial Anti-Doping (Wada) lançou uma ferramenta educativa para as organizações nacionais, o Wada Coaches Tool Kit (Kit de ferramentas da Wada para treinadores), com o objetivo de incentivar os treinadores a educar os competidores sobre os malefícios do doping. Segundo a entidade, os técnicos têm muita influência sobre os atletas, então educá-los é uma forma efetiva de conscientizá-los sobre a importância de não usar substâncias proibidas.
O kit contém diversos workshops interativos para os técnicos de elite e oferece um programa de treinamento de no mínimo três horas, com possibilidade de extensão de atividades que durem o dia todo, graças aos módulos opcionais. Os treinadores serão apresentados a casos reais, deverão solucionar problemas e terão suas consciências aguçadas, sempre estimulados a trabalhar em pequenos grupos.
Distribuição - Atualmente nas versões em inglês, espanhol e francês, muitas organizações nacionais já estão traduzindo para outros idiomas e uma segunda edição está sendo produzida, com foco nos jovens treinadores. A distribuição será feita para os seguintes casos:
Caso haja interesse de entidades como universidades; organizações de treinadores; federações nacionais, entre outras, essas devem entrar em contato com alguma instituição que já possua o kit, que estará listada no site da Wada. A ferramenta é gratuita, mas é necessário pagar a taxa de frete para o envio.
Para mais informações acesse www.wada-ama.org e para solicitar o kit preencha o formulário de requisição que se encontra na seção Download Center e envie para [email protected]; ou para o fax +1 514 904-8767.
Atletismo · 08 fev, 2007
A Agência Mundial Antidoping (Wada) divulgou em seu site oficial uma lista de perguntas e respostas sobre as conseqüências de não se apresentar para o controle antidoping após as competições, fato que pode causar suspensão de até dois anos. O documento reúne os principais pontos do Código Mundial Antidoping.
O artigo 2.4 do código, que está listado nesse documento, por exemplo, diz que não comparecer no teste pode ser considerado uma violação das regras. De acordo com o texto, faltar num teste ou não fornecer informações sobre moradia para que o teste seja efetuado, é uma falha que pode banir o atleta do esporte de três meses a dois anos.
O documento também diz que há uma flexibilidade em relação à falta em testes, de acordo com a estrutura e logística de cada país e de cada esporte. A Agência recomenda que o processo de suspensão seja iniciado somente após a falta do atleta em três testes ou após três tentativas de se localizá-lo em seu endereço, num período de 18 meses. A importância do atleta informar corretamente onde reside está na possibilidade dele receber uma visita dos fiscais de doping, que o submeterão ao teste surpresa.
Números - As estatísticas mostram que em 2006 foram feitos 3.279 testes fora das competições e em 140 os atletas não foram encontrados. Na Alemanha, o controle nacional divulgou que 385 testes deixaram de ser feitos, pois os atletas não compareceram, fato que alertou a Wada para conscientizar os competidores sobre a importância de manter seus endereços atualizados.
A lista completa de perguntas e respostas sobre faltar a testes e sobre o controle nas residências dos atletas, pode ser conferida no site da Wada (www.wada-ama.org).
Corridas de Rua · 02 jan, 2007
O corredor de rua Matusalém de Lima (Registro 17715/MG) foi suspenso pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) em função do teste anti-doping (amostra de urina "A") do atleta ter apontado positivo.
A coleta da urina foi realizada na terceira etapa do Circuito de Corridas da Caixa, no dia 22 de outubro de 2006, na cidade de Ribeirão Preto, SP. Segundo o laboratório credenciado pela WADA/IAAF, com sede em Montreal, no Canadá, o atleta apresentou a presença da substância testosterona acima dos níveis permitidos.
Fato raro foi que o atleta declinou do direito da análise da amostra "B" de sua urina. Assim o atleta está suspenso provisoriamente das competições desde a última sexta-feira, dia 29 de dezembro, podendo recorrer até o próximo dia 12 junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Atletismo · 18 dez, 2006
A Atleta indiana Santhi Soundararajan, que obteve a medalha de prata nos Jogos Asiáticos, em Doha, pode ter seu prêmio cassado, porque não passou em um teste de feminilidade (cromossômico). Esse ano, a esportista também foi eleita a melhor atleta em um campeonato indiano, em Delhi.
