
Paulo Marques participará de sua primeira competição nesta segunda-feira (15/10) (foto: Monique Barleben/www.webrun.com.br)
“Desde 2006 a cidade não sediava uma maratona e os corredores amadores garantem que além da infraestrutura oferecida aos participantes, a presença dos quenianos torna a 1ª Maratona Internacional de Recife ainda mais estimulante. Para o presidente da Federação Pernambucana de Atletismo, Warlindo Carneiro, o intercâmbio com os corredores estrangeiros é extremamente enriquecedor”.
Direto de Recife – Cerca de 120 corredores da equipe Corre Recife estarão na prova desta segunda-feira (15/11), marcada para começar às 7h, no Marco Zero da Cidade. Para José Hilton, integrante do grupo de atletas da cidade, a participação de atletas estrangeiros na prova motiva ainda mais os amadores a buscar uma boa performance.
Quenianos, em termos de corrida, o próprio nome já diz, quenianos. A gente sabe que dificilmente chegaremos perto deles, mas a presença aqui é algo muito estimulante, afirma José, atleta de 51 anos, que estará na prova de 42 quilômetros.
Para o estreante Paulo Marques, a presença dos africanos vem para animar. Corro apenas há três meses e vou participar da disputa de dez quilômetros. Será minha primeira competição e quem sabe um dia não chego a ser um atleta de elite, brinca o corredor local, que trabalha como engenheiro.
Segundo Severo de Almeida, um dos fundadores da equipe Corre, a cidade nunca recebeu uma prova tão grande como essa. A última maratona em Recife foi em 2006, nós mesmos, corredores daqui que organizamos a Maratona, explica Severo. A gente não tinha estrutura nem logística. Na época que fazíamos a prova, a cronometragem era feita manualmente. Além disso, essa competição deve oferecer mais segurança, completa Almeida. Já de acordo com Gilberto Fernandes Soares, o evento poderia atrair ainda mais participantes caso oferecesse premiação por categorias.
Eu tenho 56 anos e acredito que mais gente do Nordeste poderia vir para cá caso houvesse uma bonificação por faixa-etária também, acredita Gilberto. Por conta disso, o veterano garante que vai correr com muita tranquilidade para curtir a prova. Vou contemplar o percurso e não vou ter pressa, nem vou olhar o relógio, destaca.
O presidente da Federação Pernambucana de Atletismo, Warlindo Caneiro, garante que este evento é de importância ilimitada, pois além gerar desenvolvimento para a área de esportes, também favorece outros setores da região. O turismo é beneficiado e recebemos atletas de várias partes do país, afirma.
Os quenianos também são sempre bem vindos e é muito importante esse intercâmbio, que só vem para engrandecer a disputa, reflete Warlindo. Além dos atletas Kipleting Kendagor, Nicholas Kibor Sabulei e Jacquiline Jerotich Chebor, do Quênia, estarão presente na competição grandes corredores brasileiros, como Franck Caldeira, Marco Antônio Pereira, Francisco Barbora, Marily dos Santos e Conceição Oliveira.
Este texto foi escrito por: Monique Barleben