Cobertura_SaoSilvestre_2010

Entrega antecipada das medalhas da São Silvestre continua gerando polêmica

Entre as mudanças anunciadas pelos organizadores da Corrida Internacional de São Silvestre este ano, a notícia sobre a entrega antecipada das medalhas permanece provocando insatisfação entre os participantes. Apesar de diversos argumentos mencionados pela organização, a medalha vir junto ao kit, na opinião de muitos corredores, não se justifica.

“No final da prova, já cansado, a melhor coisa é pegar a sacolinha de frutas e olhar a medalha. A banana e a maçã não sobra porque a gente come. Mas quando a gente sai da disputa com medalha no pescoço a sensação é outra”, garante Sérgio Borges, que participa da competição pela décima vez este ano. “Acho que o conceito da medalha é depois da conquista. Não faz o menor sentido você pegar antes”, acrescenta.

Assim como Sérgio Borges, o corredor Nelson Valente, outro veterano da prova, também reclama da mudança. “Já existem algumas questões complicadas, como o horário da largada da prova, que já desmotiva por conta do forte calor. Agora saber que finalizarei o percurso e não receberei a medalha logo depois desanima ainda mais”, reclama o atleta que já marcou presença sete vezes na São Silvestre.

“Eu e muitos outros competidores nos preparamos o ano inteiro para este evento. De repente a gente descobre que muita gente despreparada, incapaz de completar o trajeto, também terá uma medalha como a minha e a de quem enfrentou os 15 quilômetros até o fim. Isso é completamente injusto”, ressalta Nelson. Para o corredor, o ideal seria que essa mudança fosse informada antes das inscrições serem abertas, pois todos estariam conscientes em participar da prova mesmo com essa alteração.

Em entrevista concedida a uma emissora de rádio da capital paulista, na última sexta-feira, um dos organizadores da competição, Julio Deodoro, afirmou que a entrega das medalhas acontecia no estacionamento do antigo Casarão Matarazzo, mas o local virou canteiro de obras para a construção de um edifício. Diante desta situação foi preciso pensar em uma maneira de fazer rapidamente a dispersão, para evitar tumulto e garantir a segurança dos atletas.

Uma das alternativas sugeridas pelos organizadores, de acordo com Deodoro, foi mudar a chegada para o Parque do Ibirapuera, o que foi negado pela CET. Além disso, o diretor disse que essa mudança vinha sendo discutida há algum tempo, pois enquanto alguns corredores estão finalizando a prova, muita gente está indo para Av. Paulista passar o Reveillón. Já em nota oficial ao Webrun, a organização da prova informou que a medida inédita foi tomada porque este ano o chip de cronometragem será descartável e até o ano passado a medalha era trocada pelo chip (não descartável), após a corrida.


Entrega antecipada das medalhas da São Silvestre continua gerando polêmica

Corridas de Rua · 20 dez, 2010

Entre as mudanças anunciadas pelos organizadores da Corrida Internacional de São Silvestre este ano, a notícia sobre a entrega antecipada das medalhas permanece provocando insatisfação entre os participantes. Apesar de diversos argumentos mencionados pela organização, a medalha vir junto ao kit, na opinião de muitos corredores, não se justifica.

“No final da prova, já cansado, a melhor coisa é pegar a sacolinha de frutas e olhar a medalha. A banana e a maçã não sobra porque a gente come. Mas quando a gente sai da disputa com medalha no pescoço a sensação é outra”, garante Sérgio Borges, que participa da competição pela décima vez este ano. “Acho que o conceito da medalha é depois da conquista. Não faz o menor sentido você pegar antes”, acrescenta.

Assim como Sérgio Borges, o corredor Nelson Valente, outro veterano da prova, também reclama da mudança. “Já existem algumas questões complicadas, como o horário da largada da prova, que já desmotiva por conta do forte calor. Agora saber que finalizarei o percurso e não receberei a medalha logo depois desanima ainda mais”, reclama o atleta que já marcou presença sete vezes na São Silvestre.

“Eu e muitos outros competidores nos preparamos o ano inteiro para este evento. De repente a gente descobre que muita gente despreparada, incapaz de completar o trajeto, também terá uma medalha como a minha e a de quem enfrentou os 15 quilômetros até o fim. Isso é completamente injusto”, ressalta Nelson. Para o corredor, o ideal seria que essa mudança fosse informada antes das inscrições serem abertas, pois todos estariam conscientes em participar da prova mesmo com essa alteração.

Em entrevista concedida a uma emissora de rádio da capital paulista, na última sexta-feira, um dos organizadores da competição, Julio Deodoro, afirmou que a entrega das medalhas acontecia no estacionamento do antigo Casarão Matarazzo, mas o local virou canteiro de obras para a construção de um edifício. Diante desta situação foi preciso pensar em uma maneira de fazer rapidamente a dispersão, para evitar tumulto e garantir a segurança dos atletas.

Uma das alternativas sugeridas pelos organizadores, de acordo com Deodoro, foi mudar a chegada para o Parque do Ibirapuera, o que foi negado pela CET. Além disso, o diretor disse que essa mudança vinha sendo discutida há algum tempo, pois enquanto alguns corredores estão finalizando a prova, muita gente está indo para Av. Paulista passar o Reveillón. Já em nota oficial ao Webrun, a organização da prova informou que a medida inédita foi tomada porque este ano o chip de cronometragem será descartável e até o ano passado a medalha era trocada pelo chip (não descartável), após a corrida.

Treinão no Percurso da São Silvestre reúne 400 pessoas em SP

Às 6h45 do domingo (19/12) centenas de pessoas saíram da Av. Paulista para percorrer o famoso trajeto da São Silvestre, que inclui importantes avenidas e ruas do centro de São Paulo. O famoso Treinão, organizado pela Associação dos Treinadores de Corrida da cidade, acontece há 15 anos e nesta edição arrecadou 300kg de alimentos não perecíveis para duas instituições.

A doação beneficiará o Lar Nefesh, entidade que cuida de crianças carentes e também a Atitude Paradesportiva, que atende portadores de necessidades especiais. Segundo Nelson Evêncio, presidente da entidade, além da ação social, o evento foi uma grande confraternização entre as assessorias esportivas.

