Maratona · 30 nov, 2011
A organização Corredores de Rua de Nova York (NYRR), responsável pela realização da célebre maratona nova-iorquina, anunciou mudanças no sistema de inscrições para a prova. No domingo (27/11), a NYRR divulgou que a política de vagas para os candidatos à participação na Maratona foi revista.
A procura pelas vagas na Maratona de Nova York é tão grande que as inscrições não funcionam como na maioria das provas. Há um sorteio entre os interessados para definir quem poderá se inscrever. Além disso, existem as vagas garantidas por classificação, que obedecem diversos critérios.
Segundo a NYRR, a crescente popularidade das maratonas nos últimos anos levou ao aumento significativo no número de entradas garantidas (por classificação), reduzindo o número de entradas não-garantidas (sorteio). Se mantidos o aumento de "garantidos" e a atual política de divisão de vagas, a previsão é que em cinco anos não existam mais vagas não garantidas, as vagas por inscrição.
Acreditamos que as inscrições não garantidas são um elemento essencial da democracia de nossa maratona e aumenta a diversidade na modalidade, declara a presidente e diretora executiva da NYRR, Mary Wittenberg. Para solucionar o tema, a NYRR declarou quatro mudanças nos padrões e políticas de vagas.
Maratona · 07 nov, 2011
O queniano Geoffrey Mutai venceu nesse domingo (06/11) a Maratona de Nova York, nos Estados Unidos, e bateu o recorde do percurso por dois minutos e 37 segundos. Mutai ganhou notoriedade em abril, ao vencer a também norte-americana Maratona de Boston com o tempo de 2h03min02s, marca abaixo do recorde mundial que então era 2h03min59s, do etíope Haile Gebrselassie, na Maratona de Berlim de 2008 mas seu tempo não foi homologado como recorde porque foi considerado que o vento a favor beneficiou os corredores*.
Em Nova York, o queniano correu disposto a provar sua competitividade e terminou a prova considerada lenta em 2h05min06. O recorde anterior do percurso era de 2h07min43 e durava dez anos, marcado pelo etíope Tesfaye Jifar em 2001.
Mutai assumiu a liderança da Maratona após o quilômetro 33, quando os líderes entraram na ilha de Manhattan, trecho final do percurso. O queniano acelerou e tomou distância do pelotão de frente, sem diminuir a passada até o término da prova.
Não esperava vencer com esse tempo, assume o vencedor. Estou acostumado a correr assim no final da corrida, mas não esperava por isso, revela. Perguntado sobre o atual recorde mundial, 2h03min38, do compatriota Patrick Makau, em Berlim (25/09), Mutai é sincero. Qualquer um pode quebrá-lo.
Prova feminina - Entre as mulheres, a também queniana Mary Keitany imprimiu ritmo impressionante desde o início da prova. Seu tempo na metade do percurso foi quatro minutos e meio mais rápido que o da compatriota Margaret Okayo em 2003, quando foi estabelecido o recorde de 2h22min31.
A estimativa durante a prova era que Keitany batesse o recorde por aproximadamente seis minutos, mas a fundista não foi capaz de manter a cadência e foi ultrapassada pelas etíopes Buzunesh Deba e Firewihot Dado no quilômetro 41.
Dado foi a vencedora, em 2h23min15, seguida da compatriota e com Keitany em terceiro. Derrotada, a queniana não assumiu o erro de estratégia. Se vier no ano que vem, correrei da mesma forma. Não vou mudar, defende-se.
Temporada notável - A Maratona de Nova York encerra a temporada das maiores maratonas do mundo as WMMs, World Marathon Majors que corou o homônimo de Geoffrey Mutai e segundo colocado em Nova York, Emmanuel Mutai, como o campeão do circuito. Tricampeã em Chicago, a russa Liliya Shobukhova terminou como líder do ranking feminino.
As cinco maratonas Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York tiveram seus recordes quebrados nesta temporada. Junto com a prova do Mundial de Atletismo, em Daegu (Coreia do Sul, em setembro), consolidaram ainda mais o Quênia como a melhor escola de fundistas do mundo. Em todas as seis maratonas, os dois primeiros colocados são naturais do país africano.
