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Técnico: um dos alicerces do atleta

Corridas de Rua · 09 out, 2007

Ter um técnico é como ter um pai, um amigo, um confidente no qual somos afagados nos acertos e que levamos um “puxão” de orelha quando merecemos. Neles depositamos nossas esperanças como se fossem Deuses do Olímpo que nos fazem correr melhor, ter mais saúde, enfim, nos fazem com que vivamos mais anos em nossas vidas, com mais qualidade e alegria.

A imagem ao lado, certamente está no rol das minhas dez melhores, não por conter técnicas fotográficas mirabolantes, jogos de luzes ou ter sido tirada por uma câmara de última geração. Pelo contrário, a câmera era semi-profissional e o clique foi instantâneo na medida que eu presenciei o simpático e competente técnico Marcelo Butenas dando as últimas instruções para um pupilo no Ironman Brasil.

Poderia dizer que o olhar de Butenas trás mensagens sublimares. Nela está contida a expressão de confiança, garra, espírito de equipe, da crença em seu potencial, da amizade e companheirismo.

Muita gente não tem um técnico para acompanhá-lo, seja, por questões financeiras ou por simplesmente não achar necessário. Para mim o técnico certo é tão (ou mais) importante que o meu par de tênis.

Ter um técnico é impagável, mas, vale cada centavo do valor investido.

Os últimos serão os primeiros

A pior corrida que participei em minha vida foi a Meia Maratona de Ribeirão Pires, que aconteceu no ano de 1997. A simples menção da palavra Ribeirão Pires já me assustava, pois foi lá que completei a minha segunda e mais difícil maratona (42,195 metros) no ano anterior.

Essa prova era uma das mais tradicionais do calendário brasileiro e seu bom abastecimento não compensava o péssimo controle de trânsito do seletivo percurso, marcado por inúmeros aclives e declives.

No entanto, a meia maratona não tinha nenhum vínculo com a maratona, exceto serem disputadas na mesma cidade. Localizada na Grande São Paulo e próxima a Serra do Mar, a prova ganhava algumas características peculiares como terreno acidentado, tempo sempre sob névoa e um forte sol quando ele resolve aparecer.

Minha epopéia na Meia Maratona começou quando chegamos para receber o kit de corredor. Para nossa surpresa e espanto, os kits não estavam prontos e organizador pediu uma “ajuda” para os atletas separar os números de peitos, senhas – sim senhas não existia chips no Brasil na época - e distribuí-los.

Por esse fato a largada marcada para acontecer às oito horas, atrasou no mínimo uma hora, além disso, o calendário daquela já distante época não era marcado pela enorme profusão de provas como acontece atualmente, era muito mais enxuto com menos opções o que fez com que a Meia de Ribeirão Pires tivesse um número expressivo de atletas de outras cidades.

Lembro-me que somente a delegação do Pão de Açúcar Club tinha dezenas de integrantes inscritos na “competição” que seria a último teste de treinamento, já que no domingo seguinte formariam uma das maiores equipes brasileiras que já disputou a charmosa Maratona de Paris, na França. No meu caso em particular vinha treinando com afinco para correr pela primeira vez uma maratona sub três horas e lembro da recomendação do meu técnico Vanderlei “Branca” Severiano, para “dar o máximo” e assim poder testar minha capacidade atlética, que vinha buscando em vários treinos de 30 quilômetros realizados na USP e com três subidas da temida Biologia.

Distribuídos os kits nos dirigimos para uma praça que tinha um minguado pórtico e por onde largamos para os 21,097 metros. Eu corria em um ritmo forte de acordo com a determinação de meu técnico. Lembro-me que no início da corrida eu desci uma ladeira, atravessei a linha de trem e entramos em uma pista de terra batida. Até esse momento eu já havia corrido uns dois quilômetros e seguia normalmente até que escutei: “volta, volta, volta!”. O fato que se desdobrava era surreal. O batedor havia errado o caminho e fez com que literalmente os últimos fossem os primeiros!

Pensei em parar, mas continuei, até o momento em que entramos em uma estrada e foi quando me toquei: se neste curto espaço de tempo houve tantos erros graves, quem me garante que vai haver água, condição indispensável em uma corrida. Pensei mais e olhei a estrada que se desdobrava na minha frente. A decisão no quarto quilômetro foi rápida. Abandonar a prova.

Muitos continuaram, outros retornaram ao local da largada (que era o mesmo da chegada). Alguns atletas indignados com o organizador iniciaram um protesto assim que a prova terminou aos brados. “Queremos nosso dinheiro de volta!”, alguns mais exaltados quase foram às vias de fato com o tal “organizador” e conseguiram ter o valor da inscrição reembolsado, mas, a maioria ficou no prejuízo.

Hilário foi o organizador tentando explicar o inexplicável. “Gente desculpe, foi o primeiro evento que eu organizei”. “Falhas acontecem blá, blá...blá.”

Por isso caro corredor, fique atento aos organizadores caça níqueis e siga sempre seu "feeling" e bom-senso na hora de falar:

- Desisto!