"Os participantes elogiaram muito a organização e o apoio no percurso, com bikes, carros, postos de água gelada e hidratante. Tivemos pessoas da diretoria da ATC, treinadores associados, staffs e voluntários. Todos trabalhando bastante”, conta Nelson Evêncio, presidente da ATC, que também afirmou que apesar do grande número de pessoas presente no treinão, apenas 50% participará da prova do próximo dia 31. “Muitos vão mesmo para comemorar a chegada do final do ano e se encontrar com os amigos”.

Ainda segundo Evêncio, em função do transito não bloqueado, o número de inscritos foi limitado e o horário da largada foi marcado para bem cedo, o que tornou a prova mais agradável por conta da temperatura mais amena. "A cada ano nosso treinão cresce mais e temos que proporcionar uma boa organização, acima de tudo tomando todo o cuidado com a integridade física dos participantes”, completa.


Treinão no Percurso da São Silvestre reúne 400 pessoas em SP

Corridas de Rua · 20 dez, 2010

Às 6h45 do domingo (19/12) centenas de pessoas saíram da Av. Paulista para percorrer o famoso trajeto da São Silvestre, que inclui importantes avenidas e ruas do centro de São Paulo. O famoso Treinão, organizado pela Associação dos Treinadores de Corrida da cidade, acontece há 15 anos e nesta edição arrecadou 300kg de alimentos não perecíveis para duas instituições.

A doação beneficiará o Lar Nefesh, entidade que cuida de crianças carentes e também a Atitude Paradesportiva, que atende portadores de necessidades especiais. Segundo Nelson Evêncio, presidente da entidade, além da ação social, o evento foi uma grande confraternização entre as assessorias esportivas.

"Os participantes elogiaram muito a organização e o apoio no percurso, com bikes, carros, postos de água gelada e hidratante. Tivemos pessoas da diretoria da ATC, treinadores associados, staffs e voluntários. Todos trabalhando bastante”, conta Nelson Evêncio, presidente da ATC, que também afirmou que apesar do grande número de pessoas presente no treinão, apenas 50% participará da prova do próximo dia 31. “Muitos vão mesmo para comemorar a chegada do final do ano e se encontrar com os amigos”.

Ainda segundo Evêncio, em função do transito não bloqueado, o número de inscritos foi limitado e o horário da largada foi marcado para bem cedo, o que tornou a prova mais agradável por conta da temperatura mais amena. "A cada ano nosso treinão cresce mais e temos que proporcionar uma boa organização, acima de tudo tomando todo o cuidado com a integridade física dos participantes”, completa.

Três atletas da BM&F Bovespa representam o Brasil no próximo dia 31

Três atletas brasileiras tentarão acabar com a hegemonia das africanas na Corrida Internacional de São Silvestre no próximo dia 31: Fabiana Cristine da Silva (vice-campeã da edição de 2008), Cruz Nonata (quinta colocada em 2009) e Simone Alves da Silva. As atletas, da BM&F Bovespa, são as três fortes candidatas ao pódio da última corrida de 2010.

Fabiana Cristine da Silva venceu os 5.000m e os 10.000 m do Troféu Brasil, em setembro, disputou mais uma série de competições e foi vice-campeã da Corrida Internacional Cidade de Guarulhos no último domingo (12/12). "Para quem corre na rua é importante competir o ano todo para manter o ritmo. Neste ano consegui os resultados que esperava em todas as provas que disputei e não tive lesões", diz entusiasmada.

Para ganhar mais força, Fabiana também vem fazendo treinos mais longos. "A São Silvestre é uma prova muito dura. É preciso controlar o desespero de cruzar logo a linha de chegada", acrescenta a atleta que está confiante em melhorar o tempo conquistado em 2008. "Naquele ano tinha feito um treinamento todo focado na prova e uma semana antes comecei a me sentir mal. Tive que mudar toda a estratégia, pois tudo depende de como você estará no dia", reflete.

Assim como Fabiane, Cruz Nonata também vive uma ótima fase, foi vice-campeã nos 5.000m e nos 10.000m do Troféu Brasil e também conquistou três vitórias sobre as quenianas nesta temporada: se consagrou como bicampeã da 10K Brasil, em São Paulo, superando Dorcas Jepchirchir Kiptarus; depois conquistou uma medalha de ouro na 10K da Virada Esportiva (chegou à frente de Ednah Mukhwa), e também venceu a 10K Rio Corrida Pan-Americana, no Rio de Janeiro, onde bateu o recorde da prova em 34min13 e deixou para trás a corredora Bornes Jepkirui Kitur .

Perspectivas - Para José Alessandro da Silva, orientador de Cruz na cidade de Ceilândia, em Brasília, a atleta está fazendo um trabalho de base, focando principalmente a resistência e a força. “Mesmo com esse treinamento ela vem conseguindo correr bem, o que traz perspectivas de melhorar o resultado na São Silvestre", analisa. "Mas a São Silvestre é uma prova traiçoeira. Vai depender de vários fatores, como o clima, o ritmo das adversárias e as condições da própria Cruz”.

Já de acordo com Adauto Domingues, técnico das fundistas, a prova feminina é sempre mais complicada, porque há mais equilíbrio entre as competidoras. Mas, se a situação atual se mantiver, com a participação das quenianas que já estão aqui, tanto a Fabiana, Cruz e Simone têm grandes chances de ir ao pódio.

Sobre a corredora Simone Alves da Silva, que completa o trio feminino da equipe azul e branca, Adauto Domingues afirma que ela também vem treinando bem, embora esteja sem ritmo de competição por estar três meses sem participar de provas. “A Simone fez uma boa temporada em sua estreia na pista e pode brigar pelo pódio". A última brasileira a vencer a São Silvestre foi Lucélia Peres, em 2006. Antes dela, Marizete Rezende (2002), Maria Zeferina Baldaia (2001), Roseli Machado (1996) e Carmem Oliveira (1995) representaram o Brasil no topo do pódio.


Três atletas da BM&F Bovespa representam o Brasil no próximo dia 31

Corridas de Rua · 16 dez, 2010

Três atletas brasileiras tentarão acabar com a hegemonia das africanas na Corrida Internacional de São Silvestre no próximo dia 31: Fabiana Cristine da Silva (vice-campeã da edição de 2008), Cruz Nonata (quinta colocada em 2009) e Simone Alves da Silva. As atletas, da BM&F Bovespa, são as três fortes candidatas ao pódio da última corrida de 2010.