*A IAAF considera que provas com distâncias superiores à metade da distância total do percurso separando a largada e a chegada da prova não são válidas como recorde, porque uma distância longa no mesmo sentido favorece os corredores em caso de vento a favor. É o caso de Boston.
Além disso, a variação de altimetria é superior ao permitido para homologação de recordes, a de um metro por quilômetro (variação de mais de 42 metros em uma maratona, por exemplo).
Maratona · 08 nov, 2010
O colunista do Webrun da área de treinamento esportivo, Nelson Evêncio, faz uma análise da edição 2010 da Maratona de Nova York, que teve vitória de Gebre Gebremariam (2h08min14) e Edna Kiplagat (2h28min20).
No masculino foi uma prova totalmente atípica com um ritmo inicial fraquíssimo para o estrelado que compunha o field. Cinco quilômetros em 16min25 (3min17/quilômetro) e 10 quilômetros em 31min55 (3min11/quilômetro) devem ter sido as passagens mais fracas dos últimos anos! Em seguida aumentaram bem o ritmo, tanto que a média de meia maratona, embora ainda fraca e bem abaixo do recorde da prova foi 1h05min19 (3min06/quilômetro).
A definição da prova deu-se do quilômetro 29 em diante, onde alguns passaram a correr em ritmo de 2min49/quilômetro, que é um ritmo de meia maratona abaixo de 60min e que poucos agüentaram, principalmente em função da variação com o ritmo inicial e do percurso! A segunda passagem da meia em 1h02min56 (2min59seg/quilômetro) mesmo com as subidas do Central Park e uma pequena aliviada que deram o Gebre e o Mutai em certo ponto, deve ter sido das mais fortes de todos os tempos no percurso!
Acredito que este ritmo inicial muito fraco e esta variação toda de ritmo tenham atrapalhado os atletas mais velozes e favoritos na distância, acostumados com as provas mais planas e com o ritmo constante normalmente ditado por coelhos contratados. Esse foi o caso do Haile e do Abel Kirui, que pararam, e do James Kwambai que foi quinto.
O Gebra, apesar de debutante na distância, foi campeão mundial de cross country ano passado, prova com típicas variações de ritmo e foi favorecido com isso. Ele também não sofreu tanta pressão pelo resultado como os outros e também é um atleta muito veloz e experiente, já tendo inclusive corrido os 10 mil metros em 26min52.
Mulheres - No feminino, as estreantes Shalane Flanagan (EUA), segunda com 2h28h40 e Mary Keitany (Quênia), terceira com 2h29min01 foram as grandes surpresas da prova. Embora houvesse muita expectativa com relação ao debute da Keitany que é recordista mundial dos 25 quilômetros e tem a segunda melhor marca do mundo na meia, não é um percurso que a favoreça, mas ela foi muito bem.
Já a Flanagan foi o grande nome do dia, embora não tenha vencido a prova, pois inclusive alcançou a segunda colocação quando parecia que não daria mais!
Favoritas como a etíope Teyba Erkesso, 12ª com 2h31min06 e Mara Yamauchi (GBR), 13ª com 2h31min38, também devem ter padecido do mesmo problema que os tops no masculino, com ritmo muito fraco para os primeiros 10 quilômetros: 35min57 (3min36seg/quilômetro) contra 33min46 (3min23) do recorde do percurso, primeira meia maratona em 1h15min44 (3min35seg/quilômetro) e segunda meia em ritmo forte para o percurso de 1h12min36 (3min26/quilômetro).
Marílson - Com relação ao Marílson, que passou a meia junto em 1h05min20 (3min06/quilômetro), soube que ele estava muito bem preparado e com boa expectativa de recorde pessoal, mas reclamou muito do frio e do vento forte contra, sobretudo após esta escapada dos primeiros na milha 18(2min49/quilômetro). Ele acabou ficando mais sozinho e teve que brigar contra o vento e a temperatura baixa, fazendo a segunda meia em 1h07min32 (3min12/quilômetro).
