Atletismo · 14 out, 2011
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) confirmou que a fundista Simone Alves da Silva teve resultado positivo para a substância eritropoietina recombinante (EPO) na amostra de urina tomada após o Troféu Brasil de Atletismo, em agosto. Na ocasião, Simone foi vencedora e recordista das provas de 5.000 e 10.000 metros no Troféu, disputado em São Paulo.
Em reação ao resultado do exame, o Clube de Atletismo BM&F Bovespa publicou nota nesta sexta-feira (14/10) informando o desligamento da atleta. Segundo o comunicado, o Clube informa que segue rigorosamente a determinação do Código Mundial Antidoping e não concorda com qualquer transgressão à regra. Diante disso, tão logo os dirigentes do Clube foram notificados oficialmente dos fatos, decidiram desligar Simone Alves da Silva de seu quadro de atletas, conforme previsto no contrato firmado entre as partes.
O EPO é um hormônio que aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue, acelerando a oxigenação dos músculos. O treinador Nelson Evêncio, colunista do Webrun, explica que esse processo é uma maneira de aumentar a resistência e retardar o cansaço.
Assim como o treinamento em altitude aumenta a hemoglobina, o EPO tem efeito semelhante, mas potencializado, esclarece. Segundo Nelson, a utilização da substância proibida por Simone dificilmente foi acidental, uma vez que a forma de aplicação da EPO é por injeção.
O treinador revela que houve surpresa com o desempenho da fundista no Troféu Brasil de Atletismo. Ela chegou a abrir uma volta na segunda colocada, estava em um ritmo assustador, comenta, referindo-se à prova dos 10.000 metros que Simone correu em 31min16s.
Para Nelson, a fundista cometeu um erro muito grande. Estava na melhor equipe do País e pisou na bola. Em alusão ao comércio de substâncias ilícitas, ele afirma que seria uma boa oportunidade para investigarem e descobrir quem está vendendo.
Com o resultado do exame, a corredora está impedida também de participar dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (México) que tem início nesta sexta-feira. A nota do Clube de Atletismo BM&F Bovespa aproveita para informar que o Clube desenvolve programa de exames antidoping que serão realizados em seus atletas em períodos fora das competições. Além disso, os atletas serão incentivados por meio de bonificações a participarem dos testes.
Atletismo · 12 jul, 2011
Estamos às vésperas dos Jogos Pan Americanos, dos Jogos Militares Mundiais e em plena Copa América de futebol, como também o Mundial feminino de futebol, todos em 2011 e da esperada Copa do Mundo de futebol e dos Jogos Olímpicos! Nos últimos dois anos mais de 37 atletas de elite brasileiros foram pegos no exame antidoping, fora de competições. Doping no esporte é usar de meios ilícitos físicos ou farmacológicos para melhorar o desempenho, ou então causar no adversário e queda da performance.
Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas, que não devem ingerir deglutir ou usar nada, sequer pomadas, suplementos inocentes etc., sem antes perguntar ao médico especialista responsável pela equipe. Caso usem fármacos para tratamentos médicos, devem manter uma ficha médica atualizada e informada nas competições, não sendo considerado doping.
O pior: alguns profissionais da saúde não médicos foram os agentes que induziram os atletas ao uso de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular) e eritropoetina, diuréticos (furosemide), que por alterar a densidade urinária tornando-a mais diluída, dificultam a detecção quantitativa das substâncias proibidas.
O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016. Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo, pois curiosos, terapeutas ortomoleculares e alguns comerciantes de medicamentos atuam livremente pela internet, algo inaceitável
Atletas e esportistas preferem perguntar ao amigo se aquele suplemento faz mal ou não. As pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação quanto aos riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto. É duro ver destruição de carreiras, intoxicações por estimulantes desconhecidos, raízes de plantas, com graves efeitos colaterais como o tribullus, a Ma Huang e outras. Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA detectou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente entre nós, usam número falsos do Ministério da Saúde e estão contaminados (misturados) com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.