Fabiana Cristine da Silva venceu os 5.000m e os 10.000 m do Troféu Brasil, em setembro, disputou mais uma série de competições e foi vice-campeã da Corrida Internacional Cidade de Guarulhos no último domingo (12/12). "Para quem corre na rua é importante competir o ano todo para manter o ritmo. Neste ano consegui os resultados que esperava em todas as provas que disputei e não tive lesões", diz entusiasmada.

Para ganhar mais força, Fabiana também vem fazendo treinos mais longos. "A São Silvestre é uma prova muito dura. É preciso controlar o desespero de cruzar logo a linha de chegada", acrescenta a atleta que está confiante em melhorar o tempo conquistado em 2008. "Naquele ano tinha feito um treinamento todo focado na prova e uma semana antes comecei a me sentir mal. Tive que mudar toda a estratégia, pois tudo depende de como você estará no dia", reflete.

Assim como Fabiane, Cruz Nonata também vive uma ótima fase, foi vice-campeã nos 5.000m e nos 10.000m do Troféu Brasil e também conquistou três vitórias sobre as quenianas nesta temporada: se consagrou como bicampeã da 10K Brasil, em São Paulo, superando Dorcas Jepchirchir Kiptarus; depois conquistou uma medalha de ouro na 10K da Virada Esportiva (chegou à frente de Ednah Mukhwa), e também venceu a 10K Rio Corrida Pan-Americana, no Rio de Janeiro, onde bateu o recorde da prova em 34min13 e deixou para trás a corredora Bornes Jepkirui Kitur .

Perspectivas - Para José Alessandro da Silva, orientador de Cruz na cidade de Ceilândia, em Brasília, a atleta está fazendo um trabalho de base, focando principalmente a resistência e a força. “Mesmo com esse treinamento ela vem conseguindo correr bem, o que traz perspectivas de melhorar o resultado na São Silvestre", analisa. "Mas a São Silvestre é uma prova traiçoeira. Vai depender de vários fatores, como o clima, o ritmo das adversárias e as condições da própria Cruz”.

Já de acordo com Adauto Domingues, técnico das fundistas, a prova feminina é sempre mais complicada, porque há mais equilíbrio entre as competidoras. Mas, se a situação atual se mantiver, com a participação das quenianas que já estão aqui, tanto a Fabiana, Cruz e Simone têm grandes chances de ir ao pódio.

Sobre a corredora Simone Alves da Silva, que completa o trio feminino da equipe azul e branca, Adauto Domingues afirma que ela também vem treinando bem, embora esteja sem ritmo de competição por estar três meses sem participar de provas. “A Simone fez uma boa temporada em sua estreia na pista e pode brigar pelo pódio". A última brasileira a vencer a São Silvestre foi Lucélia Peres, em 2006. Antes dela, Marizete Rezende (2002), Maria Zeferina Baldaia (2001), Roseli Machado (1996) e Carmem Oliveira (1995) representaram o Brasil no topo do pódio.

São Silvestre: um caso de amor e ódio com os corredores

Estamos a poucos dias da mais tradicional corrida pedestre do país, a Corrida Internacional de São Silvestre. Se você participa de corridas de rua com freqüência, mas assim como eu este ano não irá participar da prova, é bom ter na ponta da língua uma boa justificativa. Isso porque, muita gente do seu ciclo de amizades que não corre, ficará desapontada e até indignada com sua resposta negativa, afinal, na cabeça de quem não pertence ao universo da corrida, como pode alguém treinar quase todos os dias e não participar da mais famosa corrida do país?

Aliás, a pergunta mais feita nesta esta época do ano por não corredores a corredores, é disparada se a pessoa vai ou não correr a São Silvestre. Se a resposta for positiva, muita gente irá perguntar quais são suas reais chances de vencer a prova, mesmo que você tenha outra profissão, que não possua qualquer biótipo de corredor e que corra simplesmente para se divertir ou cuidar da saúde.

São vários os fatores que tornam a São Silvestre uma corrida tão badalada. Dentre deles, o fato de estarmos na 86ª edição, dela acontecer justamente no último dia do ano, dia em que muitos de nós tradicionalmente encerramos velhos e iniciamos novos ciclos, mas, sobretudo, à já tradicional transmissão da Rede Globo de Televisão, que neste dia alcança seu melhor pico de audiência quando o assunto é corrida de rua. Isso faz com que muitas pessoas não ligadas à corrida acabem acompanhando o evento e tendo algum envolvimento.

Outro fator muito positivo da São Silvestre, é que ela acaba virando um bom desafio a muitos sedentários, que motivados pelo objetivo de uma vida mais saudável, de um corpo mais esguio, ou até por apostas feitas entre os colegas, acabam tendo como completá-la um excelente pretexto para fechar o ano com chave de ouro e daí por diante começar uma nova vida. Como treinador, diria que já ouvi histórias de pessoas que começaram a correr ao ver aquela multidão correndo pela TV ou a emocionante vitória de um brasileiro sendo comemorada ao som de nosso magnífico Hino Nacional.

Mas infelizmente a São Silvestre não é somente glamour. Eu seria muito omisso se deixasse de dizer que aquela largada que a TV mostra como algo muito legal, é um verdadeiro tormento para quem treina com dedicação e corre pensando em fazer um bom resultado. Aquela largada lotada é um desrespeito ao consumidor que paga caro por uma inscrição e maior desrespeito ainda com as mulheres, que agora largam junto com os homens e ficam ali espremidas como gado no meio da multidão. Confesso que não recomendo essa muvuca toda a atletas, colegas, namorada, esposa, filha ou quem quer que seja. Hoje em dia, recomendo sair lá no fundão, esperar os 20 mil correrem por algum tempo e só então iniciar a corrida, de forma descomprometida e sem qualquer tipo de pretensão que não seja diversão, pois para correr sério definitivamente não dá.

Ame-a ou deixe-a - E não é só a largada que é ruim e faz com que os corredores mais experientes acabem excluindo nossa tão tradicional corrida de seus calendários. Em dias de muito calor, muito comuns nesta época do ano, sobretudo em torno das 17h, hora da largada, em muitos dos pontos a água servida costuma estar muito quente, o que prejudica completamente o desempenho dos participantes. Já ouvi várias vezes a organização se defender dizendo o contrário, mas o fato é que a maioria dos corredores já provou aquela água, sobretudo no ponto próximo ao viaduto do Pacaembu, onde um pacotinho de chá sacado do bolso daria um belo de um mate quente!