A sétima colocação e o tempo de 1h11min51 não deixa de ser um bom resultado, sobretudo considerando que além dele mesmo, há tempos nenhum atleta brasileiro consegue fazer esta marca.
Passagens do campeão a cada cinco quilômetros:
Maratona · 07 nov, 2010
Não foi desta vez que os dois grandes favoritos da 40ª Maratona de Nova York, o brasileiro Marílson Gomes, bicampeão em 2006 e 2008, e o etíope Haile Gebrselaisse, recordista mundial na modalidade de 42 quilômetros, venceram a gelada disputa deste domingo (7/10), na Big Apple.
Marílson chegou em sétimo lugar com a marca de 2h11min51, bem depois do etíope Gebre Gebremariam, que cruzou a linha de chegada em 2h08m14, seguido pelos quenianos Emmanuel Mutai (2h09min18) e Moses Kipkosge (2h10min39), segundo e terceiro colocados, respectivamente.
"Eu estava bem preparado e segui até o fim brigando por posição. A partir do quilômetro 30 tive dificuldades, pois o vento no rosto era tão forte que eu não podia respirar direito e isso atrapalhou ", afirma Marilson, o único sul-americano a vencer duas vezes a Maratona de Nova York. "Das vezes em que competi aqui, esta foi a prova mais fria, acrescenta o brasiliense de 33 anos, que correu com a temperatura de quatro graus.
Já o recordista mundial Haile Gebrselassie, desistiu da prova na altura do quilômetro 25 por conta de fortes dores no joelho e, aos 37 anos, surpreendeu ao anunciar sua aposentadoria. Eu vou me aposentar. É hora de sair e dar oportunidades para os jovens, garante o etíope, que viu seu compatriota, Gebremariam, de 26 anos, vencer em Nova York.
Haile passou por tratamentos no joelho para disputar a maratona, mas não se sentiu bem na descida da ponte Queensboro, o que ficou muito evidente na fisionomia do atleta. No sábado, uma ressonância magnética já havia indicado tendinite no joelho do corredor. Nunca pensei em aposentadoria. Mas pela primeira vez este é o dia, completa Gebrselassie, que conquistou o recorde mundial em Berlim, há dois anos.
No início da prova, por volta do quilômetro dez, os atletas Hendrick Ramaala, da África do Sul, Abderrahime Bouramdane, do Marrocos, e Emmanuel Mutai, do Quênia, eram os três primeiros colocados. Mas no quilômetro 30, momento que a prova se torna mais decisiva, Mutai já foi para uma posição à frente de Bouramdane, e liderou a disputa.
Neste trecho, quem também brigava pelo prova era Gebre Gebrmariam, que ocupava o terceiro lugar. Faltando quatro quilômetros para a competição terminar, Gebrmariam, que ainda não havia participado de nenhuma maratona na carreira, surpreendeu e cruzou a linha de chegada como primeiro colocado.
Duelo feminino - Edna Kiplagat se consagrou como ganhadora da competição com o tempo de 2h28min20. Já a maratonista norte-america Shalane Flanagan chegou como segunda colocada em 2h28min40, apenas 42 segundos depois da campeã. Para completar o pódio, mais uma queniana: a corredora Mary Keitany, que finalizou a prova com o tempo de 2h29min01.
A emoção foi grande nos minutos finais da maratona feminina, pois Flanagan, medalhista de bronze na Olimpíada de Pequim, duelava a prova com as africanas e demonstrava grande esforço para tentar superá-las, já que competia em casa e estava com uma grande torcida.
Edna Kiplagat, aos 31 anos, além de vencer em Nova York, também foi campeã da Maratona de Los Angeles (2010). A prova deste domingo começou às 11h10 (horário de Brasília), na ponte Verrazano-Narrow, local da largada, e terminou no Central Park. O evento faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e, após passar por Londres, Boston, Chicago e Berlim, fechou a temporada de 2010 na cidade nova-iorquina.
