Novidades na Volta à Ilha foram aprovadas pelos competidores

Redação Webrun | Ultra Maratona · 14 abr, 2012

A equipe de Fernando Góis  que gostou dos desafios do Morro do Sertão (foto: Fabiana Coletta/www.webrun.com.br)
A equipe de Fernando Góis que gostou dos desafios do Morro do Sertão (foto: Fabiana Coletta/www.webrun.com.br)

Pode-se dizer que a Volta à Ilha é a ultramaratona de revezamento mais esperada do ano. Cerca de 3.700 pessoas se dividiram em 400 equipes para percorrer os 140 quilômetros da prova, que este ano teve percursos novos por trilhas e até uma travessia de barco. Uma leve chuva aliviou o calor abafado, porém nublado , na cidade de Florianópolis.

Direto de Florianópolis – Desde a largada, ainda durante a madrugada deste sábado (14/04), o espírito animado e aventureiro dos participantes da Volta à Ilha era visível. Alguns gritavam para espantar o sono e outros transpiravam de ansiedade nas primeiras horas da manhã em Florianópolis, Santa Catarina.

O clima quente e abafado permaneceu ao longo do dia, com alguns momentos de chuva fraca, que ajudou a refrescar e a deixar alguns pontos do percurso mais desafiador.

Foi o caso do trecho entre os Postos cinco (Praia da Daniela) e seis (Jurerê). Antes da praia, por dois quilômetros, os atletas enfrentaram algumas pedras, que ficaram escorregadias. A orientação dos instrutores era para que as pessoas andassem se apoiando com as mãos. “Estava muito liso e não tinha outro jeito, então se perdia muito tempo [para atravessar]”, contou Juliana Storeli.

Para Priscila Rabelo, o inoportuno do trecho foi não poder evoluir na corrida. “[O trecho] tinha muito lodo, muita pedra, tinha que tomar cuidado para não se machucar”. Nesses momentos, ficava claro o espírito aventureiro da prova, já que a maioria dos atletas aprovaram essa e outras novidades.

A travessia de barco – Apesar de ter causado muitas dúvidas na noite de ontem (13/04), a inédita travessia de barco, feita no trajeto do Posto quatro para o cinco (em direção à Praia da Daniela) recebeu muitos elogios dos corredores.

Para Flavio Fernandes, o único incômodo foi tirar os tênis para ir até o mar e calçá-los de novo. “Ficamos uns cinco minutos dentro do barco, então perde um pouco o ritmo, mas está aprovado, mais uma aventura”.

Patrícia Araújo não sabia da modificação e foi pega de surpresa quando chegou até os barcos e bananas disponíveis para se atravessar. “Foi uma aventura a mais que eu não estava esperando”, contou animada.

E foi nessa travessia que o espírito de equipe entre os atletas foi mais testado. Mesmo sendo seus adversários, a interação foi divertida, já que “estava todo mundo junto no mesmo barco, literalmente”, contou Tatiana Yamamoto. Para ela, a pausa na corrida foi ideal. “Puxei bastante no começo, porque eu sabia que tinha o barco para poder descansar e continuar puxando na [Praia da] Daniela”.

Veja na próxima página como foi o trajeto do Morro do Sertão e o resultado parcial.

O Morro do Sertão – Outro trecho sempre emblemático da competição é o Morro do Sertão, “carinhosamente” apelidado de Morro Maldito por alguns participantes. E não é para menos. São quase 200 metros de subida em um trajeto de cinco quilômetros. Quando descem o morro, os atletas devem percorrer mais cinco quilômetros até o Posto de Troca. O que mais se ouve na chegada é o trocadilho: “Quase morro no morro”.

A chuva fraca neste trecho deixou a trilha do morro molhada. O adequado é realizar esta parte com calçado especial para a terra, como sugere Marcelo Nardi, que correu em dupla. “Tem um pouquinho de lama, mas com cuidado e tênis apropriado fica mais seguro”.

Para Fernando Góis, da equipe Tribo do Esporte, a lama e o chão escorregadio não são problemas. “Quanto pior, melhor”, diverte-se.

Resultados parciais – A equipe que primeiro atravessou a linha de chegada, no trapiche da Avenida Beira Mar Norte foi a campeã de 2011, Beckhauser Malhas, de Tubarão, Santa Catarina. Até o momento, o grupo não pode ser declarado campeão, já que ainda pode sofrer penalidades. O resultado oficial será dado na manhã do domingo (15/04), na Cerimônia de Premiação.

Este texto foi escrito por: Fabiana Coletta

Redação Webrun

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