No mais, o percurso muito difícil e o clima muito quente, acabam tornando a prova ainda mais desafiadora. Aquela multidão toda nas calçadas torcendo ou tirando sarro é algo muito bom e infelizmente ainda não tão comum nas demais provas pelo país. A farra que fazem todos aqueles personagens fantasiados torna a corrida algo indispensável ao curriculum de qualquer corredor brasileiro. Vencer a temida subida da Brigadeiro, entrar na Avenida Paulista, avistar de longe o tão desejado pórtico de chegada e depois cruzá-lo, provocam um conjunto de sensações e emoções difíceis de serem descritos!

Tanto no Brasil, quanto fora, há muitas outras provas melhor organizadas e onde o corredor é muito mais bem tratado, o que justifica o fato da maioria dos corredores mais experientes evitarem a São Silvestre. Mas, sem dúvida é uma grande diversão e uma boa meta poder fechar o ano numa das maiores festas do atletismo brasileiro. Tanto que conheço muita gente que só participa desta prova durante o ano inteiro, mesmo tendo mais de 500 outras pelo país, e ainda gente que reclama de tudo ao terminar, mas que não vê a hora de abrirem novamente as inscrições para no dia 31 de dezembro do ano seguinte.

Diz uma frase muito interessante do departamento de marketing de uma grande empresa brasileira: “quem compete somente com preço e qualidade sai perdendo. Ganha aquele cujo produto virá objeto de desejo.” E a São Silvestre é isso aí. Ame-a ou deixe-a!


São Silvestre: um caso de amor e ódio com os corredores

Corridas de Rua · 15 dez, 2010

Estamos a poucos dias da mais tradicional corrida pedestre do país, a Corrida Internacional de São Silvestre. Se você participa de corridas de rua com freqüência, mas assim como eu este ano não irá participar da prova, é bom ter na ponta da língua uma boa justificativa. Isso porque, muita gente do seu ciclo de amizades que não corre, ficará desapontada e até indignada com sua resposta negativa, afinal, na cabeça de quem não pertence ao universo da corrida, como pode alguém treinar quase todos os dias e não participar da mais famosa corrida do país?

Aliás, a pergunta mais feita nesta esta época do ano por não corredores a corredores, é disparada se a pessoa vai ou não correr a São Silvestre. Se a resposta for positiva, muita gente irá perguntar quais são suas reais chances de vencer a prova, mesmo que você tenha outra profissão, que não possua qualquer biótipo de corredor e que corra simplesmente para se divertir ou cuidar da saúde.

São vários os fatores que tornam a São Silvestre uma corrida tão badalada. Dentre deles, o fato de estarmos na 86ª edição, dela acontecer justamente no último dia do ano, dia em que muitos de nós tradicionalmente encerramos velhos e iniciamos novos ciclos, mas, sobretudo, à já tradicional transmissão da Rede Globo de Televisão, que neste dia alcança seu melhor pico de audiência quando o assunto é corrida de rua. Isso faz com que muitas pessoas não ligadas à corrida acabem acompanhando o evento e tendo algum envolvimento.

Outro fator muito positivo da São Silvestre, é que ela acaba virando um bom desafio a muitos sedentários, que motivados pelo objetivo de uma vida mais saudável, de um corpo mais esguio, ou até por apostas feitas entre os colegas, acabam tendo como completá-la um excelente pretexto para fechar o ano com chave de ouro e daí por diante começar uma nova vida. Como treinador, diria que já ouvi histórias de pessoas que começaram a correr ao ver aquela multidão correndo pela TV ou a emocionante vitória de um brasileiro sendo comemorada ao som de nosso magnífico Hino Nacional.

Mas infelizmente a São Silvestre não é somente glamour. Eu seria muito omisso se deixasse de dizer que aquela largada que a TV mostra como algo muito legal, é um verdadeiro tormento para quem treina com dedicação e corre pensando em fazer um bom resultado. Aquela largada lotada é um desrespeito ao consumidor que paga caro por uma inscrição e maior desrespeito ainda com as mulheres, que agora largam junto com os homens e ficam ali espremidas como gado no meio da multidão. Confesso que não recomendo essa muvuca toda a atletas, colegas, namorada, esposa, filha ou quem quer que seja. Hoje em dia, recomendo sair lá no fundão, esperar os 20 mil correrem por algum tempo e só então iniciar a corrida, de forma descomprometida e sem qualquer tipo de pretensão que não seja diversão, pois para correr sério definitivamente não dá.

Ame-a ou deixe-a - E não é só a largada que é ruim e faz com que os corredores mais experientes acabem excluindo nossa tão tradicional corrida de seus calendários. Em dias de muito calor, muito comuns nesta época do ano, sobretudo em torno das 17h, hora da largada, em muitos dos pontos a água servida costuma estar muito quente, o que prejudica completamente o desempenho dos participantes. Já ouvi várias vezes a organização se defender dizendo o contrário, mas o fato é que a maioria dos corredores já provou aquela água, sobretudo no ponto próximo ao viaduto do Pacaembu, onde um pacotinho de chá sacado do bolso daria um belo de um mate quente!

No mais, o percurso muito difícil e o clima muito quente, acabam tornando a prova ainda mais desafiadora. Aquela multidão toda nas calçadas torcendo ou tirando sarro é algo muito bom e infelizmente ainda não tão comum nas demais provas pelo país. A farra que fazem todos aqueles personagens fantasiados torna a corrida algo indispensável ao curriculum de qualquer corredor brasileiro. Vencer a temida subida da Brigadeiro, entrar na Avenida Paulista, avistar de longe o tão desejado pórtico de chegada e depois cruzá-lo, provocam um conjunto de sensações e emoções difíceis de serem descritos!

Tanto no Brasil, quanto fora, há muitas outras provas melhor organizadas e onde o corredor é muito mais bem tratado, o que justifica o fato da maioria dos corredores mais experientes evitarem a São Silvestre. Mas, sem dúvida é uma grande diversão e uma boa meta poder fechar o ano numa das maiores festas do atletismo brasileiro. Tanto que conheço muita gente que só participa desta prova durante o ano inteiro, mesmo tendo mais de 500 outras pelo país, e ainda gente que reclama de tudo ao terminar, mas que não vê a hora de abrirem novamente as inscrições para no dia 31 de dezembro do ano seguinte.

Diz uma frase muito interessante do departamento de marketing de uma grande empresa brasileira: “quem compete somente com preço e qualidade sai perdendo. Ganha aquele cujo produto virá objeto de desejo.” E a São Silvestre é isso aí. Ame-a ou deixe-a!