Maratona · 05 nov, 2010
Por que deveria me aposentar? Por que deveria dizer que vou parar em três ou quatro anos? Você se aposenta no exato momento em que diz essas palavras, reflete o etíope Haile Gebrselassie, recordista mundial de maratona em Berlim 2008, com o tempo de 2h03min59. Aos 37 anos, o corredor segue para a Maratona de Nova York, que acontece próximo domingo (7/10), na Big Apple e será um dos principais adversários do brasileiro Marílson Gomes dos Santos.
Dono de um sorriso simpático Haile também é um excelente atleta nos 10.000m e medalhista de ouro (na modalidade) nos Jogos Olimpícos de Atlanta (1996) e de Sidney (2000). Apesar de tantos títulos, o atleta desperta dúvidas. Na maioria das maratonas, os melhores tempos conquistados pelo etíope sempre foram em provas que ofereciam os famosos marcadores de ritmos.
Além disso, as provas tinham percursos planos, como as maratonas de Londres, Berlim e Dubai. Já nos 42 quilômetros do próximo domingo, Haile enfrentará uma altimetria mais difícil e não poderá contar com os marcadores de ritmos. "Nova York é um lugar para ganhar, não precisa bater um recorde. Só ganhar é suficiente", garante Gebrselassie, que sonha baixar o tempo já conquistado nos próximos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
Em favor de Haile, além da vitória na terra de Shaskepeare, o maratonista carrega na currículo o tempo de 2h06min09 na prova de Dubai (na época, a disputa foi realizada sob condições climáticas desfavoráveis). O etíope também se consagrou como campeão da meia-maratona da Inglaterra, com a marca de 59min53. Fatores que indicam uma velocidade ainda admirável.
Outros favoritos - O resultado da próxima maratona de Nova York, no entanto, não depende apenas de Haile, mas também da perfomance dos demais competidores. Os quenianos que brigarão por mais vitórias são: James Kwambai, segundo colocado na Maratona de Roterdan; Abel Kiru, campeão da IAAD World de 2009; Gilbert Kirwa, vencedor da maratona Frankfurt, no ano passado, com o tempo de 2h06min14; Emmanuel Mutai, medalhista de ouro nos 42 quilômetros da maratona de Londres deste ano, e Paul Tergat, vecendor em Nova York em 2005.
Além deles estarão presentes o morroquinio Abderrahim Goumri, vice-campeão da prova duas vezes (2007 e 2008), o brasileiro Marilson Gomes dos Santos, de 33 anos, bicampeão da disputa (2006 e 2008), e Hendrick Ramaala da Rússia, ganhador da prova em 2004.
Vale lembrar que os americanos Mebratom Keflzighi, de 35 anos, e Dathan Ritzenhein são outros fortes concorrentes, já que Mebratom saiu de Atenas com uma medalha de prata (2004) e Ritzenhein cruzou uma meia-maratona com o tempo de 1h. A prova do próximo dia sete começará por volta das 10h, na ponte Verrazano-Narrow, local da largada. O evento faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e chega à 40ª edição este ano.
Maratona · 04 nov, 2010
O brasileiro Marílson Gomes dos Santos já está nos Estados Unidos, onde disputará no próximo domingo (07/11) a edição 2010 da Maratona de Nova York. Ele lutará pelo terceiro título da competição e afirma estar livre de lesões e mais bem preparado do que ano passado.
Estou como nos outros anos que consegui chegar bem na prova. Vamos ver se no dia eu me sinto bem para desenvolver tudo aquilo que eu treinei, comenta Marílson, que fez a parte final do treinamento na altitude de Campos do Jordão, interior de São Paulo.
Em 2009 ele fez uma boa preparação, mas chegou a Nova York com uma lesão, o que o obrigou a abandonar a disputa após a metade do percurso. Este ano, porém, a situação é diferente. Estou bem melhor. Até o momento a expectativa está altíssima e a possibilidade de fazer uma grande prova é enorme.