Afinal esperamos que os atletas cuidem rigorosamente de suas carreiras, não aceitem amostras grátis, nem acreditem em terapeutas não médicos e os culpados sejam excluídos do esporte, afinal a população precisa de ídolos limpos, que estão fazendo falta entre nós.
Atletismo · 18 dez, 2009
Este ano tem sido para nós brasileiros contraditório, já que ao lado da escolha para sede dos Jogos Militares Mundiais em 2011, sede da Copa do Mundo de futebol em 2014 e da inédita escolha para os Jogos Olímpicos de 2016, descobrimos que dezenas... sim dezenas de nossos melhores atletas (26 até agora) tiveram confirmado o uso de substâncias químicas proibidas no esporte, isto é, doping positivo. Para completar, recentemente tivemos confirmada a condenação por doping da nadadora Rebecca, pega nos Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro em 2007 e excluída das competições oficiais e infelizmente do envolvimento confesso da ginasta e campeã Daiane dos Santos.
O que podemos extrair dessa marola inicial que virou uma onda gigante, antes nunca vista entre nós?
1- Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas que não devem usar sequer pomadas ou cremes, sem antes perguntar ao seu médico do esporte, o especialista responsável pela equipe.
2- O pior: alguns profissionais da saúde NÃO MÉDICOS, que confessaram (ou estão sob suspeita), foram os agentes que induziram os atletas ao consumo de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular), diuréticos (furosemide), que alteram a densidade urinária mascarando a detecção de muitas substâncias proibidas na urina e estimulantes, que não seriam detectados pela baixa quantidade a ser ingerida.
3- O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016.
4- Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo que curiosos, ditos terapeutas e outros, como comerciantes de medicamentos e drogas que atuam livremente pela internet, sejam denunciados e punidos.
5- Os esportistas e outros não atletas que curtem atividades físicas acham mais fácil perguntar ao amigo do esporte sem formação médica, se aquele suplemento faz mal ou não, trazendo um perigo agora tornado visível. Pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação com os constatados riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto, porque dizem usar poucas doses. É triste ver atletas destruindo suas carreiras, jovens morrendo e outros se intoxicando pela utilização de substâncias químicas e raízes de plantas, agora decifradas pelos graves efeitos colaterais para a saúde imediata e futura (exemplo: o tribullus, a Ma Huang e outras).
Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA demonstrou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente e entre nós, alguns com número fajuto do Ministério da Saúde, estão contaminados com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.
Atletismo · 29 abr, 2009
A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) foi informada na última terça-feira pelo Comitê Olímpico Internacional que três atletas foram flagrados no teste antidoping, incluindo Rashid Ramzi, do Bareim. O campeão Olímpico dos 1.500m em Pequim testou positivo para uma nova forma do hormônio EPO, chamado de MIRCERA.
De acordo com um comunicado da Iaaf, o teste positivo se deu na re-análise das amostras colhidas pelo COI em Pequim e, a partir de agora, serão adotados os protocolos padrões para estes casos. Entre as ações, está o teste da Amostra B em oito de junho na França.
De acordo com a Agência Mundial Antidoping (Wada), o Código Mundial permite que processos disciplinares sejam abertos até oito anos após a data em que a violação ocorreu. Sugerimos aos atletas que pensam em fraudar a ter isso em mente daqui para frente, relata o presidente da entidade, John Fahey. Acreditamos que testes retrospectivos sirvam como um forte impedimento, completa.
Marroquino de origem, Rashid deu a primeira medalha olímpica do atletismo para o Bareim após cruzar a linha com o tempo de 3min32seg94. No Mundial de Helsinki, em 2005 na Finlândia, ele já havia vencido os 800 e os 1.500m.
O Comitê Olímpico do Bareim já foi notificado sobre o assunto, mas ainda não existe nenhum pronunciamento oficial sobre penas ou sanções ao atleta. O Comitê sente muito ter recebido esta notícia do COI, pois se assegurou que Ramzi passou por todos os testes antes dos jogos e todos deram negativo, relata um comunicado da entidade.
Além do atleta do Bareim, também foram testados como positivo os ciclistas Davide Rebellin, italiano medalha de prata em Pequim, e Stefan Schumacher, da Alemanha. Stefan já estava suspenso por dois anos depois de testar positivo na Volta da França.