Alguns atletas do Cruzeiro já estão selecionados para a São Silvestre

No próximo dia 31 a Corrida Internacional de São Silvestre promete forte emoção para os competidores africanos e brasileiros, técnicos e plateia que acompanharão o duelo dos atletas de elite pelas principais ruas e avenidas do centro de São Paulo. A menos de uma semana, alguns nomes do atletismo africano foram confirmados para a prova, bem como a presença de Marílson Gomes, mas além deles estarão outros atletas brasileiros em busca de vitória na corrida internacional.

O técnico da equipe do cruzeiro, Alexandre Minardi, já anunciou quais corredores do time azul devem brigar pelo pódio, são eles: Franck Caldeira (ganhador da prova em 2006), Giomar Pereira da Silva (atual segundo colocado do ranking Caixa/CBAt), Marcos Alexandre Elias (melhor brasileiro na maratona de São Paulo deste ano), Luiz Paulo Antunes (ganhador de algumas etapas do Circuito de Corridas da Caixa) e Adriana Rosa (vice-campeã dos 15k Sargento Gonzaguinha).

Alexandre considera os corredores do Cruzeiro como alguns dos melhores do Brasil, entretanto, garante que o grande favorito da disputa deste ano é Marilson Gomes. “Já falei para os meus atletas que vão para São Silvestre se preocuparem só com o Marílson e esquecerem os africanos. Também alertei o perigo de marcá-lo durante a disputa”.

Ainda de acordo com Minardi, o atleta do Cruzeiro com grandes chances de vencer é Franck Caldeira. “O Marílson é um grande rival, mas também nunca se sabe, é imprevisível o que pode acontecer. Às vezes um competidor passa mal e nesta circunstância creio que Franck teria possibilidades de liderar”.

Na categoria feminina, o treinador aposta na corredora Adriana Rosa, única atleta do Cruzeiro confirmada até o momento para a competição do próximo dia 31. “Ela é mineira, mas tem um biotipo incrível, melhor até do que muitas atletas africanas. Tenho certeza que um bom trabalho será capaz de transformá-la numa das melhores atletas do Brasil”, revela.

Há 28 anos no Cruzeiro, o técnico defende os corredores do país com unhas e dentes e levanta a bandeira na luta por maior investimento do país no atletismo. “Eu sempre fui contra a presença de muitos estrangeiros nas provas por aqui. Acho que deveria ser limitado para a concorrência não ficar tão desleal”, diz o técnico. “Felizmente o apoio para a modalidade no Brasil já melhorou, mas ainda precisamos de mais avanços”, completa.


Alguns atletas do Cruzeiro já estão selecionados para a São Silvestre

Corridas de Rua · 14 dez, 2010

No próximo dia 31 a Corrida Internacional de São Silvestre promete forte emoção para os competidores africanos e brasileiros, técnicos e plateia que acompanharão o duelo dos atletas de elite pelas principais ruas e avenidas do centro de São Paulo. A menos de uma semana, alguns nomes do atletismo africano foram confirmados para a prova, bem como a presença de Marílson Gomes, mas além deles estarão outros atletas brasileiros em busca de vitória na corrida internacional.

O técnico da equipe do cruzeiro, Alexandre Minardi, já anunciou quais corredores do time azul devem brigar pelo pódio, são eles: Franck Caldeira (ganhador da prova em 2006), Giomar Pereira da Silva (atual segundo colocado do ranking Caixa/CBAt), Marcos Alexandre Elias (melhor brasileiro na maratona de São Paulo deste ano), Luiz Paulo Antunes (ganhador de algumas etapas do Circuito de Corridas da Caixa) e Adriana Rosa (vice-campeã dos 15k Sargento Gonzaguinha).

Alexandre considera os corredores do Cruzeiro como alguns dos melhores do Brasil, entretanto, garante que o grande favorito da disputa deste ano é Marilson Gomes. “Já falei para os meus atletas que vão para São Silvestre se preocuparem só com o Marílson e esquecerem os africanos. Também alertei o perigo de marcá-lo durante a disputa”.

Ainda de acordo com Minardi, o atleta do Cruzeiro com grandes chances de vencer é Franck Caldeira. “O Marílson é um grande rival, mas também nunca se sabe, é imprevisível o que pode acontecer. Às vezes um competidor passa mal e nesta circunstância creio que Franck teria possibilidades de liderar”.

Na categoria feminina, o treinador aposta na corredora Adriana Rosa, única atleta do Cruzeiro confirmada até o momento para a competição do próximo dia 31. “Ela é mineira, mas tem um biotipo incrível, melhor até do que muitas atletas africanas. Tenho certeza que um bom trabalho será capaz de transformá-la numa das melhores atletas do Brasil”, revela.

Há 28 anos no Cruzeiro, o técnico defende os corredores do país com unhas e dentes e levanta a bandeira na luta por maior investimento do país no atletismo. “Eu sempre fui contra a presença de muitos estrangeiros nas provas por aqui. Acho que deveria ser limitado para a concorrência não ficar tão desleal”, diz o técnico. “Felizmente o apoio para a modalidade no Brasil já melhorou, mas ainda precisamos de mais avanços”, completa.

São Silvestre completa o número de vagas e encerra as inscrições

O número limite de participantes da Corrida Internacional de São Silvestre foi atingido nesta segunda-feira e serão 20 mil competidores na prova do próximo dia 31. Este número de vagas existe há quatro anos e, de acordo com os organizadores, não é possível ultrapassar essa quantidade.

Em 2009, a inscrição da prova encerrou no dia primeiro de dezembro, 12 dias antes do que este ano. O percurso da tradicional disputa, que acontece nas principais ruas e avenidas do centro da capital paulista é o mesmo das últimas temporadas, com total de 15 quilômetros. A largada será feita em frente ao Masp (Avenida Paulista, 1578) e a chegada ocorrerá em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900).

O participante deverá retirar o kit e o chip de cronometragem a partir do dia 28, no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, na Rua Abílio Soares, 1.300. Nos dias 28 e 29 a entrega será feita das 9 às 19 horas, já no dia 30 os inscritos poderão retirar das 9 às 17 horas. Vale lembrar que o material não será distribuído no dia da prova.

