
Da esq. p/ dir. Ohata Juraci e Soldan parte da equipe olímpica brasileira (foto: Harry Thomas Jr./WebRun)
Leia na íntegra a nota oficial da CBTri, Confederação Brasileira de Triathlon, sobre o “trabalho de equipe” da modalidade em Atenas.
Cbtri – “Recentemente tem sido amplamente divulgada nos meios de comunicação a hipótese de os triatletas brasileiros trabalharem “em equipe” para garantir medalhas nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004. Para a Confederação Brasileira de Triathlon, isto é uma utopia.
Segundo algumas notícias divulgadas por jornais de diversos Estados do Brasil, o Grupo Pão de Açúcar, patrocinador dos seis atletas que irão representar o Brasil (Carla Moreno, Mariana Ohata, Sandra Soldan, Leandro Macedo, Juraci Moreira e Paulo Miyashiro), está encampando e promovendo esta idéia.
A partir do ponto de vista do interesse dos patrocinadores, já observamos um fato que pode gerar discordância, pois, além do Pão de Açúcar, cinco dos seis triatletas possuem outros patrocinadores, como Brasil Telecom (Mariana, Sandra e Juraci), Nike (Carla), Reebok (Sandra), Sesi (Juraci) e Memorial (Miyashiro).
A Brasil Telecom, patrocinadora oficial da CBTri, não compactua da mesma idéia do Pão de Açúcar e, possivelmente, Nike, Sesi, Memorial e Reebok têm suas próprias opiniões, que também podem divergir.
A Confederação Brasileira de Triathlon não vê hoje a mínima possibilidade de um trabalho deste tipo dar certo em Atenas. O caso ocorrido com a equipe feminina dos Estados Unidos em Santo Domingo (que através do trabalho conjunto permitiu que Sheila Taormina fosse medalha de prata) foi atípico. Por falta de interesse das melhores atletas daquele país em participar dos Jogos Pan Americanos, os EUA mandaram duas reservas e ficou caracterizado o trabalho de equipe em prol da melhor triatleta. Em Atenas, os Estados Unidos irá com time completo e ninguém fará trabalho de equipe.
Se pegarmos a Espanha como exemplo, verificamos o trabalho feito com Ivan Rana, hoje terceiro colocado do ranking mundial, campeão mundial de 2002 e vice em 2004 (sempre beneficiado nas provas por seus compatriotas), vem de longa data, desde 2000. Eles planejaram isto a longo prazo e poderão colher frutos em Atenas. Além disso, Ivan está num nível muito acima dos outros triatletas espanhóis.
Sendo assim, a Confederação Brasileira de Triathlon prefere deixar o trabalho de equipe para 2008/2012, pois neste momento o objetivo é outro. Nossos atletas competirão em iguais condições, já que o nível entre os três homens e as três mulheres é exatamente igual. Assim, eles devem se concentrar nos treinamentos e procurar realizar o melhor possível em Atenas.
A Confederação Brasileira de Triathlon considera bem-vindas as premiações extras oferecidas pelos patrocinadores, mas acha que por enquanto isso é tudo o que eles devem oferecer.”
Este texto foi escrito por: Webrun