Penha recebe “starlist mais forte de todos os tempos” no sábado

Redação Webrun | Triathlon · 22 ago, 2012

Durante o ciclismo  é preciso ter cuidado com os ventos fortes de Penha (foto: Alexandre Koda/www.webrun.com.br)
Durante o ciclismo é preciso ter cuidado com os ventos fortes de Penha (foto: Alexandre Koda/www.webrun.com.br)

A cidade de Penha, no litoral de Santa Catarina, já começa a se movimentar para o Ironman 70.3 que acontece neste final de semana. Os atletas vão chegando à cidade para os últimos preparos antes da largada no sábado (25/08), às 9h30, na Praia da Armação.

Com metade das distâncias de um Ironman, sendo 1,9 quilômetros de natação, 90 de ciclismo e 21,1 de corrida, a disputa deste ano promete ser acirrada entre os atletas que compõem o “startlist mais forte de todos os tempos”, na opinião do triatleta e blogueiro do Webrun, Guto Antunes.

Disputa de alto nível – O principal adversário que vem para tirar o sono dos brasileiros e também, por que não, dos argentinos é o neozelandês Terenzo Bozzone, primeiro lugar, com recorde de 3h40min40, no Mundial de Ironman 70.3 em 2008.

“Ele é um atleta excepcional, mas também não tem experiência na prova de Penha”, comenta Guto. “Todos os brasileiros de elite que estão largando nessa prova conhecem o percurso e sabem os pontos que têm que tomar cuidado”, destaca o triatleta, para quem esse é o ponto forte para tentar bater o favorito.

Outra consideração que Guto faz para o Meio Ironman, prova que está acostumado a competir nos deus 12 anos como triatleta profissional, é a temporada dos adversários. Nomes como Ezequiel Morales, Santiago Ascenço e Fabio Carvalho vêm de diversas provas longas e pesadas no ano.

“Acredito já num cansaço maior por parte deles nessa prova”, explica Guto, que teve uma recuperação mais longa desde o Ironman Brasil, sua estreia na competição em Florianópolis.

As dificuldades em Penha – O Ironman 70.3 acontece na Praia da Armação em meio ao parque temático Beto Carrero World, onde será montada a arena e a área de transição da prova. As águas no sul do País são geladas e sem muita correnteza, dois pontos que deixam a natação relativamente tranquila, porém forte. “Você tem que estar preparado para nadar com roupa de borracha”, alerta Guto.

Durante o ciclismo é que tudo pode acontecer no triathlon. Em Penha costuma ventar muito por volta do meio dia, hora em que os atletas estarão na terminando o pedal, o que pode prejudicar um pouco para saírem para a corrida.

“Quem não se preservar no pedal e não tomar cuidado no final vai pagar o preço na corrida”, conta o triatleta, que costuma crescer mais na prova nos últimos dez quilômetros da meia maratona.

A experiência do Ironman – Mesmo depois de tantos anos como atleta profissional, Guto Antunes acredita que ainda tem muito que aprender. A estreia no Ironman Brasil foi importante para aumentar a sua bagagem de conhecimento não só sobre triathlon como também sobre si mesmo.

“Em provas de triathlon olímpico ou Meio Ironman eu estou sempre pensando, o tempo todo. Nessa prova do Ironman eu aprendi que, de vez em quando, você precisa desconectar corpo e mente para tentar buscar um motivo maior para conseguir fazer mais força do que você aguenta”, explica o triatleta, que leva a experiência para seus treinos e próximas competições.

“É uma lição de vida. O corpo pede para parar e você continua. O Ironman é uma prova que você aprende a se conhecer e chegar acima do que aguenta para conseguir o resultado que você quer”, analisa.

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Este texto foi escrito por: Fabiana Coletta

Redação Webrun

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