Os últimos serão os primeiros

Corridas de Rua · 08 out, 2007

A pior corrida que participei em minha vida foi a Meia Maratona de Ribeirão Pires, que aconteceu no ano de 1997. A simples menção da palavra Ribeirão Pires já me assustava, pois foi lá que completei a minha segunda e mais difícil maratona (42,195 metros) no ano anterior.

Essa prova era uma das mais tradicionais do calendário brasileiro e seu bom abastecimento não compensava o péssimo controle de trânsito do seletivo percurso, marcado por inúmeros aclives e declives.

No entanto, a meia maratona não tinha nenhum vínculo com a maratona, exceto serem disputadas na mesma cidade. Localizada na Grande São Paulo e próxima a Serra do Mar, a prova ganhava algumas características peculiares como terreno acidentado, tempo sempre sob névoa e um forte sol quando ele resolve aparecer.

Minha epopéia na Meia Maratona começou quando chegamos para receber o kit de corredor. Para nossa surpresa e espanto, os kits não estavam prontos e organizador pediu uma “ajuda” para os atletas separar os números de peitos, senhas – sim senhas não existia chips no Brasil na época - e distribuí-los.

Por esse fato a largada marcada para acontecer às oito horas, atrasou no mínimo uma hora, além disso, o calendário daquela já distante época não era marcado pela enorme profusão de provas como acontece atualmente, era muito mais enxuto com menos opções o que fez com que a Meia de Ribeirão Pires tivesse um número expressivo de atletas de outras cidades.

Lembro-me que somente a delegação do Pão de Açúcar Club tinha dezenas de integrantes inscritos na “competição” que seria a último teste de treinamento, já que no domingo seguinte formariam uma das maiores equipes brasileiras que já disputou a charmosa Maratona de Paris, na França. No meu caso em particular vinha treinando com afinco para correr pela primeira vez uma maratona sub três horas e lembro da recomendação do meu técnico Vanderlei “Branca” Severiano, para “dar o máximo” e assim poder testar minha capacidade atlética, que vinha buscando em vários treinos de 30 quilômetros realizados na USP e com três subidas da temida Biologia.

Distribuídos os kits nos dirigimos para uma praça que tinha um minguado pórtico e por onde largamos para os 21,097 metros. Eu corria em um ritmo forte de acordo com a determinação de meu técnico. Lembro-me que no início da corrida eu desci uma ladeira, atravessei a linha de trem e entramos em uma pista de terra batida. Até esse momento eu já havia corrido uns dois quilômetros e seguia normalmente até que escutei: “volta, volta, volta!”. O fato que se desdobrava era surreal. O batedor havia errado o caminho e fez com que literalmente os últimos fossem os primeiros!

Pensei em parar, mas continuei, até o momento em que entramos em uma estrada e foi quando me toquei: se neste curto espaço de tempo houve tantos erros graves, quem me garante que vai haver água, condição indispensável em uma corrida. Pensei mais e olhei a estrada que se desdobrava na minha frente. A decisão no quarto quilômetro foi rápida. Abandonar a prova.

Muitos continuaram, outros retornaram ao local da largada (que era o mesmo da chegada). Alguns atletas indignados com o organizador iniciaram um protesto assim que a prova terminou aos brados. “Queremos nosso dinheiro de volta!”, alguns mais exaltados quase foram às vias de fato com o tal “organizador” e conseguiram ter o valor da inscrição reembolsado, mas, a maioria ficou no prejuízo.

Hilário foi o organizador tentando explicar o inexplicável. “Gente desculpe, foi o primeiro evento que eu organizei”. “Falhas acontecem blá, blá...blá.”

Por isso caro corredor, fique atento aos organizadores caça níqueis e siga sempre seu "feeling" e bom-senso na hora de falar:

- Desisto!

Não fuja da adversidade, não vale a pena!

Atletas que seguem planilhas sabem que não existe tempo bom nem ruim. O que está programado tem que ser cumprido, independente do tempo lá fora. Sol ou chuva, frio ou calor. É enfrentando tudo isso que você terá bons resultados e conseguirá atingir um recorde pessoal ou uma meta pré-estabelecida

Entretanto, existem corredores que não treinam sob condições adversas. Essas pessoas evitam sair na chuva para não se molhar, no frio recorrem a salubridade de uma academia e por aí vai. Acredito que isso é uma estratégia errada, pois se eles não treinam sob condições adversas, no dia de uma competição se sentem incomodados com uma simples chuva, por exemplo.

Não estou generalizando, pode ser que nada aconteça, mas há uma grande tendência do corredor se pegar lamentando consigo mesmo: “porque matei aquela semana de treinos sob chuva?”.

Na hora de enfrentar dificuldades, os macetes serão necessários na estratégia de corrida como, por exemplo, saber evitar que seu tênis molhe quando se corre sob chuva. Aprender a desviar das poças pode ser básico, mas, não é tão simples assim. Exige cálculo de impulso, salto, reflexo apurado que contribuem para evitar uma lesão como uma torção ou mesmo aquele tombo na sarjeta.