Atletismo · 09 out, 2008
O COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou na última quarta-feira (08) que fará uma nova análise das amostras coletadas durante a Olimpíada de Pequim esse ano, na tentativa de detectar uma substância denominada Cera, um anabolizante de última geração. A medida foi tomada dois dias após o anúncio de mais um escândalo no Tour de France.
Dessa vez o ciclista italiano Leonardo Piepoli e o alemão Stefan Schumacher foram pegos utilizando a Cera, graças a uma nova técnica utilizada pelos laboratórios credenciados pelo Tour. Eles haviam sido testados anteriormente, mas o resultado foi negativo e graças a uma combinação de urina com sangue a positivação foi confirmada no novo teste.
As amostras coletadas em Pequim já estão sendo reenviadas ao laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) em Lausanne, na Suíça, mas os detalhes dos procedimentos e a quantidade de amostras a serem testadas novamente não foram divulgados. Segundo a Agência, isso ainda será discutido com o COI.
Como parte do programa de tolerância zero contra o doping, o COI armazena as amostras dos Jogos Olímpicos durante oito anos, o que possibilita análises futuras para detectar substâncias por meio de novas ferramentas. Esperamos que isso seja um forte impedimento para os atletas se doparem e que eles pensem duas vezes antes de trapacear, afirma o presidente do Comitê Olímpico Internacional Jacques Rogge.
Foram feitos 4.770 testes antidoping em Pequim, a maior quantidade em toda a história dos Jogos, sendo 3.801 de urina e 969 de sangue. Os testes de urina incluíram 817 para EPO, enquanto os de sangue englobaram 471 para o hGH, o hormônio humano de crescimento.
Atletismo · 15 ago, 2008
A equipe de atletismo da Jamaica tem reclamado da grande quantidade de testes antidoping fora de competição feitos em seus atletas nos últimos dias. Estamos preocupados que isso possa ter um sério efeito. Muitos testes têm sido feitos e achamos isso extremamente incomum, ressalta o chefe da delegação, Don Anderson. Em cinco dias firam feitos 32 testes.
Ainda de acordo com Anderson, eles não estão protestando, apenas achando incomum. Giselle Davies, representante do Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou que eles não receberam nenhuma reclamação oficial. Temos um programa de doping bem compreensivo, se alguém se sentir prejudicado, deve procurar as autoridades.
O velocista Asafa Poweel reclamou que os agentes o têm procurado com muita freqüência e tirado muito sangue de seu organismo, o que pode prejudica-lo na final dos 100m. Eles já me testaram quatro vezes e tenho certeza que o farão novamente. Não sei quanto aos outros atletas, mas sei que isso se aplica a mim e aos meus colegas Michael Frater e Usain Bolt.
A Agência Mundial Antidoping e o COI já avisaram antes do início dos Jogos que essa edição teria o controle mais rígido de toda a história, com novas medidas sendo tomadas para pegar os trapaceiros. As autoridades têm dado atenção especial aos velocistas, principalmente após os últimos casos de doping, como o de Justin Gatlin, ouro em Atenas e de Tim Montgomery, ouro no 4x100m de Sidney, que era cliente dos laboratórios Balco, produtores do esteróide THG.
Atletismo · 30 jul, 2008
A Olimpíada e Paraolimpíada de Pequim esse ano marcarão respectivamente a quinta e quarta participação da Agência Mundial Antidoping (Wada) na prestação de serviços de monitoramento anti-doping em Jogos. Além disso, a entidade terá uma função educacional, orientando os atletas.
Entre as principais funções da Wada estão testes pré-competição, revisão constante das substâncias de Uso Terapêutico (TUEs), aplicação de direitos de apelo, além da utilização do programa Athlete Outreach. Esse último testa atletas fora das competições e tem uma função educativa também para os treinadores.
Graças à parceria com a empresa de informática oficial dos jogos, a Wada montará um estande na vila olímpica e submeterá atletas e membros das comissões técnicas a um quiz sobre doping. Como recompensa pela participação eles ganharão um pen drive de 2GB e outros brindes.