Na edição passada, os quenianos dominaram com os três primeiros lugares: James Kwambai, Elias Chelimo e Robert Cheruiyot. A queniana Pasalia Chepkorir também foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada. Entre os melhores representantes nacionais ficaram os atletas Clodoaldo Gomes da Silva (oitavo lugar) e Marily dos Santos (terceira colocada)


São Silvestre completa o número de vagas e encerra as inscrições

Corridas de Rua · 13 dez, 2010

O número limite de participantes da Corrida Internacional de São Silvestre foi atingido nesta segunda-feira e serão 20 mil competidores na prova do próximo dia 31. Este número de vagas existe há quatro anos e, de acordo com os organizadores, não é possível ultrapassar essa quantidade.

Em 2009, a inscrição da prova encerrou no dia primeiro de dezembro, 12 dias antes do que este ano. O percurso da tradicional disputa, que acontece nas principais ruas e avenidas do centro da capital paulista é o mesmo das últimas temporadas, com total de 15 quilômetros. A largada será feita em frente ao Masp (Avenida Paulista, 1578) e a chegada ocorrerá em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900).

O participante deverá retirar o kit e o chip de cronometragem a partir do dia 28, no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, na Rua Abílio Soares, 1.300. Nos dias 28 e 29 a entrega será feita das 9 às 19 horas, já no dia 30 os inscritos poderão retirar das 9 às 17 horas. Vale lembrar que o material não será distribuído no dia da prova.

Na edição passada, os quenianos dominaram com os três primeiros lugares: James Kwambai, Elias Chelimo e Robert Cheruiyot. A queniana Pasalia Chepkorir também foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada. Entre os melhores representantes nacionais ficaram os atletas Clodoaldo Gomes da Silva (oitavo lugar) e Marily dos Santos (terceira colocada)

Prazeres da ceia ameaçam a performance dos corredores da São Silvestre

As tentações da mesa natalina estão se aproximando com a chegada do dia 24, mas o banquete da ceia pode estragar tudo que o corredor fez ao longo do ano para estar bem preparado na São Silvestre. Para Danilo Balu, nutricionista e colunista do Webrun, pequenas mudanças de hábitos nos dias festivos podem ajudar e muito a performance do atleta no último dia do ano.

No natal, não há quem resista aqueles pratos decorados, com cheirinho de restaurante, que invade os ambientes e nos dá mais fome do que realmente parecemos ter. Mas segundo Danilo Balu, a dica é não chegar de barriga vazia na festa e comer muita salada e frutas. “É tradição no país a ceia de natal ser imensa, mas os alimentos são muito gordurosos e podem provocar ganho de peso. O que prejudica muito o corredor em uma competição”.

A recomendação é que a pessoa coma pequenas porções, pois só no dia 24 uma pessoa pode consumir até cinco mil calorias, quantidade que serve para dois dias, alerta Balu. “O grande perigo é que a comida do natal ainda se arrasta na geladeira. O cardápio dos dias seguintes é panetone no café da manhã, pernil e pavês no almoço, e chester com maionese no jantar”.

Outros vilões são os aperitivos, como o amendoim, coxinhas, bebidas alcoólicas em excesso e as sobremesas. “Doce deve ser consumido duas vezes na semana. No próprio dia da ceia esta cota normalmente já é ultrapassada”, diz o especialista, que também acha necessário existir mais opções de comida para evitar as tentações, como saladas verdes, carnes magras, refrigerantes sem adição de açúcar e frutas.

“É bom pedir para quem organiza a festa oferecer pratos mais saudáveis, pois a consequência é uma grande indisposição e perda de ritmo após a festança, que piora com o calor e a falta de academias abertas por conta do recesso”, acrescenta.

Cardápio Ideal - Na véspera da prova o recomendado pelo especialista é a ingestão dos carboidratos compostos, como as massas por exemplo. Entretanto, uma pizza, apesar de ser uma massa, é um “carboidrato gordo”, por causa do recheio. Mesma situação para uma macarronada que tenha um molho muito pesado, ela deve ser feita a base de molho de tomate simples, sem queijo e outros acompanhamentos.

Cuidados com a hidratação são fundamentais, e os sucos, ao invés de leite, precisam ser misturados somente com água. “O próprio suco de laranja é calórico. Em um copo pode existir três laranjas e meia. Se engana quem acha que vai emagrecer tomando vários. A limonada suíça é uma boa alternativa aos demais sucos”, indica Balu.

No dia 31, o café da manhã ideal na opinião do nutricionista seria uma maçã, torradas e um copo de suco natural. Nada de fibras, leite ou banana, que podem gerar desconforto abdominal durante a prova. “Na hora do almoço o corredor pode comer um macarrão leve ou tomar um suplemento. Já no caminho da prova é fundamental que ele não se esqueça de tomar um isotônico”.


Prazeres da ceia ameaçam a performance dos corredores da São Silvestre

Corridas de Rua · 10 dez, 2010

As tentações da mesa natalina estão se aproximando com a chegada do dia 24, mas o banquete da ceia pode estragar tudo que o corredor fez ao longo do ano para estar bem preparado na São Silvestre. Para Danilo Balu, nutricionista e colunista do Webrun, pequenas mudanças de hábitos nos dias festivos podem ajudar e muito a performance do atleta no último dia do ano.

No natal, não há quem resista aqueles pratos decorados, com cheirinho de restaurante, que invade os ambientes e nos dá mais fome do que realmente parecemos ter. Mas segundo Danilo Balu, a dica é não chegar de barriga vazia na festa e comer muita salada e frutas. “É tradição no país a ceia de natal ser imensa, mas os alimentos são muito gordurosos e podem provocar ganho de peso. O que prejudica muito o corredor em uma competição”.

A recomendação é que a pessoa coma pequenas porções, pois só no dia 24 uma pessoa pode consumir até cinco mil calorias, quantidade que serve para dois dias, alerta Balu. “O grande perigo é que a comida do natal ainda se arrasta na geladeira. O cardápio dos dias seguintes é panetone no café da manhã, pernil e pavês no almoço, e chester com maionese no jantar”.

Outros vilões são os aperitivos, como o amendoim, coxinhas, bebidas alcoólicas em excesso e as sobremesas. “Doce deve ser consumido duas vezes na semana. No próprio dia da ceia esta cota normalmente já é ultrapassada”, diz o especialista, que também acha necessário existir mais opções de comida para evitar as tentações, como saladas verdes, carnes magras, refrigerantes sem adição de açúcar e frutas.