Já o atleta que treina sob condições de tempo adversas, teoricamente não sentirá tanto os efeitos desagradáveis seja sob frio, chuva ou calor. Já que está acostumado a sofrer.

Por isso não fuja da adversidade, não vale a pena!


Não fuja da adversidade, não vale a pena!

Corridas de Rua · 07 out, 2007

Atletas que seguem planilhas sabem que não existe tempo bom nem ruim. O que está programado tem que ser cumprido, independente do tempo lá fora. Sol ou chuva, frio ou calor. É enfrentando tudo isso que você terá bons resultados e conseguirá atingir um recorde pessoal ou uma meta pré-estabelecida

Entretanto, existem corredores que não treinam sob condições adversas. Essas pessoas evitam sair na chuva para não se molhar, no frio recorrem a salubridade de uma academia e por aí vai. Acredito que isso é uma estratégia errada, pois se eles não treinam sob condições adversas, no dia de uma competição se sentem incomodados com uma simples chuva, por exemplo.

Não estou generalizando, pode ser que nada aconteça, mas há uma grande tendência do corredor se pegar lamentando consigo mesmo: “porque matei aquela semana de treinos sob chuva?”.

Na hora de enfrentar dificuldades, os macetes serão necessários na estratégia de corrida como, por exemplo, saber evitar que seu tênis molhe quando se corre sob chuva. Aprender a desviar das poças pode ser básico, mas, não é tão simples assim. Exige cálculo de impulso, salto, reflexo apurado que contribuem para evitar uma lesão como uma torção ou mesmo aquele tombo na sarjeta.

Já o atleta que treina sob condições de tempo adversas, teoricamente não sentirá tanto os efeitos desagradáveis seja sob frio, chuva ou calor. Já que está acostumado a sofrer.

Por isso não fuja da adversidade, não vale a pena!

Organizadores saibam que corredor não é boi

Fico estarrecido como os corredores são tratados em algumas provas brasileiras, principalmente, nos chamados “currais”, o nome já dá uma breve idéia de como deve ser. Para quem não sabe “curral” é o jargão que corredores usam para designar as baias de largada.

A pior delas, sem sombra de dúvida, é da Corrida Internacional de São Silvestre. Com largada às 17h, que na realidade são 16h devido ao horário de verão, existem corredores que chegam a se posicionar para a largada com até três horas de antecedência e para assim poderem largar sem perder muito tempo.

Mas com o excesso de gente os problemas logo acontecem. Entre os mais comuns, se destaca a aglomeração e o empurra-empurra, mas, o pior e mais desagradável de todos é o mar de urina que se transforma o local.

Em parte esse problema acontece porque os corredores ficam horas de baixo de sol e calor se hidratando, e, fisiologicamente a vontade de urinar aparece, só que ao invés de utilizarem os banheiros químicos, simplesmente, se agacham e fazem tudo ali mesmo.

Neste caso são dois os culpados: a organização da prova, que não tenta amenizar esse problema, com um melhor planejamento da área de largada, utilizando-se de mais banheiros químicos, por exemplo. E evidentemente os maiores culpados são os próprios atletas, esses por falta de educação, respeito e de cidadania.

Um exemplo bem sucedido é a Maratona de Nova York, que tem o dobro de competidores da prova brasileira e nem de longe apresenta tais problemas. Uma das soluções encontradas foi dividir os corredores por grupos de tempos e esses ficam posicionados nas ruas laterais da Verrazano Bridge, onde acontece a largada. Meia hora antes do tiro de canhão é autorizada a entrada dos participantes na ponte, minimizando os efeitos indesejáveis de uma longa espera.

Além disso, essa simples medida mostra respeito da organização para com o atleta. A São Silvestre cobra por inscrição a bagatela de R$65, valor alto para uma prova que não dá tratamento diferenciado.

Já em Nova York, “sorry” (desculpe) é uma das palavras mais ouvidas quando os corredores estão a postos na Verazzano Bridge. Isso acontece porque em um simples esbarrão seu colega se desculpa, já que existe uma distância mínima entre os atletas. Claro que aqui entra a questão cultural, da educação e respeito que tradicionalmente existe entre as pessoas nos países ditos de primeiro mundo.

Vejo que essa medida (pré-baias) se implementada na São Silvestre amenizaria em muito o atual problema. Os atletas poderiam ficar em baias laterais formadas por duas a três ruas (sem afetar a logística do evento) como a divisão de público existente no meio da pista ou o local da estrutura da largada.

É importante que a organização da São Silvestre não somente pense que já tem mais de 80 edições nas costas, mas sim, que pode ter outras 80 a frente se manter o interesse dos corredores.


Organizadores saibam que corredor não é boi

Corridas de Rua · 06 out, 2007

Fico estarrecido como os corredores são tratados em algumas provas brasileiras, principalmente, nos chamados “currais”, o nome já dá uma breve idéia de como deve ser. Para quem não sabe “curral” é o jargão que corredores usam para designar as baias de largada.

