
Soldan já conhece bem o trajeto do Internacional (foto: Fernanda Paradizo/ www.webrun.com.br)
A triathleta Sandra Soldan, primeira mulher a quebrar a hegemonia estrangeira de mais de uma década no Triathlon Internacional de Santos, voltará a disputar a tradicional competição no próximo dia 24 e está motivada a brigar pelo segundo título. Após um tempo afastada do esporte, num misto de esgotamento e decepção no Pan 2007, ela diz estar de cabeça fria e pronta para um retorno triunfante.
Tenho grandes recordações nesta prova. Fui a primeira brasileira a vencer. Comecei no Internacional ainda quando estudava na Faculdade. Tive altos e baixos, mas sempre gostei de competir em Santos, afirma a campeã em 2003, vice em 2001, terceira colocada (melhor brasileira) em 2002 e quarta em 2006.
Segundo ela, a receita para uma boa performance é estar em forma para enfrentar o forte calor, que destrói, motivo pelo qual ela vem se preparando de forma intensa para voltar bem e se superar. Depois de defender o Brasil em duas olimpíadas, ano passado ela tinha como objetivo uma medalha no Pan do Rio, mas acabou com um decepcionante 19º lugar. Treinei muito para o Pan, a tática toda estava na natação, mas sobrei e depois me arrastei, relata a atleta, afirmando ter perdido a motivação após a disputa.
Ela chegou a pensar em abandonar as competições definitivamente, mas depois de esfriar um pouco a cabeça percebeu que ainda não era hora de se aposentar. Só não abandonei, porque não consigo ficar parada, revela Sandra, treinada pelo marido Carlos Eugênio Ferraro, o Neném, e que também tem no currículo o título mundial de aquatlhon, em 2002, no México.
Novos Caminhos – Aos 34 anos de idade, sendo 12 dedicados ao triathlon, ela deu um novo passo após os Jogos Pan-americanos ao seguir sua profissão, a de médica. Após o escândalo de Rebeca Gusmão acusada de doping, Soldan foi contratada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos para atuar na comissão antidopagem.
Foi ótimo. Me formei em Medicina em julho de 97 e 10 anos depois, em agosto de 2007, assumi o cargo, contoa lembrando que também no ano passado fez prós-graduação em medicina de exercício esportivo. Eu nunca tinha tempo para a profissão que estudei, por causa do triathlon. Agora, consigo conciliar os treinos. Foi uma renovada na minha vida.
Durante os 1,5 quilômetros de natação; 40 de bike e 10 de corrida (distância olímpica), ela terá como adversárias velhas conhecidas, como Carla Moreno, bicampeã da prova, a australiana Michellie Jones, uma das maiores atletas da modalidade em todos os tempos e pentacampeã; a canadense Carol Montgomery, tricampeã, além da alemã Nina Kraft, vencedora ano passado.
A natação, as transições das modalidades e o pórtico de chegada serão na Praia do Boqueirão, enquanto o ciclismo terá metade do percurso na Rodovia Anchieta, passando pelo Centro Histórico da Cidade, e a corrida terá como cenário a orla da praia. A largada será realizada às 8 horas.
Este texto foi escrito por: Webrun