Na primeira vitória ele marcou o tempo de 2h09min58, em 2008 ele baixou para 2h08min43, mas desta vez ele prefere ser conservador e não falar sobre determinada marca. Não me preocupo com isso e vou correr de acordo com a prova. Vou me preocupar mais com a colocação do que com o tempo final, esclarece o corredor de 33 anos.
Para repetir as vitórias de 2006 e 2008 ele terá que enfrentar alguns adversários de peso, entre eles o etíope Haile Gebrselassie, recordista mundial da distância com 2h03min59, o que parece não alarmá-lo. Eu me preocupo comigo, com meu treino e em chegar inteiro e sem lesão.
Assim como em anos anteriores, as largadas serão por pelotões, a cada 30 minutos e a saída dos homens da elite está programada para as 9h40 (hora local). De acordo com as informações da meteorologia, o céu deverá estar parcialmente nublado e a temperatura deverá variar entre 2º e 11ºC.
Esporte Adaptado · 28 out, 2010
O centro financeiro dos Estados Unidos terá 100 mil pessoas reunidas no dia sete de novembro para 41ª edição da Maratona de Nova York e um dos participantes da prova é o brasileiro Edson Dantas, amputado de membro inferior. Ele buscará o tricampeonato na categoria e terá a companhia de mais oito paraatletas para representar o Brasil no percurso de 42 quilômetros.
Aos 44 anos, o maratonista brasileiro corre com uma prótese, que tem lâmina especial de corrida. O material veio da Alemanha, é feito de fibra de carbono e é integrado a um sistema leve de impulsão, superior aos equipamentos convencionais. Isso tem proporcionado um desempenho e condicionamento físico ainda melhores ao paraatleta.
Edson já conquistou a corrida de São Silvestre por quatro anos consecutivos e a Maratona de Nova York em 2008 e 2009. Este ano o paraatleta também recebeu o troféu do Prêmio Sentidos, o Oscar da luta pelos direitos das pessoas com deficiência no Brasil. Enquanto Deus me der vida e saúde, estarei sempre correndo. Correndo pela vida, diz Edson, considerado um dos melhores atletas brasileiros com amputação de membro inferior, nas distâncias de 5.000 e 10.000 metros.
Em 1992, durante um arrastão, Dantas foi empurrado do trem que viajava e este acidente lhe custou a amputação da perna direita. Depois disso, ele encontrou no esporte o caminho para superação e conquistou outros três recordes, na maratona de Porto Alegre e na Meia Maratona da Corpore de São Paulo, ambas em 2007.
Maratona · 01 out, 2010
Atualizada em 06/10 às 15h40
O corredor queniano Martin Lel, ganhador três vezes da maratona de Londres e campeão em duas disputas realizadas em Nova York, agora deve travar um forte duelo com o brasileiro Marílson Gomes dos Santos, na grande maratona do dia sete de novembro, na Big Apple. A competição vai reunir 45 mil pessoas este ano.
O recordista sul-americano em longa distância, Marílson, aos 33 anos, tentará outra vitória, depois de subir ao pódio no território nova iorquino em 2006 e 2008. Já Martin Lel, de 31, é o melhor atleta queniano em trajetos de 42 quilômetros. A melhor marca pessoal de Martin é de 2h05min15, na Maratona de Londres, em 2008.
Além deles, a prova receberá outros atletas de destaque: Robert Cheruiyot, do Quênia, que aos 33 anos já traz no currículo duas vitórias em Boston e uma medalha de prata em Nova York ano passado; Abderrahim Goumri, de Marrocos, que já participou de duas Olimpíadas e foi o segundo melhor atleta na maratona que se repete no próximo dia sete; Henrick Ramaala, sul-africano de 38 anos, campeão em 2004, e também James Kwambai, terceiro homem mais rápido do mundo em uma maratona.