“É bom pedir para quem organiza a festa oferecer pratos mais saudáveis, pois a consequência é uma grande indisposição e perda de ritmo após a festança, que piora com o calor e a falta de academias abertas por conta do recesso”, acrescenta.

Cardápio Ideal - Na véspera da prova o recomendado pelo especialista é a ingestão dos carboidratos compostos, como as massas por exemplo. Entretanto, uma pizza, apesar de ser uma massa, é um “carboidrato gordo”, por causa do recheio. Mesma situação para uma macarronada que tenha um molho muito pesado, ela deve ser feita a base de molho de tomate simples, sem queijo e outros acompanhamentos.

Cuidados com a hidratação são fundamentais, e os sucos, ao invés de leite, precisam ser misturados somente com água. “O próprio suco de laranja é calórico. Em um copo pode existir três laranjas e meia. Se engana quem acha que vai emagrecer tomando vários. A limonada suíça é uma boa alternativa aos demais sucos”, indica Balu.

No dia 31, o café da manhã ideal na opinião do nutricionista seria uma maçã, torradas e um copo de suco natural. Nada de fibras, leite ou banana, que podem gerar desconforto abdominal durante a prova. “Na hora do almoço o corredor pode comer um macarrão leve ou tomar um suplemento. Já no caminho da prova é fundamental que ele não se esqueça de tomar um isotônico”.

Sirlene Pinho corre a última seletiva da São Silvestre de olho no bicampeonato

Corridas de Rua · 10 dez, 2010

A baiana Sirlene Pinho disputará neste domingo (12/12) os 15 quilômetros da Sargento Gonzaguinha, prova que serve como última seletiva para a São Silvestre, e tentará o bicampeonato. Vencedora em 2006, a atleta de 34 anos treina com Cláudio Castilho de olho num bom resultado na prova do último dia do ano.

Ela começou a correr aos 22 anos, ocasião em que trabalhava na casa de seu antigo técnico, o santista Valmir Nunes. Tendo percebido o potencial dela para o atletismo, Valmir começou a orientá-la e desde então ela conquistou diversos resultados importantes na carreira.

Ela foi vice-campeã da Maratona de São Paulo (2005), vencedora da 15K Sargento Gonzaguinha (2006), vice-campeã da Volta da Pampulha (2003 e 2005), medalha de bronze na maratona dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) e bicampeã da Maratona de Buenos Aires (2008 e 2009). Este ano ela venceu a Maratona Cidade do Rio de Janeiro, em julho.

Segundo Cláudio Castilho, o trajeto da prova deste domingo é uma ótima oportunidade de treino para a são Silvestre. "O percurso da prova é na sua maior parte plano, com algumas subidas. Para os atletas que pretendem disputar a São Silvestre, é o melhor teste para avaliar suas reais condições físicas".

Além de Sirlene, Beatriz Nascimento e Débora Regina Gomes Ferraz são as outras atletas de elite confirmadas na disputa.

Sete corredores africanos já estão confirmados para a São Silvestre

Só falta mais um casal de quenianos e uma atleta etíope chegarem ao Brasil para o grupo de elite africana representado por Moacir Marcone, o Coquinho, ficar completo na São Silvestre. Joshua Kemei e Eunice Kirwa, que moram juntos há cinco anos e foram vencedores Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, em julho, já estão confirmados para a disputa e desembarcarão no país nas próximas semanas.

Já a terceira corredora, da Etiópia, que não teve o nome revelado, deverá ser o outro destaque no próximo dia 31. Coquinho, afirma que dez atletas correrão a prova e as apostas são nos quenianos Mark Korir (campeão da 10k Rio Corrida Panamericana), Bornes Kitur, primeira colocada na Volta da Pampulha) e Barnabas Kiplagat Kosgei (vice-campeão da 10K Rio e primeiro corredor a cruzar a linha de chegada na Pampulha).

“Nas semanas que antecedem a prova, todo técnico precisa observar qual é condição de cada participante, se o atleta não estiver bem preparado ele deverá treinar muito”. Ainda de acordo com Marconi, no caso daqueles que estão quase 100%, é preciso cuidar da intensidade do treino. “Se o corredor estiver muito bem, aí fazemos um trabalho mais específico, de subida, por exemplo, mas sempre com muita cautela”.

Além dos nomes já mencionados, quem também chegou com boas colocações na 10k Rio Corrida Pan-Americana e marcará presença na São Silvestre é Anastazia Ghgamaa, da Tanzania, e Mathew Cheboi, que ocuparam o quarto e o segundo lugar na disputa da cidade maravilhosa, respectivamente. O queniano Cheboi é o único que já participou da disputa e conhece bem o trajeto. “Estou trabalhando muito este corredor, porque ele ainda não está pronto, mas a cada prova ele melhora o desempenho. Então é uma promessa muito grande de chegar bem na São Silvestre”.

Tática queniana - Segundo Coquinho, os africanos são muito companheiros entre eles durante a prova, independente da nacionalidade, se são do Quênia, da Tanzânia ou da Etiópia. Mas quando não existe mais brasileiro no duelo, as coisas mudam. “Se restam apenas eles, aí o companheirismo acaba, quem pode mais chora menos”, brinca o técnico.

Coquinho também confessa que sempre discute diversas táticas antes da prova. “Oriento em qual momento o competidor poderá apertar o ritmo e o que define são as características do atleta, se ele é mais rápido na chegada, ou tem mais força para a subida, por exemplo”.

Ano passado, os quenianos James Kwambai, Elias Chelimo e Robert Cheruiyot ocuparam os três primeiros lugares na disputa do último dia do ano. Já o melhor brasileiro foi Clodoaldo Gomes da Silva, que terminou em oitavo. No feminino, a queniana Pasalia Chepkorir se consagrou como a campeã, enquanto Marily dos Santos foi a melhor representante nacional, no terceiro lugar.


Sete corredores africanos já estão confirmados para a São Silvestre

Corridas de Rua · 08 dez, 2010

Só falta mais um casal de quenianos e uma atleta etíope chegarem ao Brasil para o grupo de elite africana representado por Moacir Marcone, o Coquinho, ficar completo na São Silvestre. Joshua Kemei e Eunice Kirwa, que moram juntos há cinco anos e foram vencedores Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, em julho, já estão confirmados para a disputa e desembarcarão no país nas próximas semanas.