Santh foi submetida a um teste de feminilidade em Doha e, de acordo com os relatórios que recebemos, ela não passou, anunciou Manmohan Singh, presidente da Comissão de Associação Médica Olímpica da Índia. Já a atleta não quis comentar o assunto. Não fui informada sobre os resultados do teste e não quero falar sobre isso, declarou Soundararajan às agências internacionais.
O teste em si não é suficiente para tirar a medalha da indiana, mas os oficiais da competição ou mesmo as atletas rivais podem entrar com um protesto. Durante os exames há acompanhamento de um ginecologista, endocrinologista e um psicólogo, que realizam uma bateria de testes psicológicos e clínicos, o que inclui avaliação cromossômica, com o objetivo de avaliar a porcentagem de testosterona.
Esse tipo de teste foi adotado a partir das Olimpíadas do México, em 1968, mas muitos países já aboliram de suas competições regionais, pois trazem inúmeros constrangimentos para as atletas. No Brasil, a judoca Edinanci Silva e a jogadora de vôlei Érika tiveram suas imagens comprometidas na época após a divulgação de um teste negativo para feminilidade.
Atletismo · 13 dez, 2006
O velocista britânico Dwain Chambers retornou às competições em junho, após ser banido do esporte por dois anos por uso de substâncias proibidas e pode ter sua carreira comprometida. Ele não está em forma para participar da temporada européia indoor, que começa no primeiro semestre de 2007 e, de acordo com seu agente, Cubie Seegobin, ele está estará pronto para a temporada outdoor, mas existem outras preocupações no momento.
O atleta será obrigado a devolver todo o dinheiro que ganhou nas competições, durante o período em que competiu dopado e seu agente acredita que a corrida não lhe trará mais frutos. Ele deve ter mais um ou dois anos de competições e tem que devolver muito dinheiro. Então, se ele puder encontrar uma outra forma de ganhar a vida, certamente o fará, comentou Seegobin.
O britânico fez um breve retorno às pistas, em junho passado, ocasião em que marcou 10seg07 nos 100m do British Grand Prix. Porém, essa marca não foi satisfatória, pois nos 100m do Campeonato Europeu, em Gotemburgo, ele obteve a sétima colocação.
Outro esporte - Por esse motivo, Chambers pode tentar uma carreira no futebol americano, em algum time da NFL, a Liga de Futebol Nacional. Ele treina desde o início de novembro com o time europeu de Cologne e aguarda um convite para o camping de seis semanas na Flórida, em março do ano que vem, que selecionará 48 atletas para integrar um dos times do campeonato.
Mark Lewis-Francis, velocista inglês que costumava ser um dos adversários de Dwain, afirmou em entrevista às agências internacionais que gostava de competir com o rival, mas que ele deve seguir o coração. Se os objetivos e sonhos dele estão em outro lugar, tudo o que eu posso desejar é boa sorte.
Atletismo · 12 dez, 2006
A Wada (Agência Mundial Anti-Doping) e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) ratificaram a Convenção Internacional Contra Doping no Esporte. Após cumprir uma série de exigências da Unesco, requeridas para essa convenção, o primeiro tratado global de combate ao doping no esporte entrará em vigor no dia primeiro de fevereiro de 2007.
Esse tratado tem o objetivo de formalizar o comprometimento dos governos mundiais na luta contra o doping. Até o momento muitos países não podiam se regidos por um documento não governamental, como o Código Mundial Anti-Doping*, mas através do intermédio da Unesco agora terão a oportunidade de alinhar suas políticas locais com o Código. Ao todo, 191 governos assinaram o acordo, durante a Conferência Geral da Unesco, em outubro de 2005, em Paris (França).
A velocidade com que os governos estão ratificando a Convenção mostra que as autoridades estão conscientizadas do problema de doping no esporte e o impacto que ele causa na saúde, comentou Brian Mikkelsen, vice-presidente da Wada e Ministro da Cultura e Esporte da Dinamarca.
Os países que assinaram, de acordo com a Wada, até o dia seis de dezembro de 2006, foram: pelo continente africano a Mauritânia; Moçambique; Namíbia; Níger; Nigéria; África do Sul e as Ilhas Seychelles. Já pelo continente americano, assinaram Bahamas, Bolívia, Canadá, Jamaica e Peru e pelo continente asiático a China.