A pior delas, sem sombra de dúvida, é da Corrida Internacional de São Silvestre. Com largada às 17h, que na realidade são 16h devido ao horário de verão, existem corredores que chegam a se posicionar para a largada com até três horas de antecedência e para assim poderem largar sem perder muito tempo.

Mas com o excesso de gente os problemas logo acontecem. Entre os mais comuns, se destaca a aglomeração e o empurra-empurra, mas, o pior e mais desagradável de todos é o mar de urina que se transforma o local.

Em parte esse problema acontece porque os corredores ficam horas de baixo de sol e calor se hidratando, e, fisiologicamente a vontade de urinar aparece, só que ao invés de utilizarem os banheiros químicos, simplesmente, se agacham e fazem tudo ali mesmo.

Neste caso são dois os culpados: a organização da prova, que não tenta amenizar esse problema, com um melhor planejamento da área de largada, utilizando-se de mais banheiros químicos, por exemplo. E evidentemente os maiores culpados são os próprios atletas, esses por falta de educação, respeito e de cidadania.

Um exemplo bem sucedido é a Maratona de Nova York, que tem o dobro de competidores da prova brasileira e nem de longe apresenta tais problemas. Uma das soluções encontradas foi dividir os corredores por grupos de tempos e esses ficam posicionados nas ruas laterais da Verrazano Bridge, onde acontece a largada. Meia hora antes do tiro de canhão é autorizada a entrada dos participantes na ponte, minimizando os efeitos indesejáveis de uma longa espera.

Além disso, essa simples medida mostra respeito da organização para com o atleta. A São Silvestre cobra por inscrição a bagatela de R$65, valor alto para uma prova que não dá tratamento diferenciado.

Já em Nova York, “sorry” (desculpe) é uma das palavras mais ouvidas quando os corredores estão a postos na Verazzano Bridge. Isso acontece porque em um simples esbarrão seu colega se desculpa, já que existe uma distância mínima entre os atletas. Claro que aqui entra a questão cultural, da educação e respeito que tradicionalmente existe entre as pessoas nos países ditos de primeiro mundo.

Vejo que essa medida (pré-baias) se implementada na São Silvestre amenizaria em muito o atual problema. Os atletas poderiam ficar em baias laterais formadas por duas a três ruas (sem afetar a logística do evento) como a divisão de público existente no meio da pista ou o local da estrutura da largada.

É importante que a organização da São Silvestre não somente pense que já tem mais de 80 edições nas costas, mas sim, que pode ter outras 80 a frente se manter o interesse dos corredores.

Jamais substime uma mulher corredora

Muitos homens podem não admitir, mas dói, e como dói ser ultrapassado por uma mulher, machismo a parte, auto-estima em baixa, são vários os motivos.

Um caso que ficou notório e no final das contas se traduziu em uma grande lição de vida é o relato feito pelo jornalista Marcos Caetano onde ele conta sua luta para tentar ultrapassar a já então septuagenária Dona Mítico.

Esses dias estava olhando umas das milhares das fotos que eu já fiz ao longo desses anos nas provas brasileiras e me deparei com a foto ao lado. Ela foi feita na Maratona de Revezamento Ayrton Senna e mostra que a bela morena não está para brincadeira no mais seletivo percurso paulistano: o Autódromo de Interlagos.

O flagrante mostra o olhar incrédulo do corredor de camiseta laranja que parece não acreditar que está sendo ultrapassado a todo vapor pela garota. Já o atleta de boné, que está logo atrás, parece já ter se conformado em perder a posição. Sua expressão, no entanto, demonstra que vai ser difícil acompanhá-la, muito menos dar-lhe o troco.

Mas uma das maiores lições que a corrida nos dá é ser humilde. Ultrapassará e será ultrapassado, pois, nem só de glórias vive um corredor.


Jamais substime uma mulher corredora

Corridas de Rua · 05 out, 2007

Muitos homens podem não admitir, mas dói, e como dói ser ultrapassado por uma mulher, machismo a parte, auto-estima em baixa, são vários os motivos.

Um caso que ficou notório e no final das contas se traduziu em uma grande lição de vida é o relato feito pelo jornalista Marcos Caetano onde ele conta sua luta para tentar ultrapassar a já então septuagenária Dona Mítico.

Esses dias estava olhando umas das milhares das fotos que eu já fiz ao longo desses anos nas provas brasileiras e me deparei com a foto ao lado. Ela foi feita na Maratona de Revezamento Ayrton Senna e mostra que a bela morena não está para brincadeira no mais seletivo percurso paulistano: o Autódromo de Interlagos.

O flagrante mostra o olhar incrédulo do corredor de camiseta laranja que parece não acreditar que está sendo ultrapassado a todo vapor pela garota. Já o atleta de boné, que está logo atrás, parece já ter se conformado em perder a posição. Sua expressão, no entanto, demonstra que vai ser difícil acompanhá-la, muito menos dar-lhe o troco.