Já a terceira corredora, da Etiópia, que não teve o nome revelado, deverá ser o outro destaque no próximo dia 31. Coquinho, afirma que dez atletas correrão a prova e as apostas são nos quenianos Mark Korir (campeão da 10k Rio Corrida Panamericana), Bornes Kitur, primeira colocada na Volta da Pampulha) e Barnabas Kiplagat Kosgei (vice-campeão da 10K Rio e primeiro corredor a cruzar a linha de chegada na Pampulha).

“Nas semanas que antecedem a prova, todo técnico precisa observar qual é condição de cada participante, se o atleta não estiver bem preparado ele deverá treinar muito”. Ainda de acordo com Marconi, no caso daqueles que estão quase 100%, é preciso cuidar da intensidade do treino. “Se o corredor estiver muito bem, aí fazemos um trabalho mais específico, de subida, por exemplo, mas sempre com muita cautela”.

Além dos nomes já mencionados, quem também chegou com boas colocações na 10k Rio Corrida Pan-Americana e marcará presença na São Silvestre é Anastazia Ghgamaa, da Tanzania, e Mathew Cheboi, que ocuparam o quarto e o segundo lugar na disputa da cidade maravilhosa, respectivamente. O queniano Cheboi é o único que já participou da disputa e conhece bem o trajeto. “Estou trabalhando muito este corredor, porque ele ainda não está pronto, mas a cada prova ele melhora o desempenho. Então é uma promessa muito grande de chegar bem na São Silvestre”.

Tática queniana - Segundo Coquinho, os africanos são muito companheiros entre eles durante a prova, independente da nacionalidade, se são do Quênia, da Tanzânia ou da Etiópia. Mas quando não existe mais brasileiro no duelo, as coisas mudam. “Se restam apenas eles, aí o companheirismo acaba, quem pode mais chora menos”, brinca o técnico.

Coquinho também confessa que sempre discute diversas táticas antes da prova. “Oriento em qual momento o competidor poderá apertar o ritmo e o que define são as características do atleta, se ele é mais rápido na chegada, ou tem mais força para a subida, por exemplo”.

Ano passado, os quenianos James Kwambai, Elias Chelimo e Robert Cheruiyot ocuparam os três primeiros lugares na disputa do último dia do ano. Já o melhor brasileiro foi Clodoaldo Gomes da Silva, que terminou em oitavo. No feminino, a queniana Pasalia Chepkorir se consagrou como a campeã, enquanto Marily dos Santos foi a melhor representante nacional, no terceiro lugar.

Marílson volta a correr a São Silvestre depois de quatro anos ausente

Marílson Gomes dos Santos anunciou que disputará a edição 2010 da Corrida Internacional de São Silvestre, marcada para o próximo dia 31 na Avenida Paulista. Após quatro sem competir a tradicional prova do fim do ano, o brasiliense se diz confiante em obter mais uma vitória e faturar o terceiro título.

“Eu e o Adauto conversamos e decidimos, após a boa recuperação da Maratona de Nova York, ampliar um pouco mais a temporada. Após uma semana de descanso voltei aos treinos recuperado. Minha expectativa é entrar na prova, me sentir bem e tentar o tricampeonato", relata o fundista.

A última vitória de um brasileiro foi com Franck Caldeira, em 2006, já que a partir do ano seguinte os quenianos passaram a dominar a disputa dos 15 quilômetros. Mesmo após esse tempo fora, Marílson garante que conhece bem o percurso e sabe os pontos com maior dificuldade. “O nível da prova é bem alto, os africanos chegam querendo vitória, mas sei que tenho condições de vencer”, ressalta.

Aos 33 anos de idade, ele ostenta no currículo o bicampeonato da Maratona de Nova York, (2006 e 2008), é recordista sul-americano dos 5.000m (13min19seg43), 10.000m (27min28seg12), 15 km (42min15), 20 km (56min32) e meia-maratona (59min33). Como preparação para a São Silvestre, ele deve correr a Prova Sargento Gonzaguinha neste domingo (12) em São Paulo e, se necessário, a São Silveira de Barueri, dia 19.

Ainda de acordo com Marílson, a decisão de participar da São Silvestre foi tomada recentemente. “Nas últimas cinco provas não participei da disputa por vários fatores, e o principal deles é que não me sentia totalmente recuperado da maratona de Nova York”. Na opinião do fundista, é preciso estar preparado para encarar o desfio. “O fato de eu ser bicampeão complica ainda mais, por causa da pressão. Mas eu ainda tenho um tempinho para treinar mais um pouco”, enfatiza.


Marílson volta a correr a São Silvestre depois de quatro anos ausente

Corridas de Rua · 07 dez, 2010

Marílson Gomes dos Santos anunciou que disputará a edição 2010 da Corrida Internacional de São Silvestre, marcada para o próximo dia 31 na Avenida Paulista. Após quatro sem competir a tradicional prova do fim do ano, o brasiliense se diz confiante em obter mais uma vitória e faturar o terceiro título.

“Eu e o Adauto conversamos e decidimos, após a boa recuperação da Maratona de Nova York, ampliar um pouco mais a temporada. Após uma semana de descanso voltei aos treinos recuperado. Minha expectativa é entrar na prova, me sentir bem e tentar o tricampeonato", relata o fundista.

A última vitória de um brasileiro foi com Franck Caldeira, em 2006, já que a partir do ano seguinte os quenianos passaram a dominar a disputa dos 15 quilômetros. Mesmo após esse tempo fora, Marílson garante que conhece bem o percurso e sabe os pontos com maior dificuldade. “O nível da prova é bem alto, os africanos chegam querendo vitória, mas sei que tenho condições de vencer”, ressalta.

Aos 33 anos de idade, ele ostenta no currículo o bicampeonato da Maratona de Nova York, (2006 e 2008), é recordista sul-americano dos 5.000m (13min19seg43), 10.000m (27min28seg12), 15 km (42min15), 20 km (56min32) e meia-maratona (59min33). Como preparação para a São Silvestre, ele deve correr a Prova Sargento Gonzaguinha neste domingo (12) em São Paulo e, se necessário, a São Silveira de Barueri, dia 19.

Ainda de acordo com Marílson, a decisão de participar da São Silvestre foi tomada recentemente. “Nas últimas cinco provas não participei da disputa por vários fatores, e o principal deles é que não me sentia totalmente recuperado da maratona de Nova York”. Na opinião do fundista, é preciso estar preparado para encarar o desfio. “O fato de eu ser bicampeão complica ainda mais, por causa da pressão. Mas eu ainda tenho um tempinho para treinar mais um pouco”, enfatiza.