É bastante inspirador ver tantos campeões de disputas passadas voltando para o mesmo lugar, diz a organizadora da corrida, Mary Wittenberg. Eles já inspiraram muitos corredores e espectadores pelo mundo todo, acrescenta.
feminino - A disputa entre as mulheres também promete ser acirrada, já que a corredora número um da Rússia, Ludmila Petrova (vencedora em 2000 e vice-campeã das maratonas de 2008 e 2009) brigará com outras fortes competidoras: Derartu Tulu Lopes, da Etiópia, que é medalhista de ouro nos 10.000 metros das Olímpiadas de 1992 e 2000, e campeã em Nova York ano passado; Shalane Flanagan, medalhista olímpica dos Estados Unidos e Mary Keitany, inglesa que conquistou o Mundial de Corridas de ruas de 2007 e o campeonato de Meia-Maratona, há dois anos.
A Maratona de Nova York faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e chega à 40ª edição este ano.
Esporte Adaptado · 22 set, 2010
Neste ano de 2010 o Brasil estará presente com 11 atletas adaptados na Maratona de Nova York, sendo os cadeirantes Fred carvalho, Fernando Aranha, Eduardo Camara, Ezequias Prado, Franklin Cunha, Humberto Henriques e Marco Aurélio Silva.
Além deles participarão os atletas Edson Dantas, amputado de membro inferior, Antonio Maciel, bi amputado, Fernandes Silva, deficiente visual, e Edmar Souza, atleta que possuí paralisia cerebral. Em 2010, o número de cadeirantes a participar desta prova é maior que nos anos anteriores. Dois atletas adaptados, Fernando Aranha e Ezequias Prado, participarão também da Maratona Marine Corps, em Washington, marcada para uma semana antes da maratona Nova York.
Apenas em 2008 conseguimos reunir 14 atletas no evento. Naquela época a nossa delegação, a Achilles Brasil, foi a maior entre as demais instituições de 70 países que estavam presente, diz o professor Mário Mello, orientador dos atletas participantes da maratona de Nova York. Todos os anos diversos atletas do Brasil, saem de casa para representar o local em que vivem, alguns deles de Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará e São Paulo, acrescenta Mello.
A maratona de Nova York será no dia sete de novembro de 2010, com largada em Staten Island e chegada no Central Park.
Maratona · 09 jun, 2010
O atleta etíope Haile Gebralassie, um dos mais condecorados na história de provas de longa distância, anunciou na última semana que participará da Maratona de Nova York, no dia sete de novembro. Haile é o campeão de diversas Olimpíadas e campeonatos mundiais, além do detentor do recorde de maratonas.
Mary Wittenberg, presidente da New York Road Runners (organização novaiorquina voltada para a promoção da corrida de rua), anunciou a participação do atleta durante o Dia Nacional da Corrida, celebrado em dois de junho. Nós esperamos ansiosos por esse dia por literalmente anos. Haile representa o melhor do nosso esporte. Nós somos privilegiados e estamos honrados em trazê-lo aqui. Eu sei que ele vai cativar nos novaiorquinos assim como cativou fãs ao redor do mundo, comenta.
Haile estava na cidade para participar das comemorações do Dia Nacional da Corrida. Ele compareceu ao evento juntamente com 1.500 crianças do programa New York Road Runners Mighty Miles Fun Run. Por muito tempo meu sonho foi competir neste evento fantástico, e estou muito empolgado por competir pela primeira vez na minha carreira na Maratona de Nova York em novembro, contou Haile.
Disputa de conterrâneosO também etíope Tesfaye Jifar, atleta e amigo de longa data de Haile, é o atual detentor do recorde da prova. Acredito que faremos uma corrida para ser lembrada por muito tempo como uma corrida histórica, reflete Haile.
Aos 37 anos, Haile é considerado por muitos como o melhor corredor de longas distâncias de todos os tempos; o recorde de maratona, 2h03min59, foi estabelecido por ele em 2008, em Berlim. O etíope também conquistou as provas de dez mil metros nas Olimpíadas de 1996 e 2000, nove primeiros lugares em maratonas ao redor do mundo e já quebrou 25 recordes mundiais ao longo da sua carreira.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026