Mas uma das maiores lições que a corrida nos dá é ser humilde. Ultrapassará e será ultrapassado, pois, nem só de glórias vive um corredor.

A foto que não prova nada

Um dos fatos mais chatos e porque não dizer inusitados é que percebo nas corridas, principalmente, no caso das maratonas, que a foto da chegada não prova o seu real tempo. Uma espécie de “foto que não prova nada”. Explico melhor minha inquietude.

Meu grande sonho como maratonista era correr a distância (42,1km) sub três horas. Dois anos depois de começar a correr e estrear na distância com 3h56min, eu já tinha repetido o feito por três vezes. Mas as fotos dessas chegadas sub três horas mostram o cronômetro com o tempo bruto, ou seja, o tempo que começa a contar quando é dado o tiro de largada e não o tempo em que você passa em cima do tapete de cronometragem.

Assim, se você perdeu três minutos na largada e completou a maratona em 2h58min, na sua foto de “finisher” constará 3h01min. Tenho um colega de corrida que tem esse “problema”. Toda a vez que ele mostra sua foto de chegada para alguém e diz que pertence ao “clube” dos corredores sub três horas, as pessoas o questionam.

Eu tive a “sorte” de sempre largar bem. Das três provas sub três horas que eu tenho, em minhas doze maratonas, a diferença entre o tempo líquido e bruto ficou entre 10 e 30 segundos.

Para que essa diferença seja pequena a dica é evitar perder tempo na largada. A solução para esse problema é se posicionar bem. Para isso você deve chegar na largada um pouco antes dos demais competidores e ficar o mais perto possível do tapete de cronometragem, assim, menos tempo você perderá.

A outra dica é tentar descontar o atraso durante o percurso, correndo mais forte que o planejado. Se você tiver lastro para tanto, nada impede de fazê-lo. O ruim nesta hora é que sua cabeça não pára de fazer os desgastantes cálculos, o que pode afetar psicologicamente o atleta e talvez atrapalhar sua performance.

Por isso vale a pena tentar largar o melhor possível e ostentar em sua foto as marcas sub três horas, sub 3h30min, sub cinco horas, seja o tempo que for. Afinal uma das grandes forças da expressão fotográfica é que ela é uma arte auto-explicativa.


A foto que não prova nada

Corridas de Rua · 04 out, 2007

Um dos fatos mais chatos e porque não dizer inusitados é que percebo nas corridas, principalmente, no caso das maratonas, que a foto da chegada não prova o seu real tempo. Uma espécie de “foto que não prova nada”. Explico melhor minha inquietude.

Meu grande sonho como maratonista era correr a distância (42,1km) sub três horas. Dois anos depois de começar a correr e estrear na distância com 3h56min, eu já tinha repetido o feito por três vezes. Mas as fotos dessas chegadas sub três horas mostram o cronômetro com o tempo bruto, ou seja, o tempo que começa a contar quando é dado o tiro de largada e não o tempo em que você passa em cima do tapete de cronometragem.

Assim, se você perdeu três minutos na largada e completou a maratona em 2h58min, na sua foto de “finisher” constará 3h01min. Tenho um colega de corrida que tem esse “problema”. Toda a vez que ele mostra sua foto de chegada para alguém e diz que pertence ao “clube” dos corredores sub três horas, as pessoas o questionam.

Eu tive a “sorte” de sempre largar bem. Das três provas sub três horas que eu tenho, em minhas doze maratonas, a diferença entre o tempo líquido e bruto ficou entre 10 e 30 segundos.

Para que essa diferença seja pequena a dica é evitar perder tempo na largada. A solução para esse problema é se posicionar bem. Para isso você deve chegar na largada um pouco antes dos demais competidores e ficar o mais perto possível do tapete de cronometragem, assim, menos tempo você perderá.

A outra dica é tentar descontar o atraso durante o percurso, correndo mais forte que o planejado. Se você tiver lastro para tanto, nada impede de fazê-lo. O ruim nesta hora é que sua cabeça não pára de fazer os desgastantes cálculos, o que pode afetar psicologicamente o atleta e talvez atrapalhar sua performance.

Por isso vale a pena tentar largar o melhor possível e ostentar em sua foto as marcas sub três horas, sub 3h30min, sub cinco horas, seja o tempo que for. Afinal uma das grandes forças da expressão fotográfica é que ela é uma arte auto-explicativa.

Kihachiro Onitsuka: um visionário de seu tempo

Corridas de Rua · 03 out, 2007

Embora neste espaço tratemos basicamente de saúde e bem estar, o assunto também pode enveredar para fatos adversos. Uma das minhas metas, dentro do possível, é dar espaço para pessoas que trabalharam de alguma forma para o bem do nosso esporte.

A nota triste é que um destes abnegados veio a falecer no último sábado, em Kobe, no Japão. Seu nome era Kihachiro Onitsuka, tinha 89 anos, e foi um visionário de seu tempo, já que em 1949 fundou a Onitsuka Tiger que seria a primeira marca de calçados para esportes do Japão.

