
Rashid Ramzi havia dado a primeira medalha do atletismo para o Bareim (foto: Sandy McCutcheo/ Licença Creative Commons)
A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) foi informada na última terça-feira pelo Comitê Olímpico Internacional que três atletas foram flagrados no teste antidoping, incluindo Rashid Ramzi, do Bareim. O campeão Olímpico dos 1.500m em Pequim testou positivo para uma nova forma do hormônio EPO, chamado de MIRCERA.
De acordo com um comunicado da Iaaf, o teste positivo se deu na re-análise das amostras colhidas pelo COI em Pequim e, a partir de agora, serão adotados os protocolos padrões para estes casos. Entre as ações, está o teste da Amostra B em oito de junho na França.
De acordo com a Agência Mundial Antidoping (Wada), o Código Mundial permite que processos disciplinares sejam abertos até oito anos após a data em que a violação ocorreu. Sugerimos aos atletas que pensam em fraudar a ter isso em mente daqui para frente, relata o presidente da entidade, John Fahey. Acreditamos que testes retrospectivos sirvam como um forte impedimento, completa.
Marroquino de origem, Rashid deu a primeira medalha olímpica do atletismo para o Bareim após cruzar a linha com o tempo de 3min32seg94. No Mundial de Helsinki, em 2005 na Finlândia, ele já havia vencido os 800 e os 1.500m.
O Comitê Olímpico do Bareim já foi notificado sobre o assunto, mas ainda não existe nenhum pronunciamento oficial sobre penas ou sanções ao atleta. O Comitê sente muito ter recebido esta notícia do COI, pois se assegurou que Ramzi passou por todos os testes antes dos jogos e todos deram negativo, relata um comunicado da entidade.
Além do atleta do Bareim, também foram testados como positivo os ciclistas Davide Rebellin, italiano medalha de prata em Pequim, e Stefan Schumacher, da Alemanha. Stefan já estava suspenso por dois anos depois de testar positivo na Volta da França.
Este texto foi escrito por: Webrun