Pela Europa, firmararm acordo a Dinamarca, Islândia, Latvia, Lituânia, Mônaco, Holanda, Noruega, Romênia, Espanha, Suécia, Ucrânia, Reino Unido e Irlanda do Norte.
*O Código Mundial Anti-Doping foi estabelecido em 1º de janeiro de 2004 e traz as regulamentações sobre doping em todos os esportes e em todos os países do mundo. Também inclui a lista de substâncias proibidas no esportes.
Atletismo · 01 dez, 2006
O velocista Justin Gatlin, campeão olímpico nos 100 metros rasos, pego em doping positivo em abril, realizou um treino com o time de futebol americano Houston Texans. Em abril desse ano, o americano foi suspenso do atletismo por ser acusado de usar testosterona e aguarda uma decisão da comissão de arbitragem que pode bani-lo para sempre do esporte.
Gary Kubiak, técnico do time, declarou à imprensa internacional que ficou impressionado com a performance do atleta como receptor de bolas, mas disse que oferecer um contrato para ele é algo que não faria no momento. Gatlin, que não praticava o esporte desde a época do colégio, também treinou com outros times da NFL (Liga de Futebol Nacional) nesse mês.
Seria um grande passo para ele começar a jogar futebol, até porque parece algo em que ele se interessa, comentou o técnico. Durante os treinamentos ele disse que os membros da comissão técnica ficaram impressionados com a velocidade que ele correu. Não sei se ele correu com a velocidade máxima, mas ele pegou a bola muito bem.
Atletismo · 22 nov, 2006
Dick Pound, presidente da Agência Mundial Anti-Doping (Wada), confirmou que a entidade vai estudar a possibilidade de aumentar a pena mínima para o uso de substâncias proibidas de dois para quatro anos. Eles também vão discutir o uso de apenas uma prova para determinar a suspensão.
Algumas federações importantes acham que nós devemos aumentar a pena mínima, declarou Pound à BBC de Londres. Já em relação ao uso de apenas uma prova, ele afirmou que há um grande número de adeptos à idéia de que apenas o teste A seria suficiente.
Atualmente são feitos dois testes, a prova A e a contraprova B e apenas se os dois apresentarem resultado positivo o atleta pode ser condenado. O objetivo da Wada em realizar apenas uma amostra é evitar casos como o do vencedor do Tour de France Floyd Landis, que teve a prova e contraprova B positivas, mas um erro administrativo do laboratório pode livrá-lo de perder o título.
Erro do Laboratório - O número que o laboratório atribuiu à segunda amostra foi marcado errado e não corresponde ao número do primeiro frasco, o que não significa que a amostra de urina não seja de Landis, mas dá recursos aos advogados contestarem os resultados.
Esses assuntos serão discutidos na reunião da entidade na próxima segunda-feira (27) em Montreal, Canadá. Enquanto isso, as repercussões contra essa nova medida já começam a aparecer, por enquanto nas palavras do heptacampeão do Tour de France, Lance Armstrong.
Armstrong é veementemente contra mudanças na forma de se realizar o controle de doping e diz que os atletas precisam ser mais respeitados. Para um atleta, ser banido por uma amostra A é o mesmo que condena-lo à morte. Se não há uma forma de obter a contraprova através de DNA ou outro meio, então teremos muitos inocentes no corredor da morte.
Corridas de Rua · 27 out, 2006
A Associação Internacional das Federações de Atletismo (I AAF) anunciou nessa sexta feira que o Mundial de Corridas de Rua, disputado em oito de outubro na Hungria, não apresentou casos positivos de doping. Foram realizados diversos testes com os atletas antes, durante e depois da competição.
Foram testados 94 atletas, que fizeram exames de sangue com o intuito de detectar principalmente uma possível presença do hormônio EPO (eritropoietina). Todas as informações coletadas serão incluídas no arquivo da entidade, junto com o perfil de cada corredor.
Aproximadamente 65% dos competidores foram testados nesse evento, o que mostra que a IAAF está apertando cada vez mais o cerco em relação ao uso de substâncias proibidas. Recentemente fizemos um simpósio sobre antidoping, no qual os atletas de elite conscientizaram suas comunidades sobre a importância de praticar esportes sem drogas, comentou Lamine Diack, presidente da IAAF. Dessa maneira, é gratificante que todos os resultados tenham dado negativo e temos que aplaudir todos os esforços feitos nesse evento, completou.
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