Após algumas fusões, a empresa passou a se chamar Asics Corporation, que atualmente é a quinta maior fabricante de equipamentos esportivos do mundo e com ampla presença no segmento running.

Cuide da sua segurança durante a corrida

Hoje faz quatro anos que o corredor Gustave Busch faleceu atropelado, assim, dedico esse espaço a Segurança na Corrida.

Segurança na corrida envolve muitos fatores, sejam eles os internos, como os exames preventivos e rotineiros de saúde, e os externos como observar as condições climáticas e também o trânsito. É sobre esse último tópico que irei comentar e passar um pouco da minha vivência sobre o assunto.

Correr na rua no meio do trânsito, muitas vezes é um mal necessário. Seja porque o atleta não tem um local apropriado para treinar ou então porque ele vai correndo ao treino. Segurança na corrida é um problema que corredores das cidades médias e grandes enfrentam no dia-a-dia. Na selva de pedra a lei é clara: vacilou, dançou. Os carros e ônibus atropelam mesmo!

Um caso que ficou conhecido nacionalmente foi o do guitarrista Marcelo Frommer, integrante da banda Titãs, que foi atropelado na Avenida Europa, em São Paulo, quando praticava corrida e veio a falecer. E olha que essa avenida em particular não é uma das mais perigosas da cidade, embora ela tenha uma característica que a torna uma ratoeira para atletas. É uma avenida de mão dupla, o que faz com que o potencial de risco seja maior, pois erros ali, são pagos com a dor e infelizmente com a própria vida.

Para evitar um fim trágico durante os treinos, eu criei ao longo dos anos, algumas estratégias para correr na rua, afinal, somos como o próprio nome diz, corredores de rua, as principais são:

  • Sempre usar roupas e acessórios com material reflexivo;

  • Evite correr na rua ou no meio fio, prefira sempre as calçadas;

  • Fique atento nas saídas e entradas de garagens ao longo do percurso. Procure memoriza-las, se seu trajeto for sempre o mesmo. Mas sempre que você estiver passando por uma garagem a ordem é diminuir a velocidade e olhar rapidamente para os dois lados.

  • Dê preferência aos automóveis, lembre-se que carro não se machuca, corredor sim;

  • Corra sempre no contra-fluxo dos automóveis;

  • Evite tocadores de música como MP3, eles fazem você não perceber os demais sons a sua volta, como por exemplo, uma buzina;

  • Quando você estiver próximo a uma esquina e o farol estiver vermelho pare, não tente atravessar. Nesta hora a dica é correr em círculos para não perder o ritmo da corrida ou voltar correndo alguns metros. Reinicie a corrida assim que o farol estiver verde para você, mas, observe se nenhum veículo está queimando o farol;

  • Se você estiver cronometrando o tempo e esta corrida em círculos ou volta estiver interferindo em seu tempo final, a solução é bastante simples. Basta dar uma pausa no cronômetro e reinicia-lo assim que começar a correr novamente.
  • Fique atento por que com segurança não se brinca!


    Cuide da sua segurança durante a corrida

    Corridas de Rua · 03 out, 2007

    Hoje faz quatro anos que o corredor Gustave Busch faleceu atropelado, assim, dedico esse espaço a Segurança na Corrida.

    Segurança na corrida envolve muitos fatores, sejam eles os internos, como os exames preventivos e rotineiros de saúde, e os externos como observar as condições climáticas e também o trânsito. É sobre esse último tópico que irei comentar e passar um pouco da minha vivência sobre o assunto.

    Correr na rua no meio do trânsito, muitas vezes é um mal necessário. Seja porque o atleta não tem um local apropriado para treinar ou então porque ele vai correndo ao treino. Segurança na corrida é um problema que corredores das cidades médias e grandes enfrentam no dia-a-dia. Na selva de pedra a lei é clara: vacilou, dançou. Os carros e ônibus atropelam mesmo!

    Um caso que ficou conhecido nacionalmente foi o do guitarrista Marcelo Frommer, integrante da banda Titãs, que foi atropelado na Avenida Europa, em São Paulo, quando praticava corrida e veio a falecer. E olha que essa avenida em particular não é uma das mais perigosas da cidade, embora ela tenha uma característica que a torna uma ratoeira para atletas. É uma avenida de mão dupla, o que faz com que o potencial de risco seja maior, pois erros ali, são pagos com a dor e infelizmente com a própria vida.

    Para evitar um fim trágico durante os treinos, eu criei ao longo dos anos, algumas estratégias para correr na rua, afinal, somos como o próprio nome diz, corredores de rua, as principais são:

  • Sempre usar roupas e acessórios com material reflexivo;

  • Evite correr na rua ou no meio fio, prefira sempre as calçadas;

  • Fique atento nas saídas e entradas de garagens ao longo do percurso. Procure memoriza-las, se seu trajeto for sempre o mesmo. Mas sempre que você estiver passando por uma garagem a ordem é diminuir a velocidade e olhar rapidamente para os dois lados.