Maratona · 27 jun, 2008
O maratonista etíope Ambesse Tolossa, campeão da maratona de Honolulu 2007, no Havaí, perdeu o título da competição por causa de doping. De acordo com agências internacionais, o resultado do teste de doping da prova deu positivo.
Com a desclassificação, o título da maratona de Honolulu foi para o queniano Jimmy Muindi. Esse foi a sexta vitória de Muindi na prova, o que o tornou o maratonista que venceu mais vezes a Maratona de Honolulu.
A Federação Etíope de Atletismo já suspendeu Tolossa, assim como órgão internacional da modalidade. Ele deve ficar afastado do esporte por dois anos.
Maratona · 03 jun, 2008
O pentacampeão olímpico Michael Johnson afirmou em entrevista às agências internacionais, que devolverá a medalha de ouro obtida na Olimpíada de Sidney em 2000, já que seu companheiro no revezamento 4x400m, Antonio Pettigrew, admitiu ter competido dopado. Sei que essa medalha não foi ganha de forma justa, ela é suja, ressalta o americano. Eu me sinto traído, completa.
Pettigrew assumiu a culpa mês passado durante a audiência com Trevor Graham, técnico do trio Justin Gatlin, Marion Jones e Tim Montgomery, que também são acusados de utilizar substâncias proibidas. O atleta de 40 anos afirma que Trevor o incentivava a injetar o hormônio sintético EPO, que aumenta a performance, além de hormônios masculinos para ganhar massa.
A confissão dele vai de encontro com as punições aos outros membros da equipe dos Estados Unidos no revezamento, Alvin e Calvin Harrison, além de Jerome Young, que também confessaram o uso de drogas. Young falhou num teste pré-jogos, mas foi autorizado a competir, pois as autoridades americanas preferiram não aplicar nenhum tipo de punição.
Já Calvin teve resultado positivo para um estimulante proibido em 2003 e foi suspenso por dois anos, enquanto Alvin aceitou ficar afastado por quatro anos das competições, depois de ter admitido o uso de substâncias para o aumento da performance. A vitória do revezamento 4x400m em 2000 foi o quinto e último ouro da ilustre carreira de Michael Johnson.
Atualmente com 40 anos, ele também venceu nove campeonatos mundiais e ainda ostenta o recorde mundial dos 200m e 400m. Depois de ouvir tantas notícias sobre atletas que trapacearam, cheguei a ponto de não me surpreender mais, porém desta vez foi diferente. Eu o considerava Antonio um amigo, me surpreendeu mais do que qualquer outra história, enfatiza Johnson.
Atletismo · 20 mar, 2008
A Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) anunciou detalhes das estatísticas do programa antidoping do ano passado, incluindo o número de testes realizados. Entre primeiro de janeiro e 31 de dezembro de 2007, a entidade conduziu 3.277 testes, sendo 1.426 nas competições e 1.759 fora delas, num total aproximado de 20 mil amostras coletadas nos esportes de pista e campo.
Foram anunciados 10 resultados positivos, sendo oito deles fora de competição, mas ainda existem alguns casos pendentes aguardando o resultado do processo e a decisão final. A entidade anuncia como positivos apenas os casos em que os resultados finais sejam relatados.
Estou orgulhoso que a Iaaf continue a conduzir um dos maiores testes fora de competição e é importante ressaltar que grande parte dos resultados positivos é proveniente deste tipo de teste, informa o presidente da entidade, Lamine Diack. Após o encerramento do Mundial de Atletismo, nos focamos nos atletas que devem competir, ou que tenham chances de obter uma vaga para a Olimpíada de Pequim. Conduziremos cerca de mil testes até o início dos jogos, completa Diack.
Confira a seguir a quantidade de testes e os métodos utilizados.
Urina convencional: Nenhum antes de competições; 882 nas competições e 1024 fora delas, num total de 1.906.
Urina mais EPO: 92 antes, 554 nas competições e 735 fora delas, num total de 1371.
Amostras de sangue: 615 antes das competições e nenhum durante e fora delas.
Transfusões de sangue Nenhum antes e fora das competições e 103 durante.
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