  • Dê preferência aos automóveis, lembre-se que carro não se machuca, corredor sim;

  • Corra sempre no contra-fluxo dos automóveis;

  • Evite tocadores de música como MP3, eles fazem você não perceber os demais sons a sua volta, como por exemplo, uma buzina;

  • Quando você estiver próximo a uma esquina e o farol estiver vermelho pare, não tente atravessar. Nesta hora a dica é correr em círculos para não perder o ritmo da corrida ou voltar correndo alguns metros. Reinicie a corrida assim que o farol estiver verde para você, mas, observe se nenhum veículo está queimando o farol;

  • Se você estiver cronometrando o tempo e esta corrida em círculos ou volta estiver interferindo em seu tempo final, a solução é bastante simples. Basta dar uma pausa no cronômetro e reinicia-lo assim que começar a correr novamente.
  • Fique atento por que com segurança não se brinca!

    Brasília recebe lobby saudável para melhoria nos esportes

    Quanto mais o esporte se afasta da política melhor fica. Porém, há momentos em que a classe esportiva tem que correr atrás e lutar para a melhora estrutural do esporte no país. É isso que alguns atletas e ex-atletas como Nelson Prudêncio, Hugo Hoyama, Acelino “Popó” Freitas, Flávio Canto farão hoje no chamado Dia Nacional de Mobilização pelo Esporte.

    Na verdade esses campeões de suas respectivas modalidades farão “lobby” no Congresso Nacional junto aos parlamentares para aumentar o orçamento da pasta do Esporte. No país que se ufana de minguados feitos esportivos, onde atletas só são recebidos pelo poder público quando conquistam um feito extraordinário a custa de muito esforço e investimento pessoal, o movimento vai lutar para que a pasta alcance a marca de 1% do orçamento da União. Isso faria com que a atual verba do Ministério prevista para 2008, de R$273,5 milhões, aumentasse em quase cinco vezes totalizando cerca de R$1,2 bilhão.

    No ano passado houve saia-justa entre esportistas e artistas. Esse último grupo fez um “lobby” contra a Lei de Incentivo ao Esporte, que concedia ao setor a mesma fatia (4%) de renúncia fiscal permitida pela Lei Rouanet. O argumento dos artistas era que eles não conseguiriam disputar com o esporte as verbas do empresariado para seus projetos “culturais”.

    Através de um ruidoso “lobby” a classe cultural conseguiu que o Presidente Lula vetasse algumas conquistas. Em suma, a pendenga foi resolvida através de uma medida provisória que fixou o teto do esporte a 1% do imposto devido, o que totalizaria um potencial de arrecadação de R$300 milhões por ano.

    Assim, podemos dizer que o “lobby” que acontecerá hoje é saudável, na medida que pode haver maior investimento do poder público em esportes de base e alto rendimento. E isso não vai depender tanto de empresas que não são comprometidas com o esporte fora de épocas e de grande exposição de mídia.

    E por falar em empresas privadas, que fomentam o esporte, eu sempre me pergunto: se não existissem empresas idôneas, como o Pão de Açúcar que a mais de 15 anos patrocina continuamente provas ou circuitos, como também muitos atletas, as corridas de rua estariam vivendo hoje esse “boom” magnífico que vemos no Brasil? Acho que a resposta é com certeza não!


    Brasília recebe lobby saudável para melhoria nos esportes

    Corridas de Rua · 03 out, 2007

    Quanto mais o esporte se afasta da política melhor fica. Porém, há momentos em que a classe esportiva tem que correr atrás e lutar para a melhora estrutural do esporte no país. É isso que alguns atletas e ex-atletas como Nelson Prudêncio, Hugo Hoyama, Acelino “Popó” Freitas, Flávio Canto farão hoje no chamado Dia Nacional de Mobilização pelo Esporte.

    Na verdade esses campeões de suas respectivas modalidades farão “lobby” no Congresso Nacional junto aos parlamentares para aumentar o orçamento da pasta do Esporte. No país que se ufana de minguados feitos esportivos, onde atletas só são recebidos pelo poder público quando conquistam um feito extraordinário a custa de muito esforço e investimento pessoal, o movimento vai lutar para que a pasta alcance a marca de 1% do orçamento da União. Isso faria com que a atual verba do Ministério prevista para 2008, de R$273,5 milhões, aumentasse em quase cinco vezes totalizando cerca de R$1,2 bilhão.

    No ano passado houve saia-justa entre esportistas e artistas. Esse último grupo fez um “lobby” contra a Lei de Incentivo ao Esporte, que concedia ao setor a mesma fatia (4%) de renúncia fiscal permitida pela Lei Rouanet. O argumento dos artistas era que eles não conseguiriam disputar com o esporte as verbas do empresariado para seus projetos “culturais”.

    Através de um ruidoso “lobby” a classe cultural conseguiu que o Presidente Lula vetasse algumas conquistas. Em suma, a pendenga foi resolvida através de uma medida provisória que fixou o teto do esporte a 1% do imposto devido, o que totalizaria um potencial de arrecadação de R$300 milhões por ano.

    Assim, podemos dizer que o “lobby” que acontecerá hoje é saudável, na medida que pode haver maior investimento do poder público em esportes de base e alto rendimento. E isso não vai depender tanto de empresas que não são comprometidas com o esporte fora de épocas e de grande exposição de mídia.

    E por falar em empresas privadas, que fomentam o esporte, eu sempre me pergunto: se não existissem empresas idôneas, como o Pão de Açúcar que a mais de 15 anos patrocina continuamente provas ou circuitos, como também muitos atletas, as corridas de rua estariam vivendo hoje esse “boom” magnífico que vemos no Brasil? Acho que a resposta é com certeza não!

    Não vacile com seu equipamento

    Imagine a seguinte situação: você se inscreveu para uma maratona internacional, digamos Chicago. Pagou o pacote de viagens, treinou sério (no mínimo seis meses severos), está se sentindo confiante em relação ao seu desempenho na prova.

    Tudo perfeito! Fez sua mala arrumando com carinho suas roupas. Olhou para seu par de tênis, que você vem treinando há algum tempo (o mesmo que você usará na prova), e “pediu” para que ele não te decepcionasse.

    Apesar dos tumultos que vem acontecendo nos aeroportos brasileiros seu embarque foi tranqüilo e sua viajem melhor ainda. Desembarcou com calma e foi pegar sua mala na esteira. Um minuto, dois, três... 10 minutos se passam e nada da mala. Na mesma hora você pensa que atrasos acontecem, mas essa demora já passou dos limites. É hora de tomar uma decisão e falar com o pessoal da companhia aérea. A resposta é assustadora: “sua mala foi extraviada!”. Quem sabe pode ter sido enviada para a Europa ou talvez Alasca!

    Nesta hora cai a ficha e você lembra que seu aliado mais importante para a maratona, seu par de tênis, estava na mala extraviada. Justamente a coisa mais importante de toda sua bagagem. Depois do susto restam apenas duas opções: desistir de participar da prova ou comprar um novo tênis, que com certeza lhe dará uma grande dor de cabeça – e no pé, obviamente – já que a regra número um para todo atleta é jamais competir com equipamento novo, principalmente o tênis.

    Para que uma cena dessa não aconteça, a dica é sempre manter seu par de tênis, meia, calção e camiseta na bagagem de mão para evitar complicações. Não pense que esse fato só acontece com amadores. Saiba que a equipe brasileira de atletismo, que foi disputar os Jogos Pan-americanos de Mar Del Plata, na Argentina, em 1995, teve seu equipamento extraviado. A delegação brasileira teve que ir fazer compras às pressas.

    Obs: caso a prova escolhida seja a Maratona de Nova York e você opte em desistir da competição, saiba que seu nome será banido da mítica maratona por toda sua vida, sem choro ou “jeitinho brasileiro”. Fique esperto!


    Não vacile com seu equipamento

    Corridas de Rua · 02 out, 2007

    Imagine a seguinte situação: você se inscreveu para uma maratona internacional, digamos Chicago. Pagou o pacote de viagens, treinou sério (no mínimo seis meses severos), está se sentindo confiante em relação ao seu desempenho na prova.

    Tudo perfeito! Fez sua mala arrumando com carinho suas roupas. Olhou para seu par de tênis, que você vem treinando há algum tempo (o mesmo que você usará na prova), e “pediu” para que ele não te decepcionasse.

    Apesar dos tumultos que vem acontecendo nos aeroportos brasileiros seu embarque foi tranqüilo e sua viajem melhor ainda. Desembarcou com calma e foi pegar sua mala na esteira. Um minuto, dois, três... 10 minutos se passam e nada da mala. Na mesma hora você pensa que atrasos acontecem, mas essa demora já passou dos limites. É hora de tomar uma decisão e falar com o pessoal da companhia aérea. A resposta é assustadora: “sua mala foi extraviada!”. Quem sabe pode ter sido enviada para a Europa ou talvez Alasca!

    Nesta hora cai a ficha e você lembra que seu aliado mais importante para a maratona, seu par de tênis, estava na mala extraviada. Justamente a coisa mais importante de toda sua bagagem. Depois do susto restam apenas duas opções: desistir de participar da prova ou comprar um novo tênis, que com certeza lhe dará uma grande dor de cabeça – e no pé, obviamente – já que a regra número um para todo atleta é jamais competir com equipamento novo, principalmente o tênis.

    Para que uma cena dessa não aconteça, a dica é sempre manter seu par de tênis, meia, calção e camiseta na bagagem de mão para evitar complicações. Não pense que esse fato só acontece com amadores. Saiba que a equipe brasileira de atletismo, que foi disputar os Jogos Pan-americanos de Mar Del Plata, na Argentina, em 1995, teve seu equipamento extraviado. A delegação brasileira teve que ir fazer compras às pressas.

    Obs: caso a prova escolhida seja a Maratona de Nova York e você opte em desistir da competição, saiba que seu nome será banido da mítica maratona por toda sua vida, sem choro ou “jeitinho brasileiro”. Fique esperto!